História Christmas Night Surprise; Chaelisa - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo, Lisa, Rosé
Tags Blackpink, Chaelisa, Chaeyoung, Gravidez, Jennie, Jisoo, Lésbico, Lisa, Rose, Yuri
Visualizações 129
Palavras 2.644
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tentei escrever algo fofo, mas acho que não deu muito certo hauahuahaua
Enfim, desculpe os erros!
Aproveite Chaelisa de uma maneira diferente ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único;


Era noite de Natal, e estávamos todos ansiosos para nos juntarmos em frente a árvore iluminada, com cobertores até o pescoço e um mar de comida ao nosso redor.

Chamei Jennie e Jisoo para passar o feriado de fim de ano conosco, e estávamos ansiosas para contar as boas novas a Lisa; que claro, me provocava uma pontada de medo e ao mesmo tempo, ansiedade na boca do estômago.

Isso porquê desta vez não seria um final de ano qualquer, já que um pequeno ser resolveu nos invadir de forma totalmente inesperada, me pegando desprevenida e me deixando amedrontada com a reação de Lisa.

Eu estava grávida de três meses, e só havia descoberto isso na semana anterior, quando Jennie e Jisoo haviam vindo para cá passar uma tarde inteira comendo pipoca e assistindo filmes de melodrama na Netflix.

Foi o dia mais turbulento que já tive até hoje.

× Terça-feira, 18 de março. 16:57;

— Como você pode ter tanta certeza?! — Jennie me repreendia vendo eu fazer ânsia de vomito ao encarar as barras de chocolate que elas haviam comprado uns dez minutos antes.

— Eu já disse que não estou grávida! — exclamei, já ficando nervosa com a maneira pela qual Jennie e Jisoo direcionavam os olhares até mim.

Jisoo balançou a cabeça, e estalou a língua, em sinal de repreensão.

— Você está realmente perdida. Vamos comprar um teste de farmácia imediatamente! — Ela avisa e sai em direção a cozinha, onde iria provavelmente pegar o telefone.

Mordo os lábios apreensiva e tento novamente colocar o chocolate na boca. De repente aquele gesto faz meu estômago revirar do avesso, e eu fecho a boca para que o vomito retorne. Corro até o banheiro desesperada, com Jennie vindo logo em seguida.

Me abaixo em direção ao vaso sanitário, e minha melhor amiga junta meus cabelos nas mãos, evitando que eles caiam na sujeira que eu estava fazendo com meu estômago descontrolado.

— Rosé, a quanto tempo você não menstrua? Seja sincera, por favor. — ela pergunta num tom mais calmo do que o anterior, e pela sua voz, eu percebia que estava preocupada de verdade comigo.

Me levanto, e tento me recompor. Penso em lhe responder, mas nesse exato momento a minha vista escurece por inteiro e só sou capaz de sentir Jennie me abraçando de lado, impedindo que eu caia no chão.

— Jisoo! — Ela grita, sem saber o que fazer.

Coloco a mão na testa conforme a escuridão vai se dissipando e encaro um ponto fixo no ladrilho do banheiro.

— Calma, eu estou bem. — Digo, amuada.

Jennie me encara, e eu vejo que está quase me arrastando para dentro de um hospital, e como eu detestava a maneira como ela poderia se exaltar quando alguém está doente, procuro forças para me sentar em cima da tampa do vaso sanitário, e tentar me acalmar.

Jisoo aparece como o flash na porta do banheiro, e nos encara com a respiração ofegante.

— Eu liguei para a farmácia mais próxima e eles irão entregar um teste de gravidez o mais rápido possível. — ela diz e então percebe a forma com a qual eu estava inclinada, passando mal — Ai meu Deus, você está bem?

Balanço a cabeça afirmando que sim, mas era uma verdadeira mentira.

— Fala logo, Chaeyoung. A quanto tempo você está atrasada? — Jennie pergunta novamente, não se dando por satisfeita ainda. Ela era sempre assim, a mais persistente dentre nós. E a que mais cuidava de nós, mesmo que isso significasse ser chata o tempo inteiro.

Paro e tento me lembrar a última vez que menstruei. Meu coração para por alguns segundos quando a última vez surge em um lampejo de desespero.

— A-acho que há dois meses atrás. — respondo, e encaro minhas amigas.

Jisoo arregala os olhos e eu sinto que o ar some de seus pulmões por alguns minutos, e Jennie parecia estar prestes a parir quatro crianças de uma vez só.

— Você é louca?! — Ela grita, nervosa. — Por que não nos disse antes?

Começo a tremer e meu coração dispara. Minha visão novamente se escurece e dessa vez, minha respiração resolve vacilar junto da claridade em meus olhos. Jisoo me segura pelo braço, e eu busco pelo ar.

— Não grite com ela, ela está claramente mais nervosa do que nós duas juntas. — Jisoo reclama para a amiga, que me olha em um pedido silencioso de desculpas.

— Tudo bem. — Jennie suspira e se ajoelha ao meu lado — Independente do que for, estaremos com você.

Elas pegam minhas mãos e sorriem para mim, tentando me passar confiança. E naquele momento, eu acreditei nas palavras das minhas amigas e um pedacinho dentro de mim se tranquilizou.

Minutos depois, o teste de farmácia chegou, e Jisoo me empurrou para dentro do banheiro e trancou a porta, me deixando sozinha com meu medo e a minha ansiedade. As meninas ficaram ao lado de fora, e minha mente havia se tornado uma névoa de pensamentos.

A primeira coisa que se passava pela minha cabeça é, caso eu estivesse realmente grávida, qual poderia ser a reação de Lisa? Aquilo estava me apavorando. Tentei relembrar as vezes em que conversamos sobre filhos e em todas elas, me lembro de ouvi-la dizer que não pensava no assunto com muito entusiasmo. Tremendo, pego o teste nas mãos e sigo as instruções do verso. Tento fazer de tudo para que eu consiga realizar o procedimento sem quebrar ou deixar cair no chão. Ao fim da minha tortura, pego o palitinho na mão e sinto minha ansiedade chegar ao seu ápice final. Dois palitinhos vermelhos. Dois. Palitinhos. Vermelhos.

Porra, eu estava grávida!

Nesse momento a porta se abre e Jisoo e Jennie entram, me olhando com curiosidade.

Meus olhos dizem tudo o que minha boca não foi capaz de colocar em palavras, e minhas irmãs me abraçam. Começo a chorar, e a choramingar dizendo que Lisa provavelmente me mataria, ou me deixaria assim que soubesse. Estava sendo de fato, o pior momento da minha vida até agora.

× Tempo atual; 24 de dezembro. 22:23;

Eu finalizava os preparativos para a ceia de Natal e olhava ao relógio impaciente. Lisa chegaria de viagem logo e eu não conseguia segurar a ansiedade que subia pela minha garganta e ameaçava explodir todo meu aparelho digestório.

Lisa viajou para Tailândia pelos últimos três meses, a fim de passar um tempo a mais com seus familiares. Nós precisamos desse tempo separadas — apesar de ter sido difícil para mim — porque nosso relacionamento estava passando por uma fase complicada e realmente estranha para nós.

Brigávamos todos os dias, e aquilo estava ameaçando consumir tudo o que tínhamos. A viagem surgiu e eu decidi não me opor as suas decisões. Eu precisava estar sozinha. Precisava, até descobrir sobre a gravidez.

O que, aliás, agora não me incomodava mais. Caso Lisa não quisesse saber de ter um filho comigo, eu o criaria com amor e o apoio que tinha das minhas melhores amigas. Eu havia aprendido a amar aquela pequena vida, apesar de estarmos conectadas a poucos meses.

A porta da frente se abre e tremo dos pés a cabeça. Ouço vozes femininas que logo me acalmam, e quando me viro, vejo Jennie e Jisoo entrarem na cozinha, com um sorriso enorme no rosto, e com presentes nas mãos.

Jennie estava vestida de Mamãe Noel, e Jisoo também, o que me fez querer rir escandalosamente.

— Feliz Natal! — Jennie se atira em meus braços, e eu a envolvo com saudades.

Não nos víamos há duas semanas. As duas estavam viajando. Sozinhas. Eu ainda tinha uma espécie de suspeita do que fizeram durante 14 dias juntas numa praia isolada do litoral.

— Feliz Natal! — respondo e logo abraço Jisoo também, que me dá um beijo estalado na bochecha.

Elas me entregam presentes que logo descubro serem roupas de bebê. Olho para as duas que me oferecem um sorriso cúmplice e começam a tagarelar sobre eu ter de começar a arrumar todo o enxoval mesmo faltando muitos meses para o nascimento.

— Você vai contar a Lisa? — Jisoo pergunta, e me ajuda a levar as bandejas de doces para cima da mesa de jantar.

Balanço a cabeça indicando que sim.

— Decidi que não vou me importar com a resposta dela. Preciso dizer, seria mais maduro da minha parte contar tudo do que simplesmente esconder e terminar mal depois. — digo com determinação, e as meninas balançam a cabeça em concordância.

— Vai dar tudo certo, irmã. E caso não dê, estaremos com você. — Jennie diz, e Jisoo concorda com um sorriso.

Damos um segundo abraço em trio e logo em seguida nos separamos, para terminarmos de arrumar a mesa de jantar.

Por volta das 23:00 horas, ouço a porta da frente se abrir novamente.

Eu, Jisoo e Jennie estávamos sentadas ao sofá da sala, apreciando o calor acolhedor da lareira acesa e comendo marshmallow com calda de morango. Havia sido ideia minha, aliás.

Olhamos em trio para trás e vejo o corpo de Lisa diante de mim, segurando duas malas grandes, e com seu rosto perfeito moldado num sorriso reluzente.

Me levanto rapidamente e corro para me jogar em seus braços. Assim que percebe minha ânsia, ela corresponde, me apertando contra seu corpo e me fazendo absorver seu perfume doce com saudade.

— Eu sentia tanto a sua falta. — digo com o rosto enfiado em seu pescoço, absorvendo o máximo que posso do seu cheiro.

— Você não imagina o quanto eu senti a sua. — Ela responde, me apertando mais ainda contra si.

Ficamos assim por um bom tempo, até ouvirmos Jisoo e Jennie pigarrear atrás de nós.

— Vocês vão ter a manhã de Natal inteira para transar e se agarrar dessa forma. — Jennie protesta, impaciente para receber seu abraço também.

Lisa sorri para a amiga e corre em sua direção, a abraçando também. Elas duas se cumprimentam de forma exagerada e logo em seguida, é a vez de Jisoo.

As meninas terminam de se cumprimentar e Lisa me puxa para seu colo. Ficamos sentadas, as quatro, por uma hora inteira, conversando sobre a viagem, e trocando risadas e piadas internas.

Lisa estava mais carinhosa, o que eu considerei ser viável para o que eu pretendia lhe dizer. Ela não fazia o tipo de namorada grudenta, ou daquelas que sabe ser fofa, e carinhosa o tempo todo. Mas quando tentava, exalava uma profundidade nas ações que me deixava totalmente entorpecida, e excitada.

Aproximadamente às 23:47, Jennie e Jisoo saíram da sala, repentinamente, dando a desculpa de que iriam procurar um vinho na adega ao lado das bancadas da cozinha, então eu fiquei sozinha com Lisa na sala.

O ambiente estava iluminado pela lareira e pelas luzes provenientes da árvore de Natal que eu havia montado um mês atrás.

Olho para o rosto de Lisa, e ela me puxa para um beijo molhado. Estávamos cheias de saudades uma da outra, então não demorou muito para que eu caísse no sofá embaixo dela, e ganhasse carícias quentes por toda a parte exposta das minhas pernas e colo. Eu estava queimando de tesão, e sabia exatamente que os hormônios da gravidez me trariam uma necessidade fora do normal de transar com ela todos os dias que me forem possíveis.

— Eu estou louca para matar a saudade que senti de você, meu amor... — Ela diz amorosamente ao pé do meu ouvido e aquilo fora suficiente para me fazer gemer baixinho.

Eu queria tanto quanto ela. Necessitava, para ser mais ampla.

Lisa volta a me beijar e dessa vez está investindo mais o seu corpo contra ao meu, sarrando sua perna no espaço aberto que havia entre as minhas e me provocando uma vontade imensa de foder com ela na sala de estar. Mas eu me lembro do porquê ficamos sozinhas, e me lembro também que Jennie e Jisoo estavam no cômodo ao lado, atentas ao que estava acontecendo.

— Amor, preciso lhe dizer uma coisa. — digo, me afastando do beijo, e a deixando com uma expressão de decepção.

Lisa se afasta e me puxa para sentar ao seu lado, com as pernas em cima das suas.

— O que aconteceu? — pergunta, e seus olhos passeiam por todo o meu rosto.

Eu prendo a respiração. Não sabia como começar a falar sobre a gravidez. De repente, estou tremendo e tenho medo de que ela perceba. De repente, meu coração acelera e sinto mais medo ainda de ter uma crise de ansiedade antes mesmo que eu possa lhe dizer tudo.

— É que... — deixo as palavras sem nexo no ar, incapaz de continuar. Solto um suspiro em derrota.

Lisa pega meu rosto nas mãos, e olha em meus olhos, tentando me passar confiança.

— Pode me contar o que quiser, você sabe, não sabe? — sua voz era grave, e sinto seu hálito de menta contra meu rosto. Balanço a cabeça em afirmação, e ela me dá um beijinho no canto dos lábios. — Pode dizer.

Eu aperto meus dedos e solto, numa lufada de ar.

— Eu estou grávida.

Observo sua reação. Ela não diz nada. Não pisca. Apenas continua a me observar. Meu coração se acelera ainda mais e eu começo a sentir um incômodo na garganta.

— Isso é sério? — pergunta.

Engulo em seco. — sim, eu nunca brincaria a respeito disso.

Lisa continua olhando em meus olhos até descer seu olhar para minha barriga que já estava começando a aparecer no vestido justo com uma estampa florida.

Continuo analisando seus olhos em minha barriga até ver uma menção de sorriso aparecer em seus lábios, me fazendo ver estrelas.

— Eu não acredito, amor! — Ela exclama, e sorri para mim. Um sorriso lindo, que me pega totalmente desprevenida.

Desta vez, sou eu que fico sem ação.

— Vo-você gostou?! — pergunto, incrédula.

Ela arregala o olho e não consegue parar de sorrir. Lisa estava feliz.

— Como eu poderia não gostar de saber disso?! — Ela pergunta, me olhando e olhando para minha barriga.

— Eu não sei... Você nunca pareceu muito adepta a ideia de ter um filho, e, eu pensei que você iria odiar saber disso. Pensei que iria me abandonar... — digo, e percebo que estou quase chorando.

Droga de hormônios.

— O quê?! Eu jamais faria isso com você. — Ela toma meu rosto nas mãos e distribui beijinhos em torno do meu rosto.

Lisa seca as lágrimas que caíram de leve em minhas bochechas e me beija de uma forma calma e apaixonante.

— Eu jamais poderia abandona-la, Chaeyoung. Ainda mais sabendo que você agora tem um pedaço de mim com você. — Diz, e eu sorrio, aliviada e feliz.

— Isso significa que você irá cuidar de mim? — digo, manhosa, e ela ri.

— Irei cuidar de vocês. Pra sempre. — Conclui, com uma expressão de quem havia consertado um erro fatal meu.

Eu não conseguia parar de sorrir, e a puxo para mais um beijo. Lisa me envolve em seus braços, mas dessa vez, ela é mais cuidadosa do que antes, e me corresponde de uma forma apaixonante, que nunca havia feito antes.

Jennie e Jisoo entram na sala, e estão com os olhos cheios de lágrimas. Até mesmo Jennie estava chorando.

Nós celebramos o resto da noite de Natal juntas, e eu não me sentia mais amedrontada, ou ansiosa.

Lisa me olhava a noite inteira de uma forma confiante e apaixonada, e aquele pequeno gesto, somado ao pequeno ser que crescia dentro de mim, me fez querer estar sempre ao seu lado. Daquela mesma forma que havíamos parado em frente a árvore de natal ao fim da noite; abraçadas, nos beijando, e sorrindo feito idiotas que não conseguem viver longe uma da outra.

一 [♡]



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...