História Choices - Capítulo 21


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Nathaniel
Tags Amor Doce, Castiel, Nathaniel
Visualizações 15
Palavras 2.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como o esquema dos capítulos anteriores vou postar dois, o do passado e futuro e peço que não comentem apenas no último
o último capítulo no passado que a Mia faz parte de fato, os outros serão só flashbacks. Há um nome nele nunca mencionado que talvez seja a chave de um mistério.

Capítulo 21 - Leave Your Lover


Fanfic / Fanfiction Choices - Capítulo 21 - Leave Your Lover

A boca dela tem gosto de morango é o que Castiel nota quando Mia o beija como se o mundo dependesse desse beijo para ser salvo, ele ri entre a caricia quando ela passa a arranhar suas costas por dentro da camisa e o empurra aos tropeços em direção a primeira parede que encontra no apartamento. A cintura dela se encaixa tão perfeitamente em suas mãos que ele quase geme de satisfação ao segurá-la, a puxando contra si como se quisesse se fundir a Mia antes de fato chegar a esse ponto. Eles eram a combinação mais excitante que alguém já pode ver, quando se encontravam mal podiam se controlar para estarem um no outro, para colarem suas peles com suor, para se pertencerem.

Se separaram meio desorientados e Mia riu sendo a imagem mais memorável que Castiel podia ter depois de um jantar chato onde seu pai passou horas elogiando Mia por ter feito seu filho virar um homem responsável. Castiel sabia que Mia tinha se esforçado bastante para não bocejar de tédio por ele. Mia tinha lutado com quem ela é por ele, então só a podia recompensar com o melhor sexo da vida deles.

Voltou a beijá-lo com mais agressividade, o mordendo e tocando em cada segundo e Castiel só confirmou que Mia Grey era sua alma gêmea.

— Não tem como sexo ficar horrível depois do casamento com nós dois fazendo parte desse sexo. — Castiel afirma causando risos em Mia que se separa dele com dificuldades e o guia até uma parede mais próxima.

— Se o sexo ficar horrível me divorcio de você. — falou convicta, vermelha de rir tanto,Castiel sorriu também e bagunçou o cabelo dela como ela bagunça seus sentidos neste segundo.

— Então solteiros vou te reconquistar de novo, te pedir em casamento de novo e esse ciclo vai recomeçar. — complementa o festival de declarações colando Mia em um móvel de madeira muito forte que não quebrará se ele simplesmente jogar tudo que tem em cima no chão e a colocar sentada nele.

Mia olha para Castiel com atenção e beija seu queixo. Antes de aceitar outro selinho.

— Não consegue mais se ver sem mim? — era para ser um deboche, mas Castiel se inclina na direção dela sem graça alguma.

— Não, você e eu fomos feitos para ficar juntos Mia Grey. — Mia esperava que fossem, ela o beijou esperando, beijou acreditando, o amou ainda desejando que fosse verdade, Mia escolheu Castiel por mais este momento.

 

...

Mia mal podia controlar as risadas enquanto Castiel tentava a alcançar, em suas bicicletas pedalavam no parque mais movimentado da cidade, era fim de tarde e o visual daquele dia parecia um cenário de filme, seu noivo não fã de esportes como sempre juntava suas forças para acompanhá-la mas isso só a rendia gargalhadas. Com os cabelos voando a cada milha acelerada ela apenas debochava dele trocando os lados como se provasse sua eficácia.

Ainda que odiasse esse tipo de coisa Castiel também aproveitava, porque era sempre bom deixar Mia feliz, agora raramente se viam, desde que começou a trabalhar no escritório do pai tinha descoberto que gostava mais da profissão que decidiu para si do que achava, então se dedicava ao emprego, Mia não reclamava porque estava tempo demais focada na organização do casamento, estava sendo uma comemoração antes de fato se casarem.

Continuando as reflexões Castiel solicitou que parassem, estacionaram próximo a bancos brancos debaixo de árvores e o se sentou em um deles, Mia folgada como era deitou-se e colocou a cabeça no colo dele enquanto Castiel acariciava seus cabelos. Começaram a conversar sobre a vida, sobre tudo e nada como sempre faziam e o tempo passou. De forma breve.

As folhas que caiam ao desabrochar da estação pareciam os meses que sumiram no limiar do mundo e sem que notassem cada dia a mais foi um a menos, eles mudaram ao longo daquele período de uma forma que faria com que se separassem talvez para sempre.

 

...

Castiel estava exausto. Se houvesse uma palavra para defini-lo seria exausto. O que ele menos queria era opinar sobre as taças da festa quando havia passado o dia inteiro finalizando um projeto que seu pai ordenou, mas Mia continuava a falar sobre elas, como se as estúpidas taças fossem uma metáfora sobre algo importante. Quem era aquela garota resmungona e mesquinha? A mulher que pediu em casamento estaria dane-se para taças.

— Eu não me importo, você não se importa, por que está tão surtada? — gritou enquanto tirava seu blazer, Mia que estava sentada no sofá digitando algo em seu celular ficou de pé incrédula.

— É só uma opinião. Porque não vou casar sozinha daqui há um mês. Eu preciso que tome as decisões comigo. — berrou de volta, Castiel riu com desdém.

— Tipo como quando há um tempo atrás você tomou a decisão sozinha de enviar convites para todo mundo menos a minha mãe? — ironizou tomando partido, Mia o imitou e riu com desdém.

— Casamento é sobre amor, e os convidados torcem por esse amor, sua mãe me odeia. — falou a verdade.

— Metade dos convidados te odeiam. — retrucou.

Mia olhou para ele sem se incomodar com essa parte.

— É, mas para eles estou tranquila sobre fingir que não sei. — explicou sem dificuldades.

Castiel suspirou não sabendo como fazê-la entendê-la que já fez  a parte importante, a pediu em casamento.

— É só uma taça. Literalmente uma taça. — repetiu sem conseguir mais brigar.

— Qual são as flores do nosso casamento? — Mia perguntou e ele tinha certeza que aquela pergunta era um teste, quando ficou calado ela suspirou. — Anémonas, porque elas significam algo para nós, porque esse casamento significa algo para nós, eu sou egoísta e eu realmente adoraria que essa festa fosse sobre mim, porque eu me amo, mas não é, é sobre eu e você, então quero que se importe porque quando a olharem vão ver que nós dois começamos abrindo mão de algo, do nosso tempo, da nossa personalidade, sei lá, só eu estou tentando. Tente Castiel. — exige porque esse é o real problema.

— Quando se transformou em uma mulher que se importa com o que os outros pensam? — Castiel perguntou baixo causando surpresa em Mia que se desarmou, ofendida por sua força para dar a ele um pouco do que ele a dá ser pouco.

— Quando se transformou em um homem que acha que horas em um escritório são mais importantes do que ficar comigo escolhendo toalhas de mesas e rir muito ao notar que elas tem a mesma cor e as pessoas pagam mais caro só porque o tecido é diferente? — rebateu porque precisavam daquela conversa.

Castiel se importou ao mesmo ponto, então Mia se encolheu em seu casulo como fazia quando não se sentia segura e pegou sua bolsa pronta para sair. 

— Vou com a Chani escolher as taças, quando voltar espero que nós dois lembremos quem somos e porque queremos nos casar. — não foi uma ordem, mas uma vontade.

...

Castiel tinha perdido o costume de beber de dia, porque se estivesse alterado seu desempenho seria atrapalhado, mas como a noite já estava chegando, o trabalho acabado e irritado pela briga com Mia ele saiu de seu apartamento e foi até o bar do clube onde a conheceu pedindo whisky. Queria relaxar, queria se livrar de tanta pressão, sentia saudades da época onde Mia era tão livre que não cobrava nada de ninguém. Virou o primeiro copo de uma vez. O segundo foi mais rápido ainda. Apenas no quinto bebeu lentamente.

Não haviam muitas pessoas ali, era melhor que continuasse dessa forma, não queria plateia.

— Bebendo para se lamentar ou comemorar? — a voz  doce que o chamou foi de Rosalya que se aproximou com um sorriso, ela costumava vir muito.

Castiel hesitou.

— No começo era para lamentar meu noivado...Depois se tornou uma comemoração pela existência do whisky. — os dois riram pela péssima piada. Rosalya se sentou ainda que ele não a tenha convidado e o olhou atentamente. — Por onde tem andado? Nunca mais te vi, e nem me fale que foi eu que sumi como Mia. — indaga porque nos últimos tempos não tinha visto Mia com ela.

Rosalya suspira.

— Resolvendo coisas, sei lá. — tenta responder.

— Aconteceu algo entre você e Mia? — não que quisesse falar sobre Mia agora, mas estava curioso. Tanto que fez uma expressão de falta de compreensão sobre.

Rosalya fingiu um sorriso.

— Só estamos afastadas. — soou como se não quisesse culpar Mia.

— Deve ser por isso que ela está me enchendo com a coisa do casamento, se você estivesse ao lado dela ela estaria controlada. — murmura mas Rosalya o escuta, tanto que ri sem humor.

— Ela só enjoou da ideia. Mia é como uma criança que ganha um brinquedo em tudo e qualquer coisa, ela ama no início depois acha motivos para odiar... Não estou falando que vai acontecer sobre você, mas... — deixa ali a dúvida que faz Castiel suspirar e beber mais.

Vem se perguntando se não é isso que Mia quer. Acabar com esse noivado.

— Ela está insuportável, e eu só estou cansado disso, dela, de nós. — quem falou foi o álcool e a exaustão. Estava tão focado nos dois que nem notou a sutileza de Rosalya ao tocar a mão dele.

— Não é sua culpa, você é incrível por aguentar Mia, merece uma mulher que te valorize por ser tão paciente. Sério Castiel. — olhou para ela talvez embriagado e não sabe se foi porque Rosalya era linda, porque as luzes estavam baixas em um clima romântico ou porque sentia falta de conquistar alguém que a beijou. Não de maneira leve e despretensiosa, mas forçando os lábios contra os dela, que retribuiu na mesma vontade enroscando os braços no pescoço dele e o puxando mais para perto.

Se separou com a mesma rapidez, lembrando que só queria Mia.

Pediu várias desculpas e fugiu de Rosalya.

 

...Chani vinha sendo mais presente do que foi em toda amizade, havia parado na cidade finalmente e ficaria até o casamento, por essa razão Mia estava meio enjoada dela, na verdade enjoada de tudo, e com os nervos a flor da pele, e com seios maiores e com a fome aumentada, por isso estava surtando por esse mix de sintomas mais a suspeita que tinha. Por isso enquanto esperava o resultado daquele teste de farmácia no banheiro de Castiel agradecendo por depois da briga ele ter saído também não sabia bem como se sentiria sobre o resultado independente de qual fosse.

Queria um filho agora?

Queria um filho na verdade? 

Era ela alguém do tipo que saberia amar um filho?

Só não chorava porque estava muito aturdida.

Os minutos se passaram e ela o pegou. 

Ok.

Dois traços.

Ok.

Grávida.

Ok.

Ela tem que querer um filho. Tem que querer ter um filho agora. Tem que ser alguém que sabe amar um filho. Porque ela não foi. E Castiel não era um babaca, ele assumiria esse filho, e se não assumisse ela faria isso, porque foi por esquecer um dia de pílula que esse filho aconteceu.

Chorou e riu.

A chance só aumentava. Eles iam ficar bem. Os três.

Quando contasse Castiel pararia com a briga e eles ficariam bem.

A porta se abriu ela escutou o barulho, colocou o teste na primeira gaveta, enxugou as lágrimas indo até o corredor pensando em como contaria, não iria preparar surpresas absurdas, apenas mostraria a Castiel que queria um bebê e que o amaria muito.

Só que parou de planejar seu anúncio para hoje quando percebeu que o noivo estava alterado. Ele tinha bebido. Com certeza bebido.

— Você bebeu? — perguntou hesitante apenas para confirmar, desconfiado Castiel suspirou.

— Vai me criticar por isso também? — ironizou cortando o clima que Mia estava para superar a discussão deles.

— Não sou sua mãe. Só achei que pudesse ser mais maduro para não encher a cara depois do que aconteceu, temos que conversar e nos resolvermos, como adultos. — agora principalmente.

Castiel ri ainda que continue como se escondesse algo.

— Não quero falar sobre taças. —afirmou sério e Mia suspirou.

— Não ofendemos um ao outro por causa de taças. — se aproximou para que não precisasse gritar então arregalou os olhos quando viu algo específico na gola da camisa dele. Nunca duvidou de Castiel, não sabia se era um erro, mas sempre acreditou que ele era fiel, mas aquela mancha de batom era uma real possibilidade de ter sido traída. — Com quem você estava? — que ele não mentisse, que não tentasse a enganar, que fosse um mal entendido, seu noivo percebeu para onde ela olhava mas não falou nada sobre.

— Por que não pediu a ajuda da Rosalya sobre as taças? — Mia não entendeu porque perguntou algo dessa forma.

— Porque não vou casar com ela? Com quem você estava? — insistiu com os olhos molhados, precisava que ele fosse sincero. Castiel desviou o olhar, passou a mão pelo rosto, então molhou os lábios antes de falar.

— Com a RRosalya. — doeu, doeu tanto que Mia precisou se encostar no sofá para não se desequilibrar. Doeu porque aquele estar envolvia um contato físico que fez uma marca dela estar em Castiel. Ele abriu a boca pronto para se explicar, então parou como se não fizesse sentido.

— Eu precisava desabafar, tenho certeza que fez isso com a Chani também. — tentou se defender.

— Você a beijou? — não que se tivesse sido a ela a beijar seria aceitável, mas não queria acreditar que a iniciativa veio dele, sua voz estava fina. Castiel suspirou e foi respondida do jeito que não queria. — Você beijou a pessoa que supostamente era minha melhor amiga depois de brigar comigo? — queria entender.

— Eu sentia falta Mia, de não ser comprometido com você, com alguém, só quis ter de novo a sensação de beijar alguém sem ter que decidir sobre estúpida e idiotas taças. — a pessoa que queria tudo que era dela tirou a base que Mia conseguiu. Sabia que Castiel a machucaria, sabia que o estrago causaria dor, mas não dessa forma.

— Por que me pediu em casamento? — gritou descontrolada mal conseguindo se conter.

— Porque você é uma insegura, porque namoro nunca ia ser o suficiente para você, eu gostava do tempo que tínhamos juntos e não queria que não o aproveitasse achando a cada instante que eu ia te deixar. — berrou de volta falando a verdade.

— Você me deixou Castiel, me deixou quando beijou outra. — Mia retrucou.

— Você é uma pessoa insana, minha mãe estava certa, Rosalya estava certa. Eu nunca devia ter te pedido em casamento. — estava tão irritado que mentiu, não se arrependia, mas queria machucar Mia e ganhou.

Mia deixou as lágrimas virem.

— Eu queria nunca ter conhecido você, eu queria nunca ter te amado, seu idiota. — enquanto gritava passou a tacar qualquer objeto perto dela contra ele, que desviou de muitos com fúria. Castiel estava tão anestesiado pela raiva que não se importou, deu as costas a ela indo embora mais uma vez. Mia se curvou chorando perguntando porque mais uma vez foi rejeitada.

 

 

...

A tempestade que se iniciou não confortou Mia, que já controlada dava várias voltas no apartamento esperando o momento que Castiel voltaria. Ele precisava voltar. Ainda que não dessem mais certo, que para começo de conversa tudo fosse uma farsa precisavam ficar bem pelo bebê. Precisavam ser melhores. Olhava para o celular em sua mão esperando uma ligação dele e respirava fundo para se acalmar.

Quando se passava da meia-noite não obteve mais paciência. Digitou o número de Castiel e deixou uma mensagem.

Passaram-se dez minutos e o celular tocou, esperou que fosse ele, mas, era Lysandre, atendeu com pressa.

— Mia, eu estava em uma festa na cidade vizinha com alguns colegas, Castiel sabia e veio até aqui, acho que ele já estava bêbado, ficou falando sobre vocês, estou sem carro, tem como você vir buscá-lo? — ela o amava. Foi esse motivo que a fez exigir o endereço decida a resgatá-lo.

 

Juntando o nervosismo com a chuva Mia tinha certeza que errou de marcha várias vezes, tentava se manter atenta enquanto dirigia rumo ao noivo. Queria alguém para contar sobre seus medos em relação a ele, mas a única pessoa para desabar que confiava era Castiel e ele era o motivo deles. O celular tocou, por reflexo ela viu que era Edward com mais uma de seu interrogatório a cerca da vida dela, mas ela não atendeu, tinha que se manter de olho na estrada, tudo estava escorregadio.

Ela sabia que algo aconteceria, basicamente um segundo antes de acontecer, o carro perdeu todas as ferramentas de controle, o freio não funcionava e desesperadamente ela reunia forças para pará-lo, mas não conseguia. 

O momento que antecedeu aquele em que o carro caiu já que ela estava na ponte foi coberto de memórias, todas eram sobre Castiel, ela se perguntou o que era a vida dela antes dele, respondeu a si mesma que vários tons de cinza, Castiel era a cor.

A cor sumiu.

Se evaporou.

E antes de dormir Mia viu apenas escuridão.

 

 



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