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História Choices of the heart - A princesa perdida - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Oi, gente!


Fanfic / Fanfiction Choices of the heart - A princesa perdida - Capítulo 14 - Oi, gente!

Um novo dia tinha começado, Justin estava na cidade tentando resolver suas coisas e trazer a Violet. Eu tinha quase virado a noite tentando saber como lidar com meu lado do mal. Me sentei na cama encarando o assoalho do quarto, era de madeira escura. Nada comparado ao palácio, parecia mais a casa abandonada que vive com o Brian.  

Estiquei meu corpo tentando me ajudar a despertar. Me levantei arrastando meus pés até minhas coisas, eu não tinha mexido novamente naquilo. Tirei uma roupa e me ajoelhei vendo o que tinha sido salvo. Sorri de lado pegando minha pulseira que Justin tinha me dado.  

Eu me sentia em outra vida, não parecia ser a mesma que vivia naquele palácio. Uma guerra escondida matando inocentes para que proposito? Quando eu teria paz dos problemas?  

Grace abriu a porta e eu sorri soltando minhas coisas.  

—Bom dia, amorzinho! — disse afagando sua cabeça, Grace me lambeu e eu ri.  

Me levantei indo até o banheiro e tomando um banho gelado. Vesti a roupa e segui para a cozinha.  

—Bom dia. — falei indo pegar minha tigela e colocando o cereal.  

—Bom dia. — Giovanna falou, colocando suas coisas na pia. — Seu dia de lavar a louça. — Apenas assenti indo me sentar. 

—Achou algo? — Astra perguntou e eu neguei.  

—Parece ser algo inédito na história. — Suspirei me concentrando em minha comida.  

O silencio reinou, tentei tirar os pensamentos da minha cabeça, isso começava a me deixar agoniada.  

—Kylie! — a voz de Ryan soou da entrada da casa, me dirigi ate lá, já tinha terminado de comer.  

—Oi. — respondi indo ate ele, onde o encontrei com minha mãe, Jasmine e Alex.  

Jasmine sorriu largo com os olhos marejados e correu passando seus braços a minha volta.  

—Eu sabia! — ela gritou me apertando.  

—Oi para você também. — disse retribuindo o abraço.  

Levou um tempo até ela me soltar, tentou enxugar as lagrimas sem muito sucesso, logo soluçou.  

—Oi, mãe. — falei andando calmamente na sua direção, sua expressão era de quem via um fantasma. 

—Como? — foi tudo que ela conseguiu falar depois de alguns segundos.  

—Uma longa história. —disse dando de ombros, então eu a abracei, ela desabou em lagrimas, assim como Jasmine, Ryan ajudou a sustenta-la. — Está tudo bem. Eu estou aqui. — Afaguei suas costas, preocupada com o jeito que ela chorava, eu nunca tinha a visto chorar assim.  

—Astra! Traz água. — Ryan gritou quando minha mãe começou a deslizar dos meus braços. Tentei ajuda-lo a segurava, que perdia a consciência. — Deixa comigo.  

Me afastei deixando Ryan pega-la no colo a levando para o andar de cima. Sorri olhando para a Alex.  

—Oi, Alex. — ela me abraçou e foi a única a tentar segurar as lagrimas.  

—Estou feliz que você está viva. — ela falou em meu ouvido.  

—Eu também. — Rimos fraco nos afastando.  

—Eu sempre soube. Eu te disse, Alex. Ela não ia morrer fácil assim.  — Jasmine disse determinada e eu sorri.  

—Senti muita falta de vocês, gente. — Intercalei meu olhar nelas cheia de saudade.  

—Nós também. — elas disseram juntas, ri as puxando para um abraço coletivo.  

—O Brian morreu. — disse me afastando delas, que assentiram.  

—Estamos sabendo. — assenti lentamente.  

—Eu o matei. —murmurei sem olha-las.  

—Você apenas se defendeu. — Alex falou segurando minha mão.  

—Mesmo assim, fui eu quem o jogou pela janela do segundo andar 

—Kylie, depois de tudo o que ele fez com você, deveria ter matado ele de outra forma. Não simplesmente o jogando pela janela, ele merecia mais. — ri fraco e suspirei.  

—Ele matou o Logan. — Confessei as olhando, suas expressões mudaram. — Ele queria me atingir e mandou a cabeça dele para o palácio.  

—Você o conhecia? — Justin perguntou surpreso, arregalei os olhos.  

—Como foi lá? — questionei cruzando os braços, na tentativa de mudar de assunto.  

—Você conhecia o cara na caixa? — Justin não me deixou mudar de assunto, eu umedeci os lábios e virei meu rosto para as meninas. — Oi, gente. — ele falou sem dar muita importância, então andou na minha direção. — Kylie, você o conhecia? — assenti lentamente.  

—Era nosso amigo. O Brian o matou porque eu te contei o plano dele, era um recado que ele era perigoso. — disse fitando seus olhos, Justin não esbouçou reação por longos segundos.  

—Acho que precisamos conversar sobre tudo o que vivemos nesses últimos meses. — Engoli a seco.  

—Não tem necessidade, Justin. Não é como se fosse mudar o passado. O que importa é o futuro. — disse segurando seus braços.  

—O que mais você esconde? — ele perguntou olhando em meus olhos.  

—Eu roubava coisas enquanto namorava com o Brian. Fazíamos assaltos. — disse sem quebrar o contato visual.  

—O que mais? Tem algo que você nunca contou. O que ele fez com você? — dei um passo para trás e engoli a seco. 

—Ele a violentou, diversas vezes, sexualmente e fisicamente. — Jasmine falou confiante, me virei para ela brava por sua intromissão na conversa. Ela deu de ombros.  

—E mesmo assim você não me deixou ir atrás dele. — Justin falou com raiva, o olhei e engoli a seco.  

—Você imagina o que poderia ter acontecido se tivesse ido atrás dele? Eu perdi um amigo por te contar o antigo plano dele. Justin, ele estava dentro do palácio como segurança da sua irmã! — gritei, me arrependendo em seguida. — Você sabe o que aconteceu. Ele era do mal e imprevisível, sempre foi. Eu tive medo do que ele faria. Principalmente quando ele entrou no palácio. Eu me sentia segura por estar rodeada dos seus soldados, todos estávamos protegidos até ele ser um também. — ele apenas assentiu e seguiu para as escadas subindo. Comprimi minha boca e fechei os olhos, senti mãos em minhas costas.  

—Vocês vão sobreviver. — Alex falou, me virei para elas as olhando.  

—Eu sei, mas cada briga desse tipo dói. Doía antes, agora então. Ele saber o quanto eu escondi a verdade dele, dói demais.  

—Quando você vai voltar ao mundo dos vivos? — Jasmine perguntou e eu ri fraco.  

—Em breve, estamos estudando como fazer esse movimento sem derrubar o país. — disse seguida de um longo suspiro, andei até o sofá me sentando. 

Resolvi me distrair colocando o papo em dia com as meninas.  

[...] 

As deixei em um quarto e segui para o meu, vendo Justin deitado com um braço em baixo da cabeça e o outro na barriga, seus olhos fitavam o teto.  

—Em algum momento vamos ficar de bem? — questionei após fechar a porta, ele não me olhou.  

—Não estamos brigados. Pelo menos eu não estou. — Soltei o ar lentamente e andei até a cama ficando de joelhos.  

—Por que você quer falar sobre o passado? — ele enfim me olhou, se sentou na cama e tirou seu terno caríssimo, tirando em seguida sua blusa social ficando uma regata branca. 

—Quero entender tudo o que passamos. Toda a história.  

—E o que vai mudar entre nós você saber de toda a história? — ele levantou os ombros e os deixou cair lentamente.  

—Provavelmente nada, só que eu vou saber o que realmente aconteceu. Tipo aquele acidente que cortou seu braço, o que foi aquilo?  

—Eu criando meu mundo, houve uma grande explosão, eu não sei bem. Uma grande luz saiu do vaso que usava para misturar os ingredientes e eu apaguei, acordei com você segurando meu braço. — disse abaixando a cabeça.  

—E quando me salvou?  

—Foi magia, Justin. Foi basicamente a história que você escutou. Eu te achei, tentei nadar, quase morri afogada. Quando saímos, eu entrei em choque por você estar morto, você estava gelado pálido, com os lábios roxos. Eu chorei, gritei e consegui te trazer a vida, naquele momento foi algo que nem eu sabia que podia fazer. Senti seu coração bater e então, eu desmaiei pouco tempo depois.  

—O sequestro?  

—Mentira. Eu estava em uma vila com outras pessoas com poderes, onde eu conheci a Hanna. Eles me ensinaram a usar a magia.  

—Você teve algo haver com meu coma? — sorri de lado e concordei.  

—Quando eu me senti forte o suficiente, eu me transportei até o hospital. Você estava horrível. Eu já sabia usar meus poderes, então usei, curando totalmente seu cérebro. Apesar de ter consigo fazer seu coração bater e você ter acordado, eu não te curei totalmente, não tinha controle como quando fiz com sua mãe. Eu apenas te trouxe, não resolvi o que causou a sua morte.  

—Então, basicamente você sempre me salvou? Eu deveria ter morrido nas duas vezes? — assenti lentamente. — E seu pai? — ele parecia perplexo.  

—Não sei quem é. Minha mãe nunca falou dele. Eu também causei o apagão no estádio. Foi uma crise de pânico e eu estava descontrolada com meus poderes.  

—A Hanna confessou, pouco tempo depois que ela fez isso com você. — ele disse relaxando seus ombros. —Ela usou um feitiço para você ir perdendo o controle pouco a pouco, por isso sua raiva, por isso o incêndio. — Concordei lentamente me ajeitando na cama.  

—Isso explica, só não explica meu lado do mal.  

—Quando mais você usou magia? — ele perguntou me olhando atentamente.  

—No atentado que destruiu parte do palácio, eu fiz um campo a nossa volta, para que nada caíssem em nós, várias partes do teto tentaram. Eu curei a Erica, ela estava muito mal. Eu curei a Grace. Te localizei naquele bar depois do exame de gravidez da Valeria com magia.  

—Que causou um acidente. Como você não se curou? — ele parecia confuso.  

—Eu não me curo. Quer dizer, me curo, mas não como posso fazer com você. Meu processo de cura é mais rápido que o seu, mas não é instantâneo.  

—No dia que eu pulei o muro... — o interrompi rindo.  

—Eu te prendi com plantas. Você me assustou, achei que era alguém invadindo o palácio. — Justin riu e me puxou para perto.  

—Achei que tinha sonhado com aquilo, aquela cena ficou na minha mente por dias, mas eu não vi você. Só aquelas coisas verdes me prendendo. — afaguei seu cabelo e beijei sua bochecha.  

—Podemos deixar o passado no passado? — perguntei fitando seus olhos.  

—Acho que sim. Violeta deve chegar logo com seu vestido para a grande volta. — sorri pra ele e juntei nossos lábios em um beijo calmo.  

—Eu te amo e nunca fiz nada para machucar nenhum de vocês. — disse olhando em seus olhos, ele sorriu e assentiu.  

—Eu sei, Kylie. É só que parece dois momentos diferentes. Duas versões. Algo que eu vive e algo que você viveu. Tipo o papai noel para criança, é magico pra ela e um trabalho para os pais. — ri fraco.  

—É isso que vai dizer para os nossos filhos? — questionei fazendo ele ri.  

—Não. Eles vão acreditar no papai noel. Eu também te amo muito. — Justin falou segurando meu rosto.  

Juntamos nossos lábios em outro beijo suave, sem língua, pelo menos não conseguimos chegar nesse momento, já que minha mãe me chamou.  

—Quer me explicar o que aconteceu? — ela perguntou parada na porta, sem nos olhar.  

—Eu vou sair. —Justin disse saindo da cama, me ajeitei para que ela se sentasse. 

—Jeremy me mandou para a guerra, para curar as pessoas. Eu estava sem memória até pouco dias atrás. É isso. — falei a olhando. 

—E mesmo assim aqui está você com o filho do cara que te tortura. O que você ver nele, Kylie? Você está sempre sendo magoada e continua voltando. Você vai desistir quando morrer? — Eva disse transbordando ódio em suas palavras e gestos.  

—Quer que eu largue isso para o que? Voltar a costurar roupas? — perguntei a olhando pasma.  

—Então, você está nisso por dinheiro? — ela perguntou cruzando os braços ficando em pé.  

—Não! Estou nessa porque eu o amo. — falei ficando na sua frente.  

—Tem noção do sofrimento que eu passeio nesse tempo? Com seu sumiço? Com a sua falsa morte? Você sabe o que eu estou passando, Kylie? — a medida que ela ia falando sua voz se elevava. Suas mãos seguraram meus braços. — Você ao menos se importa comigo? Com a sua mãe? Lembra daquela pessoa que te gerou e te criou? — tirei seus braços de mim e ajeitei minha postura.  

—Lembro, todos os dias. E você se importa com a sua filha? Não quer que ela seja feliz? Que tipo de mãe é você? Eu sinto muito pelo o que o Jeremy nos fez passar. Sinto mesmo, porque foi horrível estar sem memória naquele quartel salvando vida atrás de vida, no meio de uma guerra. Você ao menos pensou que eu estou feliz com o Justin? — perguntei me acalmando.  

—Sim, eu sei que está feliz. Da para ver. Mas você já viu o tipo de vida que ele leva. Não é saudável. Você vai acabar morta, Kylie. De verdade. — seu tom ficou preocupado e eu me senti culpada.  

—Não vou. Ninguém pode me tocar. —disse fazendo uma bola verde aparecer na mão.  

—O que aconteceu? Seu olho está... brilhando. — Ela parecia assustada, sorri de lado.  

—Isso é magia. Muita magia! — minha visão ficou turva, fechei a mão me apoiando em minha mãe.  

Eu sentia que estava perdendo a consciência. 



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