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História Children from Fairy Tale Valley - Capítulo 3


Escrita por: e YukiAhise


Capítulo 3 - Floresta Encantada


Verônica acordou com um coisa molhada passando por seu rosto, quando abriu os olhos se deparou com um cervo. Assustada, ela se afastou bruscamente e automaticamente o cervo correu para dentro da floresta.

A garota se sentou tentando lembrar onde estava e o que tinha acontecido, porquê, definitivamente aquele lugar não se parecia nada com sua cidade. Até que, no momento seguinte ela se levantou olhando ao redor, se dando conta de onde estava.

- PUTA MERDA! Eu tô na floresta encantada – passou a mão nas madeixas escuras e começou andar de um lado para o outro e de repente ela parou de andar – Espera um minuto, se eu voltei para cá, era pro Zerfi vir também. Cadê esse garoto, não acredito que tô sozinha aqui – respirou fundo e sentou em um tronco com as mãos no rosto. Um tempinho depois, Verônica se assustou com um barulho, quando olhou para frente viu Zerfi desacordado no chão.

- Zerfi? Zerfi! – correu até o amigo e sacudiu seu corpo, mas nada aconteceu – Ai meu deus, o que eu faço? Se você tiver morrido eu te revivo e te mato eu mesma – sacudiu mais uma vez o corpo do garoto e ouviu alguns gemidos. – Ainda bem que tá vivo.

Como não podia fazer muita coisa, Verônica se levantou do chão e voltou a sentar no tronco de antes, e ficou ali, por um bom tempo esperando Zerfi acordar.

POV - Zerfi on

Você não sabe o que é você acordar de uma ilusão, foi assim que eu me senti ao abrir meus olhos depois de horas deitado. Talvez eu tivesse desmaiado, talvez tudo aquilo tivesse sido um sonho, mas como eu poderia saber que eles me deixaram sozinho... Sozinho não pois eu tinha minha irmã do meu lado, mas como eles puderam conviver sabendo que o seu filho estava sozinho.

Minha cabeça doía de um modo que nunca havia doído antes, meus olhos estavam encharcados pelas lágrimas que havia guardado, assim que eu levantei a cabeça e olhei ao redor pode reparar a árvore que estava no lado. Já estava quase entardecendo, porém não me via sozinho, minha irmã estava ali.

-Verônica... A gente está sonhando né? Por que essa porra não pode ser real! – falei e me levantei do chão.

POV Zerfi off

- Já era hora, garoto! Quase me matou de susto – Verônica se aproximou dele, o abraçando e logo depois se afastou para que pudesse dar um tapa em seu ombro – nunca mais faça isso comigo!

- Ei! A culpa não foi minha! - Exclama o jovem após o tapa em seu ombro. Ele olha para ela e depois para si próprio.- Eu sei que estamos aqui, porém precisávamos vestir isso? - ele ri - você tá um gracinha, princesa.

- Não venha com gracinhas pra cima de mim – Ela cruzou os braços e revirou os olhos, logo depois olhou para o garoto e sorriu cutucando ele com o ombro – Você também tá uma gracinha, fofo – Verônica aperta as bochechas do amigo.

- Tá, tá, já chega. Agora por que estamos aqui? E como voltamos para casa? - olhou em volta procurando o livro responsável por levá-los até lá ou algo que pudesse levá-los de volta - Cadê o coelho quando precisamos da toca dimensional dele...

- Acho que a gente não vai voltar pra casa tão cedo – Verônica suspirou e um bico se formou em seus lábios. Começou a andar de um lado para o outro, tentando pensar em algo.

- Não tem essa de não vamos voltar nem tão cedo, nossos "pais" estão aqui - O menino deixou bem evidente as aspas durante sua fala e sua voz de desprezo enquanto falava aquela palavra - e eu não quero ter contato com eles.

Assim que ouviu a última frase de Zerfi Verônica parou e o encarou.

- Como assim "não quer ter contato com eles”? Nós vamos atrás deles sim, eles são a nossa família - foi até o garoto e começou a puxá-lo para algum caminho que nem ela sabia qual era.

- NÃO! você é a minha família, não eles - O menino falou, soltando a mão da Verônica da sua manga.- Se você quiser ir atrás das suas perfeitas mamães, você vá, porém não conta comigo, eu vou ficar aqui procurando um jeito de ir embora, e espero que você também faça o mesmo.

- Sério que você vai bancar o imbecil agora? Logo agora, Zerfi! - virou para encarar o garoto e passou a mão nos cabelos, nervosamente - Ninguém no mundo quis tanto encontrar os pais mais do que a gente, e você sabe disso! Agora você vem com essa de "não conta comigo", perdeu o juízo?! E a nossa promessa de sempre ajudarmos um ao outro? - algumas lágrimas se formavam nos olhos de Verônica, mas ela se recusava a derramá-las

- Eu sou imbecil? Se você não lembra e só consegue pensar na sua vida perfeita, deixa eu te lembrar. Meus pais são uns bosta, eu nunca tive amor de verdade naquela casa! É fácil falar, quando você é filha das duas pessoas mais importante desse mundo. - Zerfi bate o pé, como um garoto mimafo que não queria volta para casa por que seu pai havia o colocado de castigo.- Exatamente nossa promessa era sempre de um ajudar o outro, então me ajude a encontrar a saída desse lugar, já imaginou se ele aprece aqui, não vou nem falar o nome dele vai que ele aparece. - O garoto tira seus cabelos do rosto, deixando os fios negros todos bagunçados enquanto mexia nos bolsos daquela roupa de marinheiro, que lhe lembra fielmente seu pai.

- Eu vou te ajudar. Mas você precisa parar de agir com um bebê e começar a raciocinar, eles podem estar diferentes. Eu tenho certeza que eles te amam. Mas se você continuar agindo dessa forma, vai ser meio difícil. Assim que nós quebrarmos essa maldição, eles vão voltar ao normal. Por favor, Zerfi - Verônica tentou se aproximar

- A gente viveu 5 anos com eles, eu vi o suficiente. Eu não sei o que aconteceu para a gente ser jogado naquele lugar, mas eu não quero ver eles!

Era a primeira vez que os dois brigavam daquele jeito, ainda mais por algo tão bobo assim, Zerfi não tinha razão do que estava fazendo, porém Verônica tinha que entender que as coisas para Zerfi não eram tão fáceis assim.

- Você vai fazer o que? Vai chegar lá e falar "ah, oi eu sou a filha de vocês, e vocês me abandonaram"

- Claro que não né. Eu vou achar um jeito de fazer elas se lembrarem e de quebrar essa maldição, queira você me ajudar ou não. Cansei de ficar lidando com um bebê de 15 anos. - Olha quem fala, você também tem 15 anos e parados aqui realmente não vamos resolver nada. Quer saber? Eu vou embora, pois é menor a chance de algo me pegar - Falou dando as costas para Verônica e caminhando em direção a floresta. Ele não sabia para onde eu iria ao certo. Antes de ir, virou para encarar Verônica. - Eu não quero ver você nunca mais! - Falou suas últimas palavras e sumiu na escuridão da floresta.


Notas Finais




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