História Cherry Lips — Jeon Jeongguk (Hiatus) - Capítulo 13


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Jeon Jungkook, Jungkook, Long-fic, Romance
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Palavras 2.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAA💕💕💕
Como eu já tinha dito em GOL, eu consegui escrever muitos capítulos de algumas fanfic's minhas e pretendo postar eles esse mês! Cherry Lip's está na lista, como podem ver💕💕💕
Desculpem pela demora e deixem comentários, por favor, preciso saber se vocês ainda estão comigo e gostando da história 💕

O capítulo foi revisado por uma MARAVILHA DO MUNDO, e o nome dela vai estar nas notas finais!

Capítulo 13 - Orgulho


Fanfic / Fanfiction Cherry Lips — Jeon Jeongguk (Hiatus) - Capítulo 13 - Orgulho

Iara

Olhei-me no espelho, meus cabelos cacheados estavam brilhando intensamente após a hidratação que fiz há pouco tempo, meus olhos azuis celeste entrando em destaque com o conjunto apertado de couro e lindas argolas rosé penduradas em minhas orelhas. E apesar de estar com tudo aqui, sinto falta de algo, e sei muito bem o que é.

É o meu sorriso.

Ele não está mais como antes.

E o motivo para isso acontecer tem nome e sobrenome.

Já faz cinco dias desde que Jeongguk voltou da viagem e, consequentemente, 5 dias desde que eu pedi as contas do trabalho. Sinto falta do estúdio, dos clientes, de almoçar com Soomin durante a tarde, de ver Jeongguk trabalhando e, principalmente, sinto falta dele. É por isso que meu sorriso não está mais tão sincero quanto antes, porque agora eu sinto falta de tantas coisas que é impossível não ficarem um tanto desanimada toda vez que me lembro das coisas que aconteceram.

Ao menos tenho Soomin, graças aos céus continuamos amigas mesmo depois de tudo.

Inclusive estou tão arrumada porque vamos sair juntas. Vamos para a inauguração de uma boate, o dono é o amigo dela e acabou de abrir sua primeira filial aqui na Coréia do sul. As outras ficam em outros países na América Latina e na Central. É uma boate unissex, ou seja, diversão para ambos os lados.

A campainha soou por todo o apartamento, então eu peguei a minha bolsa de mão com meus pertences que estava jogada na cama e corri para a porta. Soomin estava alí sorrindo, porém, toda vez que a vejo sinto que a garota não está realmente alegre. E eu entendo, acho que ela gostava mais do meu relacionamento com Jeongguk do que nós mesmos, talvez. Acho que sente falta dos nossos momentos juntos no estúdio, ou quando eu a levava um frappe de caramelo do Starbucks às sextas. São pequenos detalhes, mas que fazem toda a diferença do mundo para algumas pessoas.

– Você está linda demais, garota! – disse entusiasmada. Apesar de estar apenas um ou três passos afastadas, ela correu para mim e quase me derrubou no chão com o abraço de urso.

– E você está um mulherão da porra.  – sua sobrancelha se franziu. – No Brasil isso é como: MEU DEUS VOCÊ É MUITO LINDA E INCRÍVEL.

A menor se assustou levemente com meus gritos e se afastou, depois olhou para os lados e, ao ver que estávamos sós naquele corredor extenso com apenas duas portas de vizinhos, riu alto e jogou a cabeça para trás.

– Então você também está um mulheron... Pora? – semicerrou os olhos, com uma cara de dúvida.

– Quase isso aí. – gesticulei com as mãos para que ela não insistisse naquilo.

As luzes dançavam sobre mim no ritmo da música, assim como medi quadros iam de um lado para o outro, para cima e para baixo, e meus joelhos dobravam e se tocavam enquanto eu dançava no meio da posta rodeada de pessoas que também estava com feixes de luzes coloridas passeando por todo o corpo.

Soomin estava no bar com seu namorado, e como eu amo dançar, ainda mais músicas como Go Fuck Yourself, mas o remix eletrônico misturado com outras músicas do Two Feet, fui dançar.

Quando já estava sentindo minhas pernas pedirem um pouco de descanso para aguentar a noite toda, parei de dançar e fui passando pelo mar de pessoas inebriadas pelo ritmo viciante do remix pedindo licença a cada segundo. Avistei Soomin com seu namorado bem em frente ao centro do bar, e o barman estava ao lado preparando um drink para alguém numa coqueteleira prateada.

– Iara, você dança muito bem. – Miguel, parceiro de Soomin, disse assim que me aproximei e sentei-me num banco ao lado da garota.

– Eu tenho que concordar. Até me fez duvidar da minha sexualidade. – Soomin continuou.

Ri alto, tanto pelo comentário da mulher e tanto pela cara falsamente preocupada de Miguel ao escutá-la dizer aquilo.

O Barman despejou o líquido de coquetéis num copo e o colocou na minha frente, depois, virou-se novamente para as prateleiras cheias de bebidas. Olhei confusa para o copo, afinal não havia pedido anda ainda.

– Pedimos para você. –  Min se inclinou para que eu a escutasse melhor. – Obviamente você estaria morrendo de sede depois daquele show incrível.

Sorri para ela e agradeci, pegando o copo e bebericando para saber do que se tratava a mistura. Era alguma bebida junto com essência de baunilha, senti o gostinho do aromatizante descendo pela minha garganta e suavizando um pouco o gosto forte de álcool. Girei o banquinho de metal com estofado vermelho sangue e comecei a ver o pessoal dançando, me perdendo em pensamentos aleatórios até escutar a Jeon chamar meu nome.

Quando olhei para o lado, seu namorado já não estava mais entre nós e ela estava mais próxima, olhando com uma expressão cautelosa.

– Você e Jeongguk se falaram alguma vez?

Desde que pedi demissão nós não falamos sobre Jeongguk, quero dizer, ela veio pedir desculpas pelo primo idiota que tem e disse que não queria perder minha amizade por conta das burradas enormes de Jeongguk. Eu apenas disse que aquilo não era preciso, pois eu jamais me afastaria dela por causa de outra pessoa. Não sou do tipo de deixar terceiros se meterem nos meus relacionamentos.

– Não. – não tinha necessidade de ser grossa, apesar do assunto me incomodar. Sei que ela só quer o meu bem e que, talvez, ainda tenha esperança de uma trégua.

– E você... – hesitou, todavia olhou nos meus olhos e conseguiu coragem para prosseguir. – Gosta dele?

Fiquei cerca de três segundos em silêncio, depois olhei para o meu copo e tomei um gole, deixando-o sobre o balcão em seguida. Suspirei, virando meu corpo para ela.

– Sim. Gosto.

Soomin tentou disfarçar um sorriso, mas eu percebi na hora que sua boca se curvou para cima levemente. A garota se aproximou um pouco mais e colocou a mão sobre a minha que estava em meu colo, olhando-me nos olhos com intensidade.

– E eu sei que ele também gosta de você. – respondeu com toda calma do mundo, como se só aquilo bastasse para o tempo voltar.

– E o que isso muda, exatamente?

Com a minha resposta, a Jeon recuou confusa. Suas sobrancelhas se uniram e ela umedeceu os lábios, balançando os ombros para cima.

– Soomin, entenda, eu gosto dele, sim, óbvio... Mas isso não vai mudar absolutamente nada na minha vida. Eu tô' bem, gosto de estar bem, quero continuar bem. E eu não vou deixar de viver a minha vida e fazer as coisas que quero por conta de outra pessoa, eu sempre fui minha prioridade. – a olhei diretamente nos olhos, colocando convicção nas minhas palavras. – Eu até espero que ele faça algo? Sim, a esperança insiste em ficar, mas eu não vou ficar esperando sentada sozinha num banquinho. Afinal, quem está machucado é o meu coração, não a minha boca, então que venham outros.

Jeon Jeongguk

As pessoas passavam por mim, eu sentia os olhares das mulheres em mim, sentia que elas me queriam, sabia que eu poderia tentar algo com metade das pessoas que estavam naquele recinto. Mas eu não tinha ânimo para porra nenhuma. Sabe quando você vai a um lugar para sair daquele baixo astral, mas parece que fazer isso apenas piora? Pois é, me sinto exatamente assim agora.

Estou com um copo em minhas mãos, ele está cheio com uma bebida alcoólica forte, no entanto, mesmo já tendo tomado vários desse, ainda não me sinto melhor. Nada. O pior disso tudo é que a culpa é totalmente minha, e parece que minha mente faz questão de lembrar-me disso em intervalos de 5 minutos.

É ridículo, cara, a que ponto eu cheguei? Eu admito que fui um babaca egocêntrico, mas esse sentimento ruim de perda já não deveria ter passado? Eu sei bem porque ele não passou, mas porra, não quero admitir — apesar de fazê-lo toda noite antes de dormir. Eu deito na cama, fecho os olhos e daí mil lembranças dela me atingem. Então eu sento, olho para minhas mãos e penso: porra, você é grande babaca. — Por isso que eu não gosto desses sentimentos amorosos, eles são difíceis de lidar e muito persistentes, há quem sofra anos por causa deles.

– Cara, você ‘tá péssimo. – escuto Jin falar ao meu lado e o olho com uma cara óbvia.

– Agora diz uma novidade. – falei irônico.

– Você está apaixonado.

Eu juro que se SeokJin não fosse meu amigo, e uma das únicas pessoas que tentaram me tirar dessa vala que me meti, eu quebraria sua cara por ser tão audacioso.

– Cala boca. – bradei, virando a bebida de uma vez. O líquido desceu rasgando pela minha garganta e eu não consegui segurar a careta, todavia, poucos segundo depois já estava pedindo outra dose.

– Você sabe que, nem acabando com todas as bebidas desse bar, esse sentimento ruim vai passar, não sabe? – fechei meus olhos, respirando fundo. – Não adianta ficar bravinho não, meu filho, eu ‘tô falando pelo seu bem. Quer virar um alcoólatra fodido de coração partido? Desculpa, mas isso não vai acontecer não, não no meu turno.

Acabei por suspirar e soltei o copo no balcão de metal a minha frente. Jin estava certo, mesmo que eu acabasse com todo meu dinheiro em bebidas e festas, quando estivesse sozinho novamente acabaria pensando nela e tudo iria se repetir. Como num loop.

Levei uma de minhas mãos até meus cabelos, bagunçando os fios e em seguida deixando minha cabeça apoiada na palma.

– Sabe o que vai melhorar isso aí? Ir falar com ela de uma vez. – aconselhou, colocando a mão em meu ombro. – Poxa, o que você tem a perder mesmo? Nada. E outra, por mais que ela não aceite ou coisa assim, você ao menos vai saber que tentou e vai poder parar de se sentir um merda.

Eu sabia que Jin tinha razão, na verdade soube no primeiro dia que isso era o que eu deveria fazer, mas quem disse que eu conseguia? Eu me sinto extremamente sozinho sem Iara, quero dizer, me sinto solitário. Antes dela eu ficava tranquilo quando não tinha garota alguma do meu lado, às vezes era até um alívio porque vez ou outra eu me sentia um pouco sufocado com aquelas cobranças.

Talvez isso seja carma, Iara é a vingança por todas as garotas que eu já fiz sofrer, ela apareceu para me fazer provar do próprio veneno; e, puta que pariu, que veneno horrível.

– Eu posso... Tentar depois. – falei sem muito ânimo. Coragem já não era mais uma das minhas virtudes.

– Depois o meu pau, você vai tentar amanhã mesmo e pronto. – Jin afirmou, convicto. – Vai mandar uma mensagem para ela agora e perguntar se ela topa te encontrar para vocês conversarem, fim de papo.

Iara

Assim que saí do banheiro, meu celular vibrou sobre a cômoda de madeira ao lado da cama e eu fui ver. Estava com os cabelos molhados pingando no chão, uma toalha branca enrolada no corpo e gotas escorrendo do meu pescoço e mais algumas partes do corpo.

Peguei o aparelho e o desbloqueei, ficando alguns segundos estática sem expressão alguma. Já não estava mais bêbada, não que eu tenha ficado muito, todavia parecia que eu ainda estava vendo coisas.

Foi um susto ver o nome de Jeongguk estampado na tela com um pequeno resumo de suas mensagens. Eu não apaguei seu contato, tampouco bloqueei, não tinha motivos para fazê-lo uma vez que eu sei me controlar e manter distância de qualquer coisa que me atinge.

Mas, enfim, eu desbloqueei o visor do aparelho e abri a conversa de Jeongguk. Não precisei pensar por muito tempo para mandar uma resposta, geralmente eu sou decidida e sei o que quero, então, apenas aceitei o convite que ele fizera e disse que o encontraria numa cafeteria perto do seu estúdio. Era lá que eu buscava alguns lanches para nós quando ele não estava atendendo ninguém.



Cheguei à Winter Coffe's esfregando minhas mãos para me aquecer um pouco. Quando acordei hoje de manhã estava fresco, nenhum sinal de uma frente fria, mas pela tarde começou a esfriar e quando vi já não estava mais aguentando usar shorts e nem regatas, então troquei minhas vestimentas leves por uma calça jeans e uma blusa preta felpuda de mangas longas. Olhei pela vitrine da loja tentando ver se Jeongguk já estava lá, até que avistei suas costas numa mesa mais afastada que a maioria.

Soltei o ar que estava preso, sentia-me um pouquinho nervosa com a situação, mas agora não podia mais fugir, eu não sou de fazer isso. Abri a porta do estabelecimento e o sininho sobre a porta soou, atraindo a atenção do funcionário atrás do caixa e de Jeongguk no fundo da loja, que se virou abruptamente e abriu a boca ao ver-me. Fui andando a passos rápidos quando ele que fez menção de se levantar, no entanto eu fui mais rápida e me sentei logo no lugar vazio a sua frente.

– Oi... – ele disse, me olhando diretamente.

– Oi. – respondi com a voz um pouco ríspida.

Eu acho que Jeongguk ficaria em um silêncio irritante, porém, ele suspirou e não demorou em ir direto ao ponto.

– Eu fui um babaca com você, sério. Eu... Falei coisas sem pensar, e fiquei tentando te forçar a dizer coisas que você não queria.

– Você agiu feito um babaca egocêntrico. – aproveitei a pausa dele para falar, vendo-o torcer seu nariz levemente.

– Eu agi como um babaca egocêntrico. – repetiu, enfatizando cada palavra. – Eu estava acostumado com as garotas se matarem por mim e se apaixonarem em menos de um dia, e quando isso não aconteceu com você, quando você foi embora do meu apartamento mesmo eu pedindo para você ficar, eu senti como se meu orgulho fosse ferido. Mas eu não continuei com você como um desafio para provar a mim mesmo o quanto eu sou um idiota que se acha irresistível, Iara, eu juro.

Eu cruzei meus braços e deixei minhas costas deitadas no encosto da cadeira. Olhei pra Jeongguk com as sobrancelhas arqueadas, achando interessante o jeito como ele estava assumindo seus erros.

– Eu deveria saber que você é diferente, e que não iria... Cair aos meus pés. O mundo não gira ao meu redor, e me esqueci disso por um momento. – ele levou as mãos ao rosto, cobrindo seus olhos. – Deus, dizer isso em voz alta parece ainda mais patético.

Jeongguk ficou um tempo naquela posição, cheguei a pensar que tinha acabado, porém, ele levantou seu rosto novamente e meus olhos se encontraram com os seus. Nesse momento um choque percorreu minha espinha e eu prendi a vontade de me remexer, esperando que ele continuasse.

Seus olhos me encaravam de uma forma penetrante, e eu o vi umedecer os lábios antes de continuar, como se tivesse tomado uma decisão importante.

– Eu falei aquelas coisas porque achei que iria estragar o nosso lance se você estivesse apaixonada por mim, eu ache que isso iria ferrar com tudo e que iria te perder. Mas eu acabei fazendo isso sozinho quando agi feito um otário. – revelou. – E, Iara, eu não quero te perder.


Notas Finais


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