História Chinatown. - Capítulo 3


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Categorias As Tartarugas Ninja
Personagens April O'Neil, Baxter Stockman, Casey Jones, Chris "Dogpound" Bradford, Donatello, Hamato "Karai" Miwa, Hamato "Mestre Splinter" Yoshi, Kirby O'Neil, Leonardo, Michelangelo, Oroku "Destruidor" Saki, Personagens Originais, Raphael, Tiger Claw (Garra de Tigre)
Visualizações 19
Palavras 2.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá aí, como prometido. Demorei um pouquinho, mas saiu. Ficou curtinho, mas o que vale é a intenção. Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Year.


I

Os quatro irmãos foram direto para o endereço que Destruidor passou para os dois naquela noite perturbada. Era uma linda catedral ao lado de um parquinho simples bem escondida aos arredores de Chinatown e Little Italy. A catedral era toda negra, com uma grande porta de madeira e janelas com cores predominantes de verde-água, roxo e azul. Acima, um relógio que não funcionava e ao seu redor, mais janelas daquelas cores.

— E aí? Como a gente vai entrar? — perguntou Raphael — O dono do Pé não deu nenhum “passe especial” para que possamos entrar sem que milhões de soldados venham e nos matem.

— A filha dele disse que tinha uma abertura secreta perto do relógio. — disse Leonardo — Podemos passar por lá sem que os guardas nos vejam. É só escalar. Mas não sei se vai ser uma boa ideia fazer isso. O lugar é alto demais…

— Ah, qual é Leo? A gente tem treinamento. — disse Donatello

— O Leo é um medroso, isso sim. Eu vou enfrentar a parada.

Raphael seguiu sem medo para a catedral. Os outros não tiveram opção a não ser segui-lo também. Os quatro subiram em um prédio vizinho e saltaram. Michelangelo quase caiu quando chegou a catedral, mas foi ajudado por Leonardo. Realmente, tinha uma abertura secreta perto do relógio. Os quatro puderam ver o que se escondia no último andar da catedral. Um enorme salão com um trono feito de mármore brilhante próximo de uma grande janela. As tartarugas observaram o lugar com certa desconfiança e não quiseram avançar. Até mesmo pelo medo que sentiam.

Mesmo com medo, os quatro enfrentaram e foram para dentro do salão. O local estava vazio. Tinha uma porta em formato triangular e próximo das portas, dois panos de cor vermelha com o símbolo do clã estampado.

— Eu to me sentindo um idiota. — questionou Raphael — Cadê o homem?

— É. Acho que este lugar é a sala de comando dele. — disse Donatello.

— E-Ele deve estar em algum lugar. Vamos esperar… — disse Leonardo.

— Procurando por mim, meninos?

O trono estava virado para a janela. Ele desvirou e apareceu sentado nele Destruidor com os dedos juntos formando um triangulo e encarando os garotos, que estavam assustados. Sua aparição nas sombras — e também pelo que presenciaram naquela noite — lhes perturbava um pouco. Menos Leonardo. Por que será?

— Então… vocês realmente vieram. Achei que não viriam por medo de mim.

— Temos medo de viado, não. — disse Raphael sendo grosseiro, e Leonardo lhe deu um cutucão no braço. Mas parece que Destruidor não se importou com a ofensa.

— Você é muito mal educado. — disse Destruidor — Mal educado e também petulante. Mas não importa. Vou ensinar a vocês a respeitar os mais velhos. Ou melhor dizendo, vocês quatro me lembram uma pessoa. Uma pessoa a qual destruiu a minha vida. E eu só estou no que estou por causa dele. — Destruidor apontou para Michelangelo — Você parece ter a personalidade “irritante” dessa pessoal — Ele apontou para Donatello — Você parece ter o pouco de inteligência que ele possui, o que não é muito — ele apontou para Raphael — Você então… tem a boca suja e o desrespeito dele — e finalmente, apontou para Leonardo — E você tem a sabedoria e a paciência dele. Enfim, vocês meninos são muito novos para entender certas coisas da vida, e por isso estão aqui. Vou lhes ensinar tudo. Serão os meus ajudantes. Como eu disse, vocês não vão participar de nenhum ato ilícito. Vão ficar aqui e serem treinados. — Destruidor não sabia o nome deles, só o de Leonardo — Err… qual é o nome dos outros três mesmo?

— Sou Donatello. — disse Donnie.

— Sou Michelangelo. — disse Mikey.

— Meu nome não te interessa, mas eu digo. Sou Raphael.

— Muito bem, meninos. Já que cada um foi apresentado, vou poder dizer a vocês quais são as suas funções. — Destruidor olha para Raphael e Michelangelo — Os dois meninos. Farão parte da minha guarda particular. A guarda é para proteger a catedral de ataques inimigos. Vocês farão parte desta tropa para aprender melhor controlar suas personalidades, principalmente você. — ele aponta para Raphael que faz cara feia.

— Você. Donatello, não é? — ele afirma com a cabeça — Vejo que é um menino muito inteligente. Você trabalhará no meu laboratório secreto com Baxter Stockman. Vai ajudá-lo com alguns experimentos que estou planejando. — Donnie se curvou, agradecendo — E você Leonardo… será treinado por mim.

Os três ficaram apreensivos e também um pouco irados por estarem em cargos tão “baixos” como aqueles. Raphael, protestou contra a decisão de Destruidor.

— Ei! Isso não é justo. O viado do Leonardo fica com o chefão enquanto a gente fica com os trabalhos mais inúteis.

— Você já viu como é o seu comportamento, menino? É respondão, mal educado e sem nenhum tipo de ética. Como quer ser treinado por mim se não tem nem o básico de educação? — Raphael se calou — Pois muito bem. Evoluam como pessoas, ou tartarugas que vocês poderão ser treinados comigo, mas por enquanto… NÃO! — Aquele “não” dito com brutalidade assustou os três — O Leonardo é o único que tem sabedora para isso. — alguns soldados do clã chegaram até a sala — Levem estes meninos para seus respectivos lugares e expliquem tudo para eles.

Os três foram levados pelos soldados para fora do grande salão e Leonardo foi o único que ficou. Destruidor fez um sinal com as mãos para que se aproximasse, mas ele estava com um pouco de apreensão.

— Venha. Eu não vou te fazer nada, menino.

— M-Mestre… meus irmãos ficarão bem?

— Ah vão sim. Quando for mais ou menos meia noite, eu libero vocês. Calma. Por acaso não confia em mim? — Leonardo não respondeu — Enfim, se aproxime — Leonardo subiu as escadas que davam ao trono e ficou ao lado esquerdo dele — Leonardo… você tem ambições na vida?

— Por que me pergunta isso, Mestre?

— Porque eu quero saber, oras. Você é um menino muito jovem e deve pensar em alguma coisa na sua vida. — Leonardo assentiu com a cabeça. Então, de um jeito gentil, Destruidor disse: — Então me diga: quais são as suas ambições menino?

— Ah, cuidar do meu sensei, ser responsável, ser um bom irmão. Essas coisas…

— Só isso?

— Acho que sim.

Destruidor se levantou e lhe deu um tapa bem forte no rosto que fez Leonardo cair. Sua boca ficou sangrando com o tapa forte e ele, sem palavras ficou encarando Destruidor sem entender nada do que acontecia.

— M-Mestre… o que eu disse?

— Sua falta de viver me deixa muito furioso. Então é isso que você quer para a sua vida, menino? Você precisa de ambições. De conquistas. E eu vou te ajudar com isso. — ele estendeu a mão para Leonardo e ele o ajudou a se levantar — Me desculpe pelo soco. É que eu odeio pessoas que parecem estar mais mortas que vivas. De morto já não basta eu. Estou morto por dentro.

— Não diga isso, Mestre. O senhor tem muita vontade de viver e… quantos anos o senhor tem? Se a pergunta não parecer muito ofensiva…

— Estou chegando aos cinquenta, menino. Não sou mais jovem não. Os meus sonhos foram todos destruídos. Por isso mesmo, que eu quero que sonhe. Não deixe que pessoas sem nenhum objetivo destruam os seus. E por isso mesmo eu vou te treinar para que seja alguém responsável e um menino direito.

Hai, Mestre. Eu prometo não lhe decepcionar.

— Espero que não. Vamos treinar.

II

Na manhã do dia seguinte, April foi até a catedral buscar Karai (como combinado por Destruidor) para as duas irem a escola. O clima não foi nada agradável para as duas já que Karai ficava de cara fechada todo o tempo e não queria nem olhar para April. No corredor da escola, April encontrou Casey Jones e o cumprimentou.

— E ai ruiva? Como foi a sua noite?

— Mais ou menos. E a sua?

— Normal. Fiquei jogando hóquei a noite toda no clube de patinação. Fiquei até fechar, literalmente. Agora eu estou morrendo de sono. — Casey Jones olhou para Karai — Nossa… quem é a sua amiga?

— Ah… ela é a… — Karai a interrompeu.

— Deixa que eu me apresento, ruivinha. — April ficou um pouco irritada — Sou Karai, filha de Oroku Saki. E você?

— Casey Jones… — Casey olhou de cima a abaixo os trajetos de Karai, a qual usava uma jaqueta preta, um short preto feito de um plano simples com renda e uma bota cano médio preta — Nossa… você tem bons gostos para escolher suas amigas. — Casey tentou encostar em Karai, mas a mesma lhe deu um tapa na mão.

— Não encoste em mim, moleque.

— Oh, eu adoro bravinhas. — disse Casey em um tom sarcástico — Você me lembra até uma certa ruiva aqui.

— Não me compare a essa garota. Eu só estou nessa escola porque meu pai me obrigou. — disse Karai em um tom ríspido e muito seco.

— Desculpa, Casey... a Karai é um pouco explosiva. Não liga não.

— Não tem problema, ruiva. Até que nós dois somos um pouco parecidos. Eu também estou aqui obrigado, mas enfim. Eu tenho que ir para a minha aula. Tchau ruiva. Tchau japinha. Falou.

Casey se afastou e Karai aparentou ter ficado ofendida quando ele a chamou de japinha.

— Eu tenho nome, sabia? — gritou — Odeio que me chamem de japinha. E você? Não fica ofendida quando não te chamam pelo nome?

— Por que eu ficaria? Eu sou ruiva mesmo. Ele só não está mais do que falando a verdade. Você não deveria se ofender...

— Humph! Vocês ocidentais não tem nenhum respeito com nós, os orientais.

— Está errada. Eu vivo em Chinatown desde os sete anos. Respeito muito os orientais que vivem lá. Os meus amigos têm um pai oriental então... reveja seus conceitos sobre preconceito. Nem todos são iguais. O Casey não é preconceituoso. Ele só estava sendo gentil com você, mas enfim... é melhor irmos para a aula antes que a gente se atrase.

III

Destruidor treinou Leonardo cedo. Como não podia sair para a rua, teve que dar um endereço de um templo abandonado nas proximidades de onde vivia. Em meio a um tempo chuvoso e com muita ventania, Leonardo foi treinado assim mesmo.

Aprendeu golpes novos, e caiu diversas vezes no chão, mas logo recuperou seu fôlego. A cada momento e a cada movimento, Leonardo ficava encantado com a sabedoria de Destruidor para cada golpe aplicado. O jeito doce e ao mesmo tempo rude dele lidar com isso de um jeito que não ficasse difícil de aprender. Leonardo levou mais um golpe e acabou caindo no chão lamacento de areia e sujando sua carapaça, mas Destruidor o ajudou a se levantar.

— Você precisa se esforçar mais, menino. Está se perdendo em quase todos os golpes. Assim não vai conseguir progredir. Também, este lugar é muito inconveniente.

— D-Desculpa... foi o único lugar que eu encontrei perto de casa sem que o meu pai desconfiasse de mim.

— Me diga Leonardo: quem é o seu pai? Se é que eu posso saber quem é.

— O s-senhor não quer saber. E-Ele... não gosta muito de ficar perto de pessoas. Tem medo delas. E a aparência dele também não ajuda...

— Ele é uma tartaruga igual a você?

— Não. Ele é um rato, mas já foi humano.

— Hum... "já foi"... bem, e o que esse "já foi" significa?

— Que ele já foi humano e que não é mais. Ele se transformou em um rato assim que nós quatro nascemos. Sofremos mutação junto com ele. Ganhamos vida e consciência.

— Sim, sim eu sei. Não vamos falar mais disso, ok? Vamos falar sobre outro assunto.

— Estou ouvindo, Mestre.

— Preciso que seja olheiro de uma encomenda que Breadford e Xever irão buscar nas docas hoje a noite. Estou desconfiado que alguém irá tramar contra nós. Poderia fazer isso por mim, menino?

— Claro Mestre.

— Ótimo. Você será recompensado mais tarde.

Arigato, Destruidor-sama.

— Agora vamos sair desta chuva.

IV

A noite, April resolveu dar uma aula particular para Karai no parquinho próximo da catedral. As duas estavam no balanço e April fazia algumas perguntas para ela.

— Tudo bem, agora me diga: onde você acha o valor de x?

— Sei lá... no mapa? O x marca o local...

— Já abriu algum livro de matemática algum dia na sua vida? — Karai pareceu se irritar.

— A escola não é para mim. Nunca foi. Desde pequena eu sempre quis praticar com o meu pai e seguir seus passos.

— O seu pai deve ser formado em alguma coisa, não é?

— Sim. Astrofísica nuclear. Mas eu nunca me interessei em nada de exatas. Mas sou boa em humanas. Aliás, por que eu ainda estou falando com você? É uma maldita babá que o meu pai colocou na minha cola... — Karai se levantou do balanço e ficou de costas para April.

— Pode parecer que é mentira o que eu vou dizer, mas... eu quero muito ser a sua amiga. Pelo menos, vamos tentar ter uma boa relação. Como duas amigas...

Karai voltou a olha-la, só que com pena. Será que poderia estar certa quanto a isso?

Do nada uma movimentação estranha começou a pairar sobre a catedral. Dois carros pretos saíram da garagem em alta velocidade e foram em direção às docas. April estranhou.

— Ué, para onde eles vão?

— Negócios do meu pai. Não devemos nos meter.

— Será?

— Sim, ué. Por que está se preocupando?

— N-Nada. Vamos voltar a estudar.



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