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História Chocolates para você - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Chocolates para você - Capítulo 1 - Capítulo único

Se Ochako soubesse que faria toda essa sujeira e daria tanto trabalho fazer chocolates, ela provavelmente teria mudado de ideia antes de começar. Mas agora já estava quase na metade e não poderia desistir. Os chocolates tinham que ficar prontos, pois no dia seguinte eles já seriam entregues.

Ah, esse dia... A morena vinha planejando há um tempo, pensando nas melhores maneiras de conseguir se declarar para o garoto que gostava. Em todas elas o garoto a explodia em mil pedacinhos, menos em uma... Ela faria chocolatinhos, colocaria um bilhetinho e enfiaria na mochila dele quando a sala estivesse vazia. Bakugou jamais desconfiaria dela e nem ameaçaria explodir tudo. Só vantagens.

Se a perguntassem quando ela começou a gostar do garoto explosivo, seria difícil de responder. Tudo começou com um trabalho que ela foi sorteada a fazer com ele. Daí, ela pode concretizar o que ela sempre havia pensado: ele era mais do que um pavio curto. Bakugou era inteligente, engraçado de um jeito sarcástico, organizado e, óbvio, bonito. Após o trabalho, ela continuou falando com ele e, aos poucos, foi percebendo como ele poderia ser legal com quem queria e respeitava – o que a deixava feliz, já que ele era bem legal com ela. A partir disso, não foi difícil começar a desenvolver uma paixonite pelo novo amigo.

Entretanto, a garota não havia pensado nem planejado direito tudo isso, já que em seus planos a cozinha ficava bem menos bagunçada e ela bem menos cansada. Suspirou alto e passou a parte de trás mão na testa, terminando de derreter o último chocolate para colocar na forma. Sua atenção foi desviada quando ouviu o barulho do elevador. Assustada, ficou sem saber o que fazer... Ela havia justamente esperado todo mundo subir pra dormir pra começar, pra não ter perigo dele nem ninguém ver. E agora? Enquanto pensava no que fazer, a pessoa que desceu do elevador chegou na cozinha – e não poderia ser pior.

- B-bakugou-kun! – ela tentou manter a calma, mas falhou miseravelmente. – O que faz a-aqui?

- Beber água, cara redonda – ele revirou os olhos e foi em direção ao filtro. Ele percebeu que a garota o seguia com o olhar e estava com uma cara muito estranha de quem estava aprontando alguma coisa e falhando em disfarçar. – O que você está fazendo?

- A-ah, n-nada! – ela sorriu amarelo.

- Aham, sei – ele semicerrou os olhos na direção dela e começou a se aproximar, deixando que a curiosidade tomasse conta de si. – Sua cara não mente.

Uraraka tentou ficar na frente e tampar o que estava fazendo, mas o loiro simplesmente deu a volta no balcão para ver o que ela tanto queria esconder. Ele franziu o cenho ao ver que ela estava fazendo chocolates, sem entender qual era o motivo de querer tanto esconder aquilo, já que nem era algo proibido nem nada.

- Tá com essa cara fodida por causa de chocolate? – ele arqueou a sobrancelha pra ela.

- Bem, é que... E-eu estou fazendo para... Ahn, entregar – ela coçou a nuca, sem graça.

Ele fez uma careta, sem entender do que ela estava falando. Mas assim que a o rosto dela começou a ficar vermelho, ele logo se lembrou... Era Dia dos Namorados no dia seguinte. E ela com certeza estava fazendo para entregar para a pessoa que ela gostava – que com certeza era o Deku. Bakugou soltou um resmungo e fechou a cara. Só de pensar nela entregando aquela merda, ele já sentia vontade de explodir o nerd.

- Perda de tempo – ele resmungou.

- Não é, não! – ela fez um bico.

Ele estalou a língua e revirou os olhos. Aquela cara que ela fazia quando era contrariada era muito fofa. Uma pena estar sendo arruinada pelo fato dela estar planejando um presente para outro. Sim, ele se estava incomodado até demais com isso. Se pudesse escolher, Bakugou talvez preferisse nunca ter se aproximando tanto dela ao ponto de se sentir assim.

- Que seja – ele deu de ombros, tentando fingir indiferença. – Eu vou subir de volta.

- Boa noite, Bakugou-kun! – ela sorriu.

Ele nem ao menos se deu ao trabalho de responder, apenas foi embora e a deixou aliviada, já que agora poderia terminar seus chocolates. A garota havia ficado tensa quando o viu descer e mais ainda quando ele se aproximou para ver o que ela fazia, pois ela tinha receio dele perceber que ela estava fazendo os chocolates para ele. Para sua sorte, Bakugou pareceu não ter reparado num pequeno chocolate em forma de granada que ela tentava fazer. Suspirando, ela voltou ao trabalho.

 

xxx

 

Se Bakugou falasse que conseguiu dormir bem e ter bons sonhos, seria uma puta mentira descarada. Nunca achou que estar gostando de alguém poderia ser tão horrível assim. Só de olhar para aqueles chocolates em forma de coração, sentiu que o seu próprio coração havia se quebrado. Mas claro, era idiota em achar que a morena poderia sequer cogitar gostar dele. E mais claro ainda: não tinha nem como ela imaginar que ele gostava dela, quando seu orgulho era tão grande e difícil de se pisar.

Claro, por que ele iria ao menos tentar falar com ela? Uraraka já gostava de alguém, que provavelmente teria mais coragem do que ele em demonstrar seus sentimentos e a trataria como a deusa que ela é. Balançou a cabeça irritado e tentou voltar a prestar atenção na aula, tentando afastar todos aqueles pensamentos toscos que assolavam sua mente toda vez que olhava aquele rosto angelical.

Para a alegria dos dois, o horário do almoço não demorou em chegar. Tudo que Bakugou mais queria era sair logo daquela sala e ficar longe daquela garota, que só causava rebuliço em sua mente. E Uraraka não poderia ficar mais feliz por ver que o loiro já havia saído da sala, assim como grande parte dos colegas.

- Vamos, Uraraka-san?

- Eu já vou, Deku-kun! – ela respondeu e sorriu. – Eu... Vou dar uma passada no banheiro antes, então vocês podem indo!

Os amigos estranharam, mas acabaram indo na frente. A morena correu até a porta e olhou para o corredor, tendo a certeza que os amigos haviam ido. Era agora! Ela correu até a própria bolsa e pegou o pacotinho de chocolates que havia feito. Não estava tão lindo quanto ela gostaria, mas havia feito com capricho e até mesmo colocado um bilhetinho fofo. Apressada, ela correu até a mesa do Bakugou e se abaixou para guardar o pacote na mochila dele, sem nem perceber que alguém havia aparecido na porta.

- O que você tá fazendo?

Merda.

De todas as pessoas que possivelmente poderiam aparecer, tinha que ser justamente o dono da mochila? Puta que pariu, agora ela estava fodida. Levantando devagar, a morena se virou, dando de cara com o loiro que já estava próximo dela e com cara de poucos amigos.

- Ah... E-eu... Eu... – a morena tentava falar, mas as palavras lhe fugiam.

- Tava mexendo nas minhas coisas, bochechuda? – ele cruzou os braços e fechou a cara.

Bakugou estava mais confuso do que bravo, sem entender por qual motivo ela possivelmente poderia estar mexendo na mochila dele. Ou talvez ele tenha visto errado e ela estava apenas pegando algo que caiu próximo dali? Não, seria ingenuidade demais acreditar nisso. Ela estava pronta para abrir a mochila dele e ele ficava até feliz de ter esquecido seu celular na mochila e ter tido que voltar pegar, assim teve a chance de a pegar no flagra. Agora só precisava saber...

- O que você quer nas minhas coisas? – ele arqueou a sobrancelha.

As palavras pareciam que não saíam e Uraraka passou o pacotinho de uma mão para a outra, para assim usar a mão livre pra colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha. Foi então que Bakugou percebeu o que ela tinha em mãos. Eram os chocolates de ontem? Ele franziu o cenho enquanto a observava atentamente. Que diabos ela tava fazendo com eles ali? Colocando na mochila dele? Não, impossível. Ela deve ter errado de mochila, confundido com a do nerd.

- Ah, você... Eu tava... – a morena respirou fundo, tentando reunir coragem. Ela abaixou a cabeça e esticou os braços, enfiando o pacotinho nos braços do garoto. Já estava tudo dando errado mesmo, teria que mudar seus planos de confissão. – Eu... Eugostodevocê! – saiu tudo atropelado, mas ele foi capaz de ouvir.

Choque. Era essa a expressão no rosto do garoto. Então aqueles chocolates... Eram pra ele? Estava sonhando? Olhou pro pacote que ainda não havia pego das mãos dela e havia um bilhetinho, escrito na caprichosa letra da garota: “Feitos com amor. Espero que goste.”

Bakugou pegou o pacotinho, ainda sem saber o que dizer ou reagir. O que ele mais gostaria de fazer naquele momento era dizer que também gostava da garota e abraçá-la, mas seu corpo parecia não reagir ao que seu coração disparado mandava.

A morena levantou a cabeça e encontrou o garoto espantado, travado na frente dela. Pensando que talvez tivesse estragado qualquer chance, ela achou melhor só sair dali. Mordendo o lábio nervosamente pra evitar chorar, empurrou o garoto levemente pro lado e saiu correndo da sala, deixando um Bakugou ainda mais confuso pra trás.

 

xxx

 

Qualquer um dos dois que dissesse que conseguiu prestar atenção nas aulas após o almoço estaria mentindo. Uraraka só pensava em como havia sido um desastre a sua confissão, sentindo um amargo crescer dentro de si e seu coração doer a cada batida. E Bakugou a encarava indiscretamente, pensando em mil e uma maneiras de tentar ir falar com ela e dizer que sente o mesmo – afinal, agora que sabia que não seria rejeitado, tudo se tornava mais fácil. Ou quase.

Quando as aulas acabaram, o loiro não conseguiu ver nem sombra da morena, que provavelmente voltou correndo pro dormitório. Durante o jantar, seus olhos procuraram por ela, mas também falharam em encontrá-la. Subiu de volta para o seu quarto, frustrado por, sem querer, ter arruinado o que poderia ser um bom Dia dos Namorados para os dois. O loiro resolveu ir até sua varanda respirar ar puro, enquanto ainda pensava em como abordar a morena. Ao se apoiar no parapeito, reparou que alguém estava sentado no banco do pátio. E, para sua sorte, era quem ele mais queria.

Bakugou correu pegar uma blusa e desceu às pressas para o térreo, torcendo para que a garota ainda estivesse lá. Abriu a porta pro pátio com força, felizmente a vendo ali ainda.

- B-bakugou-kun?! – ela o olhou, assustada com a repentina chegada dele. O garoto se aproximou e sentou-se ao lado dela, ainda sem saber ao certo como abordar o assunto com ela. Uraraka sentiu o nervosismo tomar conta de si. – E-eu... Você... Poderia só esquecer?

- O quê? – ele a olhou confuso.

- Hoje. Fingir que não te dei nada, que... Você sabe – ela abaixou a cabeça e sua voz saiu quase um sussurro, mas ele a ouviu.

- Que merda é essa, cara redonda? – ele falou em um tom levemente bravo. – Não posso simplesmente esquecer.

- Entendo... – ela suspirou. – Poderia... Não contar a ninguém, então?

- Eu meio que esperava poder contar pra todos esses figurantes – ele respondeu e ela o olhou, um pouco triste. Não imaginava que ele iria se divertir às custas do sofrimento dela. – Porque eu esperava que... Você sabe... – ele pigarreou para tentar se forçar a falar, mas mesmo assim sua voz saiu bem mais baixa. Seu rosto já pegava fogo antes mesmo de completar a frase. – Pudéssemos... juntos...

- Quê? – e o olhou confusa, sem conseguir ouvir direito o que ele falava.

- Oh, porra... Você saiu correndo antes que eu pudesse responder essa merda! – ele resmungou. Ela agora estava prestando mais atenção nele do que ele gostaria. Respirou fundo, soltando o ar pela boca junto com as palavras. – Eu aceito seus sentimentos.

O rosto dele ficou ainda mais vermelho e quente após a última frase. E o olhar incrédulo dela sobre ele não ajudava muito na situação. Ela abriu e fechou a boca umas duas vezes, com o cenho franzido em confusão.

- Mas você... Demorou...

- Lógico, Uraraka! – ele revirou os olhos. – Quem consegue reagir direito com chocolates enfiados na cara e uma declaração daquelas, cacete?

- Então, quer dizer...

- Que eu gosto de você também – ele reuniu toda a coragem que tinha e pegou ambas as bochechas dela nas mãos, fazendo os dois corarem fortemente. – E... Você sabe... Espero ficar com você e essas merdas aí.

Ela sorriu, sentindo seu interior se encher de borboletas e os olhos marejarem de alegria. Uraraka assentiu levemente com a cabeça e o loiro sorriu gentil de volta, o que era muito raro de se ver. Bakugou se aproximou devagar da garota e selou seus lábios no dela. Um beijo rápido, que foi mais um tocar de lábios envergonhado, já que nenhum dos dois tinha experiência nisso.

A garota sorriu e se ajeitou no banco, ficando mais próxima e passando um dos braços dele atrás de si para ficarem abraçados. Uraraka encostou a cabeça no ombro do garoto, que encostou sua cabeça sobre a dela. Ambos direcionavam seus olhares para o céu, observando as estrelas e, por vezes, trocando olhares tímidos.

Ficaram ali abraçados, felizes por terem seus sentimentos aceitos e curtindo a presença um do outro até a hora do toque de recolher.

No fim, havia sido um bom Dia dos Namorados.


Notas Finais


Começo as notas dizendo: TÁ VENDO, MILENA, DÁ PRA TER MAL-ENTENDIDO E ACABAR FELIZ, HAISUEHISAUEHSAIE. Eu tô brincado, eu só gosto de encher seu saco ♡ Você sabe que amei sua fic daquele jeito ♡

Tema de hoje tava bem na cara, né? HASIUEHSA.
Apesar de ter achado que o final ficou meio mé, ainda sim até gostei. Eu acho.

Bom, espero que tenham gostado! ♡
Nossa semana kaccako tá acabando. Vou sentir falta dela, apesar de todo o trabalho. Amanhã será o último dia, com um tema que era fácil, mas eu apanhei, HASUIEHSA.
E já adianto para amanhã: separa a caixinha de lenços, que lá vem o trem das emoções hihihi

Até lá! ♡


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