História Cherry Love Potion - Capítulo 2


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Categorias Loona
Personagens Choerry, JinSoul, Kim Lip, Yeojin
Tags Choerry, Lipsoul, Loona, Yeojin, Yeorim
Visualizações 141
Palavras 1.927
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Magia
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE DESCULPA O ATRASO DE UMA HORA É QUE EU NÃO ESTAVA EM CASA NA HORA DO COSTUME
Mas aqui estou agora!! uwu <3
Vocês sabem como as fanfics normalmente rondam os 2k, mas eu achei que o plot de CLM valia um pouco mais, e acho que posso dizer que as palavrinhas extra valem a pena. Espero que vocês gostem! <3

Boa leitura, hihi <3

(E gente desculpa não ter respondido os comentários no outro capítulo ainda, foi pura falta de tempo;; eu vou responder com carinho assim que conseguir!!)

Capítulo 2 - Please.


— Yeojin, tem algo que eu preciso te contar.

— Hm? O que foi?

Céus. Não era possível que até três palavrinhas minúsculas fossem capazes de causar uma explosão tão grande no coração de Yerim. Estava completamente caidinha por aquela garota. Todas as sensações causadas por quaisquer gestos da Im eram ampliadas de um jeito assoberbante por efeito daquela poção endemoniada que tinha sido ingerida em excesso. Era inacreditável como a Choi tinha quebrado a sua própria maior regra.

“Não tome mais do que uma colherzinha de uma só vez! Se estiver afim de consumir o frasco inteiro, faça-o aos poucos. Tipo, uma hora entre cada colher. Não tome todo de uma vez. Você vai se arrepender. Não me posso responsabilizar por quaisquer consequências causadas pelo não cumprimento dos meus avisos!”, dizia, e os seus clientes todos assentiam entusiasmados, ansiosos por provar os efeitos de algo tão irreal.

Mas lá estava ela, com o coração explodindo à frente de uma Im Yeojin cega demais para notar o excessivo rubor nas bochechas de Yerim.

E se morresse? E se o seu coração batesse com tanta força que arrebentaria com o seu corpo por dentro? Esse pensamento era assustador. Estaria literalmente morrendo de amor!

— Eu… Eu posso te contar em um lugar mais privado? — perguntou, lembrando-se que estavam no corredor da escola. Precisava se prevenir um pouco melhor. Se Yeojin a rejeitasse aos berros – o que era improvável, mas nunca se sabe – ou lhe desse um tapa, Yerim preferia que ninguém visse isso. O que pensariam da imagem da maior cupido da escola sendo friamente rejeitada? Deus lhe livre.

Yeojin franziu o cenho com a sugestão, mas deu de ombros e concordou, sendo guiada por uma Yerim extremamente nervosa e trêmula pelos corredores da escola, à procura de qualquer lugar que parecesse privado o suficiente para fazer a sua declaração. Não tinha nenhum discurso específico em mente, mas imaginou que ele surgisse na sua cabeça quando estivesse sozinha com aquele rostinho perfeito na sua frente.

Ficava cada vez mais impaciente e ansiosa. O seu coração batia com muita força. Doía. Literalmente. Precisava de encontrar algum lugar em breve; estava sendo devorada por dentro.

O exterior ainda estava longe.

Não ia conseguir esperar até lá.

Os seus olhos vagueavam precipitadamente por todas as portas daquele corredor, tentando pensar em qualquer uma que servisse.

Então, o seu olhar se encontrou com a porta da salinha pequena da senhora das limpezas.

“Que seja, vai ser essa mesmo.”

Pegou temerosamente no pulso de Yeojin, pegou no puxador da porta e, por algum milagre de forças divinas, verificou que estava aberta.

— No armário da senhora da limpeza? Sério?

— Sim.

E puxou-a lá para dentro consigo, fazendo com que ficassem as duas presas num cômodo minúsculo que mal tinha iluminação. Não havia nenhuma fonte de luz no interior, logo a única luminosidade dali vinha do corredor, entrando pela pequena porção de vidro daquela porta.

— Isso não é apropriado, unnie. O que vale é que não está fedendo aqui. O que você quer me contar? Eu nunca te vi tão estranha, juro. Você está grávida?

— Quê?! — a interrogação saiu extremamente estridente da boca de uma Choi Yerim nervosa demais. Respirou fundo e forçou a se acalmar, mas nada naquela situação contribuía para a sua tranquilidade. Tinha a sua melhor amiga à sua frente. Tinha o seu amor à sua frente. E elas eram a mesma pessoa. Só isso já era suficiente para destruir o seu coração, mas agora, para piorar tudo, ela precisava se declarar. Não que precisasse, mas era o melhor a fazer, não era? Antes que enlouquecesse, como Jinsoul dissera. — Nada disso, eu…

E parou, sem saber o que dizer. Tinha o coração preso na garganta, e ele não queria sair. Yeojin olhava para si com olhos mais desconfiados do que curiosos, e que não entendia nada daquela situação.

— Vão te expulsar da escola por vender aquela poção? Eu sempre disse que era má ideia…

— Não, não é isso…

O olhar de Yeojin continuava pesando sobre si, tentando arrancar-lhe a vontade.

Yerim estivera errada. As palavras certas para expressar o seu amor não lhe ocorreriam quando ela tivesse aquela garota na sua frente. Elas fugiriam.

Provavelmente deveria ter perguntado à Jung o jeito certo de se declarar sem ter um colapso.

Mas já era tarde demais.

— Você está me assustando, unnie. Precisa apanhar ar?

— É que eu tomei a poção do amor, Yeojin.

— Meu Deus, não acredito que você caiu no jogo da Jins…

— Eu me apaixonei por você.

Aquele espaço era pequeno demais para aguentar o peso daquelas palavras.

E o coraçãozinho de Yeojin também era.

A Im olhou para ela durante segundos que pareceram longos demais, durante os quais Yerim fitou o chão, extremamente nervosa, com vontade de chorar. Yeojin não estava dizendo nada. Isso não era bom sinal, pois não? Não sabia o que pensar. Cerrou os punhos com força, tentando, de alguma forma, aliviar aquele coração atribulado. Mas era impossível.

Aquele era o fim, não era?

O fim daquela amizade; mas não daquele amor. Porque Yerim sabia que superá-lo não seria fácil. Tinha cometido um erro tão grande.

Depois daqueles segundos destruidores de silêncio, a Im abriu a porta, fechou-a com força e foi embora correndo, sem proferir uma única palavra.

E agora, Yerim estava sozinha.

Sozinha, arrependida e magoada.

Yeojin tinha fugido.

Um coração quebrado à custa de uma poção do amor.

× × ×

— Yerim, querida, venha jantar!

— Não quero! — gritava, de rosto enterrado no travesseiro já ensopado em lágrimas, fazendo o coração da sua mãe se apertar com força. Não existia sensação pior no mundo para a senhora Choi do que ver a sua filha sofrendo por algo que ela não podia controlar. Não a podia proteger do mundo, nem das coisas incontroláveis e destruidoras que vagueavam pelo mesmo. Só lhe restava esperar que a sua Yerim recuperasse por si própria, mas era horrível não saber quanto demoraria, ou saber que nada do que fizesse seria capaz de acabar com aquilo.

Choi Yerim chorava sem fim. Estava arrependida da curiosidade que sentira para saber o que era o amor. Era horrível. Não valia a pena. Só servia para a destruir.

De repente, queria quebrar todos os frascos daquele elixir que tinha guardados para vender. Se não funcionava consigo, porque funcionava com os outros? O dinheiro não parecia ter mais importância alguma. Nada mais importava agora que tinha o coração destroçado.

Pensou em mandar mensagem para Jinsoul explicando o que tinha acontecido, mas algo dentro de si a impediu. Talvez tivesse vergonha de pedir ajuda, ou talvez não quisesse que a sua amiga se sentisse culpada por saber que tinha sido ela a incentivar a Choi a cometer aquele erro. Não importava. Só queria estar sozinha, no seu próprio mundo de mágoa. Nada mais importava…

Os segundos passaram, seguidos de minutos e, quem sabe, as horas também. Yerim já tinha perdido a noção do tempo desde que começara a chorar.

— Cerejinha, meu amor! Tem uma menina à porta pedindo para te ver.

— Mande-a embora! — a resposta saiu imediatamente da sua boca, sem nem pensar em quem deveria ser. Se fosse Jinsoul ou Jungeun, preferia que elas não a vissem naquele estado, e se fosse Yeojin, preferia nunca mais olhar para aquele rostinho causador do seu coração quebrado.

— Ela diz que imaginou que você diria isso, e que precisa te ver de qualquer jeito! — a senhora Choi rebateu, alguns segundos depois. Yerim deu um soco no travesseiro. Não queria ver ninguém, porra! Era tão difícil entender disso?

— Eu não quero ver ninguém!

— Yerim, você está fazendo a menina chorar!

Engoliu o choro.

Quem estaria ali que se importaria tanto consigo ao ponto de ser capaz de chorar pelo simples fato de não a poder ver?

Ouviu passos subirem as escadas. Passos de duas pessoas. A sua mãe tinha deixado a garota entrar, e ela estava vindo na direção do seu quarto. Aquilo não podia ser algo bom.

Os passos pararam à frente da sua porta, como se a sua causadora pensasse direitinho no que tencionava fazer. Então, Yerim escutou duas batidas muito suaves na sua porta, como quem tinha medo de entrar. Não disse nada. Não queria dizer-lhe que não entrasse, pois não era tão rude assim, mas também não queria que parecesse que queria companhia, visto que realmente queria estar sozinha.

Ouviu uns sussurros muito baixos. Talvez a sua mãe estivesse dizendo à garota que não haveria problema se ela entrasse no seu quarto e invadisse a sua privacidade.

— Unnie…

Só havia uma pessoa que lhe chamava unnie.

E essa era a última pessoa que Yerim queria ver naquele momento.

Escondeu o rosto debaixo do travesseiro, para que a Im não a visse naquele estado abominável. Devia ter o rosto todo inchado e rosado, e os olhos vermelhos de tanto chorar. E ainda amava Yeojin demasiado para lhe deixar perceber que tinha sido ela a causadora de todo aquele sofrimento.

— Eu… Desculpa ter fugido.

Nada. Silêncio. A mãe de Yerim provavelmente estava escutando a conversa por detrás da porta, mas não importava. Yeojin tinha muitas coisas a dizer, e não podia deixar que elas esperassem até ao dia seguinte, até porque imaginava que Yerim fosse fugir de si para o resto da sua vida.

— Você me assustou — prosseguiu, com o coração doendo de ver a sua amiga debruçada sobre a cama de um jeito tão deplorável. Yerim tinha ficado assim tão triste à custa daquela rejeição confusa e silenciosa? — Foi só isso. Eu estava confusa. Você sabe como eu não gosto dessa coisa de amor. Nunca dura para sempre, e já estragou tantas amizades. Eu não queria perder a sua, Yerim. E eu fiquei com medo disso. Então eu fugi, pensando que… Se eu fugisse, nós poderíamos fingir que nada tinha acontecido. Podíamos fingir que você não tinha dito nada, nem sentido nada. Mas eu pensei melhor, e me lembrei de que você não pode fugir do seu próprio coração. Me desculpe, unnie, eu não quis te magoar.

— Você que me assustou… — murmurou, ainda de rosto enterrado no travesseiro. Não conseguia olhar para Yeojin. Tinha escutado muito sutilmente um tom de quase-choro na voz da menor, e não queria vê-la daquele jeito, especialmente sabendo que tinha sido à custa da sua própria bobagem. Amava-a demasiado para magoá-la, mesmo que sem intenção. — Você fugiu depois de eu dizer que gostava de você. Eu pensei que nunca mais queria olhar para mim na vida.

— Unnie, eu… Me desculpa. Eu não estava pensando direito. Mas eu não quero te perder.

Yeojin não a queria perder.

As palavras fizeram o seu coração irrequieto conseguir se acalmar um pouquinho.

Um tipo raro de paz.

Foi nesse momento Yerim finalmente descolou o rosto inchado do travesseiro úmido que tinha sido a sua única companhia na última hora. E aí, olhou para Yeojin, cuja pena ficou visível assim que o seu olhar se encontrou com o semblante deplorável da Choi.

— Eu também não quero te perder...

— Então não perca. Eu gosto de você, unnie. Eu não… Eu não quero namorar com você, porque eu tenho medo do final triste que isso pode ter. Mas eu quero te ter comigo para sempre. Eu não me imagino sem você.

Era verdade. Yeojin não queria beijar Yerim nem casar com ela, mas a sua vida não seria a mesma se não tivesse a Choi consigo, iluminando todos os seus dias com o sorriso mais bonito e verdadeiro do mundo. Por isso, pediu, do fundo do coração:

— Por favor, não deixe que um amor bobo e artificial tire isso de nós.


Notas Finais


Ai esse final tá tão fofinho crise crise :(( E eu realmente achei que fosse importante e mais "real" a fanfic terminar assim... Vocês lembram que na minha outra Yeorim elas meio que acabam virando um casal, né? Mas nossa, com o plot de CLM, eu cheguei no final e pensei "bicho.......... isso seria super improvável aqui, do jeito que eu já desenvolvi a Yeojin até agora..." e AAAAAIIII eu achei que ficou perfeito assim, espero que vocês sintam o mesmo;; <3

Agora, duas coisas importantes (uma mais do que a outra):
Para quem está acompanhando o projetinho, o padrão do OEC é....
dururun...
A rima!
Eclipse > Lips
Rain > Flames (lendo não parece, mas digam as palavras em voz alta, é parecido, aquele som de "ei" (?))
Motion > Potion (avá)
A @lippie acertou 100% e a @johayo acertou de um jeito que eu não esperava. Um beijinho muito grande para as duas, de novo... uwu <3

E o segundo assunto, que é o mais importante mesmo.
Gente, eu não sei se a maioria sabe, mas eu tô viajando agora né, e por isso que às vezes eu atraso ou antecipo os capítulos algumas horas... E eu agora cheguei a um ponto em que tem sido impossível escrever as coisas do jeito que eu quero com a antecedência e detalhe que eu gostaria. Porque as ideias que eu tenho para o yyxy são enormes e super imprescindíveis para tudo o que eu tenho planejado para o projeto, como vocês devem imaginar;; Especialmente considerando aquela linha das fics interligadas que eu queria seguir...

O que eu quero dizer/sugerir/perguntar é: As fanfics vão ficar maiores do que eu queria, e se eu pudesse postá-las um capítulo por dia, seria o ideal para eu conseguir escrever tudo a tempo. Mas o projeto ia se estender e ia deixar de ser uma contagem decrescente até ao debut do Loona, porque ia passar dessa data considerando o númerozão de capítulos das fanfics do yyxy... Vocês se importariam se o projetinho fosse mais extenso (prometo que vale a pena!) e acabasse passando um pouco do dia 19?

A fanfic da Yves, por exemplo, vai ter 10 capítulos...
(opa, será que falei de mais?)
;)

Enfim enfim!! Espero que tenham gostado de Cherry Love Potion e que continuem acompanhando o projetinho com carinho!! Tem sido um sacrifício enorme conseguir organizar e escrever tudo a tempo, mas com o apoio de vocês tudo vale a pena, digo do coração. <3


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