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História Choros em meia lua- drarry - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Aquele momento que sempre tem que colocar algo aqui e eu não sei o que colocar.
Boa leitura

Capítulo 3 - Chuva


A casa dos gritos, eu me lembro de Harry contando sobre Remus, sobre como a agonia era tão grande para fazer com q o nome do local ganhasse esse título.

Costruido somente para ele.

Infelizmente, acho que não contavam com o trio de ouro, nem com o proprio Lupin. Após tudo aquilo, só sobrará uma casa vazia. Sem nenhum grito mas servindo como um lugar de paz e tranquilidade para Harry.

Enquanto todos pensavam que o Potter estava na sala precisa treinando para mais um santa guerra, eu sabia onde ele estava. Sabia da posição que mantinha na poltrona velha, conhecia os seus olhos atentos a um livro contemporâneo trouxa ou apenas no seus mais profundos pensamentos enquanto tocava o piano que transfigurei porque descobri que isso o acalmava. Também sei os rangidos da casa, como se tentasse se comunicar, das gotas de chuva e do colchão que deitava quando ele tinha pesadelos.

Eu conhecia cada parte, talvez não da casa dos gritos, mas tinha certeza que conhecia quem a frequentava com todos os traços.

Temia estar enganado e que na verdade tudo isso não passasse de mais um sonho do jovem Draco Malfoy carente de atenção, que eu acordasse e aqueles olhos e aquela mão tão quente...Não estivessem mais lá.

A caminhada até o salgueiro lutador era fria, a chuva rala começava a cair e não havia nenhuma luz auxiliar, a não ser da varinha que carregava. Via sua silhueta a alguns passos de mim, e seus olhos fragmentados nos meus.

Sentia meu coração saltar em expectativas.

Ele me estendeu o guarda chuva que segurava, e eu neguei. Não queria que ele passasse frio. Sua mão se estendeu sobre a minha, e comparada a garoa fina que nos rodeava, ele era canta. Harry Potter tinha esse talento de ser constantemente caloroso.

Quando achei que já tinha sofrido ataques cardiacos suficientes por um dia, Harry me puxou para seus braços em frente ao salgueiro lutador abaixo do guarda chuva.

- Assim, Não precisamos passar frio._ Respondeu ele as minhas divagações.

- Não sou tão fraco ao clima quanto você, Potter.

- No entanto, suas mãos não deixam minha cintura._ Lá estava, aquele olhar perdido mas apaixonado, aquele sorrisinho bobo que me fazia querer ve-lo todo dia.

- ...cale a boca. É apenas para ver se você tem alguma daquelas coisas trouxas acopladas a você.

Ele me olha questionador, como pode?! Ele que me apresentou as tão estranhas explosões que os trouxas causavam nos filmes, era insano o modo como homens se acoplavam a essas coisas e se desfaziam em meio ao véu.

- Sabe, aquelas coisas que fazem que nem um Bombarda. Bum!_ faço gestos com as mãos.

- Ah! Uma bomba!_ Harry, ri_ Por que eu teria algo como isso enfaixado em mim?!

- Talvez, pra fugir de assuntos, como está fazendo agora.

Tinha acertado no alvo, Harry me olhava apreensivo e apenas assentiu cabisbaixo.

- Então você percebeu...

- Meu amor, você esquece que eu me fascino por estes óculos feios desde a infância. Eu sei, as bases quando algo se passa com você.

- E mesmo assim quer me fazer falar?_ diz em um revirar de olhos. Mas pego seu rosto em minhas mãos onde ele se recolhe em si mesmo, talvez de mim, talvez do frio.

- Porque sei que isto também está te agonizando, se não quiser falar comigo, tudo bem. Fale com a Granger, o Weasley, qualquer um. Mas não posso só deixar essa...o que quer que seja isso, te aflingir._ mordo meu lábio em antecipação, sábia que ele tinha o livre arbítrio de não me der uma explicação. Querer manter as coisas em segredo não era um pecado mas... Eu tinha medo de saber o porque de ser uma destas coisas.

- Draco...Obrigada, mas eu não consigo, só não sai. Não é você..._Ele franze as sombrancelhas e mexe em suas mãos, enquanto eu não consegui, segurar minha língua.

- ...Sou eu, isso soa como um término de namoro para mim. Daqueles que vimos no dia do cupido.

Não me surpreenderia, sempre fomos um casal amoroso mas infelizmente distante por nossas situações. Isso não me fazia ama-lo menos.

Sentia minhas mãos suarem frio, e meus dedos rangerem há procura de alguma afirmação em seu olhar que suspende-se meu sorriso sarcástico. Como se aquilo fosse apenas uma piada que não quebraria meu coração.

No entanto.Harry, me calou, seus dedos trêmulos em minha boca.

- Eu não quero terminar com você, Draco._Minha resposta foi sorrir.

- Vamos para a casa dos gritos, aqui está ficando frio.

Assim, começamos a tomar caminho, abrimos a entrada e nos esgueiramos até chegarmos ao nosso destino.

Paramos diante da porta grande, a casa dos gritos continuava a mesma, não fizemos nenhuma mudança e Harry só a queria para suas devidas necessidades. Sentia que se mexesse em algo demais, apagaria a memória dos marotos.

Contudo, com o vento frio me veio um relâmpago de ansiedade. Era aterrorizante, mais do que ir para casa, mais do que a marca em meu braço. Escutar tudo, tudo que eu não sabia e não saber se obtinha a solução... era aterrorizante. Estava com medo de perder Potter, não por uma escolha dele, mas uma incapacidade autoral.

Harry, abriu a porta.


Notas Finais


Também não sei o que colocar aqui, mas obrigada por ler até este capítulo.
Isso está se tornando uma shortfic, mas espero que continuem acompanhando.
É isso, bom fim de semana♡


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