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História Cherry blossom tears - Capítulo 9


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Notas do Autor


então né

Capítulo 9 - 09. I hate you


A escola estava diferente, mais sombria e vazia. Com as mortes daquelas garotas, os alunos começaram a viver assustados e com medo de serem os próximos. Eu continuei me encontrando com Kou e me tornando cada vez mais íntima dele, mesmo a contragosto dos Sakamaki. Confesso que o fato deles serem vampiros me preocupa pois, eles sentem o cheiro de sangue a quilômetros então eles podem acabar descobrindo que a pessoa responsável por todas essas mortes seja eu.

Além disso, a minha amizade com Teira se tornou ainda mais forte. Ela acabou entrando pro conselho estudantil da escola e me ajudava fornecendo informações dos alunos e principalmente das minhas rivais.

– Bom dia Saori, quais informações você deseja receber hoje? –Indagou atrás de mim, com um tablet em mãos e um sorriso largo em seu rosto.

– Bom dia, Teira. Está trabalhando como minha acessora agora? –Indago cruzando os braços e com um sorriso de canto no rosto.

– Mais ou menos. É que como as notícias rolam soltas pela escola, todos sabem do seu envolvimento com o Kou Mukami e acham que você é a namorada dele, e como o Kou é muito famoso por aqui, isso te deu um “título de nobreza” e agora todos te respeitam. –Apontou pro início do corredor, mostrando que algumas meninas e meninos olhavam pra nós.

Ou melhor, pra mim.

– Isso significa que eu sou uma “celebridade” apenas por ser próxima dele? –Assentiu em confirmação.

Hm, acho que posso tirar proveito disso.

– Bom. Me dê informações sobre Yayoi Anzawa.

Conversando com Teira, eu acabei descobrindo que Yayoi não era uma aluna e sim uma professora, a professora de Artes do Kou. Ela teria a morte mais dolorosa de todas, e a mais inesquecível.

Sorri maléfica com meus próprios pensamentos. – Saori, você é tão malvada.

[…]

No intervalo, eu entrei escondida na enfermaria pra pegar uma seringa e um sedativo, eles seriam necessários pra concluir o meu objetivo. Depois de os conseguir, sai dali apressada antes que me vissem e meu plano fosse por água abaixo. A senhorita Yayoi estava se encaminhando pro estacionamento, era onde ela costumava fumar.

Me aproximei dela sorrateiramente por trás enquanto a mesma fumava, armada com a seringa que eu usaria. Então eu tampei sua boca com a canhota e usei a destra pra enterrar a seringa em seu pescoço, ela até tentou escapar enterrando a bituca do cigarro no meu dorso que estava na sua boca, mas nem mesmo isso me fez a soltar. Em poucos segundos, ela estava desacordada em meus braços. A coloquei dentro do porta-malas do carro e então sentei no banco do motorista, saindo dali ainda sem saber pra onde levá-la.

[…]

Finalmente havia chegado ao meu destino, uma cabana abandonada. Saí do carro e então o rodeei indo até o porta malas, pegando o corpo da professora e o levando pra dentro da cabana. Por sorte, ali tinha apenas uma cadeira e cordas, então eu aproveitei pra colocá-la sentada e amarrada, com uma faixa tapando sua boca a impedindo de gritar.

– Você fica tão linda quando está desprezível desse jeito. –Sussurro perversa, abaixada em frente à professora ainda desacordada.

No entanto, eu ouvi passos do lado de fora, eu não estava sozinha. Peguei um pé-de-cabra que estava ao lado da cadeira e então saí em passos lentos, vendo uma garota encostar uma bicicleta do lado da cabana. Sorrateiramente, me aproximei da garota e então desferi um golpe em sua cabeça usando o objeto que estava na minha mão, era uma aluna do primeiro ano e se eu não me engano, seu nome era Sawako Haruka.

– Idiota… nunca te falaram que a curiosidade matou o gato?

Havia ocorrido uma ligeira mudança de planos, e eu não podia correr o risco de ter testemunhas. Por isso, eu peguei a professora mais uma vez e a arrastei pro lado de fora da cabana, a colocando junto do corpo da Sawako e sua bicicleta, elas teriam uma linda morte juntas. Peguei o isqueiro da professora e, com um pano molhado de gasolina, joguei sobre seus corpos as fazendo pegar fogo em questão de segundos, uma verdadeira fogueira humana; um sorriso maldoso surgiu em meu rosto, e uma risada macabra escapou arranhando minha garganta, me sentia tão viva!

Eu não podia correr o risco de encontrarem minhas digitais no carro, por isso, eu coloquei fogo nele também e enterrei o pé-de-cabra bem longe dali. Fui embora caminhando no meio da rua, sem desfazer o sorriso maldoso em meu rosto. Minha mão estava dolorida por causa do cigarro que a Yayoi usou pra me queimar, e só por causa disso eu tive que passar num posto médico pra fazer um curativo na minha mão. Depois disso, voltei pra escola já quase no final das aulas, e certamente os Sakamaki iriam brigar comigo mais uma vez por faltar as aulas.

– Onde você estava? –Questionou Reiji ao me ver no corredor, me fazendo parar pra olhá-lo.

– Acho que isso não é da sua conta. –Retruco, e com essa resposta, Reiji me segurou pelos braços com força me fazendo ficar na ponta dos pés.

– Você não se cansa de me enfrentar, sua fedelha? –Questionou furioso, cravando seus dedos bem fundo nos meus braços.

– ‘Tá me machucando, Reiji!

– Vou machucar ainda mais se você não me responder aonde você estava! –Esbravejou, nem se importava se podíamos ser vistos ou não.

E, como se lessem a minha mente, uma das conselheiras parou no início do corredor capturando nossa atenção. Ela nos fitava de forma intensa, intimidadora. Deu pequenos passos em nossa direção sem desviar seus olhos de mim.

– Fiz o que você me pediu, Reiji. –Disse simplista, desviando o olhar pra ele.

– Ótimo, e a sala que eu lhe pedi, está em boas condições?

– Com certeza. Sinta-se livre para usá-la como bem entender. –Um sorriso surgiu no rosto do moreno, e pela primeira vez eu tive medo do que me aconteceria.

– Onde estão os meus irmãos?

– Todos eles passaram mal misteriosamente, e agora todos estão descansando na enfermaria.

– O que você fez com eles, sua vadia?! –Questionei irritada, tentando me soltar do aperto de Reiji.

– Por favor Reiji, tire essa cadela daqui, está fazendo muito barulho.

Eu estava assustada, muito assustada. Eu sabia como o Reiji costumava punir quem o desobedecia e eu tinha medo do que iria me acontecer. Eu gravei bem o rosto da conselheira que fez os meninos passarem mal, seu nome era Chinatsu Ogihara e, aparentemente, ela era próxima de Reiji.

Guardando a porta estavam mais duas conselheiras, Yurei e Sonia, certamente a mando de Chinatsu e Reiji. Nem sequer se mexeram ao ver que eu era arrastada por Reiji, pareciam cegas, surdas e mudas em relação aos meus pedidos de socorro. A sala era escura e tinha pouca iluminação em vermelho, eu não lembro de todos os detalhes, mas, eu lembro exatamente o que aconteceu naquela sala.

Eu fui estuprada por Reiji. E tratada como uma vadia, do jeito que ele sempre me fazia lembrar que eu era.

[…]

Passei o resto das aulas descansando na enfermaria, eu não havia contado a ninguém o que aconteceu. Me sentia suja e dolorida, minha bunda ardia por causa das chicotadas que tapas que eu levei, meu corpo estava cheio de mordidas pois Reiji bebeu mais da metade do meu sangue, estava fraca. O senhor Kina estava sendo atencioso comigo, deixando de lado sua perversão vendo o estado que eu estava, pelo menos isso.

– Senhorita Najimi, você se sente melhor? –Mujo indagou quando entrou na enfermaria, vindo diretamente na minha direção.

– Um pouco… –Respondi mantendo meu olhar direcionado ao chão.

– Você tem que ir pra sua casa.

– Eu não quero ir pra casa. –O interrompi, olhando de soslaio pro rosado que estava um tanto quanto surpreso.– Eu quero ir pra qualquer lugar, mas para aquela casa eu não vou nem morta.

– Sinto muito Saori, mas não tem nenhum outro lugar pra onde você possa ir!

Nessa mesma hora, Kou adentrou a enfermaria alternando o olhar entre mim e o enfermeiro; ele parecia realmente preocupado.

– Pode ir pra minha casa, M-Neko-chan. –Disse sorrindo, me fazendo sorrir em resposta.

– Mesmo? Não vou incomodar?

– Você nunca incomoda, M-Neko-chan!

De certa forma, o sorriso de Kou me fez sentir bem novamente. Ele definitivamente é o meu senpai, afinal, tudo o que ele faz me faz sentir tão bem.

[…]

Sai da enfermaria acompanhada de Kou e, como era de se esperar, Ayato não gostou nem um pouco de nos ver juntos.

– Aonde você pensa que vai com a minha comida, seu boiola de merda?! –Questionou irritado, fazendo menção de me tocar, mas logo foi impedido pelo reflexo rápido de Kou que o impediu.

– Ela não é sua, Ayato. –Rebateu com um semblante sério.

– Sinceramente, eu não consigo te entender Ayato. Uma hora você diz que me odeia por eu não ser igual a “ela” e tenta me afogar na piscina, e na outra, fica furioso por me ver com outros além de você. Isso tudo é insegurança ou apenas uma atitude machista de “se você não é minha, não vai ser de mais ninguém”?

Aquilo havia o feito ficar em silêncio e sem reação, imóvel. Não demorou até os outros Sakamaki aparecerem, e eu dei um passo pra trás ao avistar Reiji, praticamente me escondendo atrás de Kou.

– Acho que ela não quer ir com vocês. –Uma voz atrás de mim falou, olhei pra trás notando a chegada de outros três rapazes, dois deles eu sabia que eram Yuma e Azusa, mas o terceiro… eu não sei quem é.

– Ela parece… ter medo de nós. –Kanato comentou, ele parecia confuso. Isso o fez abraçar Teddy com força.

– Ou então… de um de nós. –Subaru disse, desviando seu olhar para Reiji, que parecia indiferente à situação.

– Pelo visto ele não contou o que fez à ela. Logo você, que se julga ser tão certo sobre seus princípios e reprime seus irmãos por seus comportamentos ruins. Você é tão desprezível quanto eles, Reiji. –O mesmo garoto que disse anteriormente continuou a falar, dando passos a frente até ficar ao lado de Kou em minha frente.

– Do que ele está falando, Reiji? –Laito questionou quase tão confuso quanto os irmãos.

– Isso não é da sua conta. Quanto a vocês, porcos imundos e nojentos, levem essa vadia com vocês. Ela me dá nojo. –Deu as costas pra nós, saindo dali sem remorso algum.

Ayato e os outros Sakamaki deixaram que eu fosse com Kou e os irmãos sem problema algum, afinal não tinha o que contestar. Eu agora era praticamente a protegida dos Mukami, e poderia ficar ainda mais perto de Kou.

Senti uma brisa fria passar por meu corpo, o que me fez olhar pra trás enquanto caminhava pra fora da escola. Havia uma silhueta escura no meio do corredor, seus cabelos eram longos e alaranjados, e usava os mesmos trajes da mulher que eu via quando era mais nova.

A mulher das minhas visões havia voltado.


Notas Finais


queima quengaral
sinto raiva desse capítulo até hoje


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