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História Christmas - Capítulo 46


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Capítulo 46 - Misunderstanding


 A playlist do baile era a melhor da vida. Ficou uma hora inteira tocando músicas agitadas e eletrônicas, não sai da pista nem por um minuto, eu amava dançar e essa noite me sentia elétrica demais. Não demorou muito para os engraçadinhos terem batizado o ponche e é óbvio que eu aproveitei e bebi horrores, não cheguei a ficar bêbada até porque tinha só três garrafas de vodka e aquele ponche dava para matar a sede de metade da cidade de tão grande que era. 


 Agora tinha começado os melhores hits da época de 2007 e eu preciso dizer que estava quase me jogando no chão e chorando enquanto cantava cada música, era incrível como eu sabia todas e eram as que eu mais amava, minha adolescência foi regada por elas. 


“KEEP BLEEDING, KEEP, KEEP BLEEDING LOVEEEEE!” Me joguei nos braços da minha namorada enquanto berrava a música, todas estavam rindo do meu estado mas eu nem ligava. 


“Alguém muda essa playlist?” Camz pediu alto fingindo chamar o Dj e eu empurrei-a emburrada, estava tão boa. 


“Deixem de ser chatas, todos amam essas músicas.” Me afastei da mesa indo em direção a de comidas e bufei vendo que ela estava esvaziando, o que eu ia comer quando acabasse tudo? 


 Peguei meu tão inseparável pratinho e coloquei dessa vez todos os doces disponíveis, precisava liberar um pouco do álcool no meu organismo se quisesse curtir o baile de forma certa. Estava provando os doces que eu nunca comi para ver se gostava e cada um era melhor que o outro, só um que o chocolate era tão amargo que eu quase vomitei, mas fiz a fina e cuspi lentamente no guardanapo e joguei na mesa. Quase no final da mesa eu encontrei o amor da minha vida, era um bolinho de chocolate que parecia petit gateau e liberava calda de chocolate quando você mordia, só tinha três dele! Olhei para dos lados desconfiada e mordi o lábio inferior, abri a bolsa correndo e joguei os três lá dentro, me virando para voltar a mesa como se nada tivesse acontecido. 


“Lauren, você vai sair rolando daqui to te avisando.” Dinah me provocou mais uma vez enquanto eu sentava na mesa com meu pratinho de comida.


“Me deixa em paz.” Resmunguei revirando os olhos e peguei um brigadeiro -era um doce brasileiro pelo que dizia na plaquinha- e assim que mordi quase fui ao céu e voltei. “Camz, prova isso!” Enfiei o doce na sua boca e ela arregalou os olhos.


“U... uau.” Murmurou engolindo ele e eu assenti sorrindo largo, era o melhor doce que já provei! “Tem mais?” Ela me olhou esperançosa e eu puxei o pratinho para o nosso colo dando-lhe mais um na boca.


“Gordas...” 


 Eu e Camz acabamos com aquele pratinho em segundos, ainda me escondi um pouco das meninas e abri a bolsa pegando aquele doce que escondi, óbvio que Camila viu eu comendo e quis um também, quase neguei mas seu bico fofo não deixou e eu dei o segundo doce para minha namorada. Parecíamos crianças travessas escondendo comida e comendo rindo maléficas. 


“AÍ MEU DEUS!” Ally berrou ao ouvir a introdução da música e eu me concentrei para descobrir qual era, minha boca abriu num grito animado quando consegui. “I GOTTA SAY WHAT’S ON MY MIND” Ally começou a cantar alto e todas nós nos entreolharmos rindo.


“Something about us, doesn’t seem right these days.” Continuei ajudando-a, pegando de improviso meu copo como microfone. 


“Isso é sério?” Vero nos olhou incrédula.


“Fala sério, é high school musical! Cantem!” Pedi inconformada, até parece que nós não tínhamos passado a infância toda cantando e dançando isso.


“Vocês são patéticas.” Dinah suspirou tediosa. “okay, não dá. I’VE GOT TO MOVE ON AND BE WHO I AM!” Ri alto com sua explosão e gritei animada.


“I JUST DON’T BELONG HERE I HOPE YOU UNDERSTAND.” Dessa vez eu, Ally e Dinah cantamos juntas, enquanto as outras nos olhavam rindo.


“Camzzz, canta!” Cutuquei-a com o ombro. “But at least for now... I GOTTA GO ON MY OWN WAY!” 


“Eu nem lembro essa letra, Lo.” Camila me olhou rindo, a música estava na parte que eu não gostava de cantar então descansei minha voz para o final bombástico.


“Claro que lembra, mesmo que você não se lembre seu cérebro lembra entendeu?” Expliquei com uma careta confusa ao ouvir minhas palavras.


“Pega mais doce, vai.” Ela enfiou uma colher de pudim na minha boca e eu suspirei em deleite, estava maravilhoso!


“Vocês estão com vergonha de que? É nosso último baile, última vez nesse colégio, vamos nos divertir!” Ally olhou-nos esperando alguma reação mas todas ficaram quietas. “Vocês são chatas.” Ela resmungou chateada.


“WHAT ABOUT US?” Vero levantou da cadeira num pulo, gritando a parte do Troy. Joguei a cabeça para trás gargalhando.


“WHAT ABOUT EVERYTHING WE’VE BEEN THROUGH?” Dessa vez foi da Selena, que cantava em meio aos risos.


“AND WHAT ABOUT TRUST?” Levantei-me também animada, nem ligando para os olhares que nos cercavam.


“YOU KNOW I NEVER WANTED TO HURT YOU!” Lucy apontou o braço para Selena com feição de dor e eu prendi o riso, eu amava minhas amigas!


“AND WHAT ABOUT MEEEEE?” Dinah que estava do meu lado esquerdo, se jogou nos meus braços me abraçando pelo pescoço, nós rimos quando quase caímos. 


“WHAT AM I SUPPOSED TO DO?” Mani entrou na brincadeira e colocou a mão no coração parecendo perdida.


“I gotta leave but...” Demi suspirou se levantando melancolicamente.


“I’ll miss you!” Dua se levantou por fim, completando. Olhei para todas sorrindo e percebi que só Camila ainda não tinha feito, ela nos olhava rindo. 


“Amor!” Pedi com um bico, ela suspirou fechando os olhos, ela ia perder a deixa da música!


“SOOOOOOOO!” Ela finalmente gritou e pulou da cadeira abrindo os braços teatralmente, nós não conseguimos mais segurar as risadas e começamos a gargalhar alto todas juntas. Foi ainda mais engraçado quando as palmas começaram a soar perto da nossa mesa, isso é que é dar um show. 


 Ficamos bons minutos tentando nos recuperar das risadas que pareciam não ter fim, quando finalmente nos acalmamos um pouco e nos olhamos sorrindo, senti uma nostalgia gigante me invadir, era realmente a última vez nesse colégio. Já não me sentia tão alta depois de tudo isso, e o tanto de doce que eu comi também ajudou muito. 


“Vamos no iglu comigo?” Me inclinei para chegar perto do ouvido da Camz e sussurrar, ela assentiu com um sorriso e se levantou me pegando pela mão. 


“Já voltamos.” Avisei para as meninas.


“Leva camisinha!” Óbvio que foi um comentário da Dinah, apenas ri e lhe mandei o dedo do meio. 


 Felizmente o iglu estava desocupado então nós entramos correndo antes que alguém viesse querer entrar bem agora, ele era de isopor mas tinha a aparência igualzinha a de um iglu de gelo, o chão estava forrado com algumas almofadas grandes e tinha até um frigobar com comida e bebida, era aconchegante. Camz se sentou encostada na parede do iglu e eu fui sentar no seu colo, de lado. 


“Está gostando?” Olhei-a com um sorriso, Camz estava bem quietinha essa noite mas parecia se divertir.


“Sim, eu nunca vim a um baile mas com certeza esse é o melhor.” Ela sorriu de forma tímida, agarrei suas bochechas e beijei todo seu rosto sem conseguir me segurar, eu amava tanto ela!


“Estou com medo sobre a faculdade.” Suspirei ao colar nossas testas, meu maior medo era ficar tão distante da Camz, eu não aguentaria.


“Eu também, mas tudo acontece por um motivo, e se acontecer da gente acabar ficando longe uma da outra, nós sempre acharemos o caminho de volta.” Camila sussurrou de forma suave, acariciando minha bochecha para me transmitir conforto. Suas palavras me invadiram em cheio.


“Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar.” Soprei sobre seus lábios, sentia meus olhos marejarem e não sabia o motivo de tanta melancolia, mas precisava dizer isso a ela.


“Eu sempre vou te amar, Lauren. Você faz parte de mim e nada pode mudar isso.” Não consegui mais esperar por nada e juntei nossos lábios com anseio, precisava do seu beijo e das sensações que ele me traziam. 


 Me perdi nos seus lábios e no seu toque, no seu cheiro e no seu gosto, deixei-me esquecer que havia um mundo lá fora e mergulhei de cabeça nela. Nosso beijo era intenso, e dizia algo que eu não sabia descrever, mas apertava meu coração, e em resposta eu a apertava mais em mim e correspondia o beijo com mais vontade. Sua língua fazia mágica e com um toque eu me desmanchava inteira por ela, afastamos nossos lábios arfando em busca de ar, as bochechas coladas, os corações batendo forte e os olhos fechados.


“Me ama, Camila. Aqui, agora, esqueça do mundo lá fora e foca em nós duas. Preciso de você.” 


 Não houve palavras nem hesitações, era um sentimento mútuo e a vontade de toque gritava em nossos peitos. Nos conectamos de todas as formas possíveis, nossos lábios estavam colados apenas soltando gemidos baixos uma para a outra, sussurros e confidências que jamais alguém escutaria. Nossos sexos se encaixavam e enviavam ondas de prazer para as duas, eu me apertava nela e me movia de forma lenta, meu corpo pedia por singelidade, a intimidade que havíamos construído com tanto esforço, nós apenas precisávamos disso, precisávamos fazer... amor. 


 Estava sentindo algo inefável, meu coração parecia querer sair do peito tamanha a constância dos batimentos, minha respiração estava sincronizada com a dela e as mãos e perdiam em cabelos, pele disponível, qualquer coisa que nos mantivéssemos agarradas uma a outra. Nunca me senti tão completa como estava me sentindo agora, e não consegui evitar as lágrimas que encheram meus olhos, encostei minha testa na dela e deixei-me levar até o fim, meu corpo não aguentou por muito tempo e lá eu estava embargada em meio a um orgasmo que nunca havia experimentado antes. 


“Amor, preciso sair.” Camila sussurrou agoniada, ainda estava grogue pelo orgasmo mas agi rápido e abri minha bolsa e achei uma liguinha de cabelo, não podíamos fazer bagunça mas queria que Camila gozasse também. “Que isso?” Ela me olhou assustada assim que comecei a amarrar a base do seu pênis, achei graça da sua carinha confusa e dei-lhe um selinho.


“Shh.” Sussurrei contra seus lábios, minha mão se fechou no seu membro rígido, as veias saltadas mostrava o quanto ela estava perto. Masturbei-a com calma, mas os movimentos um pouco mais acelerados por já estarmos a tempo demais aqui dentro. Observei seu rosto se contorcer em prazer e ela soltar um gemido mudo, se encolhendo e levantando o quadril contra minha mão, seu pau vibrou forte três vezes e Camila gemeu baixinho. 


“C-Como?” Ela suspirou após segundos de silêncio, tirei a liguinha e olhei-a com um sorriso de lado.


“Quando você prende a base o líquido não libera, você apenas goza.” Expliquei calmamente, vendo sua expressão se tornar surpresa.


“Você sempre me ensinará coisas.” Ela riu fraco, sorri vendo sua carinha de cansaço e me inclinei para um último beijo.


“Agora vamos que eu preciso me limpar, vai lá com as meninas e avisa que não morremos.” Ri brincalhona e ela assentiu rindo junto comigo. Saímos do iglu tentando arrumar a roupa e não dar na cara o que fizemos, ninguém parecia notar a gente então fui em direção ao banheiro e Camila foi na oposta se juntar as meninas. 


 Camila POV.


 Meu sorriso ia de orelha a orelha e eu não conseguia tirá-lo, nem queria. Amava ter momentos assim com Lauren, renovava a alma e eu me sentia ainda mais próxima dela, ainda mais apaixonada. A mesa onde a gente sentava estava vazia, olhei para a pista de dança e vi que todas estavam juntas dançando a música que eu nem fiz questão de ouvir direito, caminhei até elas e abracei Dinah de lado, gritando no seu ouvido para assusta-la.


“Filha do cão!” Ela pulou assustada e eu gargalhei com sua expressão, eu amava Dinah.


 Avisei pra ela que ia voltar para a mesa mas fui segurada pelo pulso e obrigada a ficar na pista. Desisti até porque lutar contra Dinah era pedir para perder, me juntei a todas e criamos quase que uma rodinha, apenas dançando todas juntas. A música mudou e agora era uma mais animada, não conhecia mas a batida me fez ficar animada e começar a dançar junto à elas.  


 Estava concentrada dançando, daquele meu jeito nada normal, jogando a cabeça pra frente e pra trás e balançando o corpo desgovernadamente, ouvi as meninas rirem de mim e ri junto, fechando os olhos e deixando a batida guiar meu corpo.


“Vou ao banheiro!” Demi avisou gritando e se afastou da gente.


 Senti duas mãos no meu ombro e uma respiração na minha nuca, estranhei não reconhecer aquele toque e me afastei assustada, assim que me virei percebi que não era Lauren. Era Keana.


“Você está linda essa noite, Mila.” Ela sorriu de forma maliciosa, sua fala estava prejudicada e provavelmente estava bêbada.


“Você está bem?” Perguntei preocupada, seus olhos estavam vermelhos e ela parecia muito aérea.


“Estou ótima! Fiquei a noite toda te olhando, não sabe o quanto queria chegar em você.” Ela suspirou me puxando pelo braço e foi tão forte que acabei me desequilibrando e quase caindo em cima dela.


“Keana...” Engoli em seco, seus olhos me olhavam de cima a baixo e o sorriso estranho não saia do seu rosto, estava começando a ficar assustada.


“Só um beijo, vai.” Ela agarrou minha nuca e eu arregalei os olhos. Empurrei seus ombros tentando virar o rosto mas ela beijava toda minha bochecha tentando alcançar meus lábios.


“Me solta!” Pedi agoniada, olhei para as meninas e elas estavam afastadas de mim, não viam a cena, eu estava começando a me desesperar.


“Você sabe que quer.” Ela riu divertida, tentava de todas as formas afastá-la mas mesmo quase caindo de bêbada ela parecia ter uma força fora do normal.


“Ei, solta ela!” Uma voz rouca chamou minha atenção, e em segundos o corpo de Keana estava longe do meu, arfei em surpresa e busquei com o olhar quem era, quase chorei de alegria ao ver Dua ali. “Vaza, Keana.” Ela murmurou irritada, e Keana bufou se afastando pisando fundo.


“Obrigada, Dua.” Olhei-a com a respiração ofegante, ela sorriu fraco e assentiu, se retirando tão rápido como apareceu. 


 Fiquei desnorteada depois disso tudo e eu só queria Lauren, estranhei a demora no banheiro e decidi ir atrás dela, vai que ela passou mal por causa da bebida. Caminhei até a saída do salão e tudo estava meio escuro em direção ao banheiro, fiquei com medo de encontrar com alguém bêbado mas fiz o caminho o mais rápido possível, suspirei em alívio assim que encontrei a porta do banheiro, a luz estava acesa. 


 Abri ela sem força já que não sabia quem estava ali mas estanquei no lugar assim que levantei o olhar. Encontrei Lauren segurando a cintura da... Demi. 


“Shh.” Demi sussurrou, suas mãos foram até a cabeça da Lauren e seguraram com força suas bochechas, elas estavam se beijando. 


 Senti um frio no estômago e a vontade de vomitar não foi maior que a de chorar, não consegui ficar vendo aquela cena e me afastei cambaleante do banheiro, minha mão pesava sentindo o peso daquele anel e eu o larguei ali na frente do banheiro, batendo a porta com tudo e correndo para fora dali antes que desabasse de vez. 


 Lauren POV.


 O banheiro estava vazio quando entrei e fui correndo até a cabine para me limpar, odiava fazer sexo em um lugar onde não pudesse me limpar direito depois mas não liguei para isso agora, meu sorriso ia de orelha a orelha apenas lembrando dos últimos momentos no iglu, foi tão mágico, nunca tinha sido assim antes, eu estava me sentindo flutuando. 


 Sai da cabine após me limpar e infelizmente descartar minha calcinha, caminhei até a pia e lavei as mãos, a porta se abriu me causando um susto mas ri quando percebi que era Demi. 


“Oi.” Ela sorriu e eu retribui, não dava pra não retribuir um sorriso da Demi, era tão contagiante.


“Curtindo o baile?” Perguntei me encostando na pia, peguei o papel de mão e comecei a secar as mãos.


“Muito, Selena é um bom par.” Ela riu envergonhada e eu ergui a sobrancelha sorrindo de lado, hum...


“Gosta dela não é?” 


“Ah, eu estou confusa.” Ela suspirou com uma careta. “Depois daquele dia lá, que eu fiquei com as duas ao mesmo tempo, venho sentindo algo estranho... pelas duas.” 


“As duas?” Ri surpresa, caramba isso sim era novidade.


“Eu gosto do jeito da Sel, ela é muito parecida comigo e nos damos muito bem, mas também o jeito da Ally é tão... Ela sempre fica envergonhada perto de mim, cora daquele jeito que me da vontade de apertar ela, e quando ela se sente à vontade para conversamos eu me perco nas nossas conversas, é tudo tão confuso.” Ela grunhiu frustada. 


“Nossa, que situação difícil, Demi.” Torci os lábios olhando-a e ela assentiu, não sabia o que falar para ela. “Mas sabe, tenta passar um tempo com cada uma e- Aí!” Gemi, levei minhas mãos até meu olho e o senti arder.


“O que foi?” Ela me olhou alarmada, grunhi tentando abrir o olho direito mas o incomodo era grande demais, que merda era aquela? 


“Demi, vem aqui.” Puxei-a para perto e tentei abrir o olho com a mão, falhando ao soltar mais um gemido. “Assopra pra mim.” Pedi agoniada. 


 Ela segurou minhas bochechas para manter minha cabeça parada e começou a assoprar meu olho, tentei mantê-los abertos enquanto isso já que era automático tentar fechar, estava ardendo mas quando ela começou a assoprar o vento aliviou um pouco, suspirei sentindo que começava a acalmar.


“Deixa eu ver se-“ Ela puxou meu olho para baixo e eu gemi alto, era ali que doía. Segurei sua cintura tentando me equilibrar e senti ela buscar algo com a unha. “Shh.” Ela sussurrou tentando me manter parada, soltou uma das partes do meu rosto e pegou algo, a porta batendo forte nos assustou e eu me afastei para olhar. 


“O que era?” Olhei-a de volta e ela me mostrou um cílio, revirei os olhos por ser só aquilo e nós rimos. 


“Agora vou usar o banheiro.” Assenti e agradeci por ter me ajudado, sai do banheiro olhando para os lados estranhando a porta ter batido, meus olhos desceram para o chão e vi algo brilhando. 


 Me abaixei para pegar o objeto e assim que o trouxe perto dos olhos meu coração errou uma batida, só então veio a visão minha e da Demi ali no banheiro, parecíamos íntimas e se ela viu aquilo pode ter pensado algo errado, comecei a ficar desesperada e olhei para os lados em pânico. Era o anel da Camila. 



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