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História Cheerleader - Capítulo 1


Escrita por: e marvetando-


Notas do Autor


-Piper-
ALERTA, É INSPIRADO EM UM CRIME REAL!
Oi!
Quem tá escrevendo é a Piper (e quem está arrumando as cagadinha é a Rachel!)
Essa fanfic se passa em 1984. Sim, no mesmo ano do caso; Rachel não foi muito criativa nessa parte (vai à merda). E também a Nat - que está sendo nossa vítima - tem 16 (A real vítima tinha 15) e a Wan - que está sendo a criminosa - 17 (A real tinha 16).
E imaginem a Nat dessa fic como a Nat versão Homem de Ferro 3 e Wandinha como Wandinha versão Era de Ultron.

Tal fanfic é inteiramente contada na visão da Wanda e contada como se a Wan estivesse dando uma entrevista, ou contando pra alguém como tudo aconteceu.
E Kukla não é uma personagem da Marvel, foi uma inteiramente inventada apenas para se encaixar na história como uma figura materna pra Nat
(De acordo com alguns quizzes que eu fiz, Natalia Alianova Romanova é o nome real de Natasha Romanoff. De acordo com um dos quizzes Natasha Romanoff é um nome falso, caso você seja alguém que saiba mais sobre a Romanoff que a gente, nos corrija —— E várias coisas dessa fanfic são exatamente como na história real, ex: Miramonte High School é o nome da escola real,)

Capítulo 1 - Cheerleader.


Fanfic / Fanfiction Cheerleader - Capítulo 1 - Cheerleader.

‘soube que

estava no

caminho certo

quando ouvi,

pela primeira

vez:

"você enlouqueceu"’.


Natalia era uma aluna da elite de Miramonte High School.

Era extremamente linda, inteligente, carismática, entre mil e uma outras coisas; mas a palavra que mais define o que Natalia era, é: Popular.

Outras alunas queriam ser como ela, queriam agradar a ruiva.. mas, por quê?

‘Wan, por que querem tanto ser como eu? Eu não sou nada de mais! Eu sou uma garota normal, eu só me dedico!”

Ôh, Nat.. é mais fácil imitar alguém do que ser seu melhor eu!

Eu tento ser meu melhor eu.. 
mas é melhor eu tentar ser seu melhor eu.

E por que Wanda não tinha esses questionamentos de Natalia?

Por que pergunta isso? Como é que ela teria? A pobre Wanda era apenas a sombra de Natalia!

Ninguém olhava para Wanda como olhava para Natalia.

Natalia era mais que Wanda.

Natalia era mais que Pepper.

Natalia era mais que Maria.

Natalia era mais que todos de Miramonte.

Mas por que ela?


Eu era mais que ela! Por que não viam isso?!

Mas pobre Wanda.. Maximoff queria só ter a mesma atenção que davam para Romanova.

Isso era pedir muito?
Parecia ser.

Isso é por que ela prática mais esportes? Eu podia praticar mais!

‘Ôh Wan, não precisa!” Isso era praticamente ouvir ela dizendo ‘Wanda, você nunca vai ser nada mais além que a minha sombra.”

E mesmo que ela nunca tenha de fato dito isso, eu nunca fui nada além que a sombra da senhorita Romanova.

Nat sempre quis ser líder de torcida.. ela fez o teste para ser uma e passou nele.

Por fora eu estava orgulhosa por ela.

Por dentro eu estava me corroendo de inveja, eu havia feito o teste dias antes e não fui aceita.

Eu queria matá-la.

Algo dentro de mim queria desde que havíamos nos conhecido.


Porém eu não a matei.

Eu a beijei.


Porque algo nojento dentro de mim queria isso

E eu ouvi isso.

Por algum motivo, o lado nojento gritou alto.. e mais alto.. e muito, muito mais alto!


E pra calar o lado repugnante..

Eu obedeci. Supri as vontades daquele lado aterrorizante.

E fazer isso foi repugnante..


Porém o lado me fez achar bom.


Eu não queria e queria ao mesmo tempo; e ela apenas queria.

Desse jeito ocorreu nossa primeira vez, se eu fosse Natalia estaria ditando o quão bom pra ela foi; ela estava descobrindo a própria sexualidade.

Porém eu sou a Wanda.

E vou ditar o quão nojento foi pra mim.

Eu já descobri minha sexualidade!


Os beijos se tornaram aceitáveis depois do terceiro; o sexo, nojento.

As mãos dela tão geladas, suadas. Ela estava nervosa e suava muito, era nojento pra mim que sentia nojo do que eu era e mesmo se eu gostasse de mim, ainda seria nojento.

Naquele mesmo dia, ela foi pro acampamento de cheerleader. Era início das férias, e nós havíamos sido convidadas para participar do The Petey's, junto de Pepper Potts pouco tempo antes.

Pepper negou entrar no Petey's, eu entrei e Nat ainda pensava se entraria ou não.

E por que pensar? É o melhor clube, ela não quer o melhor?

Ela não tem as próprias ambições, seus próprios egoísmos?

Pois, eu tinha.

Dois dias antes do fim do acampamento, eu liguei para a casa dos Romanova. A tia dela atendeu, eu tinha forçado a voz o máximo que dava para ficar masculina.

Me passei por um dos Peter's do The Petey's, funcionou.


Eu iria matar Natalia.


Eu deixaria de ser só sua sombra.


Ela voltou para casa em um ônibus do acampamento, seu pai estava esperando ela do lado de fora da casa. Ajudou ela com as mochilas.. eles eram felizes.

Eu queria ser feliz daquele jeito.. porém eu só conseguiria se eu tivesse a vida de Romanova em minhas mãos.

Eles haviam entrado, ela abraçou a tia e a irmã. Vi de longe sua tia falando para ela sobre o 'jantar para os novatos do The Petey's'.

Kaluk era ingênua.
Natalia era ingênua.

Eu vi ela sorrindo.. eu odiava vê-la sorrir; ela sorria cheia de vida, eu queria aquela vida.

Eu esperei ela chegar e receber a informação do jantar, dirigi para casa novamente.

Naquela época, com 16 anos já podiam dirigir.

Eu usei isso a meu favor.

A meu egoísmo.

Voltei para o mesmo ponto de mais cedo, duas horas antes do horário que eu havia dado para Kaluk

Eu queria ver ela..

Sua família saiu da casa, soube que haviam ido para um restaurante pouco distante.

Eu já imaginava que quando eu começasse, e ela conseguisse fugir e conseguisse entrar em algum lugar para ligar para casa, ela não iria ter para quem se acudir.

Isso era um ponto de sorte pra mim.

Às 21h eu parei na frente de sua porta. Buzinei, ela já sabia que era eu.

— Minha tia não me disse que você iria vir me buscar. — ela tinha dito depois de nos abraçarmos, eu não gostava do contanto físico; mas gostava do cheiro dela.

— Vamos? — eu me lembro de ter dido isso para cortar o assunto. Então ela entrou no carona, entrei novamente no meu carro e dirigi até uma igreja..

— Chegamos? — ela ficou confusa na hora, um lado meu também ficou.

Porém ele ficou quietinho..

— Já gostei muito de você. — não me virei para ela, ela continuou confusa — E eu sou só sua sombra.. — percebi que ela abriu a boca pra falar algo, provável que tenha notado naquela hora que o jantar era uma mentira — eu sempre disse que era mais fácil imitar alguém do que ser seu melhor eu, e hoje eu vou facilitar para mim e ser a melhor versão de você. — eu tinha olhado para ela, eu vi pela primeira vez Natalia Romanova com medo. A Nat era sempre tão forte com tudo, agora ela tinha medo de mim.. foi excitante.

Ela ficou ali, me encarando. Não tinha brilho nos olhos e dava pra ouvir o seu desespero.

Passou alguns minutos e ela saiu do carro, fiquei ali e a vi batendo em uma porta. Fiquei a observando, devia estar ligando para casa e dado em nada; depois de alguns minutos ela e um homem saíram de lá.. saíram no carro, talvez, dele.

Eu os segui, o vi me olhando pelo retrovisor e ele falou algo para ela; Nat colocou a cabeça pra fora da janela e me viu.

Falou algo pro homem e entrou mais uma vez.. como eu queria ter um revólver para atirar no rostinho dela; ou prender seu  lindo pescoço naquela janela e fechar tal, pra ver ela sendo decapitada..

Segui o carro até a esquina da casa dela, ele estacionou e ela saiu dizendo algo. Acho que agradecendo, então ela foi no portão; apertou a campainha e perguntou algo, talvez se podia ficar ali até seu pai e sua tia chegarem.

Sai antes que ela entrasse, eu tinha estacionado atrás do cara. Eu disse encarando ela ‘— Eu vou ser seu melhor eu” e aí ela começou a dizer que eu enlouqueci.

Eu tinha enlouquecido? Talvez eu tenha.. mas se enlouqueci, foi por ela existir e por eu ser só uma reserva pra quando ela não estivesse, um plano B.

Com Natalia morta, eu seria a principal. Eu seria o plano A!

Dei 5 facadas com uma chave de fenda que eu tinha dentro do carro; eu queria ter feito mais, mas o cara que deu carona pra ela começou a se aproximar de mim. Eu corri pra meu carro e dirigi pra longe.

Achei que ele tinha ficado, para dar uma ajuda.. mas não! Ele veio atrás de mim, tive um segundo ponto de sorte: ele parou.

Eu ouvi que o cara deu um depoimento pra polícia, falou que uma garota de cabelos castanhos avermelhados, que usava saia e blusa atacou a pobre Natalia Romanova.. ela morreu.

Eu nunca fiquei tão feliz na minha vida quanto eu havia fico quando soube da morte dela, eu matei ela

Eu!
A sombra tomou o lugar dela, o plano B, a reserva!

Soube que os policiais encerraram as investigações na manhã seguinte, não tinham um suspeito; um DNA. 5 dias depois foi seu enterro, eu participei.. eu sou a melhor amiga da Nat!

Tenho que confessar que me esforcei muito para não sorrir vendo seu corpo no caixão.. ela estava linda. Pálida, com os lábios – antes rosados – cinzas; o cabelo bem penteado e com um vestido vermelho que ia até seus joelhos. Infelizmente estava com os olhos fechados ali dentro, eu queria ver as íris verdes sem vida..

Soltaram o boato de que o assassino estava no enterro e que tal chorou vendo o corpo sem vida. Fofoqueiros que não sabiam fofocar.

Ao longo dos dias, Kaluk e Ivan conversaram com outros pais para não deixarem suas adolescentes andando sozinhas.

Maria e Pepper sofriam, eu fingia da melhor forma que eu conseguia. Em algum momento, as roupas do dia mudaram de lugar.. minha mãe viu.

Quando eu cheguei do colégio, ela começou a gritar comigo. Então chegaram os policiais; e aí minha alegria foi embora.

Fiquei presa preventivamente, fizeram exames no sangue das roupas. Reviraram meu carro, acharam a maldita chave.

Tinham a arma, a roupa e um corpo.

Eu estava condenada antes mesmo do julgamento; tal ocorreu três dias depois do resultado dos testes no sangue da chave e da minha roupa. Também acharam fios de cabelo da Natalia no banco, prova de que ela esteve ali. Depois, com outras três garotas, chamaram o homem (que descobri se chamar Clinton) pra fazer o reconhecimento.

Nós quatro estávamos com saia e blusão, exatamente a roupa do dia.

Ele claramente me reconheceu, disse que se pedissem pra fazer um retrato falado ele saberia me descrever bem.

Eu não duvidava disso, ainda não dúvido.

Fui sentenciada há seis anos, eu não relutei em nenhum momento.

A prisão era consequência do meu próprio luxo.

No caminho da minha cela.. algumas pessoas que me achavam uma boa amiga para Natalia, que diziam que parecíamos irmãs, estavam lá. Umas choraram me chamando de monstro, disseram que eu era uma louca. Que eu merecia a morte.

Eu não merecia.

Não era uma vida por outra.

Desejar uma prisão perpétua, isso eu merecia.

Eu merecia apodrecer,

Eu ia ficar tão podre quanto Romanova em poucos meses.

Porém não.

Eu sai tendo cumprido um terço da minha sentença, por bom comportamento e por aparentar ter me arrependido.

Eu não me arrependi.

Notas Finais


-Fabi-
Kaluk*: um nome inventado por minha pessoa!
Uma coisa interessante por trás desse "nome" é que ele é tipo um anagrama de Kukla. E Kukla significa boneca em russo, e o nome da tia da Nat é boneca porque foi a primeira coisa que eu pensei na hora de inventar um nome pra ela!
Bom, vejam Chel no comentário fixado.


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