História Choices of the heart - A guerra - Capítulo 44


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Palavras 2.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 44 - Ligação magica


Fanfic / Fanfiction Choices of the heart - A guerra - Capítulo 44 - Ligação magica

Abri meus olhos sentindo minha cabeça latejar, estava tonta, me virei vomitando em um balde já posto ali.  

—Acho que não se sente melhor. — Giovanna falou me estendendo um lenço.  

—Não. O que aconteceu? — perguntei me sentando, ela me ajudou.  

—Você perdeu muito sangue até o médico chegar aqui, ele teve que basicamente te operar de novo dentro de uma ambulância. Só trouxeram uma bolsa de sangue e acho que você perdeu mais que isso, então vai se sentir fraca, enjoada, com dor de cabeça por algum tempo. Foi isso que o médico falou. — Suspirei concordando.  

—Quanto tempo fiquei desacordada? — Giovanna abaixou o olhar. — Ele já foi? — minha voz saiu tremula, meus olhos já estavam marejados, ela assentiu lentamente, fechei meus olhos sentindo meu peito doer.  

—Ele ficou ao seu lado, até a hora de ir, foi a umas 3 horas.  

—Eu preciso da sua ajuda. — disse a olhando seria. — Ele não pode ir só.  

—Quer que eu vá com ele? — ela perguntou confusa e eu ri.  

—Eu vou. — Giovanna riu.  

—Se você não percebeu não está em condições de ir ou de sair dessa cama sem ajuda.  

—Acha que eu vou deixa-lo morrer? — perguntei seria, ela não me respondeu. — Preciso que se passe por mim, eu não sei. Preciso ir e que me acoberte.  

—Para você morrer de hemorragia?  

—Eu vou... Me curar. — disse ela ficou confusa. — Vou ficar bem, mas eu preciso ir.  

—Que tal a Astra ir no seu lugar? Ela tem magia e você pode ficar aqui. — Respirei fundo e concordei sabendo que não conseguiria ajuda dela.  

—Vou pedir seu café da manhã. Acha que vai precisar disso? — neguei e ela saiu com aquilo.  

Precisaria fazer tudo sozinha. Trouxe meu anel até mim e abri a porta, fazendo a magia trazer um livro do qual eu não tinha lido, ele era negro com capa de couro.  

Comecei a folhear as páginas daquele livro de magia negra, era o que eu precisava agora.  

[...] 

Tinha passado a tarde só, já que fingi estar dormindo durante todo esse tempo. O livro era bastante interessante e iria me ajudar bastante com meus planos de proteger o Justin. Iria usar nossos anéis para me manter conectada a ele.  

Astra me ajudou a tomar banho e logo me deu o jantar. Disse que ia dormir e tive que passar um tempo fingindo isso já que ela me verificou por algumas horas. Me troquei magicamente e me teletransporte para onde o Justin estava. Abri os olhos vendo que está em um quartel, dei um gole na porção da invisibilidade, procurei a pessoa mais perto de mim e troquei a dor com ela.  

Era bom usar essa magia, segui pelo quartel a procura de Justin enquanto a outra pessoa gritava de dor, talvez devesse procurar alguém que tivesse dormindo ou em coma. Abri a porta do quarto do Justin e ele dormia, vi seu anel em seu dedo e sorri.  

Gesticulei meus dedos fazendo os ingredientes necessários aparecerem ali. Eles já estavam todos misturados. Deslizei cuidadosamente a aliança do dedo dele e a coloquei ali dentro do vaso junto com a minha. Eu tinha juntado algumas magias que tinha encontrado para fazer a que eu queria. Furei seu dedo deixando cair uma gota do seu sangue e fiz o mesmo com o meu.  

Antes que eu começa a fazer a magia minha perna latejou, eu não estava forte o suficiente para dar conta de duas magias. Me concentrei em fazer o encantamento do jeito que eu queria.  

—Phasmatos Tribum Melan Veras Raddiam Onu Pavadus Ponemus — comecei ligando nossas vidas, caso algo acontecesse com ele, ele não seria tão prejudicado. — Permisso Laca Tha Tar.  — Então eu poderia ver o que estivesse acontecendo com ele, sempre que quisesse. Assim segui para um feitiço de proteção contra lesões. Adicionei por último um detector de perigo para que eu pudesse estar aqui antes de algo ruim acontecer com ele.  

Soltei o ar dos meus pulmões e o vaso pegava fogo, não demorou para o fogo sumir do mesmo jeito que tinha aparecido, apenas os anéis estavam ali. Peguei o meu colocando em meu dedo e coloquei o de Justin em seu dedo, fechei meus olhos já sentindo a magia funcionar. Mordi meu lábio inferior contendo a dor que eu sentia e beijei sua bochecha, ao me afastar vi uma gota de sangue em sua bochecha, a tirei dali levitando e limpei meu nariz.  

Algo desceu pelo meu pescoço e eu passei a mão sentindo que era mais sangue. Ótimo! 

Minha visão começou a ficar turva, engoli a seco e tentei me concentrar na magia de transporte.  

[...] 

Me sentei rapidamente ofegante, estava assustada. Eu estava no quarto de Justin na casa da família real. Não fazia sentido, eu apaguei no quarto dele no quartel. Passei a mão no rosto e verifiquei se ainda sangrava, tudo parecia no lugar. Eu me sentia mais forte. Como eu tinha voltado?   

Vi um papel ao meu lado e o peguei lendo.  

“Você vai precisar de mais força, tente canalizar tudo que pode.”  

Estreitei os olhos confusa com essa mensagem. Será que alguém tinha me achado e me trouxe de volta? Ainda quer que eu canalize algo. Arregalei os olhos lembrando que tinha algo sobre isso no livro de magia negra, envolvia mortes ou usar outras pessoas com magia. Me lembrei da vila, poderia usa-los, mas não saberia como fazer algo tão grande. 

Sai da cama apoiada nas paredes e manquei até o banheiro onde lavei meu rosto e fiz minhas necessidades. Voltei para a bancada escovando meus dentes. Nem parecia que eu tinha saído daqui.  

—Kylie? — a voz de Nicolas soou apavorado.  

—Estou no banheiro. — falei secando minhas mãos, ele abriu a porta e respirou aliviado.  

—Como se sente? Parece melhor. — Concordei com a cabeça.  

—Me sinto melhor, a perna dói menos. Não sei porque. — Sorri levemente.  

—Estou vendo, você está andando.  

—Como estão as coisas? — perguntei indo para o quarto novamente, Nicolas me ajudou a chegar até a cama.  

—Bem, eles já chegaram até o quartel. — Engoli a seco fitando a cama. — A rainha resolveu que vai pedir uma ajuda especial. Jazmyn parece estar mais calma. — Sorri para ele.  

—Pode pedir para a Astra vim? Quero tomar um banho. — ele concordou. — E o meu café da manhã, por favor.  

—Claro. —Nicolas sorriu, parecia animado, ele me olhou uma última vez antes de sair do quarto, respirei fundo e soltei o ar lentamente sorrindo por estar tudo bem.  

Sai da cama indo até o guarda roupa na esperança de que minha roupa estivesse ali, sorri largo ao ver que sim, estava ali, mas as de Justin não, apenas algumas peças meias que perdidas ali. Um calafrio passou pelo meu corpo, fechei os olhos deixando as lagrimas caírem.  

Uma imagem apareceu meio turva, era alguém andando por uma estrada de cimento. Abri os olhos confusa, eu ainda estava no quarto.  

—Kylie? —me virei rapidamente vendo Astra confusa.  

—Oi. —falei fingindo que nada tinha acontecido.  

—Estou te chamando a algum tempo. — Ela me olhou confusa.  

—Eu... — soltei o ar lentamente. — Estava pensando em como o Justin estava. — Olhei para a sua blusa ali no guarda roupa e lembrei da conexão de memória, talvez fosse sua memória. 

—O que você fez ontem? — Astra perguntou com a mão na cintura. — Você está bem melhor. O que aprontou ontem?   

—Não fiz nada. Eu devia estar precisando descansar e foi o que eu fiz ontem. — Ela soltou um longo suspiro e concordou.  

—Vou preparar seu banho. — Acompanhei com o olhar ela entrar no banheiro e me virei para a roupa novamente, toquei no tecido e fechei os olhos.  

Ele estava na frente de uma bancada segurando uma arma na frente de um alvo, deveria estar praticando. Abri os olhos e respirei fundo, pelo menos ele estava bem, torcia para que ele não precisasse tirar o anel.  

[..] 

Assistia a um filme com as meninas, inclusive Valeria. Comíamos pipoca com suco, a sala de tv tinha sido transformada quase que num acampamento, já que tinha colchão em todo lugar para que ficássemos confortável ali.  

Um grande estrondo fez a casa tremer e o lustre da sala balançar, a luz piscou e apagou. Todos nós sentamos, Astra e Jazmyn se levantaram saindo da sala.  

—Eu quero ir embora! — Valeria falou com a voz embarga pelo choro.  

—O que aconteceu? — perguntei a olhando com dificuldade por causa da escuridão que a sala tinha se tornado.  

—Eu não quero morrer aqui. — ela mexia as mãos de maneira nervosa. — Eu... Quero ir para casa... — Valeria soltou um soluço e eu arregalei os olhos.  

—Você está mesmo chorando? — questionei surpresa.  

—Para, Kylie! Não é hora para brincadeira. Você acha que não vão nos achar e nós matar? Se estivemos aqui com a realeza vamos todos ser mortos. Não acho que amar o Justin ou lutar pela coroa se compare com a morte certa.  

—Está tudo bem. Não vamos morrer. — ela riu de maneira irônica.  

—Claro que vamos. Você é cega. — Então a morena se levantou correndo, observei e soltei um longo suspiro. Ela realmente parecia com medo, talvez fosse os hormônios da gravidez.  

Comecei a tossir como se algo tivesse preso em minha garganta, algo caiu na minha mão e eu procurei alguma luz vendo que era sangue. Eu... Não tinha porque está sangrando. Meu coração acelerou e eu fechei os olhos me concentrando no loiro.  

Ele estava ajoelhado no chão com uma poça de sangue a sua frente.  

—Você precisa treinar mais antes de ir. — Alguém falou estendendo a mão para o Justin.  

—Sim e você pode tentar não me matar. — O cara riu, sorri ao ouvir sua voz.  

—Não posso pegar leve, isso pode custar sua vida. — Justin passou a mão na boca.  

Abri meus olhos e respirei fundo, limpando minha boca e escondendo aquela mancha de sangue. Não esperava isso. Imaginei que sentiria a dor, mas não que se repetiria comigo. 

—Você não foi se proteger? — Nicolas questionou confuso.  

—Não posso sair correndo e não acho que nos acharam. — dei de ombros relaxando meus ombros, ele sorriu e se sentou ao meu lado.  

—Ele vai ficar bem, Kylie. Justin é o futuro rei, não vai ser mandado para combate. — Sorri o olhando.  

—Quem garante? Você acha que o rei do jeito que está, vai preferir se sacrificar no lugar do filho? — perguntei com desdém, Nicolas balançou a cabeça concordando levemente. — Espero que ele fique bom, que todos fiquem. Quero que isso acabe.  

—Todos queremos. — Nicolas me olhou, sorri de lado encostando minha cabeça em seu ombro.  

[..] 

A noite já tinha caído novamente, Valeria tinha se acalmado, porém ainda queria ir embora, Giovanna confessou estar com medo, que compartilhava do mesmo pensamento da Valeria, mas que não iria embora.  

Tirei o livro do criado mudo e comecei a ler o que faltou, afinal eu iria precisar de um plano de emergência no caso de tudo isso dar errado.  

—Você vai acabar se matando. — Astra falou abrindo a porta.  

—Como você consegue? — perguntei fechando o livro.  

—Te conheço o suficiente para saber que você não ia ficar quieta. O que você fez ontem?  

—Me liguei ao Justin. — Suspirei sem olha-la.  

—Por isso está melhor, você está o sugando. — Neguei.  

—Ele que está me usando, para que ele não morra na guerra. — Ela suspirou.  

—É uma via de mão dupla, Kylie. — Fechei meus olhos.  

—Ele foi embora sem eu vê-lo, Astra. Para uma guerra. O que queria que eu fizesse? Deixasse ele la sem proteção? — eu chorava sem ao menos conseguir controlar. — Se eu pudesse estaria lá. Eu... — escondi meu rosto com as mãos e ela me abraçou.  

—Eu sei, Kylie. Só que você também tem que cuidar de você mesma. Não pode se dar assim. Lembra do que aconteceu naquele lago? Você sabe que poderia ter morrido, foi por pouco e agora você está cometendo o mesmo erro. Se dando mais do que pode. Você está machucada e quer sustenta-lo como? Se machucando mais? O que vai adiantar se você morrer para evitar que ele leve uma bala? — deitei minha cabeça em seu ombro e a abracei.  

—Eu sei, eu sei... É só mais forte do que eu. — ela me olhou e sorriu de lado.  

—Não vá por esse caminho. — Astra falou olhando para o livro.  

—Só quero estar preparada se for necessário explodir todos. — Ela riu e eu acompanhei.  

—Se precisar explodir todos, eu te ajudo, eu prometo, usando magia negra ou não, não vou te deixar só nessa, mas eu preciso que você fique viva. — Ela enfatizou o viva e eu sorri.  

—Eu vou ficar. — Ela balançou a cabeça concordando e eu sorri novamente.  



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