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História Cherry Pink (Yutae) - Capítulo 7


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Notas do Autor


Atualização, yay!

Esse capítulo é tudo. Atenção, alto índice de romance doce!

Espero que gostem 💕

Capítulo 7 - VI. Still Loving You


Naquela mesma noite, depois de conversas aleatórias acompanhadas de coquetéis e doces, Yuta decidiu de que seria melhor eles irem para casa — de táxi.

Chegando em casa, tentou fazer todos os seus passos e os de Taeyong sem som algum, para evitar acordar a curiosa Sra. Nakamoto que dormia no térreo. Guiou Taeyong para a escada estreita e sinalizou para que ele não falasse nada, mas Yuta errou o cálculo dos degraus e tropeçou num último e puxou Taeyong na queda consigo. Riram baixo.
— Yuta, você bebeu! — acusou a mulher de algum lugar. — Seu irresponsável! Espero que não tenha trazido o Taeyong de moto nesse estado, eu vou te entregar a polícia!

— Não mãe, eu não vim de moto... — respondeu com sobriedade apenas na voz, tateando o braço do Lee até achar sua mão, o ajudando a se levantar e seguir para o quarto. — Boa noite, mãe!


Bastou a porta do quarto ser fechada para os dois se livrarem de suas roupas pouco molhadas, usando somente suas calças.

Foi Taeyong quem encurtou o espaço entre os dois, tocando os fios tingidos de Yuta, depois os ombros e o peito definido pelos anos de treinamento no futebol. O japonês pôs suas mãos na cintura fina do Lee, o puxando para mais perto só para encostar seu rosto ao dele.


Próximos suficiente para um beijo. 


Um beijo menos tímido e menos surpreendente que o primeiro, mas cheio de certezas e além de tudo, respeito ao espaço de cada um.

Se deitaram, ficando cara a cara com suas pernas entrelaçadas.

— Isso foi louco... — Yuta comentou, acariciando o rosto do Lee. — Eu deitei com um estranho porque achei ele lindo. E porque ele combinava com minha jaqueta.

Taeyong sorriu.

— Você é um fofo. — respondeu. — Mas nem um pouco sedutor.

— Está me desafiando, Lee Taeyong?


O coreano apenas escondeu o rosto nas cobertas e isso foi a razão de Yuta saltar em cima do corpo dele, prendendo seus braços contra a cama para poder beijar seu pescoço enquanto o Lee protestava sem fazer muito barulho.

— Tá, eu me rendo...! — Taeyong cedeu, avermelhado. O japonês riu e o abraçou, deitando sobre seu corpo, assim o coreano aproveitou para fazer carícia no cabelo dele. — Eu só consigo pensar no amanhã...

— Eu nem consigo mais. Eu só quero viver agora!

— Mas eu quero saber... e nós amanhã? — olhou-o.


Yuta sorriu fraco, dando um beijo na bochecha do coreano e voltou a seu lugar ao lado dele.

— Devemos dormir. Amanhã saberemos, certo?


Taeyong assentiu.

Obrigado, Yuta.


— Obrigado, Taeyong.


Na manhã seguinte, Taeyong despertou ao ouvir solo de guitarra e a luz do sol transpassando as cortinas.

— Ten, apaga as luzes... que droga! — reclamou, mas todo seu branco mental durou segundos até lembrar de que não estava no apartamento do melhor amigo.



Taeyong sentou-se na cama, lembrando do que havia acontecido noite passada. E ali a sua frente, o próprio Yuta Nakamoto estava o provando de que tudo não era um sonho.

O seu belo sorriso radiante junto a seu corpo atlético seminu dançando de um lado para o outro "Still Loving You" de Scorpions enquanto fazia um lip sync invejável, gesticulando e encenando para Taeyong que não podia fazer nada além de rir com toda a sua timidez ao extremo.

— Essa é a música preferida de minha mãe... — contou ele enquanto dançava.

— Tá, foi ótimo. — o Lee aplaudiu rápido e tentou se levantar, mas o Nakamoto o jogou de volta na cama. — Yuta...


O japonês se montou por cima dele, rastejando como um predador até finalmente lhe dar um único selinho, quebrando a tensão com seu belo sorriso.

— Bom dia, Taeyong!


— Garotos, o café está na mesa! — a Sra. Nakamoto disse na porta do quarto. Os dois gritaram e se esconderam nas cobertas. — Tomem um banho antes...!



Ao fechar a porta, Taeyong lançou um olhar fulminante para o japonês.

— Você não tranca porta de quarto?


— Eu estava bêbado ontem, pode relevar?


[...]


Haviam obedecido a mãe de Yuta e assim tomaram o café da manhã ao lado dela — que estava silenciosa, por sorte dos dois. Terminado o café da manhã, os dois seguiram juntos para o centro de Osaka.

— Estou pensando em mudar meu visual. — contou Nakamoto no táxi. — O que acha?

— Eu posso mudar também e te encorajar. — sorriu. — Mas tem que ser surpresa!

Yuta deixou Taeyong no cabeleireiro que sempre lhe dava os melhores penteados e cores que queria. Alguém que ele considerava de confiança.

— Eu vou buscar a moto. Não faça loucuras e bem... não escute meu cabeleireiro!

Se abraçaram e assim, o japonês rumou sozinho para onde havia deixado sua moto na noite anterior. Enquanto seguia pelo caminho, sentia o coração acelerado no que ele sabia que era uma montanha russa de sentimentos... em um momento, Yuta Nakamoto teve sua vida exposta, foi ridicularizado por ser o que é e teve de abandonar o que melhor fazia e até seus amigos no processo. Mas teve uma única sorte. Uma única pessoa. O doce Lee Taeyong que coincidentemente entendia o que se passava na cabeça de Yuta por ter sofrido quase a mesma coisa — ainda que a história do Lee tenha sido tão dolorida quanto a sua — e achava cedo demais, mas tinha de admitir que encontrou-se em Taeyong. Não sabe em quê, mas havia algo no coreano que preenchia todos os buracos que os últimos momentos seus na Coréia o proporcionou.
Estava gostando do Lee, do garoto que se transformava numa bela garota. E gostava disso. Novamente se julgou por achar cedo demais, mas naquele momento, só sabia que estava gostando do homem que salvou sua vida.

Após buscar sua motocicleta, retornou ao cabeleireiro, apressado para ver o que Taeyong havia feito.

E que surpresa.

Lee Taeyong abandonou o cabelo rosado que tanto combinava consigo para o tingir de vermelho escarlate. Lhe deu uma nova perspectiva, seus olhos pareciam mais estreitos e ferozes e claro, um lado mais sedutor e sexy do Lee havia sido realçado.

— O que foi? — Taeyong franziu.


— O que aconteceu com o Baby-Yong, Cherry Pink? — Yuta parecia realmente intrigado. O Lee sorriu.


— Ei, calma, eu não deixei de lado minha essência drag... — se olhou no espelho. — É só uma nova perspectiva.


— Você está lindo!


— Deveria tentar também. Eu me sinto melhor agora!


— Se você diz...


Não era como se fosse se surpreender, mas Taeyong riu ao ver que Yuta estava disposto a tingir o cabelo de rosa. Um tom mais acinzentado, porém era o mesmo propósito — tornou-se viúva do cabelo rosa dele.

— Acho que seria um ótimo candidato a ser uma nova Cherry Pink! — Taeyong brincou, segurando na cintura do japonês ao cortarem as ruas de moto. — Eu poderia te montar, pena que esqueci a mala em casa...

— Não seria uma má idéia, desde que você fosse um bad boy agora!

— Mas você não é um bad boy!

— Yah, claro que sim! — entoou. — Eu tenho uma moto legal... até uma jaqueta de couro!

Taeyong apertou sua cintura e apoiou seu rosto no ombro do japonês.

— Você continua um fofo...


— Que droga... então está tudo acabado!


[...]


E mesmo sem oficializar, a Sra. Nakamoto sabia que algo estava rolando entre aqueles dois e pela primeira vez na vida de Yuta, ela estava a respeitar o espaço dele. Sem gracinhas. Ela ficou próxima dos dois igualmente nos últimos dias deles no Japão e os ajudou a juntar as malas para o aeroporto.

— Sempre será bem vindo aqui, Yongie! — ela disse, emocionada.


— Eu digo o mesmo a senhora... mesmo que eu não tenha uma casa ainda. Bem, a casa do meu amigo é confortável também. — riu sem graça.


— E você, Nakamoto, é melhor se cuidar!


— Mais do que me cuido?


— E cuidar do Taeyong também! — fez o coreano rir. — E quando voltarem, espero que estejam casados...!


— Mãe...!


— Não é meme! — ela impediu o filho de falar, dando um último abraço no mesmo para esconder as lágrimas e a tristeza de o ver partir novamente.


— Até mais, mãe.


O casal seguiu de carro até o aeroporto e Taeyong não conseguia pensar em nada além de Yuta Nakamoto que não largou sua mão um segundo sequer. Aquilo o deixava ansioso, mas era diferente. O japonês era atento, o segurava pela cintura ao guiá-lo numa fila ou simplesmente para falar algo a seu ouvido, assim como entrelaçava o braço seu ao dele quando tinham que seguir pra algum lugar.

O Lee se sentia protegido, até mesmo nem reparava o olhar de julgamento das pessoas ao redor.

E embarcaram.

Taeyong adormeceu com sua cabeça apoiada no ombro de Yuta, que mandava avisos aos amigos que já estava a caminho da Coréia novamente.


"Yuta-san, que bom que está voltando. Acho que Johnny queria fazer umas surpresas, mas acho mais legal você já chegar sabendo de tudo (e se ele perguntar, finge que não sabe de nada) haha. Nosso treinador foi expulso e eu... é... arranjei duas pessoas pra treinar o time e está tudo uma loucura. Precisamos de você nessa.

Ah, Johnny tá dando uns pegas no amigo do seu amigo desde que vocês foram pra o Japão. Está sendo difícil, mas conto com você amigão.

-Mark."


Notas Finais


Próximo capítulo foca no que rolou na Coréia durante as férias dos Yutae. Então, quem será que ta treinando o time?
A comédia pastelão tá chegando, hein?

Espero que estejam gostando. Quem lê minhas coisas sabem que romancezinho assim não é bem minha praia... gosto de ação, tragédia, bizarrice... etc. Mas amo essa história profundamente por ter saído da caixinha 💕😭

Até mais!


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