História Cherry Blossoms. - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Jungwoo, Lucas, RenJun, Taeyong, Ten, Yuta
Tags Cherry Blossoms, Markhyuck
Visualizações 32
Palavras 1.495
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Blooming for You.


Fanfic / Fanfiction Cherry Blossoms. - Capítulo 1 - Blooming for You.

Ele tinha pétalas, flores, até buquês em seus pulmões. Sentia uma dor acima do normal, como se algo lhe tirasse a capacidade de respirar - e, realmente lhe tirava - toda vez que via aquele garoto. Ah, aquele garoto... Mark Lee sempre foi o tipo de pessoa que alegrava todos ao seu redor, deixando-os para cima e fazendo com que a vida fosse mais fácil de lidar quando se tinha uma visão positiva de tudo. Donghyuck já era diferente até demais, pois sempre ficava preso na sala de música da escola tocando piano e escrevendo músicas, tendo o prazer de sua solidão. Ele queria ter um pouco da atenção de Mark, nem que fosse minimamente. Tossiu. E tossiu outra vez, cobrindo a boca com uma das mãos enquanto sentia algo suave tocar sua palma; uma flor de cerejeira. Seu melhor amigo, Renjun, assistia a tudo sem dizer uma palavra, não podendo fazer nada a não ser rezar para que aquilo passasse rápido. O mais alto entre os dois gemeu de dor, deixando que a flor caísse na carteira da escola para então olhá-la com mais clareza. Estava aumentando de tamanho.

“Você precisa dar um jeito nisso.” Renjun disse fracamente, colocando a mão na boca para pigarrear. “Está ficando cada vez pior, Hyuck-ah. O MinSoo ainda não conseguiu achar um método indolor para tirar essa maldita floricultura daí de dentro?” Apontou para o peito do outro, enquanto apoiava a cabeça na outra mão.

“Eu não quero fazer a cirurgia. Vai me privar de sentir tanta coisa… E o quê somos nós sem os sentimentos, ahn? Qual a graça de viver sem sentir nada?”

“Não é momento para querer ser poético, que droga. Por que você não conta pro Maku o que sente? Quem sabe não é recíproco?”

“Não é, Jun. Ele não tem cara de quem fica pensando em namorar. Ou que tem alguém gostando dele…” Tossiu novamente, abaixando a cabeça enquanto outra flor saía. Jeno chegou abraçado à Jaemin, sentando na carteira dupla à frente dos dois. O Lee guardou as flores no bolso e o Huang deu um sorriso ao ver Jeno se sentando perto de si, dando um selinho nos lábios finos do mais bonito entre todos.

“Vocês viram o Mark?” O moreno perguntou enquanto tirava da mochila o material escolar, olhando para Haechan curioso. “O viu mais cedo, saeng? Pelo que fiquei sabendo, Maku está doente. Vamos mais tarde na casa dele pra ver como ele está. Você vai junto, né?”

“Depende, Jeno. Preciso ver se vou ter que dar aulas de piano à Yerim, ela vem quando não está estressada…” Recebeu um chute na canela pelo amigo de cabelos castanhos, reclamando baixo. “Eu vou, sim.”

“Que bom! Vai fazer bem pro hyunggie ter todos os amigos dele lá.” Jeno disse fazendo carinho no cabelo de Renjun, despertando uma cara de nojo em Jaemin e Haechan. O mais novo deu risada, voltando a prestar atenção na aula. O professor para de escrever na lousa quando batidas são ouvidas na porta, revelando o assistente da secretaria - com quem o Lee tinha uma amizade - Taeyong junto de Yukhei, Yuta e Jungwoo, que estavam olhando pra baixo com um bico maior que tudo.

“Com licença… Esses alunos foram vistos pulando a cerca do colégio… Têm aula com você agora?” Teve como resposta um aceno positivo, soltando os três e os empurrando para dentro da sala. Sorriu para o Lee antes de fechar a porta enquanto o professor de música marcava o nome de seus amigos no caderno de reclamações. Yukhei e Jungwoo se sentaram atrás de Haechan e Renjun, deixando Yuta sozinho na carteira à frente de Jaemin e Jeno.

“Yah, Hyuck!” O de chinês mais velho resmungou atrás de si e viu o mais debochado dali revirar os olhos, rindo baixo. “Como vai o seu crush pelo Maku?” O outro engasgou, ouvindo risadas dos amigos.

“Vai muito bem, Xuxi. Agora vá tomar no…” O sinal interrompe sua fala e imediatamente o Lee se levanta, sentindo sua garganta coçar. Olhou para Renjun como se pedisse socorro, colocando as mãos na boca e correndo com a bolsa até o banheiro que ficava no corredor.

“Falei algo de errado?” O Wong perguntou com um tom de choro, sendo amparado por Jungwoo.


[...]


“Yah, saeng? Em qual dessas cabines você está?” Ouviu a voz de seu melhor amigo e desatou a chorar, batendo na porta de número 4 para que o outro soubesse que estava ali. Passos rápidos se fizeram presentes e logo a figura do mais baixo estava ali, parada, sem saber o que fazer. “O quê vamos fazer? Você precisa contar pro Mark. Diga que vai fazer isso hoje, por favor.”

“Não vai ser recíproco…”

“Você precisa tentar. Me entendeu? Agora levanta, os outros estão te esperando.” Estendeu a mão para Haechan, o puxando sem muita força. “Nana comprou chá preto com pêssego pra você. A senhora Lee ligou pro Jeno dizendo que ia ter que sair, mas que tinha almoço no forno. Temos que ir antes que esfrie!” Disse vendo o de cabelos vermelhos lavar o rosto brevemente.

“A casa dele é daqui do lado! Não banque o esfomeado. Deixe isso pro Chenle e pro Jisung.” Pegou a bolsa e jogou a alça sobre o ombro, sendo acompanhado pelo mais velho até a saída da escola.

Levaram-se apenas cinco minutos para que chegassem à casa simples e bem cuidada, e mais dez minutos para que Chenle encontrasse a chave que ficava escondida. Quando entraram, berraram para que Mark os respondesse e receberam um silêncio preocupante. Deixaram as mochilas no sofá de três lugares e subiram para o quarto do amigo, vendo uma cena assustadora.

Mark Lee caído num chão forrado de girassóis desacordado.

“Merda, Maku!” Chenle gritou com os olhos arregalados, sem saber o quê fazer enquanto os outros olhavam para Jeno, Renjun e Haechan, que estavam em choque.

“Chama a ambulância, agora!” O Huang disse tentando acalmar todos e Jeno já discava o número da emergência, o Lee ficando de joelhos apoiando a cabeça do canadense em seu colo. Jungwoo consolava o namorado que não parava de chorar enquanto Nana ligava para a mãe de Mark, descendo as escadas assim que ouviu as sirenes. O de cabelos vermelhos viu o amor de sua vida ser arrancado de seus braços pelos enfermeiros, só então percebendo o quê acontecia. Aqueles girassóis… Tantas pétalas que o faziam lembrar de seu próprio quarto; as pétalas rosadas e delicadas espalhadas pelo quarto, se misturando às partituras do piano. Não podia ser…

“Yah, Donghyuck. Vá com o Jeno e o Lucas na ambulância que eu vou ficar com o Nana e o Jisung pra esperar a mãe do Mark. Okay?” O castanho perguntou acompanhando a maca, ajudando o chinês e o coreano a subir no automóvel, estendendo a mão em seguida para o mais claro. “Você precisa ver se ele está bem.”

“Eu vou. Vejo você no hospital.” Disse se sentando no banco vazio, olhando para o outro que estava desacordado, com uma máscara de oxigênio. Fazia carinho no cabelo dele, observando seu rosto enquanto ouvia Lucas chorar alto, cobrindo a face com as mãos.


[...]


Entubaram o garoto e o levaram para o quarto, deixando apenas um entrar por vez. Primeiro, a mãe do Lee, seguido de Renjun, Jeno, Jaemin, Chenle, Jisung e então, Haechan. Assim que ele entrou no dormitório, pôde o escutar respirar com dificuldade e em seguida, uma tosse. Puxou a cadeira para sentar ao seu lado, segurando sua mão e cantando baixo. Por mais que sua voz não fosse boa pra tal coisa, se sentia confortável o bastante para o fazer já que o outro estava em profundo sono. Entrelaçou os dedos finos aos dele, fechando os olhos e apoiando a cabeça na parede, tentando suspirar fundo e sentindo algo lhe tapar a garganta. Tossiu alto e dolorosamente, tampando a boca com as mãos, sentindo a mesma suavidade tocar-lhe as palmas. Dessa vez não era uma flor, e sim três. Os olhos lacrimejaram quando percebeu que já estava em estado terminal, até que ouviu a melodiosa voz ressoar no local.

“Quem diria, saeng… Não sabia que você também tinha a Hanahaki Byou. Isso são… Sakuras?” Olhou para o mais velho e deu de cara com um sorriso de canto, algo chamando sua atenção na mão do outro. Um girassol enorme, com todas as pétalas e as folhas. “Seu amor não é correspondido? Quem é?”

“Ahn… Ma-Mark…” Se embaralhou com as palavras, recebendo uma risada. Olhou para o que estava deitado com as sobrancelhas franzidas, ouvindo outra gargalhada e em seguida, outra tossida. O Lee colocou uma mão na boca, retirando algumas pétalas amarelas. “É você…”

“Eu o quê? Vai me dizer que…” Se sentou na cama, encarando o mais novo. “É impossível…”

“É impossível o quê? Você não gosta de mim, não é?” Donghyuck já sabia da resposta e abaixou a cabeça, tendo a mão de Mark em sua coxa.

“Não.” Seu peito apertou e ele quase desatou a chorar, se não fosse o quê veio em seguida. “Não gosto de você, Donghyuck-ah. Eu te amo.”


Notas Finais


ah sei lá


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