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História Children's of Heroes (Segunda Temporada) - Interativa - Capítulo 11


Escrita por: e Mefistozx


Capítulo 11 - Capítulo 006 - Aliança


Algumas horas haviam se passado. Jackson entrara em contato com Joshua, sendo que ele e os companheiros de equipe, ainda de manhã, foram para a mansão dos X Men ver como funcionaria a parceria. No fim, apenas Joshua e o telepata os fizeram, enquanto o resto passou a fazer novos laços. Ou, no caso de Matthew, apenas usou o tempo para conhecer mais do local. Havia um quarto com uma sacada, o que era bom para ele, que gostava de ar fresco - considerando que ali não tinha terraço. O rapaz imaginava que ficariam na mansão, então tinha de encontrar algum lugar que fosse confortável - e que pudesse ficar sozinho. Aquele era um bom lugar. 

    Victória havia falado para o telepata sobre o trabalho que o garoto mais novo havia dado para aceitar a aliança entre equipes. Logo, quando Jackson liberou Joshua para conhecer o pessoal, decidiu procurar o tal garoto. Foi então que o encontrou encostado na grade de uma sacada de um quarto livre, com um cigarro entre os lábios e os olhos fechados enquanto sentia o ar em seu rosto. 

    Jackson se aproximou, respirando fundo antes de dar o seu primeiro passo para a sacada. Estavam no terceiro andar da mansão, por isso Jackson, que visivelmente não gostava de altura, preferia evitar chegar perto dali. Mas queria conversar com o garoto, e pedir para ele sair dali não dava uma boa impressão. Então se aproximou, encostando-se na grade ao lado de Matthew e fechando os olhos, evitando olhar para baixo. Seus batimentos haviam ficado acelerados.

    — Conversei com o Joshua. Ele disse que você faria a mansão diminuir de tamanho. Como funciona? É como o equipamento do falecido Homem Formiga? — Puxou conversa, fazendo Matthew olhar para ele. O garoto soltou um sorriso cínico, deixando Jackson visivelmente confuso com aquilo.

    — Em primeiro lugar: você sabe como funciona, caso contrário não teria perguntado sobre o Homem Formiga. Em segundo lugar: eu ‘tô escutando seus batimentos daqui, se tem medo de altura, ficava dentro do quarto e me chamava para conversar. Você não é obrigado a se forçar a sentir medo por minha causa, e eu honestamente não gosto disso. Em terceiro lugar: o que você quer, telepata? — Matthew, como sempre, havia sido bem direto e nada gentil. Mas ao menos saiu da sacada, sentando-se na cama do quarto e arqueando a sobrancelha quando Jackson, novamente, se aproximou. Agora, sem a altura, ele parecia mais confortável. 

    — Não achei que fosse se importar com um medo tosco de altura. Ouvi dizer que você era um canalha. — Respondeu com os braços cruzados, sendo que Matthew entendeu que era apenas brincadeira, dando de ombros.

    — A sensação de sentir medo não é agradável, telepata. Eu sou mesmo um canalha, mas não cruel a esse ponto. — Afirmou simplesmente, batendo as cinzas do cigarro e o deixando de lado.  — Enfim, novamente, o que você quer?

    — O meu objetivo era conversar com você ‘pra tentar entender os seus motivos. Quer dizer, ter mais pessoas na equipe não seria mais útil? Então qual é… o verdadeiro problema? — O mais velho questionou de forma cautelosa, tomando cuidado com as palavras que estava usando. O fato é que Jackson era bom lidando com pessoas, e por isso preferia tomar cuidado para não pisar em falso com alguém imprevisível como Matthew; afinal, antes de aprender a lidar com ele, tinha de conhecê-lo. 

    — Ok, você está sendo direto. Então eu também vou ser, e não vou mentir ‘pra você sobre isso. — Murmurou, olhando diretamente para Jackson. O telepata não desviou o olhar, acenando levemente com a cabeça. — Há dois problemas. Um deles se refere à equipe, e outro se refere à você. O primeiro é que vocês me intimidam.

    — Como é? — Indagou, verdadeiramente confuso com o comentário. 

    — Vocês derrotaram o Marc. Isso significa que a sua telepatia superou a dele, e você foi crucial. Também significa que se vocês traírem a nós, eu não poderia fazer nada para impedir, afinal, a força de vocês se equiparam ao Marc. Veja, na minha equipe, eu tenho a segurança de que posso impedir qualquer um se usar um pouco de habilidade combinado com a inteligência. Mas como eu paro um telepata, uma Semideusa, uma mistura de dois Alienígenas, um meio anjo e meio demônio? Sem contar os outros dois, que eu sei que são bons também. — Respondeu de forma simples. 

    — Por que você cogita traição não só da nossa parte, mas na dos seus amigos também? — Jackson tornou a perguntar, desta vez com a sobrancelha arqueada. 

    — Porque eu sempre cogito traição. A Legião mexe com a sua cabeça, ela é capaz de fazer com que a pessoa que você menos espera acabe te traindo. Eu cogito traição até do Joshua, e o Joshua salvou a minha vida. — Retrucou como se fosse óbvio, desviando o olhar e colocando outro cigarro na boca. Ali Jackson entendeu que o garoto era pertubado, e tinha claros e sérios problemas de confiança.

    — Tudo bem, eu não posso mudar isso. Qual o outro problema? — Resolveu questioná-lo novamente, procurando alguma forma de trazer o mínimo de confiança para ele. Mas sabia que aquilo seria complicado; e que levaria tempo.

    — Você ter desistido. — Disse simplesmente, deixando Jackson novamente confuso. Claro, o telepata não se orgulhava de seu ato, mas também não entendia do que exatamente se tratava. — O que eu quero dizer é… você e a sua equipe desistiram uma vez. Como eu posso acreditar que não farão de novo? Que não abandonarão a gente quando mais precisarmos de vocês? Não posso simplesmente esquecer isso e aceitar essa aliança tosca sem ver os verdadeiros riscos, entende?

    Jackson assentiu algumas vezes com a cabeça, se sentando do lado de Matthew e encarando o chão. O telepata entendia os motivos dele ter agido como agira, mas sabia que as coisas não podiam ficar daquele jeito. Eles não podiam trabalhar sem confiar uns nos outros; e Matthew, claramente, não confiava. Com Elizabeth seria mais fácil lidar, mas não com ele. Com ele, eles precisariam de tempo. Mas, acima de tudo, Jackson precisava provar que podia cumprir com a sua palavra. E, antes de provar isso, tinha de prometer algo, para depois cumprir tal coisa.

    — Veja, Matthew… eu não posso mudar a forma que você nos vê, nem como você vê o mundo. Mas o que eu posso fazer é te prometer que, dessa vez, não vamos desistir. E que também não iremos trair vocês. — Disse simplesmente, andando calmamente até a porta após tal coisa. Matthew então o fitou.

    — E como eu sei que a promessa não foi feita da boca para fora? — Resolveu perguntar, a expressão confusa estampada em seu rosto, assim como o tom de voz.

    — Não vai saber até que chegue o momento em que a promessa for cumprida. A vida é assim, Matthew. Não temos certeza de nada, e temos que arriscar mesmo assim, caso contrário não vivemos. Não podemos estar sempre no controle. — O telepata respondeu simplesmente antes de deixar o quarto.

    Matthew acabou rindo pelo nariz, dando um meio sorriso e negando com a cabeça. Não podia negar o fato daquele telepata ser estranho.

 

    Joshua também havia se retirado após a conversa com Jackson, acabando por ver Damon jogado no sofá da sala, conversando com William e Victória. O loiro se socializava bem, embora não se desse bem com Elizabeth ou Madeline - mas isso era por culpa delas, e não dele. O feiticeiro só iria passar direto para conhecer melhor a mansão, mas logo foi notado por Damon, fazendo com que o garoto se levantasse de onde estava deitado e fosse até ele, também chamando à atenção de William e Victória; estes que não se levantaram, mas viraram-se para trás para escutar a conversa..

    — Então, o que deu, “Pavê Válido? — Indagou de forma divertida, fazendo a dupla da outra equipe se olharem curiosos pelo apelido. Joshua parou de andar e o encarou com tédio, visivelmente indignado com a forma que fora chamado.

    — Primeiramente, não me chama assim na frente de outras pessoas, o que eles vão pensar da minha humilde pessoa?! — Joshua resolveu perguntar, ensaiando uma forma dramática enquanto Damon ria da situação. — Mas, de qualquer forma, parece que Jackson é apegado com a mansão, então vamos nos mudar ‘pra cá. Mas continuaremos em movimento com alguns equipamentos, assim como estamos acostumados. Então imagino que seja um acordo bom para ambas as equipes. 

    — Então vamos ficar em movimento, é…? Foi assim que vocês se mantiveram vivos por um ano? — Victoria entrou na conversa de forma interessada, visto que ela própria - e a equipe inteira - haviam morrido após alguns meses juntos.

    — Também. Evitamos chamar atenção, assim a Legião manda apenas “soldados irrelevantes” para nos parar. Evitamos mexer com com os perigosos, entende? — Explicou calmamente após ter levado o seu rosto para a dupla que o observava, os olhando enquanto falava.

    — Mas assim, isso não vai acabar nunca, não? — William indagou o óbvio, já que os vilões fracos da Legião eram muitos. “Acabar” com os mais poderosos era a chave para vencer o grupo, visto que eram os chefes que mantinham ele funcionando; assim que aquelas peças se quebrassem e fossem retiradas da máquina, a máquina seria quebrada junto; pois, no fim, eram aquelas peças que mantinham a máquina.

    — Como diria nosso caro amigo Aaron… pensem em um jogo de videogame. Você faz missões secundárias para elevar o seu poder e, consequentemente, conseguir vencer no modo história, onde há as missões principais. Com a gente… é praticamente a mesma coisa. — Damon explicou da forma que, uma vez, Aaron explicara. Era fato que o filho do Deadpool vivia fazendo referências, sendo que jogos não escapavam. William assentiu com a cabeça de forma pensativa, como se aquilo realmente fizesse sentido em seus pensamentos; e talvez, de fato, fizesse.

    — É mais ou menos isso. Mas bem, de qualquer forma tenho que avisar o resto sobre as mudanças, então estou indo. — Joshua despediu-se, logo se afastando.

    O trio apenas murmurou um “até mais” para o feiticeiro, sendo que Damon voltou para o sofá junto de Victória e William. Se a Thordottir e o mutante já eram uma dupla de loucos e “tocavam” o terror juntos, com Damon seria pior ainda.

 

    Enquanto isso, outro pessoal que parecia se socializar bem era Aaron, Elizabeth, Ken e Mefistófeles. Não que este último estivesse se socializando de fato, levando em conta que só estava no canto do cômodo, tomando um vinho em sua taça. Apenas sucedeu-se do trio estar conversando no mesmo cômodo em que ele estava por coincidência, sendo que, obviamente, o meio demônio e meio anjo estava escutando sobre o que estavam conversando; até porque surdo ele não era. Mas, mesmo escutando tudo, não falara nada; não até terem tocado em seu nome. 

    — Espera, deixa eu ver se entendi: vocês todos morreram por causa do Mefistófeles, e agora ele faz parte da equipe? — Aaron indagou incrédulo após Ken ter respondido a pergunta de Elizabeth em relação ao motivo de terem desistido. Aquilo não era segredo nenhum; já havia se passado muito tempo.

    — Eu revivi metade deles. Deveriam me agradecer. — A entidade meia-a-meia prontamente se defendeu, fazendo Ken revirar os olhos diante o comentário. — E Ken, não deveria ficar falando essas coisas maldosas sobre mim, vai me fazer perder qualquer chance que eu tivesse com a garota loira bonitinha aí. 

    — Primeiramente: você nunca teve chance nenhuma. — Afirmou com tédio, não deixando transparecer o fato principal sobre aquilo: seu coração já era de outro. No entanto, Elizabeth não admitia aquilo nem para si mesma, quem dirá para os outros. — E outra, eles deveriam te agradecer porquê? Foi você que matou esses que reviveu. 

    — De qualquer forma, a culpa não foi totalmente dele. — Ken começou; afinal, com o tempo havia entendido, e tinha certeza de que os outros entenderam também. — As coisas poderiam ter sido evitadas se tivéssemos tentado dialogar. Mas agimos sem pensar e o atacamos como teríamos feito com qualquer outro vilão. Acho que naquele dia todos nós aprendemos que mesmo que um suposto vilão estivesse fazendo coisas supostamente ruins, é bom tentar conversar antes, sabe? Talvez esse vilão não seja vilão, e tivesse motivos para fazer o que fez. 

    Com a explicação, Elizabeth e Aaron se entreolharam e assentiram lentamente com a cabeça. Mefistófeles não estava roubando aquele dia; estava reavendo algo que era seu e lhe fora roubado anteriormente. Atacar sem pensar havia sido o motivo indireto da morte da equipe, sendo Mefistófeles o motivo direto. Assim, no fundo, o meio a meio não era ruim; não completamente, ao menos. 

    — Que poético essa fala, me senti até emocionado por ter me defendido. Chorei um total de zero lágrimas. — O mais velho presente provocou, fazendo Ken, novamente, revirar os olhos graças à um comentário dele.

    Assim, aquela havia sido a deixa para Mefistófeles também começar a interagir.

 

    Por fim, Madeline procurara por Charlotte assim que chegou à mansão. Poderia simplesmente ligar para Gustav e perguntar, mas sabia que seu irmãozinho não estava na equipe. Charlotte estava. Ela saberia lhe dar os detalhes, e Madeline queria os detalhes. Embora Jackson fosse o principal a despertar seu interesse, o restante também despertava; inclusive a própria Kryptoniana. 

    Flashes em sua cabeça a levaram para o quarto de Charlotte, onde ela bateu na porta. Enquanto esperava a mesma ser aberta, observava o local em volta. Ela o reconhecia como a palma de sua mão, ao mesmo tempo que não se lembrava. Era estranho estar ali; estar na mansão que estava tão presente em seus flashes. Na mansão em que corria quando criança; na mansão em que vivia com seus pais e outros heróis. Na mansão em que, um dia, morou com todos aqueles rostos os quais atualmente eram irreconhecíveis para si. Madeline tinha sede por saber mais; tinha sede por entender os motivos que a levaram até ali: junto a uma equipe de heróis. 

    — Madeline… — Charlotte murmurou confusa assim que abriu a porta, até que lembrou-se do que havia dito para ela no dia anterior. Assim, deu espaço para a garota entrar. — Entra aí. O que você quer saber?

    — Tudo. — Respondeu, enquanto Charlotte sentava-se na beirada de sua cama, convidando Madeline a vir sentar-se ao seu lado. A Cheryl aceitara o convite antes de prosseguir. — Quero que me conte tudo, desde o começo. 

    Charlotte assentiu com a cabeça, não enrolando para começar a contar. Primeiramente, começara falando um pouco sobre a vida dela; a Kryptoniana não sabia de muita coisa, apenas do pouco que escutara dela ou de Jackson com o tempo. Sabia que eram amigos de infância graças aos heróis Ciclope, Vampira e Gambit, sendo Ciclope o pai de Jackson. O trio fazia parte do grupo dos X Men, consequentemente morando na mansão; assim, Madeline e Jackson acabaram se conhecendo. Também falara um pouco sobre o fato deles também terem conhecido William antes, mas aquela história Charlotte nunca havia ouvido, portanto não sabia como acontecera.

    Assim, pôde começar a falar sobre como uma Legião aparecera, mataram todos os heróis, depois justiceiros e vigilantes. Pôde começar a explicar sobre como Jackson Grey Summers não conseguia mais ver sangue caindo, formando assim uma equipe de heróis novatos. Contara sobre como o laço do telepata com Madeline era tão forte ao ponto dela não ter pensado duas vezes em aceitar a sua proposta; contara também sobre como eles agiam como irmãos quando estavam por perto, ou sobre como Madeline odiava o fato dele ser tão próximo de William.

    Explicara sobre os laços formados, sobre as missões realizadas e sobre como coisas foram, continuamente, acontecendo. Coisas que, sem que soubessem, os levaria para seu extermínio; que os levara à morte. Também contou que Mefistófeles revivera alguns após matá-los, e que depois disso chegaram a quase vingarem todos os mortos ao derrotar Marc. Mas revelou que com a morte dela, Jackson havia ficado quebrado; e aqueles empurrõezinhos da morte de Adam, sequestro de Antoni e desistência de Luna fizeram com que desistisse. Todos já estavam desiludidos, então aceitaram a derrota.

    Assim, Madeline descobrira que, um dia, havia sido uma peça importantíssima naquele tabuleiro. Mas, após a sua peça ter sido derrotada, o rei ficara desprotegido.

 

    E a derrota de mais uma peça fizera com que o rei também fosse derrotado.


Notas Finais


Vocês devem estar com saudades da emoção, então já aviso: no próximo capítulo a interação deixa de ser o foco, começando de fato um mini arco. Apenas esperem <3


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