História Choices - Capítulo 11


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Nathaniel
Tags Amor Doce, Castiel, Nathaniel
Visualizações 17
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acho que vocês vão se apaixonar um pouco por esse casal. Gostam mais da Mia com o Castiel ou com o Nathaniel?

Capítulo 11 - Carry You


Um tempo antes em Los Angeles.

Tentava equilibrar os livros em suas mãos, e segurar o celular em sua orelha, enquanto deixava a sala, na qual assistiu sua última aula do dia. Nenhum de seus colegas se disponibilizou a ajuda-la, e isso fez com que revirasse os olhos. As maravilhosas consequências de ser praticamente uma pessoa anti-social.

— Deixa eu ver se eu entendi...Você está no Egito, é isso? — perguntou incrédula. Não acreditando que Chani tinha saído de Paris tão rápido assim, a garota do outro lado da linha riu do tom da amiga.

— Sim, bem, eu precisava de inspiração para fotografar, e as paisagens de Paris estavam me causando tédio. — diz, como se não fosse nada.

— Até porque a cidade luz é bem monótona. — Mia debocha, e agradece mentalmente, quando consegue fazer uma manobra para colocar dois de seus livros dentro da sua bolsa Channel.

— Não vou discutir com você sobre Paris ser movimentada ou não...Falaremos do fato de Rosalya ter me dito com todas as letras que você está apaixonada por um cara, mas, não admite. — A Grey gargalhou disso.

— A essa altura você já devia ter notado que a Rosalya fantasia sobre muitas coisas...Eu apaixonada, Emma? Sério? — questiona divertida.

— Bom, a descrição do comportamento que ela disse que você estava tendo, denuncia isso. — a outra argumenta.

— Não há comportamento diferente...É como todas as outras vezes, com todos os outros caras. E além do mais, já transamos, e ele não pode querer mais do que isso de mim, se contarmos com o fato de que o cara é um completo galinha. — comenta incomodada.

— Hum...Espera, do jeito que você falou faz parecer que se ele tentasse algo conseguiria. —Chani nota.

— Não importa, Chani...Ele e eu...Não vai acontecer, porque... — antes que Mia terminasse a frase, algo aconteceu e chamou sua atenção. Ali no fim do corredor, um Castiel sorridente a esperava.

Ele acenou com a cabeça, e seus olhos brilharam quando encontraram os de Mia.

— Por quê?... — Chani esperou uma resposta.

— Eu tenho desligar. — Mia avisa, e sem nem esperar uma despedida, faz isso.

Ela caminha em passos lentos até onde Castiel está, e vai até lá tentando conter o sorriso que quer tomar conta de sua face, por ele ter aparecido, mesmo depois dela te-lo dado o que o queria. Isso era tão patético que em meio ao sorriso que queria expressar,  supôs que merecia um tapa na cara também.

— Tenho medo da resposta, mas, tenho que perguntar, como descobriu onde eu estudo? — Mia indagou, encarando ele com diversão.

— Tenho meus contatos, Mia Grey...Sei como comprar um dos funcionários da administração do clube para saber sobre você. — diz ainda sorrindo, fazendo ela finalmente sorrir também.

 —O que está fazendo aqui, Castiel? — ela precisa saber. Precisa entender, porque ele ainda está lá. Porque ainda insiste.

— Eu queria te ver. — explica e então suspira. — Eu precisava te ver. — admite por fim, fazendo Mia apertar o único livro que resta em suas mãos, com força. — Eu queria saber se só fui eu, que sentiu algo a mais do que desejo físico ontem. — conta e Mia engole a seco.

Aquilo era um jogo, era isso. Castiel queria que ela admitisse como se sentiu diferente, para depois usar contra ela.

— Sim, suponho que só você tenha se sentido assim. — veste seu melhor traje de indiferença.

— Dá para parar de fingir? Me deixa quebrar esse muro que te impede de se aproximar das pessoas. — Castiel pede de um jeito sério.

— Dá para para de fingir você. Fingir que me acha diferente das outras mulheres com quem transou, fingir que me acha especial, e que quer algo a mais comigo. — ela praticamente grita.

— E se eu quiser? — grita de volta.

— Problema seu. Não estou disposta a ser usada por um babaca qualquer para ele provar a si mesmo que pode conquistar até a mais difícil das mulheres. — devolve.

 

— Só mais uma chance. — ele pede. — Uma chance para eu descobrir porque gosto de você assim, e porque estou tão obcecado em te ter. — complementa.

— Não. — Mia nega. — E quer saber? Não me procure mais com esse papinho clichê, tenho muito mais o que fazer, do que perder meu tempo, com um idiota que acha que me engana. — dada essas palavras, Mia começa a andar em direção a saída, deixando um Castiel incrédulo para trás.

[...]

Castiel encarava o copo de whisky intocado, fixamente, como se ele fosse lhe dar as respostas que precisava. Estava no apartamento de Lysandre, enchendo a cara, enquanto o amigo estudava para uma prova importante que teria na faculdade. Havia sido para lá que tinha ido, depois que recebeu um fora épico de Mia Grey.

— Okay...Isso está começando a ficar preocupante, eu nunca te vi ficar assim por garota nenhuma, Castiel. O que está havendo? — Lysandre larga a caneta em suas mãos,  e questiona.

— Eu não sei...Aquela garota me afeta, Lysandre. Ela me enlouquece, desde que eu a conheci, ela não sai da minha cabeça, é como se ela estivesse impregnada. Tudo nela me atraí, seus olhos, sua voz, suas respostas e o sorriso dela... Ela sorri e seu rosto se ilumina como um amanhecer sem nuvens. É de tirar o fôlego. — fala lembrando-se de todos os detalhes de Mia.

Lysandre arregala os olhos, e sem a permissão de seu amigo ele toma o Whisky de Castiel e toma o líquido do copo, em um gole só.

— Você está apaixonado por Mia Grey, Castiel. — afirma, fazendo o outro quase engasgar.

— Isso...Isso é ridículo, Lysandre...Eu apaixonado por aquela mulher? Não!...Você já viu como ela é chata? Qual é! o clichê para caras como eu é se "apaixonar" por mulheres virgens e que são completamente puras...Não, alguém como Mia Grey, que sabe cada detalhe sórdido da vida. — se revolta com a afirmação do amigo.

— Você não entende? Isso é uma espécie de castigo do universo. Você se apaixonou por a única mulher que não acredita em você. — Lysandre o comunica.

— Não...Ela nem é tudo isso...Ela é só atraente...Sexy...Inteligente...E...Isso não pode estar acontecendo, Austin...Eu não estou apaixonado...Não estou apaixonado por uma louca. — ele se desespera.

— Certo, você não está...Então, como é beijar Mia Grey? — questiona como quem não quer nada.

— Sei lá, é como ter uma amostra grátis do paraíso por alguns segundos. — descreve e depois nota o que falou. — Eu estou apaixonado por Mia Grey. — confirma frustrado.

— Você está ferrado. Muito ferrado. — seu melhor amigo diz, se divertindo com isso.

— O que eu faço? O que um cara faz quando se apaixona? — ele não entende.

— Ele luta pela garota. — Dave lhe diz. — Ele entra em um relacionamento exclusivo com essa garota. — explica.

— Uou...Isso é terrível, tipo sem sexo com outras garotas? — parecia um garotinho no primário.

Olha o que Mia Grey fez com ele.

— Bem, se o sexo com ela for bom o suficiente, a falta de outras compensa. — debocha.

— Ele é bem suficiente. — Castiel garante. — Suficiente demais.

[...]

O suor descia por sua face, de maneira exagerada, a medida que ela rebatia mais uma bola. Estava ficando cada vez melhor. Nem piscava para ganhar de seu oponente. Faltavam homens que aguentassem a pressão de jogar com Mia Grey na quadra.

Faziam dois dias desde que dispensou Castiel, e em segredo havia repensado umas mil vezes sobre sua atitude. Não era arrependimento, era algo do tipo, pensamento de como teria sido, se não tivesse feito.

Grunhiu de frustração quando os toque dele em seu corpo passaram mais uma vez em sua mente, e isso fez ela errar um rebate. Logo, ela sinalizou, avisando que não queria mais jogar.

Enxugou seu rosto com uma toalha, e deu a si mesma o direito de sentar-se por um instante, para descansar. Não só seu corpo, como também, sua mente.

Só que por hora seu descanso não durou muito, já que uma figura que queria — mas, não esperava. — ver, surgiu, descendo as escadarias que levariam a quadra. Lá estava Castiel, não tão receptivo quanto da última vez que se viram.

Ele chegou até ela, mais rápido do que Mia previa, e completamente irritada, ergueu –se e levantou-se do banco, a tempo de estufar o peito para enfrentar uma discussão com ele.

— Vem cá, Castiel. Você persegue todas as garotas com quem transa, ou essa sisma é só comigo? — antes dele falar qualquer coisa, ela joga essa pergunta em seu colo.

Ele olha em volta, de forma lenta, antes de dar uma resposta para isso.

— Bem, você sabe que eu tenho um lance com você. — olha para um ponto específico, enquanto fala, nem lembrando como seria a entrada triunfal, que planejara fazer, segundos antes.

— Um lance comigo? — Mia repetiu incrédula. — Você está sonhando acordado. — ela afirma.

— Okay...Será que pode parar de se fazer de difícil e aceitar sair comigo de novo? — Castiel pede, na verdade, quase implora.

— Não. — Mia continua firme.

— Qual o problema em sair comigo, afinal? — ele quer saber, e Mia ri com escárnio.

— O problema? — repete algo que ele diz, pela segunda vez. — O problema é que você está me chamando para sair, enquanto olha para o traseiro de uma loira aguada na piscina. — ela expõe o problema, e o distraído Castiel finalmente a olha nos olhos e bufa de frustração.

— É...Você está certa, sou um idiota...Mas, sou um idiota que quer sair com você. — lhe comunica.

— Por favor não acredite que você me encher o saco, até eu explodir, me fará ceder. — Mia pede com deboche.

— Tudo bem. — ele fingiu que tinha desistido, até fazer algo completamente ridículo. Se ajoelhar no chão, e puxar a mão de Mia para si. — Eu estou implorando, jogado aos seus pés, Mia Grey, aceite ter um maravilhoso encontro comigo. — ele dramatiza, enquanto Mia se segura para não rir,

— Você é louco, Castiel. — ela afirma, e ele sorri.

— É...Atualmente, tenho estado bem louco por você. — lhe informa.

— Está bem...Eu aceito sair com você. — ela ri, enquanto diz isso, e sem mais delongas, ele se levanta, e a presenteia com uma expressão de pura felicidade.

[...]

— Então, o que vamos fazer dessa vez? — Mia indaga, sentada ao lado de Castiel, enquanto ele dirige pelas ruas movimentadas de Los Angeles, rumo a um destino desconhecido. Ele a olha pelo canto do olho e sorri.

— É uma surpresa. — avisa, e logo volta a prestar atenção na estrada.

— Devo ter medo do que você planeja? — ela questiona curiosa.

—Você deve ter sempre medo do que eu planejo. — essa é a forma de Castiel tranquiliza-la, e isso faz  gargalhar.

Uma risada tão natural, que nunca deu na vida.

Depois de exatos vinte minutos, Castiel estacionou na garagem de um prédio no centro da cidade. Se assemelhava com algo empresarial. Mia desceu do carro rapidamente, sem dar tempo de Castiel, ser um cavalheiro e abrir a porta do carro — se é, que faria isso. — .

Dessa vez, ela não perguntou, apenas aceitou a mão que Castiel ofereceu, e assim seguiram os dois para o elevador.

Ele só parou lá em cima, especificamente no heliporto do prédio. Onde nada mais, nada menos que um Helicóptero azul marinho, com a inicial "C" grifada em cinza, estava estacionado.

— Preparada para o melhor voo da sua vida, Mia? — ele questiona divertido.

— Por favor, não diga que você pilota. — ela pediu, ao notar que não havia mais ninguém ali.

— Tudo bem, eu não digo. — Castiel diz, e ela gargalha.

Não demora muito para uma corajosa Mia, estar dentro do helicóptero, enquanto Castiel a prende em todos os cintos de segurança possível e lhe passa seu fone de ouvido.

Logo, ele próprio já está pronto, e inicia o voo mais interessante da vida de Mia. Dali de cima eles podiam ver cada detalhe da tão amada Los Angeles, ver até o que passava despercebido em outras ocasiões. Mia apontava para cada coisa especial que encontrava como uma criança que ia pela primeira a um loja de brinquedos.

Castiel acaba a contando que conseguiu essa licença alguns meses antes, e que gostava de pilotar como hobbie.

Eles acabaram o passeio cerca de uma hora depois, e quando saiu de dentro do helicóptero, Mia parecia extasiada.

— Arrependida? — Castiel questiona com desdém.

— Cale a boca, Castiel, não estrague o momento. — ela pede divertida.

— Acho que depois desse passeio, mereço outro encontro. — ele anuncia e Mia sorri.

— É...Você merece. — concorda.

 



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