1. Spirit Fanfics >
  2. Cheer Up! (Minsung - Knowhan) >
  3. Capítulo VII

História Cheer Up! (Minsung - Knowhan) - Capítulo 7


Escrita por: e mikarawr_


Notas do Autor


Kade: OLAAA eu preciso parar de começar a apresentar os capítulos desse jeito, é tosco. Bien bien, mais um capítulo pq desta vez com novas estrelas outra vez

Bin: as que mais brilham falar nisso

Minho: tá se achando demais aí Binnie

Bin: eu só falo verdades

Hyun: vocês dois vão perder o brilho quando o foco for em mim

Kade: vcs não tem jeito mesmo pqp...

~-~-~

Mika: a Kade não consegue controlar os meninos dela, falo nada. Viro as costas e estão se quebrando no pau

Han: EI! até onde sei eu e o Minho somos os astros aqui, ok?

Felix: ata bom, só se for em sonhos querido =*

Seung / Innie: uh-gruuum... Quando chegarmos os holofotes vão virar direto pra gente =)

Mika: ok... Talvez nem eu controle os meus... HEHEHE ^^'


Foto da Capa: Fachada do Apartamento do Han e do Lix

• OBS: Que fique claro que nenhuma atitude como homofobia; xenofobia; machismo; ou demais tipos de preconceito e formas de discriminação são apoiadas por estas escritoras ou incentivadas por essa história. Somos VEEMENTEMENTE contra este tipo de atitude.

Capítulo 7 - Capítulo VII


Fanfic / Fanfiction Cheer Up! (Minsung - Knowhan) - Capítulo 7 - Capítulo VII

(...)

Óbvio que nenhum deles respondeu. Os que estavam sentados em cima daquele carro, ao total 2 garotos e 3 garotas, apenas dissiparam seu olhar de Felix aos poucos, ignorando completamente o ruivo e voltando para a sua conversa antes de serem interrompidos.

Se tinha uma coisa que o Lee não apreciava nem um pouco, era ser ignorado. Seu maxilar se contraiu quando aqueles idiotas voltaram a conversar entre si, e depois disso aquele Felix que há poucos minutos atrás estava morrendo de medo em cima de uma moto, deixou de existir. O garoto deu um passo à frente e agarrou com ambas as mãos a gola da jaqueta esportiva de um dos rapazes que estava sentado no capô do carro, fazendo-o se levantar. Em seu rosto? Uma expressão nada contente. E sua voz? Ficou ainda mais grave. - Você não me ouviu falando contigo? Eu fiz uma pergunta! Quem de vocês espalhou esse boato de merda?

O rapaz que Felix decidiu confrontar era um americano de cabelos loiros escuros em um moicano, e olhos verdes (familiar?), vestindo suas roupas de cor azul e branco decorada com detalhes costurados em branco, cores essas que representavam o time de Yale. Claramente que o rapaz não gostou de ser interrompido em sua conversa e muito menos de ser arrastado daquele jeito de cima de seu carro. - Eu lá te devo alguma explicação? Tá achando que é quem para chegar desse jeito, hein?! - De um modo bruto, se livrou das mãos de Felix em sua jaqueta e ajeitou a gola da mesma no lugar. - Cai fora daqui, aqui não é seu lugar e ninguém te chamou na conversa. 

- Por que não vai confortar o Jisung? Acho que o coitado ainda deve estar chorando contra o travesseiro sabendo que o Minho achou uma garota melhor que ele para dividir a noite! - Riu uma das líderes de torcida, o que fez os demais rirem de forma debochada junto com ela.

O australiano até tinha paciência, mas não estava a fim de gastar ela com eles. Assim, um sorriso sem dentes se curvou em seus lábios, tão cínico quanto a expressão que se formou em seu rosto. No momento seguinte, arrancou das mãos do outro garoto que ria o copo de cerveja que ele tomava, arremessando todo o líquido na cara enjoada da garota que fez aquele comentário. Depois, amassou o copo plástico e jogou contra o capô do carro. - Para a tua informação querida, eles estão muito bem, obrigado. Mas já vocês… Têm o cérebro tão limitado que não conseguem responder uma simples pergunta? - Felix não media o tom de suas palavras, e parecia não se preocupar com o perigo também.

A garota, a qual era de descendência asiática - provavelmente coreana - tinha cabelos longos na cor negra e vestia seu uniforme de líder de torcida com mini saia e um cropped curto que cobria apenas a região de seus seios. Assim que sentiu o líquido gelado contra a sua face, ela gritou. Fechou os olhos com força e deu um grito de ódio que provavelmente todo o estabelecimento teria ouvido. - M-MEU CABELO! - O cabelo dela estava molhado e fedendo à cerveja, sua bela roupa toda molhada e sua maquiagem borrou ao secar o rosto na jaqueta de uma de suas amigas. - O-Olha aqui seu mulherengo de merda…! Quem você pensa que é?! - Ela transbordava ódio. Ninguém mais daquele grupo de amigos se meteu ou teve a ousadia de abrir o bico, nem para responder a pergunta de Felix. - E o que te interessa saber? E daí que eles estão bem? Não dou uma semana para o fracassado do Jisung acreditar em outra mentirinha e tratar o Minho como lixo de novo. - Ela ria.

Felix arqueou suas sobrancelhas rindo nasalado com aquele primeiro comentário. Levou então uma das mãos à sua cintura e a outra usou para apontar o dedo na cara daquela metida. - Mulherengo? Escuta aqui querida, eu sou gay e com muito orgulho ouviu? Nunca que eu encostaria um dedinho sequer em um corpo feminino e gordo como o seu! - A garota não tinha nada de gorda, era bem esbelta até, mas Felix sabia como esse tipo de ofensa deixava as líderes de torcidas completamente possessas de raiva. - E o fracassado que você diz, é o melhor aluno da turma e está neste exato momento transando com o namorado dele naquela mansão gigante, enquanto você está aqui fedendo a cerveja e desperdiçando seu tempo com esses idiotas. - Sorriu presunçoso. - Mas não te culpo por querer ficar com lixos como eles, já que você é um igual. - Cruzou então os braços no peito, mantendo o mesmo sorriso debochado curvado em seus lábios. - E pelo visto, nem preciso mais que me respondam quem foi que orquestrou tudo isso, já deu para perceber. - Encarou a garota de cima em baixo, com um olhar repleto de desdém.

A jovem ergueu a sobrancelha, com a cara fechada devido à pressão do ódio que por pouco estava quase explodindo. Seu rosto estava vermelho, dando uma imagem não muito agradável dela por conta do borrão causado pela mistura de cerveja, delineador e pano áspero. Ela tentou responder, mas o que Felix disse, havia como rebater na mesma intensidade? Não, então, para não perder a classe, manteve o sorriso debochado nos lábios. - E se fui eu? Foi apenas uma brincadeira, ninguém mandou o Campus inteiro comentar sobre isso. Mas se todo mundo acreditou, imagino que não seja só eu que acho esses dois péssimos juntos. - Manteve as mãos na cintura e com o olhar rente ao de Felix. - Eu não fiz nada, apenas falei. - Mentiu. Pois ela mesma repercutiu o vídeo da briga dos dois no campo com a legenda: “O casal mais odiado do Campus terminou finalmente”.

- Tudo isso é inveja querida? - Balançou a cabeça em negação, fazendo estalos com sua língua dentro da boca. - Ai ai, tadinha. 

Ela riu. - Inveja? Não pense errado meu querido! Olhe para mim; sou linda e posso ter tudo que eu quiser, mas o Jisung é só um gay nerd que teve a sorte de encontrar alguém tão trouxa quanto ele.

Aquilo foi a gota d’água. Felix já aguentou demais aquela estúpida ofendendo seu amigo de infância e o namorado dele na sua frente. Suas veias saltavam de suas têmporas e seus dentes cerravam dentro de sua boca. Descruzou seus braços com violência e avançou para cima dela, pronto para agarrar seus cabelos com uma das mãos e descer o tapa na sua cara com a outra. Ia deixar ela surda do ouvido com a força que pretendia desferir. 

A garota até se assustou quando viu ele partindo para cima dela, pronto para ir às vias de fato. Porém, no meio da investida o lado racional de Felix falou mais alto. Se ele esfregasse a cara dela no asfalto daquele estacionamento agora - e Deus sabe o quanto queria fazer isso - e essa briga chegasse ao conhecimento da Diretoria da Universidade, com certeza ele seria expulso. Não iria arriscar arruinar o seu futuro por um pedaço de merda como aquele, então simplesmente desceu a mão que havia levantado na direção dela, fechando os punhos para controlar a raiva.

A garota a qual tinha o sobrenome “Kang” gravado em seu uniforme, teria rebatido, ou ao menos um dos garotos no carro teria a defendido, mas por sorte Felix apartou na hora antes que as pessoas que estavam no veículo descessem para entrar na briga também. No meio desse clima tenso, Changbin finalmente mostrou sua pessoa, uma vez que nunca/jamais se intrometia em brigas, pois sempre queria evitar dores de cabeça. Ele era bem conhecido pelo time, na verdade, conhecia os garotos que estavam naquele carro com elas. Não ficou contente em vê-los. 

Para deixar o Lee mais calmo, desceu a mão sobre sua cintura e apertou com um pouco de cautela. Chegou com o rosto perto de seu ombro, sussurrando com uma voz baixa: - Eles não valem a merda que são, então deixe eles de lado. São só um bando de mimados que não aceitam as coisas como são. - Convivia com aquele tipo todos os dias e se tinha uma coisa que ele aprendeu, era que retrucar apenas dava dor de cabeça, pois nunca iriam admitir o erro e sim criar situações para estarem certos e debochar de quem tentasse debater com eles. Seu olhar então foi para os dois garotos do time, que engoliram o seco ao ver ele. - Vocês não são do banco de reservas? Estão metidos demais para se acharem tanto. - A dupla nem se atreveu a responder, o que menos queriam era que quando chegasse o dia do jogo, Changbin dedurasse para o treinador suas condutas fora dos campos. Com o silêncio vencendo ali, Seo manteve o braço e o aperto na cintura de Felix e arrastou o ruivo para longe deles. - Aquele grupo é venenoso, pode esperar de tudo deles.

O Lee estava vermelho de raiva, para dizer o mínimo. Seu próprio autocontrole não teria sido o suficiente se Changbin não tivesse intercedido no meio daquela discussão. Um breve momento de sensatez passou por sua cabeça? Sim, mas foi bem breve mesmo. Ele tinha a plena certeza de que se aquela garota abrisse a boca mais uma vez, ele se resolveria com o Reitor da Universidade depois, porque iria sim pintar o chão com a cara dela. Somente quando se viu sendo conduzido para longe dali pelo mais velho, é que se permitiu respirar mais calmo, inspirando o ar profundamente antes de expirar pela boca. 

A voz calma e firme de Seo contra seu ombro, assim como o aperto suave em sua cintura, foi o que lhe ajudou de fato a se acalmar e controlar os nervos. - Eu sei, eu sei. É que… Não deu, sabe? Aguentar ela falando daquele jeito do Jisung, e saber que foi ela quem espalhou o boato… Argh, a vontade era de pintar de roxo o olho dela, sério mesmo. - Comentou, com os olhos virados na direção do caminho que tomavam para a lanchonete.

O local que adentraram não estava muito cheio, então escolheram uma mesa mais aos fundos, perto de janelas que estavam viradas para o outro lado da rua, com a visão de um belo trabalho de jardinagem no terreno. Era claro que Changbin também não estava gostando disso, mas ele aprendeu a se segurar. - Eu sei que é ruim quando falam dos nossos melhores amigos. Aquela víbora passou a ofender o Minho de todos os modos, só por ele estar namorando o Jisung. Foram ofensas como as dela que todo mundo estava marcando ele hoje cedo. Ela acha que só porque ele faz parte do time e é bem visto no esporte, que ele precisa ficar com pessoas “a altura dele”, entende? 

Já acomodado no estofado macio do banco, Felix olhou para o outro sentado à sua frente e concordou com a cabeça. - Ele não precisa ver esse tipo de coisa. Você fez bem em dizer isso para ele lá no estacionamento da faculdade. - Disse em meio a um sorriso afável, e então apanhou o cardápio. Assim que abriu a cártula para ver o menu, ele se surpreendeu, não com a quantidade de opções, mas sim com as ilustrações dos pratos e lanches que vendiam ali. Pareciam ser extremamente gordurosos. E adivinhem? Felix amava! - Uau, parece que tudo aqui é bom. - Comentou, correndo os olhos por todas as opções, em dúvida sobre qual escolher. - O que você sugere? - Levantou o olhar para Changbin, pedindo por sua opinião. 

- Eu tenho o costume de sempre pedir a mesma coisa. Um hambúrguer com acompanhamento de molhos e porções de batatas, quer? - Respondeu ao mesmo tempo em que o moço vestido com o uniforme do estabelecimento veio anotar seus pedidos. - Lata ou 2 litros? Ou prefere a cerveja?

Ainda com um pequeno sorriso curvado nos lábios, o mais novo deixou o menu de lado e cruzou os braços sobre a mesa. - Vamos pedir o que você sempre pega, assim não erramos. E uma coca de 2 litros cai bem, não gosto de cerveja. - Respondeu, torcendo levemente o nariz com a última parte do seu comentário. Felix não desgostava de bebidas alcoólicas, mas cerveja para ele tinha gosto de mijo, não que ele saiba que gosto é esse, porém era assim que definia aquela bebida amarelada e sem graça. Seu sorriso se alastrou quando lembrou rapidamente que minutos atrás, deixou aquela vadia fedendo mais do que depósito de distribuidora. 

- Dois combos então e uma Coca-Cola 2 litros, assim almoçamos bem. - Ditou e o atendente anotou tudo, dizendo que os pedidos ficariam prontos dentro de 10 minutos. Até lá, Changbin e Felix tinham tempo para se conhecerem melhor. Embora soubesse bastante do Lee, já que sempre tinha ouvidos curiosos nas conversas dele com Jisung nas salas de aula, provavelmente o mais novo não sabia nada de si. - Quer ir para onde depois daqui? 

Felix pendeu a cabeça levemente para o lado, levantando o olhar para o teto como se pensasse no que responder à ele. Mais cedo, quando decidiu que não iria ficar para as aulas daquele dia, não pensou exatamente com o que iria ocupar seu tempo. Provavelmente acabaria indo para casa depois de almoçar em algum lugar, e passaria o resto da tarde jogando vídeo games. Mas isso era algo que nunca planejou fazer com Changbin. - Olha… Eu pretendia ir para casa depois do treino de vocês, mas isso pode ser chato. Você tem, sei lá… Alguma ideia? - Perguntou, encarando ao outro.

- Para falar a verdade eu nunca fico em casa, sempre estou saindo para algum lugar. - Pensou em alguma coisa. - Eu moro sozinho, mas não tem nada para fazer em casa. Aceita companhia na sua? - Não hesitou em perguntar, mesmo sabendo que seria um pouco folgado de sua parte. - Isso se, é claro, não tiver nenhum problema para você, Lilix. - Usou o apelido de propósito.

O mais novo corou na hora, e não foi pouco. Suas bochechas ruboresceram não só pela ideia de ter Changbin no seu apartamento com ele, completamente a sós, mas também pelo apelido inusitado que o outro usou. - C-Claro… Quer dizer, não tem problema, podemos ir para lá sim. - Respondeu um pouco sem jeito, desviando o olhar meio envergonhado.

Deve dizer que esperava por essa reação do ruivo, e não deixou de soltar um riso nasalado por causa disso. Embora quase não desse atenção às pessoas a sua volta, tinha o costume de observar Felix de longe nas aulas e obviamente que sempre via a figura ruiva assistindo ele nos treinos, mesmo quando ele estava sozinho no campo. - Então iremos para a sua casa depois. - Comentou, e enquanto esperavam pelo almoço Changbin foi falando um pouco dele também; sobre como morava sozinho na cidade; sobre como se virava sozinho; sobre como trabalhava às tardes para bancar as coisas em casa. 

Não era de uma família grande como a de Minho e Hyunjin, ele era bolsista assim como o Han, uma coisa que quase ninguém sabia sobre ele, junto de vários outros detalhes sobre sua vida que levariam qualquer um a questionar seu histórico na faculdade, que em média, era parecido com o de Jisung. A diferença era que o Seo não se matava estudando, mas sim aprendia rápido e absorvia as coisas com facilidade. Sua família? Ele mal falava deles - na verdade nem sabia onde eles estavam -, nunca se importou ou sentiu falta na real. 

Eram detalhes que ele escondia e que apenas Minho e Hyun sabiam, afinal, justo ele e Hyunjin que eram as pessoas que ele mais confiava para contar sobre sua vida. O assunto foi se estendendo até a chegada dos lanches e os olhos de Changbin brilharam assim que viu o imenso hambúrguer bem gordo e cheio parar na sua frente, em cima de uma bandeja com dois tipos de molhos diferentes e uma porção grande de fritas para os dois. O atendente foi gentil e lhes serviu os copos refrigerante. O maior desafio do Seo era sempre segurar o lanche, este que estava transbordando molho e o cheiro de bacon que vinha dele era divino. Tudo que tinha ali era o que sua dieta não permitia, mas ele ligava? Não. O importante era ficar de barriga cheia.

Felix ouvia com olhos e ouvidos atentos tudo que Changbin lhe contava sobre ele, e eram coisas que o Lee nunca sequer imaginou. Conforme Seo lhe falava sobre seu passado e sobre como era sua vida, o garoto foi percebendo o quanto eles vinham de realidades diferentes. O australiano nunca precisou trabalhar na vida antes, isto porque vem de uma família muito bem estabilizada financeiramente e dinheiro não lhes falta. Seu pai é quem banca o aluguel do apartamento, suas despesas mensais e também sua faculdade. Então basicamente, a única preocupação de Felix são suas notas. 

Tudo isso são coisas que ele foi contando para Changbin também, além de outras curiosidades sobre o seu passado, como, por exemplo, de que forma acabou conhecendo Jisung e se tornando o seu melhor amigo. 

Para o Seo estava sendo algo novo, sabe? Sair com alguém que não fossem Minho ou Hyun mesmo que na minoria das vezes. A companhia do Lee era agradável, viu isso no momento em que percebeu que a conversa entre eles estava fluindo bem, com ambos conhecendo melhor um ao outro e sem vergonha de esconder certos fatos. Changbin confiava mesmo em Felix, afinal, estava contando para ele coisas da sua vida que normalmente ele teria vergonha de contar. As risadas que soltavam na conversa quando chegavam nos pontos engraçados e um pouco constrangedores deve ter sido a melhor parte, as vezes até esqueciam de comer.

Por ter um buraco negro no lugar do estômago, Changbin terminou mais rápido e ficou comendo as batatinhas mergulhadas no delicioso molho barbecue enquanto assistia Felix empanturrar as bochechas com o lanche. Achou uma graça. - Você é engraçadinho, e fofo também. Já te disseram isso? - Aquilo era quase um encontro, não era? - Está sujo aqui. - O Seo levou o dedo até o canto direito de sua boca, onde estava sujo de maionese. Passou o dedo ali para limpar, aproveitando para passar o polegar pelos lábios macios e atraentes do ruivo.

Ser elogiado daquele jeito deixava Felix meio constrangido e envergonhado. Quer dizer, ele se achava sim muito bonito, não perdia tempo pensando se agradava aos olhos dos outros ou não, porque para ele já era bom o suficiente. Meio narcisista? Pode-se dizer que sim. Porém, ter Changbin o elogiando de uma forma tão meiga e diferente que não achou que ele seria capaz de fazer, fez sim o coraçãozinho do Lee dar pulinhos em seu peito. 

- Er… Obrigado… - Agradeceu quando o mais velho limpou o molho que escapava pelo canto de sua boca, sem jeito e desviando o olhar, principalmente após sentir seu dedo levemente áspero roçar contra a carne delicada de seus lábios. Aquilo sim deixou as bochechas de Felix ainda mais vermelhas. - Você não é aquilo que dizem, sabia? É bem mais gentil e legal do que aparenta ser. - Um sorriso fazia vez em seu rosto quando comentou aquilo, o ruivinho estava sim feliz por estar conhecendo Changbin melhor e descobrindo coisas sobre ele que nunca imaginou.

O mesmo devolveu o “elogio” (?) com uma risada suave e um sorriso bem diferente do que sua aparência mostra; um sorriso feliz de verdade. Sim, ele se sentia feliz quando estava perto de quem o fazia se sentir bem. Felix era uma dessas pessoas agora. - O motoqueiro jogador de futebol que todos têm medo, na verdade é este Changbin gentil que gosta de conversar. Só preciso das pessoas certas para isso. - Deu mais um gole em seu copo de refrigerante, terminando com o mesmo e voltando toda a sua atenção para o ruivo outra vez. - Você deve ser a terceira pessoa apenas que sabe sobre mim, só não conte muito para ninguém, okay? Não gosto de me expôr. - Não tinha medo de como as pessoas iriam reagir, apenas achava que ninguém deveria se meter na sua vida e por isso a deixava debaixo dos panos. Ninguém precisava saber. Felix não sabia, mas quando o Seo contava sobre sua vida, era como um voto de confiança.

O mais novo brincava com a borda do copo, circulando seu indicador direito ao redor do vidro polido conforme conversavam. Seu olhar sempre se levantava na direção do outro, somente para vê-lo sorrir e deixá-lo completamente sem graça de novo, levando Felix a desviar os olhos mais uma vez. Porém, não se demorava muito e novamente se pegava cativado pelo sorriso de Changbin, era lindo. - Não precisa se preocupar Binnie, eu jamais comentaria qualquer coisa sobre você com alguém sem a sua permissão, nem mesmo com Jisung. - Foi a vez de Felix lhe dar um apelido. 

Um apelido que Changbin gostou, principalmente o soar dele na voz grave do Lee. - Binnie… Gostei. - Soltou uma gargalhada que - novamente - ao contrário de sua aparência, era engraçadinha e até mesmo “fofa”. - Acha que aguenta a viagem para seu apartamento agora? Prometo ir devagar no trânsito. - Até porque, ele não queria vomitar no guidão de sua moto.

- Depois daquela corrida até aqui? Eu aguento qualquer coisa. - Brincou o australiano, que só se tocou da ambiguidade de suas palavras depois que já haviam saído de sua boca. O que aconteceu? Bom, ele ficou mais vermelho que um tomate, de novo. Era engraçado como Felix ficava envergonhado fácil perto de Changbin. O garoto então se levantou da mesa junto com o outro, e após ambos pagarem seu respectivo consumo - embora Changbin tenha insistido em pagar tudo - os dois foram para o estacionamento.

Changbin guardou o celular e a carteira no bolso da calça antes de subir em cima da moto e estender o outro capacete para Felix. Depois de colocar o seu, Seo se desfez do suporte da moto e ligou o motor da mesma, esperando o mais novo subir e se segurar em sua cintura. - Me fala seu endereço, e não me esmaga, eu não quero vomitar.

Felix sorriu pequeno com o comentário e aproximou seu rosto do outro, que ainda estava com o visor do capacete levantado. Seus lábios ficaram bem próximos e ele então lhe disse rua, número e bairro. Em seguida, colocou seu capacete e se acomodou na garupa da moto e, como a pedido do mais velho, segurou-se em sua cintura com cuidado para não apertar seu estômago.

Com seu carona bem firme, Changbin andou para trás até ter as rodas da moto viradas para rua. Só então ele levou os pés aos pedais e acelerou para fora do estacionamento. O Sol ainda estava um pouco alto, por sorte estava mais fraco e não lhes daria mal estar por terem acabado de comer. A rua estava mais tranquila e Changbin ficou em marcha lenta e velocidade baixa, não queria ter seu estômago revirado e nem passar mal por causa disso. O andar estava tão suave que o balanço chegava a dar sono, aos poucos eles foram saindo daquele bairro e adentrando em outro, um bairro bem grande e cheio ele diria. 

Reduziu a marcha em mais uma para andar devagar na frente das casas e apartamentos, procurando pelo prédio certo, até que seus olhos bateram com o endereço que Felix havia lhe dito. Era um edifício relativamente alto para os padrões de New Haven. De relance, ele diria que devia ter uns dez andares, e a unidade de Felix ficava no terceiro, de acordo com o que ele havia lhe dito. O imóvel era cercado por muros de vidro, e na fachada da frente havia um portão elétrico de metal. Assim que pararam em frente à ele, o australiano se identificou para as câmeras que levavam às imagens ao porteiro responsável pelo edifício, e então ele se abriu, dando passagem para a garagem do subsolo. O mais novo apontou qual era a vaga de garagem do seu apartamento, e foi nela mesma que Changbin deixou sua Yamaha estacionada.

Estaria mentindo se dissesse que o estilo do lugar não deixou ele um pouco surpreso, mas como andava com pessoas que possuíam esse tipo de residência - isso e bem mais exageradas - não se importou muito. Desligou o motor e tirou o capacete, mantendo este e o de Felix consigo e não na moto. Sacudiu a cabeça de novo e esperou o Lee descer para só então travar o suporte. Deixou o australiano guiá-lo até o elevador do subsolo, com ele selecionando o andar correto. Quando as portas de metal se abriram outra vez, Changbin apenas seguiu Felix aonde ele ia, já que estava completamente perdido por ali.

Naquele edifício residencial, haviam dois apartamentos por andar, e para a sorte de Felix e Jisung, o “vizinho” deles era uma senhora simpática que morava sozinha com seus dois gatos. Logo, tinham paz e sossego. Caminharam pelo corredor relativamente extenso até alcançar a porta com o número “325” gravado na mesma. Felix logo sacou as chaves do bolso lateral de sua mochila e a abriu. O apartamento contava com dois quartos - enormes e equipados com closet - além de cozinha; sala de jantar; sala de estar; banheiro; lavabo; mais um closet comum que também poderia ser usado como depósito e, claro, uma sacada que dava visão para os prédios da cidade. De noite? Era lindo de se ver.

- Uau… - Teve que dizer, não esperava por essa. - Não achei que fosse tão grande assim. - Olhou em volta e deixou os capacetes em cima de algum lugar que só depois viu ser uma cadeira. - O que fica fazendo sozinho aqui? Jisung te faz companhia?

Felix deixou suas chaves sobre uma pequena mesinha que tinha perto da entrada. Já sua mochila, largou ali no chão mesmo, fechando a porta logo em seguida. A jaqueta jeans que usava ele tirou e pendurou no mancebo perto da parede, virando o rosto na direção do mais velho quando ouviu sua pergunta conforme caminhavam rumo à sala de estar. 

- O Han tem uma rotina bem estabelecida, diferente da minha. Durante três tardes da semana ele trabalha no caixa de uma floricultura que tem aqui perto, e nas outras duas tardes que supostamente teria livre, ele fica lá na biblioteca da faculdade. - O calçado que ele deveria ter tirado lá na entrada, ele foi se livrar só agora, jogando o par de tênis em um canto qualquer ao lado do sofá antes de se jogar contra o estofado macio do mesmo. - Então eu fico a semana toda sozinho praticamente, e para passar o tempo ou eu jogo alguma coisa, ou eu saio quando não estou com preguiça ou sei lá… Só durmo mesmo.   

Changbin ficou pensando nas primeiras respostas de Felix e nisso, conseguiu assimilar muita coisa em sua cabeça. Tirou a jaqueta de couro e suas botas, ao contrário de Felix, deixou seus sapatos de forma organizada e perto da porta, já a sua jaqueta ele deixou junto com a do ruivo. Ficou olhando em volta um pouco mais, tirou suas coisas dos bolsos e deixou em cima de uma das bancadas da sala. - Você disse que o Jisung quase não tem tempo livre… - Tratou de falar baixinho a última parte. - Isso explica porque o Minho tem andado meio deprimido… 

Embora o mais velho tenha se usado de um tom de voz mais baixo, Felix ainda assim foi capaz de compreender suas palavras. Não conseguiu evitar a expressão meio caída que se formou depois disso. Já conversou várias vezes com Jisung sobre seu relacionamento e lhe aconselhou a reservar mais tempo para o namorado, mas aquele esquilo era teimoso então não tinha muito o que Felix pudesse fazer. - É… Mas acho que depois do que aconteceu hoje, o Jisung cria vergonha na cara e dá mais atenção para o namorado. - Comentou olhando na direção de Seo, para quem sorriu curto. Em seguida, sentou-se melhor no sofá, estilo indiozinho, e segurou as próprias pernas. - E aí, quer assistir alguma coisa ou prefere jogar algo?

Graças às conversas entre Felix e Jisung que Seo já se pegou escutando uma vez ou outra, ele sabia bem o que o australiano no fundo queria fazer, então não hesitou. - Quais jogos você tem aí? - Perguntou, sentando-se ao seu lado no sofá espaçoso. 

Felix sorriu largo e se inclinou sobre o braço do sofá, apanhando na mesinha ao lado uma caixa onde guardava todos os CD’s dentro de suas capinhas. Tinha desde jogos de luta, até aqueles de corrida ou mesmo os de futebol americano, o garoto jogava qualquer coisa praticamente. Changbin foi quem escolheu o jogo da vez; um de ação que Felix adorava. O ruivo praticamente pulou do sofá para ligar a TV e colocar o CD no console. Entregou um controle para o mais velho, e o outro segurou em mãos, voltando a se sentar. 

- Devemos apostar? Quem perder tem que fazer alguma coisa. - O sorrisinho nos lábios de Changbin quando sugeriu aquilo fez o mais novo corar no mesmo instante, porém Felix não iria dar para trás, então aceitou o desafio na hora. - Fechado. 


Notas Finais


Kade: aprendemos neste cap a não deixar Lee Felix irritado

Bin: eu achei divertido

Minho: só você mesmo

Hyun: em briga de najas vamos ver quem vence

Chan: dessa treta eu me abstenho

Kade: aí céus...

~-~-~

Mika: eu to boiola por esse ChangLix, admito

Han: *se sentindo traído*

Felix: *se achando*

Seung / Innie: *planejando como ameaçar a Mika pra dar mais atenção pra gente*

Mika: KYAAA, VOCÊS PAREM!

Woo: tem eu também aqui, hahaha *sorriso sinistro* =)

Mika: *foge*

• OBS: Que fique claro que nenhuma atitude como homofobia; xenofobia; machismo; ou demais tipos de preconceito e formas de discriminação são apoiadas por estas escritoras ou incentivadas por essa história. Somos VEEMENTEMENTE contra este tipo de atitude.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...