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História Cheer Up! (Minsung - Knowhan) - Capítulo 8


Escrita por: e mikarawr_


Notas do Autor


Kade / Mika: Por favor leiam o AVISO abaixo.

AVISO:
Em Cheer Up, todos os personagens são maiores de idade (inclusive o Maknae do Stray Kids) porque a história aborda situações como: preconceito; assédio; bullying; uso excessivo de álcool; estupro; homofobia; machismo; dentre outras condutas moralmente e legalmente reprováveis. PORÉM (que isto fique bem claro), NÃO RETRATAMOS ESTES CONTEXTOS SOCIAIS COMO ALGO POSITIVO E A SER ENCORAJADO. Longe disso. Nesta história, nós abordamos o ponto de vista das pessoas que sofrem ou que são vítimas destas condutas e como a sociedade trata estas situações. Além disso, evoluímos através do ponto de vista dos personagens como as pessoas sofrem com isso e como no final superam todas essas dificuldades, e também como aqueles que fizeram isso são responsabilizados.

Estamos dando este aviso aqui porque uma leitora em seu Twitter sentiu-se incomodada com o Capítulo 7 de Cheer Up por entender que apoiamos gordofobia; agressão contra mulheres e slut chaming; sendo que esta história tem uma moral completamente oposta disto. Esperamos que entendam que para trabalharmos essas desigualdades sociais e ofensas, precisamos introduzir estes contextos e criar situações em que houve a prática destes atos para que, lá na frente, possamos mostrar como a vítima lida e supera isso e como o agressor será responsabilizado (e como até mesmo irá evoluir como ser humano e superar esse seu lado reprovável).

Pedimos desculpas se alguns leitores se sentem intimidados ou são sensíveis para esse tipo de leitura, mas tendo em vista que Cheer Up está dentro das regras de publicação da plataforma Spirit Fanfiction (acreditem, a Mika como advogada leu de cabo a rabo todas as normas para ter certeza de que nada está sendo desrespeitado), a história continuará sendo publicada, mas tenham em mente que NENHUMA conduta ilícita e tipificada no nosso ordenamento jurídico, e tão pouco atitudes moralmente reprováveis, são apoiadas por estas escritoras.

Também informamos que o Feeback dessa leitora foi atendido, e justamente por isso acrescentamos esse aviso nestas Notas Iniciais, além de termos acrescentado um “OBS” nas Notas Iniciais e nas Notas Finais do Capítulo 7. No mais, avisamos que aqueles que se sentem sensíveis quanto ao tipo de conteúdo, que evitem a sua leitura.

É o que tínhamos para dizer.

Aproveitem o Capítulo.

Capítulo 8 - Capítulo VIII


(...)

Assim que aquela partida de videogame começou, Changbin já podia dizer que sentiu quase todas os nervos do seu corpo queimarem. Encarava aquela tela com tanta concentração, tentando - às vezes sem sucesso - catalisar sua tensão nos comandados daquele controle, mas sempre que tentava, parecia que seu boneco perdia mais vida. E o seu oponente? Felix sequer fazia expressões de dificuldades. O ruivo estava sentado em cima do sofá, jogado com as costas contra o encosto com uma feição relaxada, como se não estivesse passando por dificuldade alguma. Isso que dava encarar um gamer no jogo que ele domina. Por que ele tinha que escolher esse jogo mesmo? Engraçado mesmo eram as tentativas de Changbin de conseguir acompanhar o mais novo, eram icônicas. - É DIFÍCIL!

Não tinha um jogo da atualidade que o australiano não dominasse com sucesso. Mas também, tinha praticamente todas as tardes e noites livres, então jogava tanto que o mínimo era ser muito bom nisso, não é mesmo? Só não jogava quando estava dormindo, comendo, estudando ou então fazendo qualquer outra coisa esperada de um jovem não viciado em videogames. Era engraçadinha a forma como Changbin tentava acompanhar os movimentos do seu boneco, intercalando o olhar entre o joystick em suas mãos e a tela de plasma, tentando - inutilmente - fazer os combos de golpes do personagem, enquanto Felix nem se preocupava em olhar para onde estava clicando. - Não é não. - Respondeu em meio a um riso nasalado. - Vamos Binnie, se esforça ou eu vou ganhar hein. - Ao mesmo tempo em que disse aquilo, seus dedos ágeis trabalharam no combo do ataque especial e, com isso, finalizou o golpe, ganhando o round final. O sorriso na cara do garoto não podia ser maior. - HAHAHA, GANHEI, YEY! - Exclamou com as mãos levantadas para cima, em vitória. Parecia até uma criança.

Changbin na hora enterrou a mão no rosto e deixou o controle de lado. Céus ele estava vermelho, estava tão concentrado assim? Suas mãos estavam suando no controle, teve de esfregar as mesmas nas calças para secar. Suspirou pela derrota e jogou suas costas contra o encosto do sofá, assistindo Felix gritar de forma escandalosa pela sua vitória. A princípio não gostava de perder, sempre que perdia alguma aposta com Minho e/ou Hyunjin, ele sempre ia correndo atrás dos mesmos com alguma coisa - geralmente uma vassoura ou algo do tipo -, para dar uma garantia do que faria com eles caso fizessem ele passar vergonha. Mas não era como se pudesse acertar Felix com uma vassoura, não é? Então, desta vez, apenas cruzou os braços contra o peito e encarou o garoto. - Certo… Aposta é aposta. O que vai querer?

O garoto não tinha pensado nessa parte. Quer dizer, ele estava bem confiante desde o começo que iria ganhar aquela partida no momento em que Changbin lhe estendeu a capa do jogo escolhido por ele. Mas em nenhum instante parou para pensar no que iria pedir ao outro depois que ganhasse. - Hum… Para falar a verdade, não pensei nisso. - Ainda estava sentado estilo indiozinho sobre o sofá. Deixou o controle entre as pernas e cruzou os braços na altura do peito, com uma das mãos apoiando seu queixo enquanto o garoto olhava para o nada. Aquela típica pose de “estou pensando”. - Aish… - De repente uma ideia brotou em sua mente, e sorrindo voltou a encarar o outro. - Você sabe fazer sobremesas?

O mais velho mordeu a parte interna da bochecha. - Bem, de certa forma, sei sim. Por quê?

Seu sorriso se alargou, e ele ficou todo agitadinho em cima daquele sofá só de imaginar aquela massa fofinha coberta com chocolate e granulados. - Então vou querer que faça Donuts para mim. 

Como ele não tinha muitas opções a não ser aceitar, Bin deu os ombros e suspirou. - Certo, certo, eu faço. - Respondeu se levantando do sofá. - Tem ingredientes em casa ao menos?

Com suas mãos delicadas, Felix segurou as pernas dobradas na pose de “borboleta”  e então jogou seu corpo para o lado, deitando no espaço onde outrora o mais velho estava sentado. Uma expressão sapeca fazia vez em seu rosto e em meio àquele sorriso divertido, o ruivinho mordeu brevemente o lábio inferior antes de responder. - Tem não… Precisa ir comprar. - Um risinho travesso escapou por entre seus lábios depois disso, encarando Changbin ali debaixo. O mais novo estava se divertindo com aquilo.

Ou seja, além de ter que cozinhar para o garoto, ainda teria que ir no mercado pegar as coisas que precisava para fazer o que ele pediu. Se fossem seus amigos ele teria chutado a bunda deles e feito ambos irem no mercado, mas não era hoje que poderia fazer isso. Resmungou, mas aceitou seu destino. - Vou no mercado e não demoro. - Se virou na direção da porta, pegando sua jaqueta de couro e se agachou para calçar suas botas. Apanhou as chaves da moto e um dos capacetes. - Você quer vir ou vai ficar aí?

Claro que ele preferia mil vezes ir com ele do que ficar sozinho naquele apartamento, já bastavam os outros dias em que ficou. - Ei! Espera aí, eu vou com você. - Assim, mais do que depressa se levantou do sofá e correu até a entrada. Chegando lá, lembrou que, folgado do jeito que era, deixou seu par de tênis jogado ao lado do sofá, então teve de correr novamente até a sala calça-los para, finalmente, voltar até a porta, apanhar sua jaqueta jeans e o outro capacete, e enfim sair de lá às pressas na tentativa de alcançar o outro. - Esperaaa! - Gritou para Changbin. Pelo menos se lembrou de trancar a porta do apartamento antes de sair correndo na direção do elevador.

Podia estar aceitando sua punição tranquilamente por ter perdido a aposta, mas não perdeu o senso debochado que tinha. Enquanto Felix corria para vestir os sapatos, Changbin caminhava em passos grandes para o elevador, dando aquela leve sensação de desespero no garoto de que ele fosse sair sem o mesmo. Riu internamente com isso. Já estava na porta do elevador quando Felix trancou a porta do apartamento e veio correndo antes que o Seo tirasse a mão que impedia a porta de se fechar. Não segurou a gargalhada com o leve desespero dele, cujo estava de cabelos bagunçados e com um topete de galo na cabeça, mas ele nem teve a gentileza de dizer ao Lee que ele parecia ter saído de um ringue de briga de galos.

Apertou o botão que os levaria para o estacionamento do subsolo e desbloqueou a porta, só esperando o elevador chegar no destino. Ficou mexendo no celular até lá, conversando com Hyunjin e mandando uma mensagem para o amigo pedindo para que ele ficasse de ouvidos abertos pelo Campus, e com olhos e ouvidos colados no grupo do futebol e das líderes de torcida.

Assim que alcançou o mais velho, a primeira coisa que Felix fez foi encostar as costas na parede metálica e gelada daquela cabine, respirando fundo para recuperar o fôlego. Quando sua respiração se normalizou, olhou para o lado na direção da parede do elevador que tinha um grande espelho, e então viu a situação de seus cabelos. Corou no mesmo instante, e imediatamente ficou em pé para ajeitar os fios bagunçados com a mão que não segurava o capacete. Não demorou muito e logo as portas se abriram no estacionamento do subsolo e ambos saíram ali de dentro, rumo à vaga onde a moto de Changbin os aguardava. - Você sabe quais são os ingredientes? Porque eu não faço ideia. - Perguntou ao mais velho enquanto caminhavam lado a lado.

- Já fiz uma vez para o aniversário do Hyun, não é muita coisa. - Deixou o capacete pendurado no lado esquerdo do guidão da Yamaha para engatar as chaves. Subiu na moto e colocou o capacete com o visor abaixado, ligando o motor da mesma e esperando Felix se acomodar com ele. - Não conheço esse bairro, então precisa me guiar.

- A-Ahmm… - Concordou com a cabeça e um simples grunhido, vestindo o capacete logo em seguida. Subiu na garupa, novamente com cuidado para não cair do outro lado, e se segurou na cintura do mais velho. 

Desta vez a arrancada foi suave e sem a moto quase caindo ao manobrar. Changbin só teve que acelerar um pouco para subir a rampa que saía do estacionamento, mas depois disso, o caminho se seguiu devagar e com o Seo seguindo a rota por onde Felix lhe apontava. Foram algumas curvas, uns morros e algumas lombadas até chegar no mercado. Estacionou a moto na primeira vaga que viu e que ficava bem à frente do estabelecimento. Desligou o veículo e tirou o capacete depois de abaixar o suporte. Como não era louco, deixou o mesmo consigo e pediu que Felix levasse o seu também. Só depois disso, entraram no lugar.

Não era um mercado muito grande, se assemelhava mais à uma loja de conveniência 24h, porém tudo que precisavam certamente teria ali. As seções eram divididas em gôndolas repletas de mercadoria, com placas penduradas por fios de fibra que desciam do teto, as quais serviam para indicar a localização das coisas. Junto do outro, caminhou até onde os carrinhos estavam e assim que apanhou um deles, deixou o capacete da moto dentro do mesmo. - Do que precisamos? 

- Primeiro vamos pegar os ingredientes secos, como farinha, açúcar, fermento e mais o que eu lembrar na hora. - Deixou o capacete dentro do carrinho junto do mesmo. Era engraçado, porque Changbin era baixinho e ficava se levantando na ponta dos pés para conseguir enxergar as placas que indicavam as seções - já que só haviam pessoas altas na frente dele e algumas placas estavam muito para baixo -, isso sempre irritava o baixinho que não gostava nem um pouco de ser chamado de baixinho. Finalmente encontrou o corredor certo e passou seus olhos por todas as prateleiras e os produtos nelas, procurando o que ele precisava. A parte ruim? Não era decidir qual pegar, mas alcançar algumas prateleiras. O que ele fazia para alcançar até elas? Saltava? Não, ele se pendurava no pilar que ficava no meio de cada corredor - aquele que possuem as máquinas de leitura de códigos de barra -, e aí sim ele conseguia pegar. Além de jogador de futebol, era um bom escalador.

Estaria mentindo se Felix dissesse que não estava achando aquilo engraçado. Mas é claro que conteve suas risadas, apenas curvando os lábios uma vez ou outra em um pequeno sorriso de canto, até porque era cerca de apenas quatro centímetros mais alto do que Changbin, então não podia dizer muita coisa, não é? Enquanto Seo se ocupava em apanhar os ingredientes, às vezes dando uma de macaquinho ao subir naqueles pilares, Felix apenas ia acompanhando o mesmo empurrando o carrinho, com ambos os braços dobrados apoiados no guidão do mesmo. 

- Esse pessoal acha que todo mundo tem obrigação de ter mais de 1,80 caralho… - Resmungava depois de mais uma atrocidade para pegar a farinha, leite em pó e fermento. Assim que pegou tudo de que precisava para fazer a massa - com exceção dos ovos que não estavam ali -, e a cobertura (a qual não chegaram em um consenso de que sabor seria e por isso pegaram de três sabores diferentes), foram diretamente para a parte dos frios buscar a manteiga, e como os leites estavam ali perto, aproveitou e pegou 3 caixas. Era mais do que suficiente, mas nunca se sabe onde a fome chega. 

- Felix pega as barras de chocolate, vou derreter e fazer uma cobertura. Mas pega as grandes e não muito amargas. - Dizia sem tirar os olhos do carrinho, pensando no que mais poderia pegar. Então ele foi na direção dos confeitos, onde pegou também latas de leite condensado e alguns granulados para colocar em cima.

Conforme o carrinho de compras ia se enchendo com todos aqueles ingredientes e condimentos, a barriga de Felix roncava só de se imaginar comendo Donuts fofinhos, macios e repletos de recheio. Assim que ouviu a voz do mais velho falando com ele, o Lee saiu de seu curto transe e virou o rosto na direção do mesmo. - Tá bom, vou lá buscar. Cuida do carrinho. - Respondeu, deixando tudo ali com ele e tomando o rumo oposto para a seção onde se tinha os doces industrializados, incluindo as barras de chocolate. Chegando lá, para sua sorte, as barras maiores estavam dispostas nas prateleiras de baixo, então Felix só teve de se abaixar para apanhá-las. Optou por uma de chocolate preto ao leite e outra de chocolate branco. Com ambas nas mãos, levantou-se para voltar até onde Changbin estava e foi neste momento que, ao se virar, trombou com as costas de outra pessoa.

Quase derrubou as coisas que segurava no chão, mas por sorte conseguiu mantê-las em suas mãos. Levantou o olhar, para se desculpar com quem quer que fosse o sujeito que teve o azar de estar no caminho do desastre em pessoa, mas foi então que sua expressão se fechou. Aquela jaqueta esportiva em cores azul-marinho e branco; o sorriso presunçoso; os cabelos loiros escuros em um moicano e os irritantes olhos verdes... Qual era a probabilidade de Felix trombar justamente com o atleta idiota que confrontou no estacionamento daquela lanchonete horas mais cedo? É muito azar para uma pessoa só. 

Agora aborrecido, o australiano torceu o nariz e endireitou os ombros, encarando ao sujeito, com um olhar frio e de pura indiferença. - Foi mal aí. - Não iria exatamente pedir desculpas por ter esbarrado contra ele, não depois de ver quem era, mas a educação que recebeu em casa lhe levou a pelo menos dizer um “foi mal”. Assim, virou o rosto pronto para sair dali, mas o que se sucedeu depois ele não esperava.

O garoto de cabelos loiros, mais alto e com certeza mais forte que Felix, agarrou seu braço no instante que ele teria passado ao seu lado para ir embora. Foi um aperto bruto onde sem mais nem menos, puxou Felix de volta para a sua frente, de uma forma estúpida e grosseira. Fez o garoto derrubar quase tudo que carregava em seus braços, cravou as unhas no braço direito, intencionalmente para machucar, já que estava de péssimo humor desde o almoço onde passou aquela vergonha junto com seus amigos naquele estacionamento. - Onde pensa que vai, Lee? Ninguém te ensinou a ter bons modos? Anda, peça desculpas. - Não largou seu braço e sim apertava com mais força a cada segundo que Felix demorava para responder. Sorria com sarcasmo com a expressão de dor que ele fazia.

Assim que foi puxado de volta para onde estava, o ruivo cambaleou um pouco pelo mal jeito com o qual pisou em falso e quase caiu, batendo o ombro contra a prateleira da gôndola, o que fez alguns pacotes de chocolate e bala irem ao chão. A força investida naquele aperto formou uma expressão dolorosa em seu rosto e um grunhido abafado escapou por entre seus lábios. - AI! Me solta cara! - Exclamou ele tentando se desvencilhar, inutilmente, o que só fez o sujeito pressionar ainda mais os dedos fortes ao redor de seu braço já dolorido. - Não tenho que te pedir desculpas por nada, seu idiota! Você quem estava no meu caminho. - Um dos atributos de Felix era, com certeza, o seu orgulho. Mas nem morto que iria se desculpar com um dos responsáveis por espalhar aquele boato sobre Minho, nem que no final acabasse apanhando no meio do corredor do supermercado. Por isso, se manteve irredutível frente à ameaça, encarando o mais alto com olhos desafiadores.  

Mal Felix sabia, que aquele jogador do time também era orgulhoso até o fundo da alma, tanto que chegava a amargar. Ele não gostava de perder, não gostava de errar e sempre que errava, buscava alguém que errou mais que ele para colocar a culpa. A todo momento tentando manter sua reputação intacta, onde tem tudo aos seus pés e da forma como ele quer, e por isso que desde que Felix o confrontou daquele jeito no estacionamento, ele tem remoído isso mesmo tendo ocorrido há algumas horas atrás. Ainda estava com raiva do ruivo e agora que teve a chance de encontrá-lo sozinho, não perdeu a oportunidade. - Na verdade, me deve duas desculpas; uma por ter trombado em mim e a outra por me fazer de idiota naquele estacionamento na frente de todas aquelas pessoas, e pela Seulgi também. Não é tão difícil, é? - Apertou ainda mais até ver o menor se encolher de dor. - Vamos seu merdinha, peça. 

O australiano fechou os olhos com força quando sentiu o aperto que já estava forte, ficar ainda pior. Se bobear, era capaz de aquele ignorante quebrar seu braço só naquela “brincadeira”. Mas nem mesmo esta dor lacerante fez com que o garoto fosse um pouco racional e simplesmente pedisse desculpas, nem que fosse apenas da boca para fora. Não, o Lee não era assim. Não iria ceder àquele idiota, então o que ele fez foi olhar para baixo e ver a oportunidade surgir na sua frente. O loiro calçava um tênis casual que parecia ser não muito grosso, então Felix mais do que imediatamente pisou com seu calcanhar sobre os dedos do pé direito daquele idiota usando toda a sua força, esbravejando logo na sequência. 

- Nunca que eu vou pedir desculpas para você e para aquela vaca! - A dor súbita fez com que o outro soltasse seu braço, mas antes que o ruivo pudesse se mandar dali correndo, a mão ágil daquele cara agarrou a barra de sua jaqueta, puxando-o para trás e o prendendo contra o pilar de concreto que havia entre duas gôndolas. O choque de suas costas na superfície dura fez Felix derrubar as barras de chocolate que segurava no chão, suspirando baixo com a onda de dor que percorreu seu corpo. Para piorar? A seção onde estavam não passava ninguém por perto, logo, eram apenas os dois ali.

As câmeras também não pegavam ali e os guardas estavam longe, perto das portas. O universitário, - cujo sobrenome estava estampado nas costas do casaco esportivo de Yale; “Casey” -, sorria de forma debochada, se divertindo com as tentativas do Lee para escapar dele. Ele queria ver o orgulho do ruivo ruir, mas agora queria mais do que isso. Para evitar que o garoto gritasse, tampou a boca e o nariz do mais novo e aproximou ainda mais seus corpos. - Então é assim que vai ser…? Tudo bem então, vamos jogar o seu jogo.


Notas Finais


• OBS: Quando se publica uma história, a plataforma do Spirit Fanfiction disponibiliza uma série de AVISOS IMPORTANTES que você pode selecionar para alertar os leitores dos possíveis conteúdos que irão encontrar na dita história.

Como podem observar do Perfil da História Cheer Up, a mesma tem os seguintes AVISOS: Adultério, Álcool, BDSM, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência.

Assim, se você é sensível para prosseguir com a leitura mesmo tendo CIÊNCIA PRÉVIA destes avisos, sugerimos então que não leia a história, até porque a mesma tem classificação indicativa para maiores de 18 (dezoito) anos.


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