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História Chuva Ácida - Capítulo 7


Escrita por: larissa_chaves_

Capítulo 7 - Meteoro Incendiário


Na tarde seguinte Charlie e Alícia estavam reunidos na minha casa para estudarmos juntos. Quer dizer, eles estavam estudando enquanto eu estava jogada na cama com Safira dormindo ao meu lado. Essa última é minha cadela, uma rottweiler meio vira-lata.

Eu ainda não tinha falado para Alícia sobre minha conversa com Gael e eu podia ver como ela estava se contorcendo de curiosidade. Estava sendo muito divertido vê-la presa no próprio dilema, apesar de que isso ainda não amenizasse minha raiva.

Charlie estava no limite de sua eterna paciência tentando explicar um assunto de química para Alícia. E ela por sua vez estava quase soltando fumaça pelas orelhas de tanto esforço.

-Vocês estão mesmo muito concentrados nisso, ehm? -falei me arrastando até eles. -Isso é muito simples.

Peguei o lápis da mão de Charlie e tracei um esboço no caderno.

-Presta atenção, Alícia. -falei e depois expliquei para ela da forma mais simples possível.

-Ah… -ela exclamou concentrada. -Ah sim, isso faz sentido!

-Viu? -falei largando o lápis.

-Como você conseguiu chegar a esse raciocínio tão simples? -Charlie indagou surpreso.

-É simples. Para preservar meu modo de vida preguiçoso, eu sempre tento minimizar tudo.

-É isso que eu não entendo. -Alícia disse pensativa. -Você é tão inteligente e desperdiça isso.

-Eu já disse um milhão de vezes que não me importo com essas coisas. E eu não sou inteligente, sou apenas um pouco sagaz.

Eles reviraram os olhos impacientes e pediram para eu explicar outros problemas da matéria. A contragosto eu comecei a explicar um por um do meu próprio jeito.

Depois de um tempo, paramos para descansar.

-Ah Alícia. -Falei como se só agora me lembrasse de algo. -Eu descartei ele.

Alícia me olhou repentinamente com os olhos bem abertos.

-Você o que?!

-Estou com fome, vamos lanchar? -perguntei ignorando Alícia.

-Claro, ia falar isso agora. -Charlie respondeu sorrindo.

-Ei gente, espera! -Alícia se levantou bloqueando a porta. -Sobre o que você está falando, Corine?

-Você sabe do que eu estou falando, sua sonsa. E muito obrigada pelo seu grande feito! -Falei com sarcasmo.

-Tá, tá, tudo bem! Eu agi errado, mas eu precisava fazer alguma coisa! Está claro que você gosta dele. -ela se defendeu.

-Você é mesmo muito arrogante. Quem é você para julgar o que sinto? E que plano de merda foi esse? Dizer para ele que eu sou tímida!! Mais um pouco e ia dizer que sou uma beata! Nem ele acreditou nisso.

-Sério? Ele disse isso? Então ele já havia reparado em você! -Alícia disse satisfeita.

-Você só pode ser mesmo uma alienada. -murmurei tirando ela da frente da porta. -Agora, me dá licença que eu preciso comer alguma coisa, vocês fizeram eu me esforçar demais.

-Ah Corine, não acredito que você deu um fora nele.

-Ele me deu o fora primeiro. -respondi parando no meio da escada. -Eu ia levar um fora de graça. Mas eu consegui me virar sendo indiferente e descontraída. -fixei um olhar sombrio em Alícia. -O que você queria que eu fizesse?

Sua expressão passou de indignada para culpada.

-Ei sinto muito, Cori. Eu não…

-Chega, tudo bem? -respirei fundo -Vamos fingir que isso nunca aconteceu. O assunto Gael morreu, ok?

-Ok… -Alícia murmurou.

-Será que podemos comer agora? -Charlie perguntou no pé da escada.

-Pra ontem. -Falei indo para a cozinha.

-Meninos! -Meu pai exclamou sentado à mesa. -Como vocês estão?

-Estamos bem. -Alícia disse se sentando também.

-Fala aí, Alex. -Charlie disse trocando um cumprimento de soquinhos com meu pai.

-Oi, crianças. -Minha mãe entrou na cozinha. -Se estiverem com fome, tem bolo e chocolate quente.

-Maravilha! -comemorei.

-Você é a melhor, tia Marce. -Alícia falou, bajuladora.

-Por que eu não venho aqui mais vezes? -Charlie disse. -Tia Marce tem o melhor da culinária.

-Vocês são uns puxa saco de primeira. -Minha mãe disse sorrindo enquanto colocava a comida na mesa.

Comi em silêncio pensando na minha situação, que não estava fácil. Falar que o assunto Gael morreu era moleza, mas não era isso que eu sentia. Pelo contrário, o incêndio Gael parecia estar só começando, se alastrando pela minha mente. Eu estava sendo assombrada por olhos escuros e aqueles cabelos ruivos vivos pairavam ao redor de todos os meus pensamentos.

Eu podia negar para todos, mas não para mim mesma. O meteoro Gael havia caído com tudo nos meus pensamentos iniciando um grande desastre.

-Que Deus me ajude. -murmurei pensando alto.

-Disse alguma coisa, querida? -Minha mãe perguntou ao meu lado.

-Não, nada… nada.



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