1. Spirit Fanfics >
  2. Cheer Up! (Minsung - Knowhan) >
  3. Temp. I - Cap L

História Cheer Up! (Minsung - Knowhan) - Capítulo 50


Escrita por: e mikarawr_


Notas do Autor


Kade: Olá! Hoje eu não esqueci, palmas para mim ksksksks enfim! Hoje vamos de Changlix de novo, oia eles aí tendo os holofotes de novo huuuumm... queria dizer que aqui tá chovendo e que logo mais eu crescem barbatanas e guelras em mim

Minho: Vai virar peixe logo logo. Forças aí parceiro

Bin: Estou precisando...

Kade: Boa leitura!

~-~-~

Mika: Como sempre, eu esqueci até de comer, então imagina se iria lembrar de atualizar Cheer Up... xD Ainda bem que a Kade lembro, hahaha. Anyway, boa leitura ♥

Felix: Eu estaria feliz com essa atenção toda se não estivesse na merda e quase indo morar na rua.......

Han: Assim eu fico preocupado Lix... TT_TT




Foto da Capa: Sala de espera da Clínica que o Bin foi

Capítulo 50 - Temp. I - Cap L


Fanfic / Fanfiction Cheer Up! (Minsung - Knowhan) - Capítulo 50 - Temp. I - Cap L

(Quarta • 01/04 • Aprox. 10:00)

Normalmente por volta desse horário, ele estaria rodeado de pessoas perambulando de um lado para o outro do Campus que; ou estariam fugindo das aulas ou buscando algo para fazer. Sem mencionar aqueles voltando do intervalo e indo para suas respectivas salas.

Bem, hoje Changbin não encarava esse cenário. Não sabia se agradecia por isso ou não, afinal, ele estava era com medo de onde se encontrava naquele momento. 

Depois que a tala deixou sua mão, Seo achou estar livre para usar seu punho direito como bem quisesse em seu trabalho - do qual foi afastado por umas 3 semanas -, mas por mais que o médico tivesse o liberado na condição de que usasse uma luva na hora dos treinos, isso ainda não queria dizer que ele estava livre de exames.

Hoje foi mais um dia em que Changbin teve que deixar alguma coisa de lado para ir à clínica médica entregar alguns exames que havia feito ali mesmo no prédio mais cedo.

A sala de espera rodeada de branco, cinza e um tom esverdeado que chegava a dar aparência de hospital, estava vazia a não ser por ele e uma outra mulher que estava sentada na outra fileira de bancos do outro lado da sala.

O silêncio era agonizante, qualquer mísero som parecia formar um eco irritante naqueles corredores, principalmente quando alguém usava salto. Ficar sentado e parado foi impossível, quem o olhava podia jurar que tinha alguma coisa em suas calças, porque ele estava muito inquieto. 

Quando a espera finalmente chegou ao fim e o médico o chamou, nunca se sentiu tão feliz em entrar dentro de uma sala médica. Agora, Changbin estava era louco para sair dela.

Impaciente, deixou a pasta de exames em cima da mesa do médico e esperou que este olhasse e o liberasse de uma vez. Mas parece que aquele senhor resolveu trabalhar em câmera lenta, já que olhava tão devagar para os exames que em um dado momento Changbin pensou que ele estava memorizando cada pedaço dos seus ossos. 

Ficou com o cotovelo na mesa e o rosto deitado sobre  palma da mão, esperando qualquer resposta do senhor. Estava caindo de sono, quase escorregou diretamente para o chão quando o médico chamou sua atenção. Se endireitou rapidamente e sacudiu a cabeça para afastar o sono. - E então, está tudo bem?

O senhor assentiu. - Com o seu punho sim, e com o outro também agora que passou a se proteger com as luvas. - Então por qual motivo ele foi chamado para fazer toda essa chatice de novo? - Não me leve a mal, mas como você trabalha em academia, precisa de um acompanhamento médico mais atento, pra evitar que se machuque de novo sem saber o motivo. É normal alguns instrutores de esportes brutos como o boxe aparecerem com narizes quebrados ou algum outro osso fraturado.

Ele era instrutor de boxe, mas nunca chegou a lutar de verdade. Normalmente ele apenas instruía com os movimentos mais básicos; ensinava a maneira certa de desviar, de chutar e golpear, mas nunca ficou de frente para um aluno e mostrou uma luta na prática. Não sabia se seria uma boa ideia visto que ele já fica cheio de roxos só pelo treino de futebol. - Eu nunca tive problemas com isso.

- Pode ser, mas você disse que também pratica futebol americano, motivos a mais pra estar atento a lesões como a que teve no punho. - Já perdeu a conta de quantos sermões de médicos ele levou desde que fraturou o punho. Um atrás do outro. Resultado? Quase um mês com a mão imobilizada. 

- E agora terminou? - Sua impaciência não era saber quando poderia voltar para casa, mas saber se era seguro ele continuar pegando pesado. Porque Seo abusou da liberdade da tala na mesma semana que tirou ela. 

- Quase, vamos ver seus movimentos primeiro. Depois eu te libero.

Aquele era o momento que mostrava ao médico como seus dedos se moviam. A primeira vista pareciam normais, mas o olhar treinado e mais atento do médico viu que eles estavam rígidos na base. 

Às vezes se ouvia o som dos ossos estalando sem esforço algum, além de algumas saliências que não deveriam estar ali. A mão é a parte que mais trabalha do corpo, e se desse bobeira ela começaria a doer do nada depois de um esforço repetitivo demais. E o resultado do esforço de Changbin estava bem ali; seu metacarpo levemente inchado outra vez.

Era um inchaço suave, não chegava a ser uma bola igual antes, mas ainda estava presente. Hoje seria um dos dias que Changbin andaria de luvas durante todo o trabalho, e se dependesse do médico, ele nem usaria a mão direita. - Tome remédios e de vez em quando coloque uma compressa fria sobre ela. Tente não fazer movimentos bruscos e deixe sua mão descansar, está me entendendo?

Não era como se ele tivesse muita escolha. Assentiu e assim que recebeu a receita do remédio, Changbin agradeceu e se despediu do médico. Estava aliviado por sair daquele prédio depois de uma manhã inteira fazendo exames, mas incomodado porque sua mão não estava totalmente recuperada. Ao menos não era nada sério e ele poderia tratar em casa sem problemas, a melhor parte? Não iria atrapalhar em seu jogo e nem em seu trabalho. 

Após pagar a consulta, ele se dirigiu para o estacionamento onde tinha deixado sua moto; colocou seu capacete e saiu. Para casa? Não, para a farmácia pegar o remédio que o médico prescreveu. Depois disso, ele ainda foi ao mercado na esquina de casa pegar algumas coisas básicas que estavam faltando, além de outras coisas para o seu almoço. 

Era perto do meio-dia quando ele chegou. Só teve tempo de fazer um almoço rápido e simples, e a bagunça deixou dentro da pia para que lavasse mais tarde. Tinha vezes que dizia para si mesmo: “morar sozinho era trabalhoso”.

Quando estava para descer as escadas e ir para o trabalho, pegou o celular de seu bolso e abriu o aplicativo de conversas. Havia conversado com Minho, Hyunjin, alguns garotos do time, e com Felix. A última coisa que tinha do mais novo era uma mensagem de “boa noite” do dia anterior. Ele tentou falar com ele, tanto que lhe mandou outras mensagens, mas o ruivo não respondeu nenhuma delas.

Deveria se sentir preocupado? Talvez, já que o Lee estava desanimado ontem durante toda a manhã e sempre que Changbin tentava chegar perto dele para conversar, o garoto mudava de assunto. 

O almoço de ontem se resumiu em apenas ele, Felix, Hyunjin e Seungmin, já que Minho e Jisung já haviam se mandado antes mesmo do horário de saída. Levou aquilo como um sinal de que o amigo estava conversando com o namorado afim de buscar entender o que estava acontecendo. Pela mensagem que os dois trocaram ontem, ele conseguiu. Agora esperava ansiosamente por Minho para que o mesmo lhe contasse.

Como morava literalmente em cima da academia, era somente descer uma escada para chegar ao trabalho, mais rápido que isso impossível. Trocou sua roupa pelo uniforme do estabelecimento e com muito receio, colocou suas luvas ortopédicas em ambas as mãos; por um segundo quase esqueceu de tomar seu remédio, sorte que ele lembrou antes de sair da salinha dos funcionários.

O local não era lotado antes das 13:30, mas depois desse horário que as pessoas começavam a aparecer. Por mais que estivesse esperando por Minho, era trabalho dele esperar os alunos que ele instruía e assim que chegassem, colocá-los para trabalhar os músculos. 

A maioria das pessoas que ele acompanhava eram jovens pouca coisa mais velhos que ele e outros mais novos; garotos e garotas que ele tinha que organizar e revezar os exercícios entre os vários instrumentos espalhados pelo andar inferior do enorme salão. Ele também tinha que ficar de olho em todos eles para garantir que estavam seguindo o programa, afinal, vai que um desse uma de preguiçoso.

Foi um começo de tarde normal; conversava com seus alunos já que alguns eram pessoas boas de se começar um assunto qualquer; e na hora do boxe, ele teve de tirar as luvas ortopédicas para trocar pelas luvas de luta. 

Havia uma zona grande aos fundos com tatami pelo chão todo, perfeito para amortecer quedas além de um saco de areia duro e pesado pendurado bem atrás deles. Nessas horas, Changbin tinha que usar bastante força no braço, deixá-lo bem tensionado para receber os chutes no aparador. Eram golpes bem fortes, ao final de cada treino, Seo via as veias de seus braços salientes e quase saltando para fora.

Saía dali suando, mas orgulhoso por ser um bom professor. Do chão ao seu lado pegou uma garrafa de água e deu um belo e generoso gole do líquido gelado, para refrescar depois de um esforço desses. A parte boa era que ele tinha uma pausa agora, e foi justamente neste horário que ele viu Minho parado mais à frente, parecia estar esperando ele.

- Agora entendo porque nada te derruba nos jogos, como aguenta esses chutes? - Pediu a ele assim que os dois ficaram lado a lado e foram para a bancada do bar.

- Prática, eu me acostumei. - Respondeu depois de outro gole de água. Estava suando e Minho fez a gentileza de lhe estender uma toalha para secar o rosto. Aceitou e agradeceu por isso. - Chegou mais tarde hoje por quê?

- Coloquei na minha cabeça que terminaria aquele trabalho ainda hoje e foi isso que eu fiz. Demorei umas 3 horas, mas eu terminei. - Riu baixinho. - Mas e você?

- Você sabe como eu estou. - Lhe encarou seriamente. - Você conversou com o Jisung, o que ele disse?

- É uma situação complicada. - Advertiu logo de início. - Sendo sincero, eu não sei se o Felix planeja te contar sobre isso.

O cenho dele se franziu de imediato e uma expressão confusa se formou em seu rosto. - E por que ele não me contaria?

Minho podia não conhecer muito de Felix, mas imaginava o motivo. - Talvez porque ele não queira te estressar com isso. Nem o Han queria me contar, ele ficou com medo que isso fosse me desconcentrar do treino e do nosso amistoso nesse fim de semana. - Havia muita coisa nessa história que Minho soube apenas pelo que Jisung lhe contou, mas tinha certeza de que seu amigo sabia o resto dela. 

As coisas que passavam pela cabeça de Changbin eram várias, diversos motivos que poderiam deixar Felix abatido, mas sua memória trouxe à tona o motivo mais recente. Por isso que ele suspirou. - Deixa eu adivinhar, tem algo a ver com o pai dele? Pode parar de querer vir com incógnitas pra cima de mim, vai direto ao ponto. - Era só o que faltava Minho também querer manter coisas escondidas dele. Por isso teve que dar um puxão no Lee para que ele abrisse logo o jogo. 

Bem, depois que Minho contou tudo que tinha para contar, Changbin fez a mesma cara que o Lee fez quando soube, mas um pouco pior. Virou-se de frente para a bancada e cerrou ambos os punhos em cima dela; abaixou a cabeça e suspirou de modo arrastado. - Tudo isso aconteceu segunda…? - Olhou para o amigo com um mínimo movimento de cabeça. O mais novo assentiu e Changbin soltou um resmungo de raiva. - Merda… O pai dele não estava brincando mesmo… Ele falou sério quando disse que não sustentaria mais ele… Não acredito…

- Eu fiquei como você quando eu soube, mas Bin, você estava lá quando tudo aconteceu. Por isso que, talvez, o Lix não queira te contar. - A mão do Lee pousou sobre seu ombro na tentativa de acalmar o mais velho. Não que houvesse como fazer isso agora.

- Ainda assim… Ser despejado, Min? Sabe o que isso quer dizer né? Sem ter onde morar. Ainda que eles têm a nós, mas e se não tivessem?? - A decisão de Jehoon em simplesmente cortar tudo que garantia a Felix - comida na mesa e um lugar para dormir - veio por causa daquela briga feia que tiveram no almoço de sábado? A resposta era meio óbvia, mas tinha uma coisa que batucava na cabeça de Changbin como um martelo. - Será que ele fez isso por minha causa…?

Minho deu a ele um olhar indignado. - Como que isso poderia ser culpa sua Bin? 

- Eu não te contei tudo o que aconteceu lá, mas… Teve uma hora que eu levantei da mesa e respondi para o pai dele. - O silêncio breve de Changbin fez Minho se calar também, conforme encarava o amigo com lábios entreabertos. - A mãe dele é uma boa pessoa, imagino que ela não saiba do que esteja acontecendo. - Olhou para Minho, esperando que ele tivesse essa resposta.

- Sungie disse que o Lix está com medo de contar para a mãe dele, teme que os pais se separem por causa disso.

Bem como ele pensou, Felix tinha um peso maior nos ombros além do despejo e do desespero em encontrar um lugar para morar. Ter os pais divorciados; um namorado em estado de nervos que vivenciou a briga e recebeu as ofensas do mesmo homem que estava literalmente os abandonando… É, precisava conversar com ele. Essa foi uma decisão que ele não demorou para tomar. - Ele disseram como iam resolver?

- Sugeri ao Jisung morar comigo lá em casa, agora o Felix… Eu deixei pra você resolver. Ele deve estar no apartamento arrumando as coisas, vai lá falar com ele. - Não foi uma sugestão, mas sim um conselho. Minho sorriu e disse que se viraria sem o instrutor favorito dele, afinal, sabia a sua ordem de exercícios. 

Com isso, Changbin foi aos fundos conversar com seu chefe e pedir para um de seus amigos substituir ele, pois iria sair mais cedo por motivos pessoais importantes. 

Após a permissão para a saída, Seo foi até a sala dos funcionários trocar sua roupa de academia por suas calças pretas e seu moletom cinza; vestiu seus tênis; pegou sua bolsa e subiu rapidamente para seu loft deixar suas coisas e pegar as chaves de sua moto. 

Eram quase 16:30 quando ele saiu rumo ao apartamento dos dois; sabia que Han trabalhava às Quartas e por isso o ruivo estaria sozinho lá, o que era perfeito para ter um ambiente isolado onde apenas eles pudessem conversar. 

A distância grande entre os bairros levou mais tempo graças ao trânsito. Assim que avistou o conjunto de apartamentos, estacionou a moto na calçada da frente e logo entrou pelo portão. Por sorte o porteiro o reconheceu e permitiu que subisse. No elevador, Changbin se perguntava que tipo de conversa eles teriam. Ainda pensava nisso quando bateu na porta do apartamento.

(...)

Para Felix, aquela Quarta-Feira estava sendo ainda mais difícil do que foi os dois primeiros dias da semana. O motivo? Provavelmente porque Changbin faltou na aula pela manhã para ir ao médico, assim como o mais velho havia lhe avisado de que precisaria ir.

Não estava sendo fácil para ele esconder de Seo a atual situação na qual se encontrava. Era difícil e complicado parecer o mesmo Felix de sempre na frente dele para não levantar suspeitas. Porém, mesmo tentando ao máximo, ele pôde perceber que não disfarçou muito bem, já que Changbin começou a fazer várias perguntas mais diretas e pontuais.

Por sorte, ao perceber que o mais novo não queria conversar sobre o que quer que estivesse lhe deixando daquele jeito, Seo não insistiu muito mais. Em parte porque o mais velho chegou a cogitar que o Lee talvez ainda estivesse assim por conta do que houve no almoço de Sábado. 

Depois da aula pela manhã, ao invés de Felix ir almoçar na cafeteria com os amigos, ele decidiu ir para casa e fazer qualquer coisa para comer, principalmente porque agora não tinha mais um cartão de crédito para pagar coisas simples como seu almoço, e o dinheiro que ainda tinha em sua carteira estava acabando. 

Após comer, organizou a pouca bagunça que fez, pensando enquanto lavava a louça se deveria pesquisar um apartamento, loft ou até mesmo um quarto em um dormitório universitário para alugar. Estava menos preocupado com Jisung e onde ele ficaria, uma vez que Han havia lhe contado sobre o convite de Minho, então agora sua maior preocupação era com ele mesmo.

Claro que o loiro também mencionou que esse convite se estenderia à Felix se ele precisasse, mas o ruivo disse que não era necessário e conseguiria pensar em algo. 

Em sua cabeça, planejava que poderia usar um pouco da reserva do fundo de estudos para pagar a entrada do aluguel de um novo lugar até conseguir um emprego para se manter. Não queria muito fazer isso, porque poderia faltar dinheiro para sua faculdade lá na frente , mas ele não tinha muita escolha.

Ao colocar o último prato no escorredor, virou-se na direção da sala e percorreu os olhos pelo lugar lentamente. Um sorriso triste se curvou em seus lábios ao idealizar que neste mesmo horário na próxima Quarta-Feira já não mais estaria morando ali, onde passou os últimos dois anos e alguns meses de sua vida.

Em um suspiro pesado, decidiu por começar a empacotar todas as coisas e depois pesquisaria na internet um novo lugar para morar; primeiro, tinha que organizar tudo. 

Colocou uma faixa na cabeça para segurar a franja; vestiu-se com uma regata mais velha e um short simples - roupas que poderia sujar ou até mesmo acabar rasgando enquanto empacotava tudo -, e pôs-se a trabalhar.

Havia terminado de embalar a maior parte das coisas de seu quarto e da sala - na sua grande maioria itens que não precisaria usar até ter que deixar o apartamento -, quando então ouviu as batidas na porta.

Levantou-se do chão e bateu as mãos nas coxas e na barriga para tirar o pó da roupa e foi até a entrada, sendo tomado pela surpresa ao ver Changbin parado em frente à porta. - B-Binnie…? O que faz aqui? Não deveria estar no trabalho…? - Mordeu os lábios ao notar a expressão séria em seu rosto, com medo de que estivesse bravo por não ter respondido suas mensagens, então já foi logo se justificando. - Ah, e me desculpe por não ter respondido suas mensagens… Hoje está sendo uma correria pra mim.

O Seo nada respondeu naqueles primeiros minutos, para ser sincero? Ele não estava dando muito atenção as explicações de Felix agora, não precisava delas. Assim que o ruivo deu uma pausa nas palavras, Changbin apenas adentrou no apartamento e fechou a porta atrás dele. Claro que ele viu as coisas encaixotadas e a zona que estava aquele lugar, mas ele nem se importou. Apenas abriu os braços e envolveu o mais novo em um abraço.

Felix não entendeu nada no começo. Sua expressão era de pura surpresa e ele ficou estático nos primeiros segundos. Porém, aos poucos seu semblante foi se suavizando, o olhar abaixando e seus braços envolvendo-se ao redor de Changbin. Fechou os olhos e encostou a testa em seu ombro quando sentiu que iria chorar, mas se segurou apertando os lábios um no outro. 

Ficaram naquele abraço por um bom tempo; Changbin tinha seus dedos afundados nos fios ruivos de sua nuca onde fazia um leve carinho o tempo todo, enquanto a outra mão fazia movimentos circulares em suas costas. Só depois de um tempo, que ele resolveu perguntar: - Como você está? - Esperava que agora, a resposta fosse diferente de todas as outras que ouviu nos últimos dois dias.

Ele afastou-se pouca coisa, somente para poder encarar Changbin nos olhos. Os seus mesmos estavam levemente marejados, mas Felix sorriu. - Agora, estou bem melhor. - Ergueu a destra até o rosto de Changbin, segurando sua lateral em meio aquela troca de olhares repleta de ternura. No entanto, não demorou muito para a realidade bater e Felix se tocar de que Changbin estava ali no meio de toda aquela bagunça da mudança que, na cabeça do Lee, Seo nem sabia que estava acontecendo. 

Com o sorriso se esvaindo, Felix se afastou um passo para trás, aparentando ficar mais nervoso. - O-O que faz aqui…? 

Vendo como o mais novo parecia ainda mais ansioso por causa de tudo que estava acontecendo em sua sala - com coisas e caixas espalhadas por todos os lados -, o mais velho resolveu abrir logo o jogo. - Lilix, não precisa esconder isso de mim. Minho já me contou. 

O espanto se formou em seu rosto e Felix comprimiu os lábios mais uma vez, apertando as mãos na barra de sua regata e abaixando a cabeça, triste e envergonhado ao mesmo tempo. - Eu… - Timidamente, levantou o olhar para o mais velho. - Não está bravo comigo, está…? Quer dizer, por não ter te contado antes… 

- Bravo? Não, mas eu fiquei preocupado. - Deu um passo à frente para ficar mais perto dele. Levou a destra ao seu queixo onde acariciou suavemente com o polegar. - Embora eu tenha uma pequena noção do porquê escolheu não me contar, queria ouvir de você. - Abriu um sorriso gentil nos lábios, queria mostrar para Felix que não estava bravo, de forma alguma, mas também queria que ele entendesse uma coisa.

Suas sobrancelhas se arquearam quase como em um choro, mas que novamente ele segurou na garganta. - Eu não queria que ficasse preocupado… Depois de tudo que aconteceu, eu só queria que tivesse uma semana normal e tranquila antes do seu jogo neste sábado. Pensei que contando pra você sobre o despejo e todo o resto fosse atrapalhar isso… 

Do mais velho se ouviu um riso baixinho e quase inaudível. Agora, com ambas as mãos, segurou seu rosto e o manteve reto para que o Lee olhasse para ele sem desviar o olhar. 

Viu que em seus olhos tinham paredes de lágrimas e um pouco dessas gotas se formavam nos cantos de seus olhos, mas isso não fez ele mudar a forma que olhava para ele. - Eu não estou bravo meu amor, e eu me sinto bem em ver que se preocupa comigo, mas entenda que eu só estou bem se você também estiver. Por isso eu quero que me conte as coisas que te incomodam, não importa o que for. Eu quero estar disponível para te ajudar, amor. E também porque eu te amo e não quero te ver assim. - Passou o dedo pelo canto de seu olho esquerdo para limpar uma lágrima que quase escorria por seu rosto. - Não precisa ter vergonha e nem medo de me pedir ou de me contar nada, sempre serei compreensível com você, Lilix. 

Seus lábios começaram a tremer no mesmo instante e as lágrimas que tanto se esforçava para segurar começaram a escorrer uma por uma. Um soluço pequeno escapou de sua garganta e Felix mais uma vez se abraçou ao corpo de Changbin, passando os braços por baixo dos dele e apertando os dedos pequenos e delicados em suas costas, puxando o tecido do moletom nisso.

Sua testa foi de encontro à curvatura de seu pescoço, e Felix chorou ali mesmo, baixinho contra o peito do mais velho. - B-Bin, eu estou com m-medo… - Afastou a cabeça para trás. - Medo do que vai acontecer comigo agora… E-Eu não sei o que fazer. - Havia verdade em suas palavras. Embora Felix morasse ali há pouco mais de dois anos, não morou exatamente sozinho nem por uma semana, já que Jisung sempre esteve ali com ele. Se ver agora entrando no que seria a “vida adulta” lhe assustava.

- Shh… Calma, tá? Vai dar tudo certo. - Em momento algum cessou o carinho que fazia em suas costas, mesmo quando este se afastou para lhe encarar e dizer aquelas palavras. - Lembra que você não está sozinho aqui. Você tem a mim e tem amigos ótimos que vão te ajudar a seguir seu caminho agora. Vamos te guiar amor, te mostrar por onde ir e te ensinar tudo. Vai ser um começo diferente, mas você vai ver que vai conseguir, eu sei que vai. - Suas mãos escorregaram pelos braços de Felix até ter elas e seus dedos encaixados com os dele. - Não precisa ter medo.

Suas palavras tinham o incrível dom de acalmar Felix. Apenas ouvir a voz de Changbin já tranquilizava o seu coração. Mais uma vez abraçou ele e pousou a cabeça em seu ombro, de lado com o rosto virado na direção da sala. Encarou aquela bagunça de caixas de papelão por um breve instante, e sem tirar a cabeça dali comentou baixinho. - Tenho um monte de coisa pra organizar e nem procurei um lugar novo pra morar ainda… 

- E por mim você nem precisa procurar. - Respondeu em um tom baixo. - Vem morar comigo, amor.

Felix levantou a cabeça no mesmo instante e afastou para trás, com o olhar assustado e ao mesmo tempo surpreso. - O que…? Morar com você? Isso é sério Binnie?

- Sério e firme assim como no dia em que eu te pedi em namoro. - Disse com um sorriso suave, mas que por trás era largo por causa da reação do mais novo que Changbin achou um tanto engraçadinha. Mas apesar da brincadeira, ele falava muito sério. - E então, você vem?

Um riso curto e suspirado saiu dos lábios de Felix, que logo mais se curvaram em um grande sorriso. - Claro! M-Mas… Eu não vou te atrapalhar? Quer dizer… Isso não vai ser um incômodo pra você? Ter que dividir o loft comigo…? 

- Como se acordar todos os dias com você na mesma cama que eu fosse um incômodo. - Soltou aquele risinho de canto e provocativo, apreciando as reações do mais novo. Amava fazer isso.

Felix riu com ele e agarrou-se ao seu pescoço, deixando um longo selar em seus lábios para logo mais lhe encarar nos olhos, com suas testas coladas. - Então vai ser um “prazer” morar com você amor. 


Notas Finais


Kade: *limpa as lágrimas* CHANGLIX SÃO TÃO BOIOLINHAS T_T

Minho: E assim todo mundo acaba feliz, ah sim, já é o cap 50 né? Mais 10 e a Temporada 1 acaba

Hyun: Passou rápido né? Nem parece que vai ter merda na segunda XD, que o Bin não seja demitido pelo tanto de vezes que anda saindo do trabalho

Bin: Nem brinca com uma coisa dessas, tá maluco???

Chan: Meu filho tá crescendo....... *limpa as lágrimas* meu bebê...

Kade: E você tá ficando velho Chan

Chan: NÃO ME CHAMA DE VELHO

Kade: hehehe bye =P

~-~-~

Mika: Changlix é o casal secundário mais mimado de Cheer Up e eu amo eles

Felix: *Abraça o Bin com força* Eu não sei o que seria da minha vida se não fosse você Binnie...

Han: *Lembrando das merdas que vão acontecer na 2ª Temporada e chorando antecipadamente* M-Minho...

Woo: Ôh meu amor, você não é velho não... Só está com a idade um pouquinho avançada, mas ainda assim te amo *Deixa beijinho*

Mika: Até quarta!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...