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História Choices of the heart - A princesa perdida - Capítulo 18


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Capítulo 18 - Ajuda


Fanfic / Fanfiction Choices of the heart - A princesa perdida - Capítulo 18 - Ajuda

Estávamos sentados em volta da lareira da casa dos Scherbatsky, eu tomava um xicara de chá, já que a cidade tinha esfriado completamente. Eu estava só na sala de estar da enorme casa deles, com uma manta em meus ombros. Meus machucados já tinham sido limpados, para minha sorte não passavam de arranhões.  

Eu fitava o chão tentando absorve o que tinha acontecido. Ela tinha conseguido a pedra mais poderosa e que não acabava o poder, por não poder absorve ela teria que manter com ela e para completar o look de vilã ela tinha decidido usar como um cedro.  

Como eu iria derrotar alguém com o poder ilimitado?  

—Vamos pensar em um jeito. — Justin falou, ele se sentou ao meu lado e eu encostei minha cabeça em seu peitoral, sem o menor animo. Ele alisou meu braço, com o outro afastou a xicara.  

—Acho que não. — disse suspirando. — Pelo menos não eu.  

—Nos vamos achar um jeito. Se ela achou, pode ter algo mais... — me levantei olhando seu rosto.  

—Você acha mesmo que vai ter duas pedras superpoderosas? — questionei e ele suspirou frustrado. — Eu sei que você quer paz, eu também quero, mas não acho que vamos conseguir. Seu pai errou em tirar minhas memorias. Eu poderia ter tentado resolver isso logo depois de ter salvado sua mãe. Perdemos meses e ela ganhou cada vez mais força. Eu.... — me afastei dele com a cabeça a mil, escondendo meu rosto em minhas mãos.  

—Vamos tentar ajuda-los. — o pai da Amelia falou, sorri para ele.  

—Você acha que podemos vencer? — Justin perguntou esperançoso, o senhor o olhou sem expressão alguma em seu rosto.  

—Claro que tem uma chance. — Amelia falou entrando na sala. — Não os assuste. — ela repreendeu o pai. — Vamos reunir nosso povo para tentamos ter igual o poder e assim a enfrentarmos. Isso pode levar um tempo.  

—Vamos nos casar! — Justin falou puxando minha mão, arqueei a sobrancelha. — Logo, tipo amanhã. Nunca vamos ter paz. — suas palavras saiam atrapalhadas, segurei seu rosto.  

—E a festa de noivado? — perguntei e ele deu de ombros.  

—Fazemos o casamento no lugar. O país não vai acabar por causa disso, tudo já está de cabeça para baixo. — seu jeito era muito ansioso me deixando desconfortável com a situação.  

—Vai fazer isso sem o seu pai? — questionei fitando suas orbitas, que desceram para o chão  

—Não. — ele soltou um longo suspiro e eu sorri de lado.  

—Podemos planejar a festa de noivado, afinal ela sempre vai estar por ai nos esperando. — ele concordou e eu sorri selando nossos lábios.  

—Vocês não podem continuar com isso! — Jeremy entrou gritando na casa, assustando a todos ali. Eu e o Justin nos levantamos apressados com o momento, levei a mão até o coração.  

—Como ousar entrar assim na casa dos outros? — Justin perguntou bravo com seu pai.  

—Você vai voltar para casa agora! — Jeremy puxou o braço do Justin e eu o parei com magia, Jeremy me lançou um olhar mortal e eu apenas sorri.  

—Ele não vai. — falei calmamente. Amelia tocou seu braço.  

—Você não precisa nos temer, Jeremy. Sempre te disse isso, não somos do mal, não precisa ter medo. — estreitei os olhos na direção da mulher, ela notou e me olhou. — Eu sinto os sentimentos. Algo da minha linhagem. — essa frase ficou em minha mente por breves milésimos sumindo com Jeremy tentando se soltar. Eu o soltei e ele respirou fundo.  

—Justin, precisa seguir os planos. Você não tem entende a gravidade de tudo isso. — Jeremy falava pausadamente para o filho, que fitava seu pai um pouco chocado com seu modo de agir.  

—Eu não vou me casar com a Samantha! O senhor sempre soube disso. — Justin deu de ombros.  

—Não se trata de querer. — Jeremy falou quase como se desistisse.  

—Se trata de dinheiro. — Richard disse vendo que o rei não iria terminar sua frase.  

—Por que se trataria de dinheiro? — Justin fitou o pai quando o rei abaixou a cabeça envergonhado. Olhei para Richard, esperando-o explicar.  

—Porque guerra custa dinheiro e ele deve ter acabado com todo na guerra que mantem escondida. — Mason falou e eu arregalei os olhos.  

—Isso é verdade? — eu que falei me surpreendendo, Justin riu dando as costas para o pai.  

—Você é inacreditável! — Justin falou ainda de costas, suas mãos estavam em sua cintura, com seus ombros tensos e a respiração pesada.  

—É sua obrigação fazer de tudo pelo país. — Jeremy falou depois de um longo silencio coletivo na sala.  

—Não! Seu erro, você que resolva. Não vai joga-lo para mim. É seu problema! —Justin gritou a última frase e eu suspirei. — Não vou sacrificar minha felicidade pelo seu ego. — ele saiu da sala e Jeremy se virou para mim.  

—Você precisa entender que isso é muito sério, estamos a beira da falência. —Jeremy me olhou e eu engoli a seco.  

—O que quer que eu faça? Você errou, Jeremy. — disse o olhando, cruzei os braços. — Você poderia ter conversado com ele e juntos terem achado uma solução.  

—Expliquem a eles do quanto sério isso se trata. — Jeremy olhou para o casal e se retirou da casa.  

—Eu sinto muito. — falei me virando para eles.  

—Eu não sinto falta de toda essa emoção. — Amelia riu fraco. — Isso é realmente algo sério. Casamento poderia ser uma solução, o pais da Samantha é bastante rico para ajudar Illea a se recuperar.  

—Mas existem outros meios de conseguir dinheiro. — Mason concluiu o pensamento de sua esposa e abriu um sorriso reconfortante. — Eu vou conversar com o Justin e espero poder ajudar o Jeremy com tudo isso. — ele apertou o ombro de Amelia e se retirou. 

Me sentei no sofá e Amelia fez o mesmo.  

—Você já está tendo o gosto da coroa. — Amelia falou de uma maneira brincalhona.  

—Queria não ter, é um gosto amargo, as vezes ácido. — disse com um longo suspiro.  

—Eu sei! Não sinto falta disso, mas queria ter tido uma amostra antes de entrar nesse meio. — olhei para a loira, que tinha um olhar distante, ao sentir meu olhar sobe ela, a mesma me olhou. — Não me entenda mal. Eu amo o Mason e tudo que vivemos, mas isso cansa. — sorri para ela.  

—Eu entendo. Só ainda estou aqui por ele. — disse sorrindo de lado. — São tantos altos e baixos. Todos os dias tem um problema. — Amélia riu.  

—Sim, sempre alguém para salvar, alguém para reclamar, algo para inaugurar, algo para restaurar. Inúmeras reuniões por dia. — Ela levou a mão até a cabeça e então sorriu.  

—É complicado viver nesse mundo. — Amelia assentiu e nos suspirando logo rindo.  

—Parecemos muito nesse quesito. —Amelia falou me olhando. — Espero poder ajudar você, como não me ajudaram nesse começo.  

—Obrigada. Acho que a ajuda de vocês será de imensa importância, partindo do princípio que metade dos problemas da realeza são com o povo de Saffron. — a expressão de Amélia mudou para uma séria, até mesmo brava. — Eu acho que eles estão certos! Temos que ter liberdade. — falei de pressa e ela sorriu novamente.  

—Sim, brigamos muito com Jeremy desde que tudo aconteceu, até por isso nos afastamos. Ele também... —ela parou de falar fechando os olhos. — Enfim, espero que agora tudo caminhe para a paz em ambos os povos.  

—Eu também, até porque viver me escondendo é complicado, como você pode ver. — fitei a parede pensativamente.  

—Nem imagino, vivemos um bom tempo fora do país, ficamos sem saber o que acontecia aqui.  

Assim ficamos conversando sobre o país.  

[...] 

Eu descansava no hotel, enquanto Justin e Mason trabalhavam juntos. Algo me dizia que iriamos ver muito essa família. Além disso, Justin queria que a festa de noivado fosse o mais rápido possível, até para evitar se pai de fazer algo. Por isso, já tinha pedido a ajuda da Violetta que reunia uma equipe para fazer tudo isso.  

Cansada de estar imersa em pensamentos eu me levantei fazendo um mapa aparecer em minhas mãos. Passei a mão sobe o mapa e mentalizei Nicolas, que ainda não tinha dado notícias. Ele parecia ter um escudo de proteção que não me deixava acha-lo, mas isso não ia me parar e ele deveria saber.  

Suspirei abaixando a cabeça, como eu iria resolver tudo isso? Apenas eu para tantas coisas.  

[...] 

Já tínhamos voltado para a capital, dessa vez indo para um novo hotel ficar em sua cobertura, que parecia uma casa, para minha surpresa Violetta estava lá. Ela sorriu se levantando.  

—Boa tarde, Altezas! — ela falou curvando levemente a cabeça.  

—Boa tarde, Violetta. — Justin falou sorrindo para a loira, ele seguiu para cozinha e eu fitei Violetta. 

—Não sou alteza. — disse fazendo ela ri. — O que faz aqui? Sem querer ser grossa. — perguntei me jogando no sofá extremamente confortável.  

—Estou para resolvemos a festa.  

—Por onde vamos começar? — Justin perguntou saindo da cozinha com o copo de água para me entregar.  

—Quero começar com seu time de segurança. Vocês tem poucos soldados para lhe proteger. — ela intercalava o olhar entre nos, olhei para o Justin.  

—Vou pedir o Ryan para resolver isso. — Justin falou se sentando ao meu lado.  

—Acharam o Nicolas? — perguntei e ela negou sem me olhar. — Onde está a Astra?  

—Em uma expedição para achar o Nicolas. — me levantei e Justin segurou meu braço.  

—Ele vai aparecer. Agora precisamos ajeitar essa festa. — ele falou calmamente, depois da briga que tivemos no voou de volta.  

—Ta. — me sentei novamente e observei Violetta.  

—Precisamos de um local, a lista de convidados, a decoração e a roupa de vocês. O resto eu posso resolver.  

—O que seria o resto? — perguntei com os braços cruzados.  

—A mídia, funcionários e por ai vai. — ela sorriu.  

—Pode pedir ajuda da Gal, ela deve ser útil para isso. — Justin falou e Violetta se surpreendeu com a sugestão.  

—A lista tem que incluir todas as selecionadas. A decoração peça a rainha ajuda.  

—Vamos chamar a Samantha. — fitei o loiro com os olhos cerrados, ele me olhou sem expressar nada. — Para colocar um ponto final assim, na frente da mídia.  

—Claro! — respondi voltando a olhar para a loira que tentava se manter neutra. — A Elisa também. Minha mãe e minhas amigas. Os políticos, certo? — olhei para o Justin que assentiu. — Acho que vamos precisar da Patricia para resolver tudo isso.  

—Acho que o estilo da festa não precisa ser aqueles bailes, certo? — Justin falou me olhando, não o olhei e então balancei a cabeça.  

—Vou pedir para a estilista da rainha vir ver você. — Violetta falou, me levantei indo explorar essa cobertura. Nossas malas já estavam no enorme quarto.  

Escutei a conversa dos dois na sala.  

—O que aconteceu? — Violetta perguntou com um tom preocupado.  

—Brigamos no voou. Ela está preocupada com o Nicolas e não sabe como vai fazer com a outra. Além de estar com medo de noivarmos.  

—O que faremos? — Violetta perguntou novamente.  

—Não sei... Vamos começar achando o Nicolas, talvez ela se acalme mais. Mas com toda essa agitação que vai ser essa festa, duvido que resolva. Bom, você pode ir. Ela deve te ligar amanhã para começar realmente a resolver isso. Obrigada, Violetta.  

Sai de perto da porta dupla e andei até o banheiro.  

—Kylie... — virei meu rosto vendo o loiro parado na porta do banheiro. — Quer que eu vá embora? — balancei a cabeça negando. Engoli a seco e me aproximei dele.  

—Eu não sei se vou sobreviver a tudo isso, Justin. — Ele passou seus braços a minha volta me puxando para mais perto, encostei minha cabeça em seu peitoral fechando os olhos, deixei as lagrimas caírem molhando sua blusa, ele beijou minha cabeça.  

—Nós vamos sobreviver. Nos dois! — Justin deu ênfase na ultima frase, apesar da sua confiança isso não mudou o que eu sentia ou pensava. Afinal... 

—Você não pode me ajudar com ela. — disse afastando meu rosto dele, que levou uma de suas mãos ate meu rosto afagando minha bochecha.  

—Posso e vou. Com o exército do país, com todos os bruxos que acharmos. Temos muitas pessoas para nos ajudar com tudo que temos que lidar. Para ajudar a salvar o pais temos o Mason, para lidar com ela temos Gabriela e os outros da vila, para o povo você tem a mim e minha família, até mesmo a Amelia e para achar o Nicolas, a Astra está empenhada nisso. A Violetta vai ajeitar nossa festa. Eu já escolhi nosso anel de noivado... — estreitei os olhos ao escutar sua última frase.  

—Quando? — perguntei cruzando os braços, ele riu e beijou a ponta do meu nariz.  

—A um bom tempo. Como você já disse eu te escolhi a um bom tempo. —Sorri e passei meus braços pelo seu pescoço.  

—Promete não me deixar mesmo que eu fique louca? — pedi com os olhos marejados.  

—Nunca vou te deixar! Ficaremos loucos juntos. — Sorri de lado e juntei nossos lábios.  

—Eu te amo, Justin! — murmurei contra seus lábios, ele me apertou.  

—Eu te amo mais.  



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