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História Chlorine - Capítulo 1


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Notas do Autor


sla esse cap é bem introdutorio ok

Capítulo 1 - Prólogo


Tobirama tinha uma rotina bem clara. 

Todo dia ele acordava às 5 da manhã, quarenta e cinco minutos antes do despertador, o que o dava tempo o suficiente para entrar no chuveiro gelado o suficiente pra lavar os últimos resquícios de sono do seu corpo. Gastava no máximo 5 minutos ali, sem se preocupar em ensaboar realmente o corpo. 

Tendo pelo menos 40 minutos até o despertador tocar, ele usava 20 ou 30 deles pra conferir minuciosamente tudo que precisaria para o dia. Os livros das matérias que teria e as devidas lições de casa, a bolsa de natação perfeitamente arrumada que ele se recusava a permitir que fizesse parte do estereótipo nojento que era o equipamento dos colegas, chaves do carro e deixar separada a roupa que usaria. Era aproximadamente o tempo do sol realmente começar a brilhar sobre o bairro em que morava. 

Quando o despertador finalmente tocava, ele já estava com o pé na porta, depois de um caneca de café com cacau e canela e uma garrafa de água com limão para sua imunidade e metabolismo, os fones sem fio na orelha com a mesma playlist desde a oitava série. 

Num dia ensolarado como aquele, se permitia o luxo de não se importar com uma camisa em sua corrida matinal. Além de estar muito mais acostumado a se exercitar sem elas, Tobirama tinha um secreto prazer nos olhares que os outros corredores daquele horário sempre tinham reservados para si. Homens e mulheres de meia idade, tentando colocar um pouco de atividade antes de seus dias de trabalho, todos sempre parecendo ter um misto saboroso de desejo, admiração e inveja para não só o físico, mas também a facilidade com que ele voava sobre as calçadas daquele tedioso bairro residencial, cada poro em seu corpo suando juventude e vitalidade, e Tobirama amava aquilo. 

No auge dos seus, recém completados, 18 anos e pelo menos 5 como um atleta de competição, ele amava a facilidade em que o asfalto deslizava sob seus pés, apenas não mais do que amava como seus braços quebravam a resistência da água numa velocidade quase sobre humana. E num dia em que estivesse se sentindo especialmente descontraído, ele se permitia algumas voltas a mais, chegando em casa as 6:30. Descartando os tênis de corrida surrados ao lado da porta, acenando para seu pai ainda sonolento, e ensinando o pela milionésima vez como fazer um expresso usando cápsulas, apenas concordando quando ele dizia sentir falta da antiga cafeteira, e chamava aquilo de tecnologia alienígena. 

Ainda com o corpo quente, estava de volta no chuveiro, dessa vez se permitindo lavar direito os resquícios de cama e corrida em seu corpo. Nas segundas, quartas, e sextas, substituia o condicionador usual por uma máscara hidratante, e nas terças e quintas, usava uma combinação especial de shampoo e condicionador matizadores, tudo pra evitar que o cloro ao qual era constantemente exposto não quebrasse ou esverdeasse os fios brancos e rebeldes na medida certa. 30 minutos depois, estava vestido e descendo as escadas já com todas as suas bolsas, enquanto ouvia o som do despertador e do praguejar do irmão enquanto praticamente caia pra fora da cama como fazia em todas as manhãs.

Na cozinha, um café da manhã digno o esperava, preparado por seu pai e calculado detalhadamente por um esportista especializado em esportistas, para garantir que cada coisa ingerida por Tobirama fosse mais que um alimento, e sim um combustível para seu alto consumo energético e estilo de vida de alto impacto. 

As 7:45, Tobirama já estava estacionado na sua vaga no lado leste do estacionamento quase deserto da escola, uma vaga que para maioria indesejada, por ser muito longe do prédio principal, para ele estava a poucos passos da única coisa que realmente importava, a piscina interna. O local onde seus companheiros de time e treinador deveriam estar se juntando a ele nos próximos quinze à vinte e cinco minutos, considerando que ele como capitão, não aceitava nenhum tipo de atraso, e isso incluía chegar em cima da hora e ainda estar no vestiário, ou em qualquer lugar que não fosse a sua baía designada da piscina, as exatas 8:30, horário oficial dos treinos da equipe de natação. 

Hashirama sempre tinha algo a dizer sobre a rotina estrita dele, sempre na linha de que ele devia ter mais vida social, que Tobirama era totalmente obsessivo ou que até mesmo atletas profissionais precisam de um descanso. Tobirama gostava de lembrar que como Hashirama fazia um hábito de conversar com as plantas na sua janela, sua opinião seria automaticamente invalidada. 

A porta estava destrancada, o que era incomum já que Tobirama, por ser o primeiro a chegar, costumava abrir o ginásio. Assumiu que por ser o primeiro dia de volta aos treinos após o recesso de primavera, o treinador resolveu mostrar um pouco de exemplo e pontualidade ao time, o que seria uma surpresa agradável. 

Assim que o cheiro usual de cloro e a humildade única daquele local atingiu suas narinas, o senju se sentiu em casa. 

Ele e seu irmão haviam sido colocados na natação por seu pai, assim que puderam andar, e os dois cresceram com a paixão em comum. No fundamental, Hashirama se desinteressou pelo esporte justamente quando eles finalmente conseguiram uma vaga na equipe da escola, e estavam prestes a começar a competir, sobre a desculpa de que uma rotina de atleta em tempo integral era demais e atrapalharia futuramente sua vida. 

Para o de cabelos platinados, a rotina era sua vida. Se não tivesse uma corrida, uma série de tarefas e um treino esperando, Tobirama não se levantaria pelas manhãs. Okay, ainda tinha a escola, alguns amigos fora do time, um ou outro programa de tv que conseguia prender sua atenção. Mas nada jamais era o suficiente pra ele. Sendo honesto, nem a natação era o suficiente pra ele, mas ela pelo menos o proporcionava alguma possibilidade. 

Ele via tudo claramente. Era seu último ano, depois faculdade, se treinasse o suficiente, olimpíadas e o mundial. E isso era a única coisa que o impedia de ser blasé sobre aquilo sobre como era com a maioria das coisas. No esporte, sempre haveria alguém melhor a ser superado, um novo nível a se alcançar. E era aquilo que mantinha Tobirama em movimento. 

Seus devaneios pacíficos foram interrompidos quando ele tirou os fones de ouvido, procurando anunciar sua chegada ao treinador, e ouviu o barulho de água sendo mexida no espaço. 

Tinha alguém na sua piscina. E não era ninguém do time, porque nenhum deles chegaria tão adiantado no primeiro dia de aula, assim como nenhum deles conseguiam equilibrar tanta velocidade e elegância num nado borboleta quanto o nadador em questão. 

Tobirama normalmente se estressaria. Tinha um completo desconhecido naquele pequeno corpo de água que chamava de seu. Mas ele nem ao menos conseguia sentir ciúmes dos 50 metros que a figura sem rosto atravessava como se não fosse o esforço de cruzar a distância da sua cama até a cozinha, porque pela primeira vez, alguém parecia se mover tão fácil quanto ele naquele espaço de água tratada. Seus pés congelaram no piso propositalmente antiderrapante e ele não conseguia tirar os olhos daquele corpo que se movia pelo território pelo qual havia suado e lutado para ser o melhor, como se não fosse mais do que a piscina do quintal dos fundos. 

Quando o desconhecido finalmente pareceu se cansar da água, ele se levantou da piscina de padrão olímpico como se não fosse nada, e Tobirama finalmente pode encarar quem quer que fosse que estava invadindo seu espaço. E ele não se preocupou em esconder nenhuma de suas intenções quando seus olhos correram o corpo inimigo. 

O garoto que se erguia nas bordas da piscina era pálido e esguio, tão diferente de tudo que se esperava de um nadador dedicado o suficiente para fazer Tobirama se sentir encantado pela técnica com que se movia pela piscina. E antes que o Senju pudesse pensar em qualquer explicação para isso, seus olhos estavam se dedicando a escanear cada milímetro daquele corpo. 

Ele era magro, totalmente contrário ao corpo que o Senju havia se dedicado a conquistar enquanto se focava em usar seu curto intervalo de férias para melhorar a velocidade que alcançava apenas com seus braços. Seu ego adolescente se inflou, porque nadadores deveriam ser fortes e ele precisava se afirmar de alguma forma sobre o intruso em sua piscina, mas ao mesmo tempo, ele não podia ignorar o que havia visto antes do garoto sair da água, como mesmo sem estarem aparentes agora, enquanto o garoto nadava era possível ver os músculos das costas deles, o jeito que eles se contraiam e ficavam perfeitamente desenhados na pele alva a cada braçada dele. 

Ele se concentrou em como manter sua postura, decidido a deixar claro que aquele era seu espaço, mantendo cada vértebra de sua coluna reta e cada músculo do seu corpo no auge da tensão enquanto finalmente seus olhos se cruzavam com os do intruso, tentando entender como - e porque - ele estava se mostrando tão confortável com os olhares chocados de tobirama pra sua velocidade, ou pro olhar desafiador que ele tinha certeza que o estava direcionando agora. 

O intruso realmente não tinha o que haviam ensinado a ele ser um corpo de de nadador. Tudo nele era longo e o jeito que ele nadava parecia elegante demais e diferente de toda a brutalidade que Senju reconhecia como a base do esporte, mas antes que Tobirama pudesse se fazer qualquer pergunta sobre quem era aquele moreno e como ele afetaria o equilíbrio perfeito da sua vida e rotina, o outro estendeu as palmas encharcadas e se adiantou no comprimento. As unhas eram pintadas de esmalte preto, uma delas com uma cobertura do que parecia ser glitter prata, e um sorriso aberto pra ele, aparentemente o seu mais simpático, totalmente diferente do ar debochado que seus olhos e suas palavras expressavam. 

— Você deve ser Tobirama, ou prefere que te chame de Capitão Senju?




 


Notas Finais


juro que na proxima tem mais izuna ok eu preciso que voces entendam o metodico insuportavel que é o tobi pq o izu vai se divertir muito com isso.


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