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História Chikara - HidaDei - Capítulo 8


Escrita por: Hidane-se

Notas do Autor


Entaaaaaaão, sabe a filha do Kakuzu aqui? Quero dizer que peguei uma ideia! Eu nem sei se posso AAAAAAAAAAAA
Mas se bem que, ah, eu posso né? Ou não?
E N F I M.
Eu achei interessante, e realmente combina...
Mais uma coisinha, os pontos que o Kakuzu tinha no rosto e corpo não existem mais, irra.
Me perdoem qualquer erro...

Eu não estava ouvindo música, playlist é o que cês quiserem!

Boa leitura
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Capítulo 8 - 7. Promessas



Takigakure

Kakuzu dirigia em média velocidade pelas ruas calmas e sofisticadas de Takigakure, as coisas por ali melhoraram bastante, estavam mais atualizadas, mais vivas. Ele gostava da calmaria de sua cidade, das típicas cachoeiras de águas límpidas que esvaziavam a cidade nos fins de semana, mas gostava principalmente de seu bairro, um bairro nobre, onde ele vivia com sua esposa e filha. Os três eram muito felizes, mesmo com a correria do moreno com seu trabalho, eles aproveitavam muito o tempo juntos. Quando pisava em seu lar, a imagem estereotipada do homem frio e impetuoso se dissipava, e dava lugar ao cara atencioso, e, mesmo sem jeito, amoroso.
Ele estacionou seu carro preto na garagem vendo a porta da frente se abrir e sua linda companheira, Yasu, aparecer com um sorriso contagiante.
A passos apressados, ele foi até ela lhe dando um selar demorado e apaixonado.

- Finalmente você chegou! - A moça de lindos olhos alaranjados o puxou para dentro eufórica. - Pra falar a verdade, achei que comeria fora. Pedi por aplicativo, está bem?

- Tudo bem pra mim. - Sorriu cordial para a mulher. Logo sua atenção varre os arredores da vasta casa criando uma dúvida. - Onde está Fuu?

- Ah, ela estava com febre essa manhã, dei um banho fresquinho nela e a pus para dormir, está no quarto. - A esverdeada comenta meio apreensiva, logo sendo amparada pelo abraço desajeitado do mais velho.

- Vou vê-la. Aproveito o caminho e tomo um banho antes de comer. - Beijou a testa da amada. - Não se preocupe, tenho certeza que ela ficará bem logo, você é uma ótima mãe.

Os braços menores apertavam o grande corpo do moreno que retribuía relativamente. Quando se soltaram, ele caminhou até o quarto do pequeno serzinho que dormia como um anjinho, a respiração minimamente pesada que de forma serena ecoava pelo quartinho, entregava as condições em que a pequenina estava no momento. A mão grande de Kakuzu foi até o rostinho quente da filha e o acariciou. Ela soltou alguns resmungos baixinhos antes de despertar do seu mundo colorido de sonhos.

- Boa tarde, pequena. - Sussurrou se abaixando para deixar que ela o veja.

Assim que ela ouviu a voz grave do pai e viu seu rosto, deu o sorrisinho mais lindo do mundo para Kakuzu, que sentiu todo o peso de um dia inteiro esvair de seu corpo.
Yasu observava da porta com os braços cruzados e com alegria estampada no olhar, tinha uma surpresa para ele, duas aliás. Uma não viria de si, mas a qualquer momento da pequena Fuu.
A criança estendeu os bracinhos para que o homem a pegasse, e assim foi atendido por ele, balançava a filha cuidadosamente e abraçava, esse era o carinho de Kakuzu.

- Neném, não quer mostrar o que aprendeu para o papai? - A mulher perguntou para a filha achegando aos dois.

- Oh, então quer dizer que você têm novidades? - Olhou para a menorzinha que riu sapeca sem entender uma palavra, mas achou o pai engraçado no momento.

- Tem sim! Vamos, Fuu. - Incentivou a pequena.

Burburinhos, apenas burburinhos foram ouvidos inicialmente. Nada se formava ainda, Yasu passou a manhã cuidando da esverdeada, a garotinha viu um retrato, a figura de seu pai e, pela primeira vez, chamou por ele.

- Pa-pa. - Os dedinhos gordinhos tateavam a pele morena do rosto do pai para dar sentido as palavras que eram sairam em um tom meigo.

O mais velho estava sem reação, eram as primeiras palavras da sua pequena filha proferidas para si. Ele não sabia ao certo como reagir, apenas deu o seu sorriso mais sincero que alegrou o coraçãozinho de Fuu e também de Yasu.

- Papa! - Disse novamente e sorriu batendo palminhas alegremente. Seus pais estavam felizes consigo.

- Isso, meu amor, parabéns! - A mulher bateu palmas para a filha e riu como o marido.

- Então era essa a novidade? Eu estou realmente muito impressionado. - Tentou se expressar. - Muito bem, Fuu! - Beijou a testinha da criança e esboçou um sorriso.

Kakuzu sentia que iria explodir a qualquer momento, a pose séria caiu assim que viu o sorrisinho banguelo da filha, e o título sendo proferido, as palavrinhas doces dizendo: papa.

- Ela ainda está um pouco quente. - O homem conclui para Yasu que concorda.

- Sim, mas está melhor do que mais cedo! - A moça tateava o rostinho e pescoço da menina para checar a temperatura. - Ela estava bem amoada. Sua presença fez bem para ela, e para mim também. - Olhou apaixonada para o esposo.

Kakuzu ficou com o rosto ruborizado e tentou disfarçar prestando mais atenção na bebê.

- Ora, Yasu, não faça declarações assim, do nada.

- Por quê? Por acaso eu estou diminuindo sua pose de mercenário mau? - Sorriu zombeteira e o encarou divertida. A mulher realmente tinha o dom de amolecer o coração do moreno. - Ou você não tem?

- Fique com ela um minuto, preciso tomar um banho! - Entregou a criança para a mãe como forma de fugir daquele assunto e ela fez beicinho estendendo os braços pequeninos para ele. Já a outra ria. - O papai só vai sair por uns minutos, Fuu, não fique tão triste.

- Pode ir, eu me viro, querido! - Sorriu e tentou acalmar a pequena que indiciava choro. - Você está cansado.

- Obrigado, volto logo.

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O dia se passou tranquilo e pacífico na casa daquela família, Fuu havia ficado bem melhor e se alimentou bastante. Agora a pequena brincava no pequeno tatami cheio de ilustrações de bichinhos e números de encaixe que o pai comprara em uma de suas missões, os dedinhos pequenos arrancavam as pecinhas e arremessavam ao ar, os pais estavam sempre alertas caso ela colocasse na boca. Ela estava se divertindo muito com aquilo, se esqueceu até de sua chupeta.
Yasu e Kakuzu apenas observavam sorrindo e ouviam as risadinha gostosas que a menina soltava, a esposa estava deitada com a cabeça apoiada em uma das coxas do marido, este que alternava o olhar entre o jornal e a filha, e sua mão fazia um cafuné leve na cabeça da mulher que suspirava satisfeita.

- Kaku? - Yasu chama ficando de barriga para cima e o olhando de baixo. - Você tem uma mais alguma missão?

Kakuzu olha para a esposa de soslaio e parecia pensar numa resposta, ou se recordar dela.

- Ah! Tenho sim, daqui três dias. - Suspirou. - Ou até que Pain chame.

- Hm...

Yasu não podia negar que isso era ruim, sabia que o marido era habilidoso e trabalhava em missões do mais alto nível com êxito, porém tinha ciência que os riscos sempre existiam e muitas vezes não batiam a porta nem davam avisos. A única vez que Kakuzu se feriu no trabalho foi um pequeno corte no nariz, mas ela ficou com o coração na mão e desesperada. O amava demais, se alguma coisa acontecesse ela nem saberia o que fazer.

- Kaku...? - Chamou novamente. - Promete que vai sempre voltar pra nós?

Kakuzu desta vez manteu a linha reta entre seus olhos esmeralda e os dourado de sua mulher, era difícil para ele saber que deixava uma família preocupada consigo, então dava sempre seu melhor. Também sabia dos riscos que corria diariamente, ele não era de ferro. Mas naquele momento, ele manteve a maior calma do mundo, sorriu para a esposa, mais do que nunca precisaria confiar em suas habilidades e vencer seja o que fosse. Suas mãos contornaram todo o rosto bonito e arredondado dela.

- Eu prometo.

- Papa! - Fuu engatinhou até os pés dele sendo pega imediatamente. Suas energias foram gastadas em bom número. Agora ela precisava de um colo e um bom carinho.

- Prometo voltar para as duas, sempre. - Beijou a bochecha rechonchudinha da filha e selou os lábios de Yasu.

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Base da Akatsuki  – Fim de tarde

Deidara estava tenso, o que deveria o amparar naquele momento o destruía, parecia estar preso dentro de um pequeno cubo. Sufocado. O líder chegou há algum tempo trazendo os membros, Sasori não quis falar com ninguém, apenas se entocou em seu quarto. Naquele instante, Konan, Nagato e o recém-chegado, Itachi, tentavam negociar com o ruivinho para que ele saísse dali e se alimentasse, porém tudo o que ele respondia era "não estou com fome" e tornava a chorar. A alimentação geral do Akasuna não era lá uma das melhores, tinha que ser vigiado e as vezes incentivado, passar um dia inteiro sem comer poderia trazer péssimas consequências ao estado dele.
O mais agonizante para os membros, era não saber o que tinha acontecido. Em especial, para Deidara. Que sequer teve um olhar de canto para si.
Se Kakuzu estivesse ali, arrombaria a porta sem mais nem menos e descobriria com palavras diretas, porém, por instruções de Kisame, a situação parecia delicada e os amigos não deveriam invadir seu espaço assim.

– Sasori, por favor abra a porta, se não quiser conversar, tudo bem, não insisto! Mas pelo menos coma alguma coisa e esfrie a cabeça. – Itachi dizia com cautela. Dizer que estava preocupado poderia pesar ainda mais os ombros do rapaz. – Não vou mais incomodar se aceitar que eu traga um prato para você.

– Por favor, Itachi, vá embora! Você e todo mundo. – A voz abafada é falha do outro ecoou.

– Desculpe, eu não vou. Não enquanto eu não vê-lo se alimentar. – Cruzou os braços, era persistente. – Eu juro que não vou dizer uma palavra.

– E se quiser, saímos para que se sinta mais confortável. – Nagato conclui.

– Acho que sei quem pode resolver isso. – Konan comentou saindo dali.

Quando chegou a sala de estar, viu o loiro amoadinho no canto do sofá e Hidan ao seu lado tentando o consolar com algumas brincadeiras e implicâncias, o que não estava dando muito certo. Deidara era a única esperança que tinha para que Sasori fosse convencido. Ela não podia retroceder.

– Deidara? – O chamou. – Preciso da sua ajuda.

– Ah, Konan. O que é? – Se levantou e manteve a postura.

– Você é o único que pode tirar Sasori do quarto e descobrir o que houve e-

– Ele não vai querer me ouvir, nem olhou pra minha cara! – Suspirou. – Mas eu posso tentar.

– Obrigado, Deidara! – A azulada se reverenciou e saiu dali para chamar os outros, deixaria nas mãos do loiro.

Hidan temia pelo que poderia acontecer, Sasori poderia o tirar de sua porta a pontapés ou gritar consigo. Deidara estehe muito preocupado com o ruivo, o platinado não queria o ver ferido nem rastejando por ele. Havia um pouco de ciúme em seu coração, pra falar a verdade, sempre houve. Isso também interferia.

– Hm, Dei? – Chamou se levantando do sofá. – Se quiser eu posso ir com você, cê sabe...

– Valeu, mas não precisa, Hidan. Eu me viro! – Forçou um sorriso.

– Tudo bem. – Sorriu fazendo apenas uma linha. – Quer um beijinho pra dar sorte? – Riu.

O loirinho apenas mostrou o dedo do meio e saiu dali com o rostinho vermelho deixando um Hidan risonho. Ele caminhava até o quarto do parceiro como se estivesse passando por um campo minado, com cautela e medo. Ele se afligia pelo que poderia ter acontecido, afinal havia sangue em seu rosto e ele chorava.
A porta de madeira envernizada mais parecia um muro perante Deidara, ele não sabia o que o esperava do outro lado, teria que pular. Custe o que custasse, ele não abaixaria a cabeça.

– Danna! – Chamou dando três batidas na porta. – Podemos conversar?

– Me deixe sozinho, Deidara.

– Nunca! – Respirou fundo pronto para explodir. – Preciso saber o que aconteceu e você precisa se alimentar, não pense que vai ficar definhando aí dentro porque não vai! Seus problemas não vão se resolver nos afastando. – Gritou. – Abre essa droga agora!

Segundos de silêncio reinaram no corredor e no quarto do menor, até que a tranca fez um barulho brusco e a porta foi aberta com brutalidade. Sasori tinha o rosto inchado e avermelhado, Deidara respirou aliviado. Mesmo com o olhar acastanhado do Akasuna o queimando.

– Nunca mais grite comigo seu imbecil! – Berrou no ouvido do outro com dificuldades. – Me respeite!

– Danna! – Abraçou o pequeno corpo com força. – Quer matar a gente do coração? Vamos comer alguma coisa e você me conta tudo.

– Não estou com fome, e não vou contar nada! – Tentou sair do abraço porém Deidara era forte. – Me solta, idiota!

Hidan passava por ali e viu a cena, ficou feliz por ver Sasori fora do quarto, mas com raiva ao ver o próprio com seu amorzinho. Caminhou até os dois e cruzou os braços.

– Finalmente! Deidara faz milagres, não? – Sorriu de canto.

– Hidan! Ele não quer comer, me ajuda a levar ele pra cozinha ao invés de falar besteira! – O loirinho olhou para o maior ainda segurando o outro.

– Deixa comigo. – Hidan mostrou o bíceps e piscou para Deidara que revirou os olhos, depois, pegou o ruivo no colo o jogando nos ombros. – 'Bora comer, talarico.

– Hidan, me solta agora! – Socou as costas do maior que ria alto enquanto caminhava. Ignorou completamente o insulto. – Me põe no chão!

Deidara não se aguentou e começou a rir de seu mestre.

– É você pare de rir! – Apontou o dedo.

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O marionetista estava comendo emburrado na mesa, sendo vigiado por dois sentinelas insuportáveis, Hidan e Deidara, que, felizmente, não o obrigaram a responder perguntas sobre o ocorrido. Ele realmente estava com fome, mas jamais adimitiria. A única coisa que confessava era o alívio de estar finalmente em casa, com seus amigos que cuidavam de si.
Kisame havia aparecido pela cozinha, mancando pelo que houve, bagunçou os cabelinhos carmins dele e sorriu reconfortante. Simples atos como esse acalmavam o pobre coraçãozinho do rapaz.

– Sasori só faz as coisas na base do grito, parece uma puta. – Hidan comenta maldoso enquanto via o outro comer e logo é beliscado por Deidara. – Ai, porra! Pra que isso? – Massageou o local.

– Olha o respeito, infeliz! – Disse e o platinado bufou.

– Vocês dois não mudam, não é? – Disse tediosamente. – São duas crianças.

– Ele que é! – O artista explosivo apontou para o platinado.

– Vocês que são, nanicos desse jeito! – Hidan se defende e é acertado com um tapa generoso de Deidara.

A discussão entre os mercenários continuou implacável, Sasori apenas observava entediado os dois à sua frente. Por dentro, ele sentia um clima entre os companheiros, mas sentia que se dissesse, causaria mais uma confusão, e confusões já foram o suficiente naquele dia. 



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