História Cherry Love Potion - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Loona
Personagens Choerry, JinSoul, Kim Lip, Yeojin
Tags Choerry, Lipsoul, Loona, Yeojin, Yeorim
Visualizações 152
Palavras 2.366
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Magia
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE ESSE PLOT JDKLSJCLKDSJKLSJLKDSDSK
Eu não vou falar nada. Okay. Mas tá tão engraçado.
Eu sinto que essa fanfic quase poderia ser considerada uma crack!fic... AHUAHUAHAUHAUHAH

Enfim. Para compensar a doideira tensa que tem sido ultimamente, eis uma comédia levezinha da qual eu me orgulho muuuuuito. <3

Boa leitura! ♡

Capítulo 1 - That's Probably A Mistake.


Yerim era uma das pessoas mais poderosas daquela escola.

Por um único motivo.

Ela tinha o produto que todo o mundo queria.

Não era cocaína, não era heroína, nem era metanfetamina.

Era a poção do amor.

Mais clichê impossível, mas era a verdade. Com um saborzinho de cereja e inexplicáveis poderes apaixonantes, a bebida de Yerim era a mais cobiçada da escola inteira; pelo menos, por todos os que sabiam da existência da mesma.

Não podia ser muito divulgada. Afinal, o que aconteceria se a administração da escola soubesse que havia uma aluna vendendo um elixir que fazia com que as pessoas se apaixonassem? Provavelmente não era ilegal, mas não deixava de ser uma loucura. E se expulsassem Yerim por considerá-la uma bruxa? Não podia. Não se podia dar ao luxo de perder as suas amigas... fora que o dinheiro também era bom.

Os seus pais sabiam. Achavam o negócio ligeiramente arriscado, mas deixavam-na fazer a sua cena, pensando que Yerim vendia cada poçãozinha por minúcias de dinheiro.

A única parte que acham arriscada naquele negócio era a possibilidade de alguém se chatear com a sua filha por a poção não ter funcionado. Sinceramente, nem eles próprios acreditavam fiabilidade daquele produtinho. Uma essência que faz alguém se apaixonar? Por favor. Tinha de ser psicológico. Mas não podiam impedir a sua filha adolescente de ser adolescente, não era?

Só não faziam ideia de que o negócio de Yerim ia muito para além de meros centavos e poçõezinhas bobas de cereja.

Choi Yerim estava construindo o seu império de elixir cor de cereja, casais felizes e dinheiro. Muito dinheiro.

Era incrível como as pessoas eram capazes de gastar tanto pelo simples desejo de serem correspondidas no amor. Compravam o elixir da Choi, e encontravam um jeito de o inserir no organismo da pessoa amada. Então, aguardavam pelo momento em que os seus sentimentos se tornassem recíprocos. Não era completamente fiável, pois por vezes apaixonavam-se pela pessoa errada, mas o desespero chegava ao nível de comprarem segundas e terceiras vezes na tentativa de que a poção acertasse o seu alvo de jeito.

Havia uma cliente particularmente recorrente… Yerim não se recordava exatamente do nome dela, mas lembrava-se que ela era baixinha e andava sempre com uma franjinha, um laço, e um sorriso do tamanho do mundo, apesar dos seus constantes fracassos no amor.

A vida era um mar de rosas e unicórnios para Yerim. Tinha dinheiro, tinha amigas, e tinha um poder tão grande entre mãos.

Só lhe faltava uma coisa.

Amor.

Irônico, de fato.

Mas a verdade era que Yerim, até ao momento, não tinha sido capaz de se apaixonar por absolutamente ninguém. Talvez fosse uma consequência que o universo lhe impusera por ter um dom tão prestigioso. Não se pode ter tudo.

Porém, cada vez mais, a Choi se via desesperada por se sentir do jeito que todos os seus clientes se sentiam. Bobos, cheios de esperança, com borboletas no estômago…

Inclusive, duas das melhores amigas mais velhas namoravam uma com a outra, o que não melhorava minimamente a situação. Ficavam ali, na frente dela, com flertes constantes e beijinhos ocasionais que a deixavam desesperada.

Yerim também queria isso…

Só conhecia uma pessoa na mesma situação, e essa era Yeojin.

A pequena Im era uma grande amiga sua. Yeojin era uma garota super engraçada e divertida cuja companhia Yerim sempre apreciava e adorava, e não havia jeito de não gostar dela. Im Yeojin sempre zombava os outros por se apaixonarem, e parecia perfeitamente confortável com o seu estilo de vida desprovido de amor romântico, ao contrário da Choi, que não parava de se sentir invejosa pela felicidade amorosa dos outros.

E, sinceramente, a resposta estava justamente à sua frente. Ela só se recusava a vê-la.

— Yerim-ah, você devia tomar a poção se quer tanto se apaixonar.

Já devia ser a quinta vez que Jinsoul dizia a mesma coisa só naquela semana.

— Você está louca. Isso seria o equivalente a um traficante consumir as próprias drogas.

— Você se considera uma traficante do amor, Yerim? — Jungeun riu alto, contagiando uma gargalhada gostosa por parte de Jinsoul.

— Não é isso, né, mas…

— Sério, o que você tem a perder? — a Jung insistiu, fitando a amiga com intensidade. Yerim era tão fresca quando o assunto era aquele! Qual era o problema? Funcionava com todo o mundo...

— Eu… Sei lá. Como eu não tenho ninguém específico em mente, tenho medo de me encantar por alguém que não devia. Imagina que eu me apaixono por alguma de vocês? E aí, o que acontece?

— A outra te dá um tapa e fica tudo resolvido.

Yerim ficou em silêncio durante um segundinho.

— Ai, meninas, eu não sei. Eu tenho medo. Era tão mais fácil se viesse naturalmente…

— Com grande poder, vem grande responsabilidade; mas algumas consequências, também. Essa é a sua. Você não vai gostar de alguém se não provar do seu próprio remédio, cerejinha.

O pior era que, àquele ponto, a Choi já começava a ficar convencida pelo discurso costumeiro de Jinsoul.

Talvez aquela fosse realmente a sua única solução.

× × ×

Às duas da manhã, Yerim devia estar dormindo.

Porque ela sabia que era a partir das duas da manhã que os maiores erros sempre são cometidos.

Porém, de madrugada, a sua consciência não conseguiu se manifestar o suficiente para que ela se lembrasse disso.

A poção cor de cereja parecia chamá-la. Yerim não tinha conseguido adormecer até ao momento, e sentia como se os seus olhos estivessem se afundando dentro da sua cara. Precisava dormir. Definitivamente precisava. Mas talvez fosse aquele liquidozinho que a estivesse chamando e tirando o seu sono.

Ele estava do lado do espelho, não muito longe da sua cama. A janela estava descoberta, então as luzes do exterior entravam no quarto da Choi, pintando-o de um amarelo brando, mas visível o suficiente para que aquele recipiente de vidro fosse visível do seu campo de visão.

“Talvez não seja tão má ideia assim.”

Levantou-se preguiçosamente, mais abatida do que um morto-vivo.

Aproximou-se da peça de mobília onde o frasco se encontrava, e olhou intensamente para ele, cogitando beber um pouco. Nem que fosse só uma gotinha, para experimentar. Ver se alguém na sua vida ganhava um brilho diferente.

Levou a mão ao vidro frio, realmente cogitando cometer aquele erro. Uma gotinha. Não iria matá-la, pois não?

Removeu a tampa, sentindo o cheiro forte invadir o seu corpo, tendo o nariz como porta de entrada. Era realmente tentador.

Então, com mãos desleixadas, levou o recipiente aos lábios.

Mas era bom demais.

E acabou que o que Yerim bebeu ficou longe de ser só uma gotinha.

Ficou atordoada de imediato.

O seu primeiro reflexo lento foi tentar alcançar, com pernas bambas, a proximidade necessária da sua cama para garantir que não cairia de cara no chão caso desmaiasse.

E então, apagou por completo.

× × ×

Acordou cedo demais, mas apesar de se ter deitado extremamente tarde, Yerim se sentia muito animada. Talvez fosse um efeito secundário da sua própria poção. Nunca se tinha dado ao trabalho de descobrir se o seu elixir tinha consequências colaterais, para ser sincera. Se nunca ninguém tinha morrido por beber aquilo, já era uma vitória, não era?

Preparou-se para a escola, e foi.

De manhã, o normal era que Yerim andasse somente com Yeojin, pois era a única das suas amigas que estudava na mesma sala que ela. Jungeun e Jinsoul eram mais velhas, e estudavam em outro edifício da escola, então ainda teria de esperar até à hora do almoço para lhes revelar que finalmente tinha cedido às sugestões tentadoras de Jinsoul…

Mas, até lá, poderia simplesmente contar a Yeojin, não era?

Oh, quem lhe dera.

Quando Yerim viu a sua amiga, o seu coração pulou um batimento, fazendo o seu peito doer.

O seu primeiro pensamento foi que talvez estivesse tendo um ataque cardíaco. O seu coração nunca tinha batido ou doído daquele jeito, e era inevitável que Yerim estranhasse e se assustasse com a sensação.

Mas então, lembrou-se do que viu nos filmes, leu nos livros, e ouviu da boca de Jinsoul.

Amor?

Não.

Não podia ser.

Não podia ter se apaixonado pela sua melhor amiga, pois não?

Aproximou-se dela, sentindo as mãos tremer e os joelhos fraquejarem. De repente, Yeojin parecia muito mais encantadora do que a Choi normalmente notava. E então, viu-se notando todos os pequenos detalhes que compunham o rostinho perfeito dela, como os olhinhos pequenos, os lábios cheinhos e os fios de cabelo adoravelmente bagunçados…

E não conseguia olhar para ela de nenhum jeito diferente. Só com amor. Com doçura. Com vontade de a proteger. A Im era tão pequenina e tão fofinha que, apesar da sua personalidade atrevidamente engraçada, Yerim estava começando a sentir a necessidade de a proteger de tudo e de todos. De a ter inteiramente para si, quase.

Que sensação de possessividade e gentileza era aquela?

Mas, mais importantemente, como a manifestaria?

Não podia. Tinha escolhido a pior pessoa no mundo para se apaixonar.

Pois tinha-se apaixonado pela sua melhor amiga, com quem normalmente só zombava e ria, nunca demonstrando afeto de um jeito explícito. Sabiam que gostavam uma da outra, e nunca era necessário que isso fosse dito.

Mas e agora que Choi Yerim tinha o coração gritando para se declarar?

× × ×

— Soul, lembra que você me disse para beber a poção do amor? Então…

— Sim. Espera. Não acredito — Jinsoul proferiu, com o tom de voz crescendo à medida que as suas expectativas cresciam ao perceber o que Yerim estava insinuando. Jungeun sentia o mesmo, mas em silêncio. Olharam as duas para ela com olhos arregalados, incrédulas. Ela tinha…?

— ...Ontem deviam ser duas da manhã, e eu…

— Você tomou?!

— Eu tomei.

— Quanto?

— Um frasco inteiro…

Jinsoul riu alto. Jungeun continuava olhando para a Choi, sem acreditar no que ouvia. Um frasco inteiro. Ela tinha ido de oito a oitenta! Não se podia tomar um frasco inteiro, muito menos numa primeira vez! Yerim estava condenada, basicamente. Não ia conseguir superar aquele amor em um milhão de anos!

— Meu! Deus! — a Jung guinchava de vez em quanto, devido à falta de ar que as risadas lhe causavam. Yerim não achava a situação engraçada, e Jungeun considerava-a simplesmente chocante, mas se Jinsoul queria rir, que risse. — Você está ferrada, Yerim!

— Eu sei! As pessoas deviam ser proibidas de sair da cama a partir das duas da manhã…

— Mas, ei, e aí, já sentiu os famosos sintomas de paixão que eu tanto te falei?

Yerim fez uma carinha emburrada e derrotada, pensando no que tinha sentido de manhã. Mas LipSoul interpretaram essa expressão como um não, já que o objetivo de Yerim era sentir algo, então não haveria motivo para ela ficar triste caso tivesse tido sucesso nessa missão.

— Oh, Yerim, não se preocupe… Só não deve ter sentido nada porque ela não apareceu.

— Não, vocês não entenderam. Ela apareceu. E eu senti. Demais. Parecia um ataque do coração, que doideira é essa? Sério. Achei que eu fosse morrer.

O barulho altíssimo de aplausos foi causado pelas mãos subitamente entusiasmadas de Jinsoul. Finalmente!

— Então?! Quem é ela?! E, espera. Porque você parece triste? Oh, céus, não é nenhuma de nós, pois não?

O estado de espírito da Jung estava virando uma montanha russa à custa das suas próprias suposições. Numa hora, era a garota mais feliz e entusiasmada daquela escola, e no segundo seguinte, estava morrendo de medo dos sentimentos da sua amiga. Mas era sempre assim.

— Não, é pior do que isso…

As duas loiras se aproximaram dela, fitando-a intensa e curiosamente. O que podia ser pior do que se apaixonar por elas?

— Eu me apaixonei pela Yeojin.

Jungeun e Jinsoul deram um passo atrás, ultrajadas e chocadíssimas pela nova informação. Não era possível.

— Yerim…

Não havia palavras certas para se dizer naquele momento. Não existiam palavras que tornassem aquilo menos pior do que era. Era uma situação abominável.

Apaixonar-se perdidamente pela sua melhor amiga… Yerim já tinha ouvido falar de casos na escola onde isso acontecera, causado pela sua própria poção, e lembrava-se das lágrimas nos rostos dos apaixonados desesperados por uma cura. Não conseguiam abandonar esses sentimentos, então a única solução que encontravam era afastar-se da própria pessoa amada. Era a única solução.

A última coisa que Yerim queria era perder Yeojin; especialmente agora, que se via tão perdida de carinho por ela. Ela era o seu chuchu, não a podia perder...

— O que você acha que aconteceria se você contasse para ela? Sabe, que estava gostando dela… — Jungeun finalmente falou, com a voz ligeiramente receosa. Yerim parecia estar numa situação tão… irremediável. A Kim não conseguia imaginar como ela devia estar se sentindo.

— Eu… Sei lá. Talvez ela até não fugisse de mim, não era? A Yeojin é minha amiga, ela podia tentar me ajudar a superar isso… Eu não sei.

— Quem sabe ela te perdoasse se soubesse que isso aconteceu porque você tomou a poção, não é? Tipo, você não teve culpa, era inevitável… — a Jung se manifestou, com o pinguinho de esperança que ainda lhe restava.

— Você tem razão. Ai, eu simplesmente não quero perder a Yeojin, sabe… Eu nunca vou encontrar ninguém como ela. Tipo, não existe ninguém igual a ela.

Jungeun e Jinsoul deixaram escapar um “owwn!” em coro, que fez a Choi se encolher na cadeira em constrangimento. Era simplesmente inacreditável que alguém com um coração tão inabalável estivesse se vendo tão boba de amores! Especialmente considerando que esses sentimentos eram direcionados a outra garota que nunca se tinha visto apaixonada por ninguém. Quais eram as chances de ela poder sentir isso de volta pela sua melhor amiga?! Inexistentes! Mas talvez ela conseguisse perdoá-la e ajudá-la a encontrar uma maneira de superar esse amor bobo…

— É melhor você ser sincera, eu acho. Se você guardar isso para si própria, o provável é que acabe te consumindo, e aí é garantido que vai enlouquecer. Juro. Já vi isso nos filmes! — a loira mais velha declarou, extremamente séria. Jungeun teve vontade de rir da última parte da frase, e Yerim simplesmente levou a mão à testa, debruçando-se sobre o cacifo para pensar nas consequências que isso poderia ter.

Nada daquilo seria necessário se tivesse adormecido mais cedo.


Notas Finais


Acharam que já terminou?
SUPRISE
É outra two-shot... ;)

Inclusive, um beijinho super grande para a @lippie que acertou todas as palavras do título!! Eu até de daria algum prêmio, mas não tenho nada... AHUAHAUHAUHAH, espero que a fanfic seja o suficiente! <3
E outro beijo para a @johayo que acertou uma... AHUAHUAHUAHAUHAUHAH <3

Espero do fundo do coração que tenham gostado, eu me diverti TANTO com essa fanfic, e eu acho o plot tão engraçadinho... AHUAHUAHUAHAUAH
Amanhã tem mais! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...