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História Chosen Blood - minsung - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura! Fiquei com preguiça de esperar até amanhã para escrever, a. Perdoem qualquer erro ou coisa confusa, eu não revisei nada ainda, então não sei como está. ❤~

Capítulo 8 - 7. Problemas


Woojin encontrava-se na mesa juntamente a Jina, observando a mesma comer com a aura notoriamente triste. Estava receoso sobre contar mais coisas a respeito de Jisung, perguntava-se se aquilo era o certo a se fazer ou se apenas deixaria ela mais preocupada com o filho. Por hora, resolveu deixar aquilo de lado e deu mais atenção ao seu café quentinho.

– Tem algo a me dizer? Meu falecido marido ficava da mesma forma que você quando estava escondendo algo. – começou, quando enfim terminou de comer o pão com geléia que Woojin tinha feito e terminado de tomar o chá.

O dhampir suspirou, deveria contar logo, assim Jina seria de melhor ajuda mesmo. Deixou seu café novamente sob a mesa após tomar somente um gole e ensaiou as palavras mentalmente antes de falar. – Não sei por qual motivo Han nunca lhe contou nada, tenho medo que eu estrague tudo, mas... Ele era a única pessoa que Vamnock confiava. Vamnock tinha vampiros puros junto com ele, uns dois ou três e eram esses vampiros que transformavam os jovens desesperados em dhampirs, só que, com Han foi diferente, Vamnock o transformou, pois, tiveram uma infância juntos e Vamnock não queria perdê-lo.

Jina não ficou tão chocada, ela sabia mais ou menos dessa parte, mas não tão detalhadamente, não por esse lado. Processou durante poucos segundos tudo aquilo que lhe foi dito. – Onde meu filho está metido nisso? – questionou com a voz embargada, nunca soube exatamente porquê aqueles germes corriam atrás de seu Jisung.

– Muitos dhampirs sentiam inveja de Han, eles queriam ter ligação direta com Vamnock como Han teve, mas nunca conseguiram. Um desses invejosos era Malus, foi ele que rastreou Han e o matou, só que... – engoliu a seco, falava tudo com o olhar preso no líquido cafeinado dentro da xícara em sua frente. – Malus descobriu que poderia trazer Vamnock de volta com a turmalina e com o sangue da ligação mais próxima de Vamnock, como ele já tinha matado seu marido, ele precisava de outra pessoa agora...

– M-mas, meu filho ao menos é um dhampir como pai dele! – exclamou, uma lágrima salgada escorreu do seu olho, sentia-se traída por nunca ter sido alertada. – Tem que existir outra pessoa com ligação direta, eu não vou perder meu filho.

– Não seja egoísta, Jina! – Woojin falou, sem paciência e com certa raiva. – O sangue de Jisung não pode mais ser usado de qualquer forma, já pertence ao vampiro que mordeu ele, mas isso é bom, pode ser que eu engane Malus deixando ele pensar que Jisung ainda é útil para esse plano idiota. – disse tudo tão rapidamente que nem percebeu ter revelado o que ainda não queria falar, no entanto, quando percebeu, deu de ombros. – A qualquer momento Vamnock pode despertar naquele vampiro, isso é perigoso, ele não vai conseguir controlar Vamnock...

Um silêncio constrangedor recaiu, Woojin pensava em um plano enquanto Jina digeria tanta informação. – Jisung ainda pode ser útil... – falou de repente, mais para si mesmo, entretanto, a audição apurada de Jina conseguiu ouvir e indagar um breve "como?". – Ele é um chosen e quando eu o rastreei, eu não vi quaisquer sinais de paixão nele, mas ele está interligado muito fortemente naquele vampiro, ele pode... Não... – se perdeu brevemente nas palavras e teorias. – Jisung talvez seja capaz de controlá-lo.

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Jisung comeu o dak galbi tão rápido que Minho mal viu a cor do alimento no prato dele, se deixasse, o bochechudinho ainda comeria do seu prato, por isso se apressou em começar a comer também. Estava demasiadamente bom, Jihyo nunca os decepcionava mesmo. Assim que Minho terminou de comer, arrumou os pratos sobre a pequena mesa em frente ao sofá para alguém recolher mais tarde e desviou o ponto de visão até de Jisung que estava atirado ao seu lado.

– Você gostou? – questionou ao humano, que somente assentiu com um sorrisinho bobo no rosto. – Não posso ser muito legal com você, mas eu odiei essa sensação de fome, então poderá comer uma vez ao dia.

– Uhum... – murmurou, enquanto acariciava a própria barriga cheia.

O vampiro não poderia negar que achou aquilo adorável, sentiu vontade de acariciar a barriga alheia também, mas antes de esboçar qualquer expressão que entregasse o que estava sentindo, começou a prestar atenção em outras coisas do cômodo de descanso em que estavam.

Minho precisava dormir, já estava tarde, mas não queria deixar Jisung sozinho ou mais especificamente falando, não queria ficar sozinho e acabar dormindo, estava cansado de pesadelos. O silêncio que pairava entre os dois até que era relaxante, mesmo que Minho ainda seja um monstro sanguinário na visão de Jisung, ele já não estava mais tão preocupado. Minho, por sua vez, suspirou baixo com a confusão que o adornava.

– O que foi? – perguntou Han preocupado com o vampiro e parando as carícias na própria barriga.

– Está na minha hora de dormir, mas... – antes de continuar, desviou o olhar para Jisung, que o encarava. Ficou um pouco receoso sobre lhe contar o que estava acontecendo, mas sentia que podia confiar no humano. – Tem um pesadelo que fico tendo todos os dias.

Jisung buscou em sua memória algo que pudesse ajudar Minho, isto demorou por volta de alguns segundos e quando enfim achou alguma coisa, começou a falar.

– Quando eu estou tendo pesadelos, eu pego alguns livros para ler. No mesmo tempo que faz eu ter sono, também faz eu ficar pensando na história, aí durmo e sonho com ela.

– Eu detesto ler, acho que ficarei tendo pesadelos mesmo. – desconversou e acabou por rir do cenho raivoso que Jisung esboçou em seguida. O humano, por sua vez, fez uma nota mental de que nunca mais tentaria ajudar Minho.

– Você é um ingrato, vá dormir logo então!

– Eu vou! Mas não é porquê você está mandando. – Jisung, em resposta, mostrou a língua de forma totalmente infantil e cruzou os braços acompanhando com o olhar Minho se levantar do sofa e sair daquela sala.

Minho subiu para seu quarto e quando estava a pouco centímetros de sua cama, arrependeu-se amargamente de não ter ficado naquela sala. Sem mais devanear sobre isso, se deitou no acolchoado de casal e se deixou cair no sono. Já na sala de descanso onde Jisung tinha ficado, não tinha muito o que fazer, portanto, ficou só sentado ali no sofá.

Um tempo depois naquela posição, ouviu barulhos vindo da escada e logo não demorou para a imagem da mãe e do pai de Minho se fazerem presente. Jisung ficou um pouco amedrontado por aquilo, então se manteve parado e sem fazer qualquer barulho e, felizmente, eles nem notaram a presença do humano ali. Minho parecia ter ficado tão incomodado com a luz, enquanto seus pais saíram tranquilamente no sol forte, para fazer sabe se lá o que. Talvez fosse algo daqueles coisas que Hyunjin tinha lhe dito, mas não se importava muito, iria morrer mesmo e meio que estava aceitando, então apenas continuou atirado no sofá.

– Hey, Jisung! – Jihyo chamou, pegando o humano totalmente de surpresa já que nem a viu chegar. – Você não quer me ajudar na minha fazenda? Eu posso ficar debaixo do sol, mas irrita minha pele se ficar demais e me sinto fraca. – fez um pequeno bico pidão e como Jisung não tinha mais nada para fazer mesmo, aceitou.

O humano se levantou e para já começar ajudando Jihyo, pegou os pratos na mesa de centro e os levou para ela até a cozinha. A fazendinha era bastante bonita e confortável, sem contar o ar fresco que era incrivelmente bom, fazia tempo que Jisung não respirar ar puro daquele jeito. A fazendinha não era tão grande mas era bem organizada, com espaço para as galinhas, vacas, porcos, entre outros animais, uma área para flores e outra para as plantações. Jisung ficou encarregado de terminar de capinar a terra para que Jihyo plantasse mais coisas e ele nem se importou muito, o lhe incomodou mesmo foi o incômodo no cotovelo e o sol que, apesar de a brisa estar gelada, ainda era quente.

Depois de horas naquilo, finalmente havia terminado e ganhou um copinho com água gelada em recompensa. Poderia ser uma recompensa bobinha de primeira vista, mas Jisung adorou, ele precisava daquilo, água. Pensando nisso, Jisung também precisava de um banho, mas nem ao menos tinha outras roupas ou sabia onde era o banheiro, não era ele quem sentiria seu cheiro mesmo.

Após ter descansado, comeu alguns biscoitos que Jihyo fez para ele, nem ligando que Minho o permitiu ter somente uma refeição e subiu para a biblioteca, onde ficou pelo resto do dia.

O entardecer se fez por cores alaranjadas e vermelhas, mesclando com o azul natural do céu claro e o fazendo se tornar como um violeta profundo ao passar dos minutos, até que por fim, estando completamente tudo escuro lá fora e o céu domado por estrelas. Os vampiros da casa começaram a acordar, o que ajudava todo o ambiente a ficar mais sinistro. Jisung já se encontrando quase vencido pelo sono, largou os livros de mão e caminhou preguiçosamente para seu quarto, de novo com aquela sensação de estar sendo observado, mas dessa vez, não se deu ao luxo de correr.

Chegou no cômodo e encontrou Hyunjin deitado, porém, concentrado em fitar o teto. Jisung não deu muita bola e se deitou na cama depois de tirar os tênis, estava exausto.

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Encontrava-se tudo escuro, mas Minho ainda ouvia os gritos, o barulho do fogo e Jisung lhe chamando. Abriu os olhos quando notou que eles estavam apenas fechados e viu o humano tão perto de si, ele tocava seu rosto e o chamava para acordar, sua mão era fria, mas era confortável, não queria se desvencilhar daquele toque. Foi então que seu olhar meio turvo repousou sob os furos no pescoço do garoto e o questionou curioso.

– Eu te matei?

– Você permitiu que me matassem, mas tudo bem, eu sei que você não fez por mal. Agora deixe queimar, por favor...

– O-o que...?

Antes que o vampiro pudesse obter mais respostas, um barulho alto de algo quebrando se fez audível o fazendo acordar rapidamente. Não pôde ter todas aquelas reações que tinha quando o pesadelo acontecia, pois, seu peito estava recheado por medo e adrenalina, Jisung provavelmente estava sentindo aquilo. Não estava tão preocupado, por isso, se levantou com calma, com objetivo de ir até o banheiro como sempre faz. Mais um barulho e dessa vez, era como se seu peito tivesse apertado tanto que sufocou, logo, acabou lembrando que Hyunjin estava naquele mesmo quarto que Jisung e que já era um vampiro completo.

Ao ter se lembrado daquilo, saiu com pressa do cômodo, do jeito que estava mesmo, e correu até o quarto de Jisung. A porta estava trancada, mas Minho fez questão de usar sua força para dar um jeito de quebrar a fechadura e entrar. Hyunjin se encontrava prendendo Jisung contra a parede, mesmo que o garoto tentasse sair ou o empurrar, Hyunjin era como uma pedra e continuava imóvel. O cujo dito estava com o cenho tão afundado no pescoço de Jisung, que Minho pensou que o mesmo já havia o mordido.

Por aquele pensamento, Minho sentiu uma raiva fora de si, aquilo não deveria tê-lo afetado tanto quando afetou, mas aconteceu e num misto de impulso e puro ódio, ele avançou contra Hyunjin, empurrando para longe de Jisung e socando o penúltimo citado em seguida. Mas não o socou só uma vez, foram várias. Como os pais de Minho estavam em casa naquela hora, apareceram ali preocupados e ao verem o filho espancando Hyunjin, Minho saiu como culpado.

– Vá para seu quarto e leve esse humano inútil junto com você. – foi o que o pai ordenou enquanto sua mãe estava toda amorosa com Hyunjin e Minho, só obedeceu. Sinceramente, mesmo explicando toda a história, eles ainda ficaram do lado do primo. Não entendia se os progenitores queriam que ele se tornasse completo logo ou se preferiam que Hyunjin acabasse com tudo de uma vez, sinceramente de verdade, não os entendia.

Entrou no quarto com raiva, queria ter batido a porta mas Jisung estava logo atrás de si, então deixou que ele fechasse.

– Que droga, você não sabe se defender?! Eu te falei para não confiar na merda do Hyunjin. – esbravejou, deixando Jisung ainda mais assustado e se sentindo mal. Minho se sentou na borda de sua cama e escondeu o rosto entre as palmas da mão, para ver se acalmava. – Você precisa de ajuda para se deitar e dormir também?

Jisung engoliu a seco e caminhou cautelosamente até o acolchoado, se deitou atrás de Minho e mesmo com medo do vampiro, ficou o encarando por um tempo, até começar a se explicar. – E-eu não... Eu não podia fazer nada, eu não confiei nele, mas aquele foi o quarto que você me deixou e eu joguei coisas nele, eu tentei me defender, Minho...

Ao ouvir aquilo, Minho parecia ter ficado um pouco mais calmo, não completamente, mas um pouco. –  Tudo bem, eu que exagerei. – nesse momento, retirou o cenho do meio das mãos e passou a olhar para Jisung atrás de si. – Ele chegou a morder você? – indagou, mais preocupado com o garoto do que com o fato de acabar perdendo seu chosen e não se tornar completo.

– Não, eu estou bem, ele estava quase mordendo, só que você conseguiu chegar antes. – sorriu fraco. De repente, por conta daquilo, Minho sentiu seu corpo quente, como quando acordava depois de um daqueles pesadelos.

Estavam em silêncio e Jisung, acabou desviando o olhar pela troca profunda de olhares. As bochechas gordinhas estavam coradas e Minho quis sorrir por aquilo, mas manteve a expressão séria. Minho por sua vez, ouvia algo gritando em seu interior para se aproximar mais de Jisung, mesmo que ele estivesse o deixando quente, muito quente e no entanto, foi o que fez; se ajeitou sobre o acolchoado e colocou uma perna sua entre as de Jisung, de modo que o joelho tivesse um leve contato com a intimidade alheia. Prendeu os braços do garoto acima de sua cabeça, com apenas uma mão, como da primeira vez que se encontraram, fazendo assim o garoto arrepiar pelo toque meio gelado.

A mão livre do vampiro percorreu por toda a lateral do corpo de Jisung, até chegar na coxa do garoto, lugar onde apertou e pôde ouvir um baixo suspiro escapar do mesmo abaixo de si.

Eu vou morder você... – Minho anunciou com a voz arrastada e o humano, por seu lado, mexeu a cabeça em negação diversas vezes, mas o primeiro citado não deu a mínima e o mordeu da mesma forma. Os dentes cravaram na pele alva e afundaram lentamente, o que acabou arrancando alguns gritos de dor do humano, todavia, para tentar acalmá-lo, Minho roçou seu joelho na área íntima dele. De fato, ajudou, mas também serviu para deixar Jisung um pouco mais aflito do que já estava.

O vampiro, por fim, começou a sugar o sangue de Jisung, saciando seu desejo de dias e matando de vez sua sede. De certa forma, aquilo até deu um trato na quentura que estava sentindo.

Não ficou por muito tempo sugando o sangue alheio, foi capaz de se controlar, mas ainda assim, Jisung estava quieto. Minho temeu que mesmo tomando pouco, o outro ainda assim tenha desmaiado, portanto, a primeira coisa que fez quando retirou os dentes de pescoço de Jisung, foi perguntar se ele estava bem e ficou aliviado ao obter uma resposta imediata.

– Eu só... – continuou, estava corado e tímido, aquilo intrigou Minho. – Eu... Você ficou fazendo aquilo... E... Eu... Você sabe!

Minho tomou liberdade para soltar os pulsos do garoto, mas ainda continuou sobre ele. – Eu não sei, Jisung, estou esperando você me contar.

– Eu... Gozei... – soltou, com o tom mais baixo que conseguiu e aquilo foi o suficiente para Minho cair na gargalhada e se afastar rapidamente do humano. – Não ria, a culpa foi sua...

– Você é tão precoce assim? Eu não pensei que isso fosse acontecer, se eu soubesse nem teria feito. – falou entre risos, ao que Jisung começava a choramingar por estar sendo zoado tão maldosamente. – Ei, não chora. – tentou consolar mesmo que nem conseguisse olhar para Han sem rir ainda mais.

Após conseguir se acalmar, secou uma lágrima imaginária e foi até seu roupeiro, tirando de lá algumas roupas e uma toalha, e as entregou para Jisung depois. – Tome um banho, você está muito sujo e tá cheirando estranho, não quero que durma assim na minha cama. – Jisung somente assentiu e se levantou do acolchoado com os tecidos em mãos, rumou até uma porta aleatória que deduziu ser o banheiro, entrou pela mesma e por sorte era o banheiro sim.

Tirou todas suas roupas e entrou no chuveiro que tinha ali, deixando que a água escorresse por todo seu corpo. Estava envergonhado, não conseguia entender o que tinha acontecido consigo em tão pouco tempo. Não queria se apaixonar errôneamente só porque Minho estava o tratando um pouquinho melhor, então ficou o resto do banho pensando em Mina e tentando não lembrar da vergonha de ter gozado só por causa de um toquezinho, toquezinho de um outro garoto ainda por cima.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! ♡~

O capítulo na minha cabeça: ☠🤬💥🧛‍♂️🗡
Ele depois de ter sido escrito: 😊❤✌👨‍❤️‍👨🌈


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