História Chocolate Branco - Capítulo 5


Escrita por: e Starchildd-

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Beijinhos, Clichê, Dia Dos Namorados, Doce, Dosedupla, Hentai, Hinasasu, Hinata, Romance, Sasuhina, Sasuhina1forever, Sasuhina4forever, Sasuke, Universo Alternativo
Visualizações 175
Palavras 2.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem! Boa leitura.

Capítulo 5 - Misericórdia


Fanfic / Fanfiction Chocolate Branco - Capítulo 5 - Misericórdia

Chocolate Branco

Misericórdia

— Daishi hoje irei lhe ensinar como fazer um chocolate de qualidade! Mas de qualidade mesmo, o sabor é muito importante e a forma também, se ficar estranho a gente dá para o tio Gaara, ele será a lixeira humana dessa vez. — Olho para a criança que boceja, creio que deve estar quase na hora dele dormir, embora ele permaneça em alerta. — Primeiro não cague com tudo, por isso nada de usar duas marcas diferentes, jamais misture chocolate de qualidade com o mais barato existente no mercado, leia o manual e siga as instruções fornecido pela dona Google. É o principal não esqueça a panela no fogo! Se ele queimar fica com gosto ruim ninguém aguenta, o estômago de Naruto que o diga… Tadinho parou no hospital, ainda bem que foi o Tobirama quem o atendeu.

Pegou a panela, enchendo-a de água e deixando sobre a boca do fogão, acendendo-o logo em seguida. Me viro, vasculhando os armários, verifico a primeira e a última prateleira de cada armarinho. Estou a procura da ‘preciosa’, ela é a minha única panela, que após uma pequena obra, se tornou adaptável para o preparo do bombom, trufa, não sei ao certo como devo chamar a minha gororoba de chocolate branco.

Mas antes de qualquer coisa, retirando o fato de já ter colocado a panela que irá somente a água — além de não esquecer de ir adicionando água para ela não queimar — eu preciso achar a minha panela menor — a que virou um carvãozinho quando a esqueci no fogo. Ela ficou dois dias de molho, fiquei à espera de um milagre para que deixasse limpinha, ou pelo menos quase.  Já que ela nunca mais será brilhosa e com aquele brilhinho de novo, agora ela está toda arranhada e com umas manchinhas pretas. Essa que é o que queimou e eu não consegui tirar.

Realmente, era uma vez uma panela bonita.  

— Agora Daishi você quebra a barra e não a pia, ela tem que ficar inteira, extremamente necessário que ela fique inteira! — Olho para a parte que quebrou na minha primeira tentativa, quando soquei a barra e só vi o granito, esse que me garantiram ser de qualidade, de primeira, cair no chão. — Por isso filho coloque o chocolate em uma sacolinha, se sente no chão, ou fique em pé, e a jogue; se quebrou bem, se não quebrou joga de novo até que uns pedaços se soltem. — Pego a barra, enrolando-a em um saco plástico e a solto no chão; o som produzido assusta a criança que arregala os olhinhos de jabuticaba. 

Olho para a criança que acompanha tudo de perto, se bem que ele não tem muita opção. Ele está na cadeirinha, em cima da mesa, essa que fica bem longe do fogão; agradeço aos céus por ele ser muito novinho e não aguentar se mexer muito, na realidade Daishi é um preguiçoso de carteirinha, dorme e mama, mama e dorme, durante as pausas ele faz as suas necessidades, mas só durante as suas pausas ou entre esses acontecimentos. 

Sinceramente ele dorme bem de dia, apagada durante a noite e só acorda para mamar, sou muito sortudo! Embora ele chore muito quando não me vê na parte da manhã, tanto que passei a levar ele para a faculdade; meu bebê de um mês já cursa medicina, embora pareça aqueles vagabundos que só dormem, ou que ficam metade da aula abrindo a boca e louco para o sinal tocar! Pessoas assim são iguaizinhos a Daishi! Ele até sorri quando o sinal toca, mas não nego que nós dois já tiramos altas sonecas juntos em sala de aula. Mas fora o fato dele parecer encarar muito o relógio quando está acordado, ele se comporta bem em sala de aula, um verdadeiro anjinho. 

O lugar dele é do lado do meu, o que foi uma benção, pois não sou muito fã do meu antigo colega. A gente nunca se deu bem, na realidade nem vamos com a cara um do outro.

Meu filho leva até um mochilinha, embora o seu material se resume a: duas trocas de roupa e seis fraldas, além de três mamadeiras com a fórmula e garrafas de água mineral. Ele fica fofo com o uniforme da faculdade, embora odeie a versão verde dele, mas ele fica muito fofo na roxa e na branca, mas é na preta que ele fica um sucesso de adorável no nível hard. Ele fica tão fofo! Mas tão fofo, que eu na inveja passei a usar blusas que combinem e em levar uma troca da mesma cor da dele. 

Assim ficamos lindos, no auge da beleza, andando pelo campus. Desfilando como se estivemos em uma passarela. 

— Não quebrou foi nada! Isso é feito do que dê, de ferro? Misericórdia, o chocolate duro do cão! — Finjo um sotaque fazendo-o sorrir. — Levanta bem alto! Aí joga, de novo, no chão. — Solto a embalagem, fazendo com que Daishi se assustasse.

Pego o meu menino assim que vejo o beicinho se formar é as primeiras lágrimas caírem, tento deixá-lo calmo; arrisco até mesmo a cantar uma cantiga, não gosto de vê-lo chorando. Amo o rostinho sorridente dele, vê-lo com os olhos pequenos devido ao sono, até mesmo quando ele acorda é muito fofo, principalmente quando ele não reconhece onde está e fica com cara de perdido! Mas quando junta ele e a Hinata, é tipo: saí que os docinhos chegarem. 

Ela o ama, ama tanto que me deixa de lado, na mão, obrigando a fingir que não tenho nenhuma ereção e nem que quero seu corpo nu, pois Daishi e a fralda suja são a prioridade! Ele está no topo de qualquer lista existente, não importa o motivo ele está liderando e assumindo o primeiro lugar, isso inclui priorizar a troca de fraldas, a mamadeira quentinha e a hora da soneca, sexo só se tivermos tempo! Só se tivermos; senão eu fico na mão e ela paparicando o bebê.

Virei terceira opção, embora tenha dias que eu sou a quarta e em outros a quinta. Triste, mas é a realidade. Se bem que é o único jeito de cuidarmos do bebê, afinal somos pobres — pelo menos eu — e não temos condições de mantê-lo sem que ele passe necessidade, por isso eu peguei firme no hospital e Hinata em uma padaria, ela é esforçada, cuida dele e de mim, ao mesmo em que eu cuido dele e dela. 

Somos uma família, uma bem bugada por sinal; afinal meu filho é uma benção fofa, a minha namorada um chuchu e eu sou Sasuke, sem nada a acrescentar. Sem apelido fofo, mas fácil me chamarem de a reencarnação da preguiça do que fofo, amorzinho, bebê, pessoa mais fofa! Iti que vontade de dar na cara. 

— Desculpa filho, papai vai descobrir outro jeito de quebrar o chocolate sem te assustar, mas o que acha de ir na faculdade buscar a mamãe? —  Afago os cabelos pretos, tocando-o delicadamente. — Ela disse que hoje iriamos ver o vovô, sua mãe deve estar louca para dar na minha cara e por isso vai me levar na casa do pai dela. Da última vez ganhei um soco do Neji e dois pé na bunda do Hiashi, agora vou sair de lá é ir direto para o hospital. Filho nem a sua fofura me salva hoje. 

Sorri triste ao imaginar o meu futuro, o meu triste e amargo futuro; hoje eu vou apanhar sinto isso no fio branco que me apareceu na semana passada na minha cabeça.

— Iti que o papai vai desligar essa panela, pegar a sua roupinha favorita, essa que na glória é preta e vamos ver as pessoas que eu nunca quis que você conhecesse. 

O deito em meu colo, observou Daishi abrir e fechar a boca lentamente, ele está com tanto sono, mas se nega a fechar os olhos e a dormir. 

Nós encontramos a mãe dele, a mulher tentou tirar dinheiro do namorado — esse que nada no dinheiro, bem diferente de mim, pobre sem nem onde cair morto. Ela tentou o usar o fato dele sempre dar sêmen para uma mesma clínica, para lhe dar um golpe. Ela estava tão obstinada que subornou o laboratório para que dessem o fraco dele, mas confundiram e deram o meu; quando ele nasceu é ela viu não tinha nada a ver com pai — esse loiro e de olho verde —, ela voltou na clínica de merda, que deu o meu endereço após ela dizer que os denunciaria.

Foi assim que ela descobriu que Daishi era meu filho, a mulher tentou procurar a minha mãe, que fez piada e disse que é mais fácil o Gaara, namorado de Itachi, engravidar do que eu! Olha a bosta que a minha mãe falou, foca nisso, pois foi graças a isso que ela o deu para mim!

Mas o karma é algo maravilhoso! Lindo! Dois dias depois ela foi presa, ri com gosto — quase mijei na roupa do tanto que eu ri, parecia mais uma hiena engasgada — quando me contaram, pois ela abandonou Daishi! Ela errou feio, mas quando me viu com ele, com o menino sendo bem cuidado e comigo usando uma aliança de prata pura ela mudou de ideia, até soltou umas lágrimas de crocodilo, mas não me convenceu, afinal quando ela o deixou nem pensou duas vezes.

Depois colou em mim com uma cara de arrependida, com umas lágrimas de vaca perdida do rio Amazonas — esse xingamento foi inventado pela Hinata que surtou, e surtou legal — e chorou para o juiz devolver o menino, mas ela chorou tanto, mas tanto que nem acreditei que cobra fosse capaz de derramar tanta lágrima. Clamou dizendo que cuidaria bem dele, que não faria algo assim novamente, mas que precisaria de uma pequena contribuição por parte de mim para criar o menino. Foi nesse momento em que tive que segurar Hinata, a minha princesa é uma pessoa calma, raramente levanta a mão para alguém, tanto que quando a vi partindo para cima da mãe do meu menino fiquei com medo; tentei segurá-la, ganhando de brinde duas cotoveladas nas minhas costelas e uma no queixo. 

Hinata não gostou da fala dela, na realidade ninguém dentro da pequena sala gostou; soou tão gananciosa, como se o bebê fosse somente uma fonte de dinheiro, não um membro de sangue, um serzinho que precisa de amor e atenção. Ela me desapontou, desapontou ao ponto de me dar nojo. 

Ela em momento algum quis o Daishi, ela queria o dinheiro que o sobrenome Uchiha daria a ela, além da fama, por ser a mãe do primeiro herdeiro dessa geração. 

Mas ela é um assunto do passado, mesmo sentindo que um dia esse fantasma do matusalém vai voltar para me assombrar. 

— Bebê vamos ver a mamãe, depois conhecer o tio Lu... digo tio Neji e o seu avô Hiashi; hoje vai ser um dia cheio — de longe já sinto o cheirinho da bosta. 

[...] 

— Eu disse que ia dar ruim! Estava sentindo isso na minha unha encravada! — Exclamou enquanto Neji me olha torto e o pai de Hinata me xingando pelas minhas tatuagens, pelo meu cabelo lindo e sedoso, além dos meus piercing. — Olha o Daishi é muito novo para ficar órfão, vou vazar que nem água e ir embora, se necessário uso até um bueiro, só pra fugir dos seus parentes! 

Ando apressado indo até o carro, Daishi está com uma carinha fofa meia amassada. 

— Meu pai não vai te matar... — Ela sorri, enquanto eu arregalo os olhos. 

— Se aquele olhar não simboliza que ele quer o meu corpo sem vida, então eu não sei o que ele significa! — Levanto um dos meus braços. 

— Deixa de ser covarde. — Ela ri, enquanto eu faço o mesmo, mas o meu é de nervoso. 

Sabe o que me aconteceu quando eu pedi Hinata em namoro? Eu perdi três tufos de cabelo, fiquei meio careca bem no meio, tive que cortar o cabelo e dizer que foi um acidente, mas foi só o meu sogro sendo vingativo; mas Neji foi pior, o filho da peste colocou meio mundo de pimenta na minha comida. Quase chamei o corpo de bombeiros no dia seguinte, sabe quando fui fazer o número dois o meu bumbum parecia estar em chamas! Doía tanto, mas tanto, que se eu fizesse só mais um pouquinho de força eu chorava. 

Fiquei dois dias ruim, não tinha forças para nada.

— Covarde? Da última vez quase perdi a bunda e o cabelo, agora eu vou perder o que? O meu pau? — Ela olha para baixo. — Você quer que eles tirem o Junior de mim? — Pronuncio chocado. — E o amor por mim acabou? 

— Não é isso... 

— Está brava por causa da peste da mãe dele? 

— Já disse que eu sou a mãe dele! 

— Então quer que eles me castiguem por qual motivo? 

— Nenhum. 

— Nenhum? Então porque não diz isso olhando nos lindos olhos pretos! E nos de jabuticaba do Daishi? 

— Não posso... 

— Pois? — Eu quero ouvir ela dizer. 

— Quero que eles conheçam o nosso filho, o Daishi. Já parei de me importar com o detalhe dele ser um acidente, já estamos com ela há um mês! Um mês que você se tornou pai e eu mãe, ele nos fez pessoas melhores — ou quase melhores ainda sou um desastre na cozinha, ainda bem que ela não viu a minha pia, aquela que remendei com super cola e durex. 

— Sério, que é só isso? Que não quer me punir, nem me fazer sentar com o seu pai tendo um clima super tenso, onde eu fico mexendo os meus dedos ou crio uma pose de durão insensível... Daishi, filho, faz cara de mau! — O bebê fecha a cara, pego o mini óculos escuro, enquanto tiro o meu do bolso. — Com cheirinho de Johnson Baby eu cheguei para te arrasar! E eles nem são a Marilene. — Olha eu roubando as coisas que irei da internet e aplicando na vida real. 

— Você não existe! — Hinata exclamou entre risos. 

— Vou deixar mesmo de existir se eu não controlar a boca. Misericórdia, que a minha sexta melo.


Notas Finais


Obrigada por terem lido!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...