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História Choices of the heart - A princesa perdida - Capítulo 36


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Capítulo 36 - Obrigada, pai.


Justin tinha sido transferido para o palácio, já que Jeremy tinha tentado resgata o filho.  

Para minha surpresa meus pais não tinham tentando limitar meu contato com o Justin e até mandaram familiares para ajudá-lo a se recupera com porções. 

Estávamos tentando achar meios de combater o exército de Illea que se aproximava cada vez mais da capital. Segundo os informantes dentro do exército eles pretende derrubar o palácio novamente. Amelia já tinha mandado colocarem um escuto em volta do palácio para que nada derrubasse o local, além de cada membro que trabalhava dentro do palácio estava sendo checado por Mason, Amelia e Richard para garantir que nenhum deles eram informantes de Illea.  

Eu tentava não me meter nisso, afinal eu não entendia nada, pedi também para não incomodarem o Justin nesse momento, deixasse ele se recuperar pelo menos por uma semana. 

Eu voltava do meu exercício diário, mesmo com todos os problemas eu não tinha parado de treinar, o que era uma boa para tudo isso.  

Meu quarto tinha virado um pequeno quarto de hospital. Estranhei ao ver a maca vazia, todos seus aparelhos estavam ali.  

—Justin? — o chamei andando lentamente pelo quarto, com receio do que poderia ter acontecido, já que ele não tinha se levantado só e as enfermeiras não tinham vindo ainda.  

Andei até o banheiro na esperança dele estar lá. Sorri aliviada ao vê-lo encostado na bancada da pia.  

—Você não deveria estar em pé sozinho. — falei indo até ele, que me olhou pelo espelho.  

—Eu precisava fazer xixi. — ele disse respirando fundo,  

—Por que não chamou as enfermeiras? — perguntei me encostando na bancada para olha-lo melhor.  

—Acho que já posso andar só. — Justin me olhou dos pés a cabeça e então se virou. — Onde você estava? — era estranho vê-lo assim, ele parecia depressivo ainda com hematomas no rosto e no corpo.  

—Malhando, como fiz todos esses dias. Você está com fome? Vou chamar as enfermeiras. — falei saindo dali, mas ele me segurou solando um gemido de dor, me virei para ele.  

—Por que você está malhando? Deveria estar pegando leve.  

—O médico recomendou os exercícios, estou fazendo pela saúde do bebê e agora por ter uma guerra acontecendo. — Justin suspirou soltando meu braço e passando a mão no rosto.  

—Meu pai sempre fazendo péssimas escolhas. — Comprimi meus lábios sem saber o que dizer, fitei o chão o esperando decidir o que queria fazer. — O que você tem? Está estranha desde que sai da cirurgia. — Justin andou na minha direção e eu engoli a seco.  

—Apenas preocupada. — disse sorrindo levemente para convence-lo. Ele procurava algo na minha expressão, mas apenas concordou.  

—Eu vou tomar um banho. — Justin disse indo para o meu chuveiro.  

—Quer que eu chame ajuda? — perguntei o observando tirar suas roupas, vendo cada hematoma ainda roxo em seu corpo, isso me causou arrepios e eu precisei desviar o olhar, principalmente porque isso me lembrava o que eu fiz ao salvar seu coração. Era algo que ele não precisava saber.  

—Não, mas se quiser me ajudar, não vou impedir. — Ri fraco sabendo o que ele queria e apenas concordei, tirando meu tênis e entrando no box com ele. — De roupa?  

—Eu vim ajudar e não te divertir, você não está em condições de se divertir. — Justin fez uma carinha triste e eu o beijei.  

—Eu sei que você está escondendo algo. — Ele murmurou abraçando minha cintura, girei o registro deixando a água cair em nos dois.  

—Não estou. — Respondi passando os braços em seu pescoço. Justin levantou a cabeça que estava na curvatura do meu pescoço e me examinou, então juntou nossos lábios.  

—Você perdeu o bebê? — Justin perguntou sem muita emoção em sua voz ou expressão, parecia não querer a resposta, mas não saber o que eu escondia estava o incomodando.  

—Não, Justin. Ele continua aqui. — falei levando sua mão até minha barriga. — Se eu o tivesse perdido você não estaria com dor, porque eu teria o salvado.  

—Você quer que eu acredite que você não fez nada? Você pode não ter me curado por completo, mas você estava na cirurgia e algo aconteceu. — Ele fitava meus olhos como se assim pudesse tirar a verdade de mim.  

—Eu estava lá, bom cheguei lá depois de um tempo. 

—E? — Justin me incentivou, respirei fundo.  

—E assisti sua cirurgia de uma salinha. Apenas isso. Estamos bem, Justin. Por que ficar relembrando isso? — perguntei levantando meu rosto para olha-lo.  

—Tudo bem, quando você estiver pronta, vai me contar. — ele beijou minha testa. Eu deslizei a ponta do meu dedo pela a sua cicatriz na barriga, engoli a seco tendo aquele dia em minha mente novamente. — Você acabou de dizer que estamos bem. — Suspirei levantando meu rosto para ele.  

—Estamos. É só difícil ver isso. Eu poderia ter evitado essa cicatriz. — Murmurei observando seu rosto, ele sorria.  

—Você fez o melhor para nossa pequena família. — Suas mãos foram para minha barriga. — Ela já está aparecendo. — ri concordando. Tirei a blusa e o top que eu usava, assim tirei a calça e a calcinha, vendo seu sorriso crescer, soltei meu cabelo e o empurrei tomando o chuveiro para mim.  

—Você não está pronto para isso. — disse de olhos fechados, suas mãos apertaram minha cintura, alisando meu corpo.  

—Estou. — Justin sussurrou desligando o chuveiro, seus lábios foram para o meu pescoço me causando arrepios.  

—Justin... — murmurei de olhos fechados, abraçando seu pescoço.  

—Shi... — outro arrepio foi causado quando ele me pediu silencio em meu ouvido. Seu rosto estava contra o meu deslizando lentamente até ficar cara a cara comigo. Abri os olhos fitando seus olhos cheios de luxuria.  

—Você precisa se recuperar. — falei tentando manter minha concentração no que era melhor para ele.  

—Eu estou bem. — ele tentou me convencer, não apenas com a fala e isso me fez gemer baixinho. Apenas concordei.  

[..] 

Ajudei o Justin a voltar para sua maca, mas ele não aceitou e se deitou na minha cama. Segui para o closet me vestindo, então fui secar meu cabelo.  

Quando sai do closet vi o loiro trocando de canal, ele parecia bem, talvez um pouco mais animado do que quando acordou.  

—Vou pedir seu café da manhã. — falei saindo do closet, ele me olhou e sorriu batendo na cama ao seu lado.  

—Eu já chamei o pessoal. — andei para o seu lado e me deitei ali, ele me puxou para seus braços. — Queria poder ficar assim, sem o mundo esta pegando fogo ou machucados. Só nos três. — A última parte ele sussurro e eu sorri imaginando essa cena.  

—É um sonho. — disse entrelaçando nossos dedos.  

—É o objetivo no final de tudo isso. — concordei o beijando.  

—Grace já passeou. — Erica falou entrando no quarto com a cachorra, ela tirou a guia e a cachorrinha correu em nossa direção. A ajudei a vim para a cama e afaguei seu pelo.  

—Deveríamos adotar outro animal. — olhei para o Justin.  

—Não conseguimos dar conta de nós dois, mal temos tempo para a Grace, imagina para outro. — ele sorriu pegando a cachorra para brincar.  

—Nós vamos ter, ela não pode ficar sozinha, talvez um devêssemos pegar um macho para ela se divertir. — arregalei os olhos.  

—Não! Ela é um bebezinho. — falei puxando a cachorra para protege-la em meus braços. Ele riu do meu jeito.  

[..] 

Eu tinha deixado Justin com seus médicos e indo me encontrar com meus pais.  

—Oi. — disse entrando na sala, eles estavam em volta de uma mesa redonda com um enorme mapa e soldados nele. — O que é isso?  

—Como Justin está? — Amelia perguntou se levantando.  

—Melhor, obrigada. — sorri para ela. — Então? — perguntei me inclinando na mesa para ver melhor o mapa. — Uma linha de ataque? — questionei os olhando já que não tinha obtido resposta.  

—Sim. — Mason falou triste. — Precisamos contra-atacar, rápido. O que estamos mandando não é suficiente para nada. Nosso exército não é nada comparado ao de Illea. — ele parecia derrotado.  

—Então use magia. Eles têm armas e nós temos poderes. Tenho certeza que o povo com magia iria se juntar para lidar com eles. — disse cruzando os braços, minha mãe olhou para o meu pai e eles continuava com sua comunicação interna apenas pelo olhar.  

—Talvez fosse algo a se pensar. — Amelia falou sorrindo. — Mas ele saberia.  

—Não se fizermos de um jeito especifico para bruxos. Podemos rastrear a magia e recrutar um a um. Vesti-los como soldados e então derrotar Illea. — sorri com isso.  

—Vamos pensar nisso. — Mason falou se levantando. — Você não deveria entrar nessa. Independentemente do que fizermos você permanece aqui. — ele falou apontando para o palácio.  

—Tudo bem. — disse dando de ombros. — Não pretendia ir.  

—Otimo. Então, vamos pensar nesse meio, mas precisamos de armas. — Mason suspirou. 

—Só você roubar. — dei de ombros. — Você disse que tinha países ao seu lado quando tinha o país, então use-os. Vai dizer que não pensou neles? — Mason olhou para Amelia e eles concordaram.  

—Poderemos fazer isso. — Mason falou pensativo. — Vamos marcar uma reunião com eles. Talvez devemos ir aos países.  

—Vou mandar marcarem. — Amelia sorriu apertando meu ombro.  

—Imagino que Justin esteja dando essas ideias. — apenas sorri como resposta.  

—Não é algo que conversamos muito, mas sim ele mencionou uma fábrica de armas militares que deve fornecer as armas para a fronteira e que não seria difícil rouba-la. Ele também perguntou se você não tinha fechado acordos com os outros países, mas eu não sabia responder. 

—Eu sei que tudo que você quer é ficar com ele, mas isso só tende a piorar, Kylie. Logo Jeremy vai invadir o local o leva-lo e é capaz de matar você no processo apenas para manter Justin ao seu lado.  

—O que você quer dizer? — perguntei confusa.  

—Que deveríamos transferir ele. Principalmente com sua instabilidade. Você surtou quando ele foi para a cirurgia, não sabemos o que pode acontecer se outra coisa acontecer.  

—Você está com medo dele ou de mim? — dei um passo para trás, ele engoliu a seco.  

—Dos dois. Do que Jeremy pode fazer para ter o filho de volta e de como isso vai afetar você.  

—E você acha que fazendo qualquer outra coisa não vai me atingir? Talvez seu plano esteja certo, apenas se eu tiver morta pare de me importar. — ele assentiu lentamente — Não diga que entende, você não entende. Por mais que você se esforce, não consegue entender. Você não pode nos separar e esperar que isso acabe com nossos sentimentos. Olha, eu... Você pode ter medo. Só que nada vai mudar nosso amor. Você parar de tentar impedir isso seria maravilhoso e facilitaria muito minha vida.  

—Tudo bem. — foi tudo que ele faltou antes de se voltar para o mapa, arqueei a sobrancelha confusa.  

—Como assim? — perguntei esperando um truque.  

—Você já provou repetidamente seu ponto. Você o ama e ninguém vai ficar entre vocês e ele pensa do mesmo jeito, tanto que quase morreu apenas para te ver nesse momento histórico, sem nenhuma proteção e se você não tivesse o visto ele estaria morto causando um estrago ainda pior a essa guerra. — Mason riu e se virou para mim. — Você me convenceu do seu ponto de visto. Do seu amor. Chame do jeito que quiser, eu entendi. Não posso concordar e já expliquei meus motivos, mas não irie tentar impedir.  

—Obrigada, pai. — a palavra me pareceu certa, mas o desequilibrou. Mason se sentou e eu arregalei os olhos, ele parecia estar com dor, sua respiração estava pesada. — Está tendo um infarto? — perguntei indo para sua frente e me ajoelhando.  

Mason não conseguiu falar. Coloquei minhas mãos em sua perna vendo que realmente estava tendo um infarto, meu coração acelerou com medo de perde-lo.  

Olhei para os lados vendo que estavam só na sala. Onde estava Amelia? Meus olhos ficaram marejados e eu coloquei minha mão em seu peito, Mason tinha os olhos fechados e eu me concentrei em curar seu coração.  

Minha barriga doeu, mas eu não parei, não iria perder meu pai. As pessoas precisam parar de morrer! Não posso salvar todo o mundo.  

—Olha quem eu encontrei no caminho. — a voz de Amelia soou atrás de mim.  

Eu não conseguia falar, tentando manter minha concentração.  

—Kylie? — Amelia perguntou tocando meus ombros. — Onde está doendo? — ela perguntou. 

—Kylie, você precisa parar. — Justin falou ficando atrás da cadeira.  

—Ele... está.... Infarto. — Parei de tentar formular uma frase e após falar, voltei toda minha concentração para ele. Eu sentia os olhos de Justin em mim.  

A dor crescia a cada segundo que eu o curava. Ele respirou fundo e eu tirei minhas mãos de seu peito. Observando suas reações. Amelia se curvou em cima do marido e Justin me puxou. 



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