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História Chromatica - Capítulo 2


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Notas do Autor


Obrigada por todo o carinho, os comentários e os favoritos. Espero que não se decepcionem hahaha
Essa imagem perfeita que eu ganhei de Chromatica foi feita por felicity_nownn ♡
Não é a coisa mais linda do mundo????
Boa leitura!

Capítulo 2 - Red


Fanfic / Fanfiction Chromatica - Capítulo 2 - Red

2 — Red

Draco Pov

Verde.

Eu realmente amava a cor verde, desde que era apenas uma criança.

Gostava por pensar que era a cor da natureza, e me passava uma sensação incrível de vida. De pureza, de algo cheio de preciosidade.

Então, quando era apenas um garotinho e o conheci, automaticamente a primeira coisa que gostei em Harry, foi de seus olhos.

Antes daquele dia, eu nunca havia visto alguém que possuísse olhos tão verdes, e tão bonitos.

Ainda me lembrava de como eu, com sete anos, fiquei eufórico por conhecer alguém que possuísse aquele tom de verde no olhar, quase da mesma forma como Harry gostou de como meus olhos eram azuis.

Nós tínhamos a cor favorita um nos olhos do outro, e eu sempre pensei que isso era uma simbologia muito bonita.

Desde aquele dia, nós somos melhores amigos, e de uma forma engraçada, nossas vidas se entrelaçaram de uma maneira perfeita.

Não sabia ao certo a razão para estar devaneando sobre isso, mas provavelmente era por estar rolando a tela no instagram quando uma foto recém postada de Harry sorrindo passou por mim, e eu parei por alguns instantes apenas para ver seus olhos.

— Então, você acha que foi bem? — Ergui o rosto, totalmente distraído quando minha atenção foi chamada por Theo, que me olhava com curiosidade ao se aproximar, acabando de sair da sala e eu automaticamente guardei o celular.

— Eu tenho certeza que sim — Garanti, vendo que agora Blaise também saiu pela porta, com ar de alívio.

Os dias de prova eram sempre os piores, e eu sinceramente odiava direito constitucional. O professor era um completo babaca, e parecia elaborar as provas de uma forma que ferrasse todos da pior maneira possível.

— Não vamos falar sobre a prova, por favor — Ronald pediu com um choramingo, caminhando ao lado de Blaise, com um ar exausto.

Era engraçado, porque somos o melhor grupo da turma, e ainda assim todos tínhamos alguma dificuldade naquela disciplina.

— Estou morrendo de fome, vamos comer? — Blaise falou por fim, entrelaçando os dedos aos de Ronald, que ainda tinha aquela expressão de chateação no rosto por causa da prova. Zabini era esperto, e sabia perfeitamente que o humor do namorado era totalmente mudado com comida.

— Eu também — O ruivo concordou, sorrindo minimamente — Podemos ir almoçar naquele restaurante perto do...

— Hoje é terça — Resmunguei, enquanto começávamos a caminhar pelo corredor, e eles entenderam que iríamos comer na lanchonete do refeitório — As terças são do Harry — Lembrei eles, que concordaram enquanto caminhávamos.

Era um tipo de ritual entre nós.

Nas terças nós almoçávamos no refeitório do bloco A da universidade, porque era um dia onde Harry só tinha estágio no período da manhã, e estava livre pelo resto da tarde.

Nós sempre tentávamos encaixar nossas rotinas para termos um tempo juntos, e meus amigos haviam se acostumado a isso.

Eu e Harry nos tornamos algo como um só, ao ficarmos amigos quando crianças, e eu se quer lembrava de uma vida antes dele aparecer.

Quando garotinho, ele era o tipo muito tímido, que não conseguia fazer muitas amizades, então ficava quieto em um canto, recluso.

Isso o tornava alvo fácil para crianças implicantes, então quando fizemos amizade, eu sempre o defendia.

Ao mesmo tempo, todos os dias, para me agradecer por cuidar de si, Harry preparava sanduiches com geleia de morango e levava para mim, com corações tortos desenhados no pão.

Essa amizade adorável, obviamente, foi bem vista pelas nossas famílias, e através de nós, nossas mães se tornaram melhores amigas, o que apenas impulsionou para que sempre estivéssemos juntos.

Viajamos todos unidos nas férias, estudamos nas mesmas escolas, e sempre fazíamos de tudo grudados.

Então quando terminamos os estudos, e decidimos sair da nossa cidade natal para irmos para uma boa universidade, escolhemos o mesmo lugar, e não foi problema algum para nossa família.

Nossos pais nos deram um apartamento, onde moramos juntos, por ficar perto do centro, da universidade, e termos um ao outro para cuidar.

Isso fazia nossas famílias se sentirem seguras, e assim eles nos mantinham enquanto dedicávamos nosso tempo aos estudos.

Como cursávamos coisas diferentes, não conseguíamos passar tanto tempo juntos como antes, então tentamos encontrar pequenas brechas no dia a dia para nos ajudar a ter um momento de descontração.

Era ótimo, inclusive, que meus amigos gostassem de Harry, porque nunca implicavam com a mudança da nossa rotina que eu criei por causa do meu doce melhor amigo.

Assim que chegamos ao refeitório, seguimos para a lanchonete, fazendo nossos pedidos, e eu aproveitei para mandar mensagem para Harry, avisando que já estávamos ali.

Nos acomodamos na mesa de sempre, e o assunto da prova retornou, enquanto tentávamos comparar as repostas que lembrávamos ter colocado, e Ronald realmente parecia ter caído em todas as pegadinhas que haviam no exame.

— Eu posso te ajudar a estudar para a próxima, você vai recuperar — Zabini prometeu, com um carinho singelo e discreto sobre a mão dele.

— Tudo bem — Ele suspirou, e Nott revirou os olhos para o drama do casal, como sempre.

Ele era o tipo de cara que não gostava de ver duas pessoas sendo melosas, e sempre ficava com humor duvidoso desde que os dois assumiram um relacionamento sério e cheio de grude.

Nott era mais o tipo de cara que sempre trocava de namoradas, e nunca se apaixonava a ninguém, tendo aquele jeito irritado e desapegado.

Equilibrava nosso grupo, já que havia um casal meloso, e eu, que era o tipo de cara bem tranquilo.

Não estava interessado em um relacionamento agora, porque entendia perfeitamente que meus pais estavam me bancando para que eu estudasse, então não me sentia no direito de ter regalias, e me dedicava totalmente para a faculdade.

— Ei bonitões! — Sorri, me virando para o lado ao ouvir a voz animada, vendo Harry, bem... sendo Harry.

Vinha um tanto atrapalhado, vestindo a sua roupa toda branca, porque hoje havia sido um dia de estágio supervisionado na clínica veterinária.

Os cabelos negros estavam bagunçados, provavelmente por vir dirigindo com a janela aberta, como ele sempre fazia, mas Harry tinha um sorriso no rosto, enquanto deixava sua mochila pesada no banco, e os livros no canto da mesma, sentando ao meu lado e já se inclinando para estalar um beijo na minha bochecha.

— Oi, Draco — Sorriu para mim, daquela sua maneira doce de sempre, já demonstrando animação ao ver que eu também havia pegado seu hambúrguer preferido, como sempre — Estou morto de fome. Como foi a prova de vocês, meninos? — Questionou, e em um hábito ensaiado, eu abri o refrigerante dele, quase no mesmo minuto que ele aproveitava para abrir o ketchup e despejar sobre a porção de batatas.

Era um hábito pegar uma porção dupla para nós dividirmos.

Ronald choramingou, deitando a cabeça conta o ombro de Zabini, e Harry riu.

— Deixe-me adivinhar....Snape foi um cretino na avaliação?

— Ele é um monstro — Ronald resmungou.

— Mas foi divertido ver ele expulsar Matt da sala, não foi? — Blaise falou para animar, e eu ri.

Matt era um cara irritante, que sempre fazia afirmações obvias para aparecer, sendo que na maior parte das vezes ele apenas repetia o que o professor falou, ou o que estava no quadro, para parecer que entendia do assunto.

Snape não teve grande paciência e o colocou para fora, e isso era sempre divertido de ver, não importava o quão ferrado no teste estivéssemos.

— Aquele cara é um horror — Ronald falou com amargura, e Harry riu — Quando não está se gabando por sair com modelos, está sendo um pé no saco.

— O Matt...? — Harry questionou curioso.

— Sim, nós achamos que é só para se autoafirmar. Eu poderia apostar que ele é gay — Nott falou dando de ombros, diante da curiosidade de Harry, que terminou de mastigar o hambúrguer.

— Ele é gay — Harry falou por fim, bebendo um grande gole do refrigerante — Já me mandou umas mensagens de uma maneira furtiva no facebook.

— Ah, eu sabia! — Blaise bradou rindo, batendo o punho na mesa.

— Gay... bem que eu desconfiei — Ron murmurou pensativo — Ele sempre fica babando quando você vai esperar Draco na porta da sala.

— Ninguém pode culpar ele por isso — Harry brincou, e ver ele tão animado me fez rir — Mas sinto muito por ele. Não faz meu tipo.

— O que tem de errado com ele? — Nott questionou curioso.

— A personalidade nojenta, os comentários machistas... O fato de querer um caso de sexo escondido comigo, enquanto se gaba por namorar lindas garotas... E todo o resto — Harry deu de ombros, e se esticou para abrir a mochila, puxando uma vasilha de lá.

Sorri, já sabendo que eram os biscoitos que ele havia feito hoje pela manhã.

Quando saí para a aula, ele ainda estava fazendo, e por saber o quanto eu gostava Harry prometeu trazer eles, afinal eu estava atrasado e não pude esperar para comer.

— Biscoitos do Harry! — Ronald comemorou com gula, afinal qualquer pessoa se rendia pelas coisas que Harry cozinhava.

Eu apostava que se não houvesse determinação em ser veterinário, ele poderia ser um grande cozinheiro, cheff ou algo do tipo.

— Se eu fosse gay, pegaria — Nott comentou distraído após pegar um biscoito — Ele pode ser um lixo, mas é um cara bonito.

— Você pegaria qualquer coisa que se movesse... E que nojo! — Harry resmungou, franzindo a expressão em desgosto, terminando o hambúrguer, demonstrando felicidade ao ver a velocidade em que todo mundo começou a comer seus biscoitos, deixando os lanches de lado.

— Ele está certo! — Ron veio em defesa, revirando os olhos.

— Você gosta de caras, se não namorasse uma porta... não tiraria uma casquinha de Matt? — Nott questionou quase indignado.

— Eu não sou uma porta — Zabini murmurou, sem grande animação, quase como se apenas comentasse um fato.

 — Se Blaise não existisse, com toda certeza eu iria querer o Harry. Bonito, tem uma boa personalidade... E faz biscoitos incríveis — Piscou para o garoto ao meu lado, que gargalhou gostosamente, devolvendo a piscada, e eu bufei.

— Você não iria se arrepender! — Harry prometeu, e era comum ele ser o tipo de pessoa que joga charme nas outras quando fazia amizade, o que já havia feito os meninos se acostumarem.

— Se você encostasse um dedo em Harry, eu te castraria — Avisei para o ruivo, esticando o braço para pegar um biscoito.

— Mas valeria totalmente a pena — Harry emendou para Ron, que riu ao revirar os olhos.

— Não sei se valeria o risco. Draco é ciumento demais. E estou muito feliz com a minha porta, obrigado.

Blaise apenas continuou mastigando, dando de ombros sem vontade de replicar o comentário.

— Você não é bom o suficiente para namorar meu melhor amigo — Comentei, tranquilamente enquanto terminava de comer o biscoito de chocolate.

Era um dos meus favoritos.

Harry realmente era incrível quando fazia doces. Eram suas especialidades.

— Bem, eu gosto muito do meu pau. Então desculpa, Harry, não te escolheria — Blaise falou por fim, fazendo todo mundo rir — Acho que meu voto vai para o Draco.

— Vai sonhando — Harry falou, muito debochado após estalar a língua em sinal de descaso — Se houvesse qualquer possibilidade de Draco gostar de caras, ele seria meu — Avisou, e eu sorri para ele, que piscou para mim.

— Mas quem sabe...

— Não, nada disso. Eu vi primeiro. O Draco alternativo que gosta de caras é meu, e se for preciso, posso sair no tapa por ele — Avisou, e todos rimos da veemência da afirmação dele.

— O Draco é do Harry, sem qualquer dúvida — Afirmei, vendo os três revirarem os olhos para nós dois.

— Depois reclama quando dizemos que vocês são casados — Nott observou em um resmungo.

— A única coisa que falta é o sexo. Do resto, já é um namoro. Reveja seus princípios, Draco — Ronald me avisou com uma risada, e eram brincadeiras comuns entre nós.

Eu não ligava a mínima para elas.

Eu e Harry tínhamos um laço de amizade muito forte, e eu sinceramente o amava com todo o coração.

Não conseguia pensar em como seria minha vida se não houvesse conhecido ele, com seu jeito animado e brincalhão.

Ele já não era aquela criancinha miúda e tímida de quando nos conhecemos, mas ainda assim eu sentia como se devesse o proteger de tudo.

Ainda olhava para ele como aquele garoto doce, tímido e quietinho, que gostava de abraços e da cor azul.

— Temos que voltar para a aula em dez minutos — Nott reclamou, e eu suspirei, me virando para Harry, que terminava o refrigerante.

— Vai para casa agora?

— Não, tenho um encontro — Comentou, e eu arqueei o cenho para ele, que riu ao dar um empurrão de leve no meu ombro — Não começa.

— Quem é?

— Um cara da minha turma de fisiologia. Cedrico. Começamos a conversar porque caímos na mesma turma de supervisão... E ele me chamou para ir ao cinema.

— Está com seu celular? — Questionei e ele assentiu, acostumado com minha preocupação — Tem bateria?

— Sim, está cheio.

— Me ligue se precisar de alguma coisa.

— Deixa comigo — Garantiu.

— Vai querer que eu te busque depois? Seu carro ainda está na oficina...

— Não, ele me leva para casa. Relaxa, Draco. Ele é um cara legal — Pediu, e eu sorri minimamente.

— Deixe escapar que seu melhor amigo estará te esperando em casa, e a qualquer sinal de algo errado, ele vai estar morto antes mesmo de piscar.

— Eu já avisei que moro com um melhor amigo super protetor e maluco, não se preocupe. Não vou chegar tarde em casa, amanhã tenho aula no primeiro horário.

— Tudo bem — Concordei, embora ainda desconfiado.

Eu sempre parti do princípio que qualquer namorado do Harry não tinha que gostar de mim. Eles tinham que me temer.

Me lembrava dos três primeiros caras que ele apareceu namorando, e eram um pior do que o outro.

O que só comprovava minha teoria que não existia homem no planeta que fosse bom o suficiente para o doce, gentil e tímido Harry.

— Oi Harry!

Ergui os olhos, vendo o que deveria ser o tal Cedrico se aproximar, também vestido inteiramente de branco, com um grande sorriso.

Era bonito, e o tipo de cara que Harry gostava, bem arrumado, com cabelos quase tão bons quanto os meus e ar simpático.

— Hã... Olá! — Nos cumprimentou de maneira geral, e isso me surpreendeu. Os antigos namorados de Harry sempre fingiam não ver o grande grupo, e eu odiava isso.

— Oi Ced! Esses são meus amigos. Ron, Blaise, Théo...

— E esse deve ser Draco — Cedrico finalizou sorrindo, me olhando com grande humor, enquanto eu mantive minha expressão séria e fechada — É de você que eu tenho que ter medo?

Sorri falsamente, um pouco debochado, sentindo Harry me beliscar, rindo em seguida.

— Ele ladra, mas não morde — Avisou, e se levantou, pegando a mochila.

Toquei o braço dele, impedindo-o de pegar os livros, e neguei com a cabeça.

— Pode deixar comigo. Eu levo para casa. Vá se divertir — Garanti, sabendo o quanto a semana anterior tinha sido cansativa para ele, por causa de várias provas importantes.

— Obrigado — Se esticou, beijando minha bochecha — Eu deixei bolinhos em casa para você. Coloque no forno por vinte minutos.

Assenti, acompanhando com os olhos a maneira como os dois acenaram para nós, caminhando lado a lado na direção da saída.

Foi só quando deixaram de ser visíveis que eu puxei meu celular, ouvindo Ronald suspirar ao meu lado.

— Vai começar...

— Nós temos que voltar em cinco minutos, ajudem logo — Resmunguei, vendo que eles não pareciam muito animados, e fechei a expressão, puxando a vasilha com os biscoitos — Vou ser prático: me ajudem a saber quem é esse cara, ou nada de biscoitos do Harry.

— Você é um porre, sabia? — Nott avisou, puxando o celular também, e Ron fez a mesma coisa.

De fato, não demorou nada para Ron mandar uma mensagem para a irmã dele, Gina, que estudava com Harry, pedindo o sobrenome do tal Cedrico, porque não o encontramos nas redes sociais de Harry.

Provavelmente era muito recente, e não tiveram tempo de se adicionar.

— Diggory — Ron avisou, e em instantes Nott encontrou tudo sobre o cara, e passamos a observar se tinha algo muito errado com ele.

Mas verdadeiramente, ele parecia ser uma pessoa legal.

Postava sempre foto com os pais, e parecia fazer algum tipo de trabalho voluntário em uma igreja. Tinha um gato, tirava milhares de fotos do animal por dia, e não tinha nada de errado nas coisas que compartilhava.

Parecia ser uma boa pessoa, e me acalmou pensar que era a primeira vez que Harry saía com alguém que passava no meu teste das redes sociais.

Um pouco mais tranquilo, segui para as aulas novamente, dividindo os biscoitos com os outros, enquanto me deixava devanear.

Eu não costumava ser com meus amigos como era com Harry.

Sempre haviam piadinhas sobre nossa amizade ser como um casamento ou um namoro, por morarmos juntos e eu sempre odiar qualquer pessoa com quem ele saísse.

Também éramos muito próximos e apegados, e existia um carinho muito grande.

Eu fazia questão de todas essas mínimas coisas.

Ainda me lembrava de quando ele se assumiu para mim, aos quinze, totalmente tremulo e com medo de que eu o odiasse por ser gay.

Mesmo que eu já soubesse de sua sexualidade desde... bem, sempre!

Franzi o cenho, vendo a notificação de que ele havia postado uma nova foto, e segui para ver, já que estava de bobeira no celular, porque o professor estava explicando uma coisa que eu já sabia.

Sorri ao ver a imagem de um Harry sorridente, fazendo uma careta engraçada ao lado de um pôster gigante, de um filme de terror.

Não sabia por que ele insistia em assistir aquelas coisas, se ficava tão apavorado de noite que acabava fugindo para a minha cama!

— Então, precisamos enviar o trabalho hoje — Ergui o rosto, vendo que os meninos estavam começando a guardar os materiais, e olhei para o professor que parecia ter encerrado a aula.

Aparentemente eu havia devaneado por muito tempo, então apenas curti a foto e bloqueei o aparelho.

— A parte de vocês está pronta? — Questionei.

— Sim, tudo pronto.

— Me enviem. Eu vou dar a última revisada, e juntar os relatórios. Eu mesmo mando para o professor — Garanti, porque teríamos que enviar um grande trabalho com observações individuais, mas eu precisava ver se todos haviam colocado no mesmo tipo de arquivo e formato, já que Nott tinha uma dificuldade enorme em entender coisas básicas como tamanho obrigatório de fontes e espaçamento entre linhas.

— Eu já enviei a minha ontem — Théo avisou, e eu assenti.

— Eu mando a minha e a de Ron agora — Blaise avisou, já começando a mexer no celular, e em poucos instantes a notificação do email chegou para mim.

— Eu vou para casa, vejo se está certo e mando — Garanti, preguiçoso ao me levantar, seguindo junto com eles para o estacionamento.

Amanhã teria um dia muito corrido, e provavelmente mal veria Harry, afinal nossas rotinas nas quarta feiras eram totalmente bagunçadas.

— Até amanhã — Resmunguei ao acenar para eles, seguindo para meu carro, e joguei minhas coisas e as de Harry sobre o banco, me sentindo um pouco cansado, mas ainda assim escolhi passar em uma cafeteria que nós gostávamos, e comprei uma torta e pãezinhos recheados para Harry.

Eu sabia que o dia dele seria complicado amanhã, e era um costume sempre garantir que teria algo para ele comer antes de sair, porque dificilmente iria querer levantar para fazer alguma coisa, pois preferia dormir dez minutos a mais do que comer.

Em poucos instantes estava em casa, satisfeito ao adentrar nosso espaçoso apartamento.

Eu sabia o quanto éramos privilegiados pelo lugar, sendo uma bonita cobertura, com vista incrível para a cidade.

Nossos pais optaram por nos garantir o máximo de conforto, e eu gostava de pensar que a melhor decisão foi nos dar um lugar para vivermos juntos.

Porque Harry sabia o quanto eu chegaria cansado hoje após o teste, e havia deixado bolinhos prontos para que eu apenas assasse, com um bilhetinho cheio de corações rabiscados, escrito ‘Vinte minutos no forno, temperatura baixa. Amo você’.

Éramos muito cuidadosos um com o outro.

Sorri, já colocando para assar, e segui para a sala, pegando meu notebook que estava jogado no sofá.

Iria resolver logo a questão do trabalho, e depois de comer tomaria um bom banho para relaxar.

Me perguntava se Harry ainda demoraria muito para voltar, porque estávamos próximos das sete horas da noite.

— Que merda...? — Resmunguei, notando que o aparelho não ligava, e bufei, me perguntando o que poderia ter acontecido, afinal aquela porcaria estava funcionando bem ontem.

Revirei os olhos, pensando que Harry não se importaria se eu pegasse o dele, afinal sempre emprestávamos nossas coisas, e os computadores não eram exceções.

Segui para o quarto dele, rindo ao ver que estava uma perfeita desordem, com peças de roupas jogadas para toda parte, e livros empilhados no chão ao lado da cama.

Segui para a mesinha na lateral, já avistando o aparelho dourado chamativo, com diversas figurinhas aleatórias coladas, e o peguei, voltando para a cozinha.

Apoiei o aparelho na bancada, apertando o botão de ligar, e segui para o forno, vendo que os bolinhos já estavam bons e o desliguei, pegando uma luva para retirar a forma quente.

Então, quando me ergui, olhando automaticamente para a tela, eu senti meu coração parar, e o susto foi tão grande que a forma foi para o chão, fazendo um barulho muito alto, enquanto os bolinhos se espalhavam pela cozinha.

Era comum ele esquecer de desligar, e apenas fechar o aparelho, na pressa de sair.

Me aproximei quase embasbacado, vendo que estava aberto em uma rede social que eu mal sabia que Harry tinha uma conta, porque ele vivia no instagram, postando foto o dia inteiro.

Mas ali estava.

Não tinha nome que indicasse ser ele.

Mas eu simplesmente sabia.

Éramos como carne e unha desde criancinhas, é obvio que eu conseguia reconhecer Harry de qualquer maneira, sem qualquer dificuldade.

Até mesmo naquela foto totalmente obscena, com a posição elaborada em que ele estava sentado.

Seu rosto não aparecia, apenas a curva desnuda das suas costas, e se traseiro avantajado era quase que todo o foco da imagem... se ignorarmos, é claro, aquela peça pequena cor de rosa, que quase desaparecia no meio das nádegas dele.

Sim, de uma maneira assustadora, eu sabia que aquela ali era a bunda do meu melhor amigo de infância, que para mim sempre foi o doce e inocente Harry.

E de uma maneira mais assustadora ainda... Eu nunca fiquei tão duro, tão rápido, em toda a minha vida.


Notas Finais


O prologo foi fofo, mas a fic na real é mais saliente hahahahahaha
Sim, a história será POV Draco. O harry só veio nos contar como se conheceram.
Rony aqui é mais amigo do Draco do que do Harry.
Eu quis fazer essa história em uma pegada mais atual, então vamos ver muitas coisas cotidianas na vida deles. Drarry universitários é algo novo para mim.
Eu em um primeito momento quis colocar o Draco fazendo Odonto. Pq ai eu ia poder chamar ele de loira odonto. MAS o Draco jamais iria colocar a mão dentro da boca de alguém, então meus planos se frustraram. Pois é, tristeza PURA.
Essa história inicialmente não seria fanfic, foi apenas uma ideia aleatória. Mas no dia que eu contei para pads ela me flodou com milhares de mensagens implorando pela fic, fez figurinhas e passou dias me animando em escrever hahaha
Está sendo algo diferente para trabalhar, embora eu já tenha feito fics universo alternativo, essa ainda consegue soar diferente hahahaha
Enfim, essa é a história de Draco, que é totalmente louco pelo melhor amigo, e ve ele como um pitico iti malia.
E é a história do Harry, que se faz de neném mas é uma grande safada hahahahah
Vamos ver como é que isso vai rolar, certo?
Tem muito o que dizer sobre essa história, conforme for lembrando eu vou falando ok?
Por favor me deem opiniões sinceras, eu estava MEGA ansiosa para isso tudo.
Enfim, quantos comentários a bunda de calcinha rosa do Harry vale?


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