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História Chuva de Brasa - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo 1


Hashirama cresceu no campo, mais precisamente, na fazenda grandiosa que pertencia à sua família. Os Senju eram conhecidos por serem donos de uma das maiores vinícolas da região e seus vinhedos se alongavam por uma vasta área de montanhas. 

 

Pode-se dizer que as videiras foram as primeiras plantas que marcaram a vida do filho primogênito de Botsuma. Pois, ao nascer, Hashirama fora abençoado pela parteira, que desenhou em seu peito uma cruz usando o suco da uva mais doce da fazenda. 

 

E assim o moreno cresceu, solto no campo, correndo descalço pela terra, bebendo do ar puro. Um garoto forte, amante da natureza, curioso como uma raposa selvagem. Não tardou a aprender o nome de cada planta que cruzava seu caminho, desde pequenas ervas até frondosas árvores. 

 

Conforme Hashirama amadureceu, sua paixão pela botânica apenas se intensificou, assim como seu desejo por liberdade e seu paladar para um bom vinho. E foi assim ele que se viu deixando a vinícola para trás e indo morar na selva de pedra. 

 

O moreno foi estudar. Seu plano inicial era ficar apenas cinco anos fora de casa, pegar seu diploma e voltar para seu paraíso pessoal. Porém não foi bem assim que seu destino desabrochou. Hashirama foi completamente sugado pela vida acadêmica, sua segunda paixão, e hoje estava no segundo ano de seu doutorado. 

 

Quem conheceu o jovem descuidado e brincalhão, jamais imaginaria que ele viria a se tornar um dos mais prestigiados professores da faculdade de Konoha. Mas se uma coisa é certa e imutável, isso é o amor de Hashirama pelo verde vivo da natureza. E por isso, mesmo morando no meio do concreto, ele conseguiu um jeito de manter um pequeno pedaço da sua infância consigo. 

 

O moreno havia ganhado de seu pai um apartamento perto da faculdade quando ainda cursava a graduação. Era um quarto e sala modesto, porém era no primeiro andar e tinha uma área externa avantajada. Ali, Hashirama posicionou cuidadosamente, após estudar a posição do sol, cada muda que trazia consigo após visitar sua família. 

 

O jardim de Hashirama era definitivamente seu lugar preferido e para lá que ele corria após um dia cansativo de trabalho e de estudo. Ele gostava de se servir de uma taça generosa de vinho tinto, sentar-se na cadeira de bambu trançado e sentir o perfume da Dama da Noite. 

 

E era exatamente assim que ele se encontrava, relaxando tranquilamente com o sabor amadeirado de vinho nos lábios carnudos, quando um pequeno brilho alaranjado incandescente desceu do céu. Inicialmente, Hashirama pensou ser um vaga-lume perdido, porém a ideia foi rapidamente descartada devido à tonalidade diferente do objeto. 

 

Pousando sua taça na pequena mesa, o Senju se ergueu da cadeira e foi até o pequeno pé de manjericão, onde o tal ponto brilhante havia caído. Não foi preciso abaixar muito para que o odor característico de cigarro chegasse ao seu nariz apurado. 

 

Alguém, sem a mínima consideração e noção básica de respeito, estava jogando cinzas de cigarro em seu jardim. Hashirama rapidamente bateu as brasas de cima das folhas do manjericão antes que elas pudessem causar muito estrago e olhou para cima, buscando a fonte de seus problemas. 

 

O contorno de uma pessoa contra a luz chamou sua atenção para o sétimo andar. Pelo visto alguém tinha alugado e se mudado recentemente para o apartamento, que até onde Hashirama sabia, estava vago até semana passada. 

 

Ótimo. Nada melhor do que um vizinho que já chega causando problemas. 

 

Fechando seus dedos no pé da taça e virando o vinho que ali continha, o moreno se direcionou à cozinha. Ele iria resolver isso de uma vez. Afinal, não há motivos para deixar um comportamento desprezível como aquele passar impune. Hashirama pegou o interfone e discou noventa e quatro, sendo quase que imediatamente atendido pelo porteiro responsável pelo turno da noite. 

 

"Portaria. Haru. Boa noite." 

 

"Boa noite, Haru. Como vai? " Hashirama cumprimentou o homem.

 

"Muito bem, graças a Deus." 

 

"Então, por acaso chegou um novo morador no prédio esses dias?" O Senju levou a mão rosto, apertando a ponte do nariz enquanto tentava raciocinar em qual apartamento ele vira o homem. "Estou vendo que há alguém na janela do setecentos e quatro." 

 

"Sim, senhor. É o senhor Madara Uchiha, ele fez a mudança de anteontem. Um sujeito bem carrancudo, diga-se de passagem." 

 

"Pois bem, Haru. Será que você poderia interfonar para ele e comunicar que jogar lixo pela janela é algo que gera uma multa para ele? O senhor Uchiha está batendo as cinzas do cigarro dele na janela e isso pode acabar colocando fogo na minha casa." 

 

Estranhamente, aquele sobrenome soava um tanto quanto familiar para Hashirama. Contudo, ele não se lembrava de conhecer nenhum Madara.

 

"Irei interfonar para ele imediatamente." 

 

"Obrigado, Haru. Uma boa noite." 

 

O moreno desligou e pegou seu telefone, digitando rapidamente o nome Uchiha na barra de pesquisas. De fato, logo apareceu uma notícia que havia sido anunciada umas dez vezes na televisão. Era dali que Hashirama reconhecia o nome. 

 

"JOVEM DE 24 ANOS MORRE ESFAQUEADO EM UMA BRIGA DE BAR. 

 

Izuna Uchiha tirou uma última foto ao lado de sua prima, Naori Uchiha, e postou em seu Instagram minutos antes do ocorrido. Nela, o jovem aparece sorridente …"

 

O Senju interrompeu a leitura e fechou a aba. A notícia, apesar de antiga, era um tanto quanto perturbadora e o moreno se viu desejando para que o garoto da foto nada tivesse a ver com seu novo vizinho. 

 

Voltando para a varanda, os olhos castanhos subiram novamente até o sétimo andar. O contorno do homem já não estava na janela e Hashirama imaginou que ele estivesse atendendo o interfone. Pelo visto a conversa foi rápida, pois o sujeito ressurgiu segundos depois na janela e dava a impressão de estar olhando diretamente pro moreno. 

 

Foi então que o novo vizinho acenou gentilmente para ele. O Senju sorriu, acenando de volta. Agora estaria tudo resolvido e ele poderia ficar tranquilo em seu recanto. Ao menos foi o que ele pensou antes do Uchiha pegar o cinzeiro, que estava no beiral da sua janela, e esvaziá-lo todo no jardim. 

 

Uma onda de raiva assolou Hashirama de uma forma que ele jamais sentira. Ele marchou até a cozinha e pegou o interfone, digitando com força o número do apartamento daquele desgraçado. 

 

"Ele reclamou de novo?" Veio a voz rouca e um tanto sarcástica do outro lado da linha. 

 

"Qual o seu problema?! Não sabe se comportar civilizadamente?!" 

 

"Ah…" O Uchiha zombou. "Boa noite, vizinho. Está com algum problema?" 

 

A pálpebra do olho direito de Hashirama chegou a tremer. "Não venha com piada para cima mim. O senhor sabe muito bem o que fez! "

 

"Eu recebi uma advertência por ter jogado cinzas em seu jardinzinho. Porém eu não tinha feito tal coisa, então achei que seria apropriado-" 

 

"Como pode agir-"

 

"Não é justo que eu receba uma multa por algo que não fiz." 

 

"Pois claramente estava caindo brasas da sua janela!" 

 

"Um mínimo farelo que o vento derrubou! Sinceramente, senhor Hashirama! O senhor vai pra puta que te pariu!"

 

O moreno encarou o interfone após ter batido em sua cara. Pelo visto não seria fácil lidar com aquele homem e Hashirama se arrependeu um pouco de como o abordou. Talvez ele pudesse ter resolvido as coisas de forma mais gentil, sem arranjar uma briga com o Uchiha. Ainda sim, ele sabia que estava com razão. O novo vizinho não podia deixar as brasas caírem em sua casa, pois isso poderia de fato iniciar um incêndio.  

 

Suspirando, o moreno discou novamente o apartamento do outro. Talvez pudesse pedir desculpas e resolver a briga de forma pacífica, afinal, o Uchiha infelizmente tinha uma certa vantagem naquela situação e ele poderia facilmente transformar o quintal de Hashirama em um latrina. 

 

A linha estava muda. O safado tinha tirado o telefone do gancho. 

 

"Merda." Hashirama murmurou aborrecido. 

 

O que ele poderia fazer agora? Franziu o cenho, suspirando e deixando o olhar perdido cair sobre a estante da cozinha. 

 

Era isso. Iria levar um vinho para o Uchiha e tentar se reconciliar com ele cara a cara. Escolheu um malbec de uma das melhores safras do vinhedo. Provavelmente ele iria apreciar o sabor robusto, seco e amadeirado, já que era fumante. 

 

Hashirama pegou uma camisa limpa em seu armário, deslizou em um jeans batido e calçou seu tênis slip on. No elevador, soltou as cabelos longos, ajeitando os fios em frente ao espelho, e preparou seu sorriso radiante durante a subida rápida. 

 

Saiu no corredor, tocou a campainha e aguardou ansioso. 

 

"Veio até aqui pra me bater?" A porta abriu em um tranco, revelando um homem jovem, descabelado e que vestia apenas um blusa de malha; preta, larga e desbotada; por cima de uma cueca box vermelha. 

 

Os olhos cor de ônix arregalaram-se, surpreendidos pelo homem segurava uma garrafa de vinho. 

 

"Eu acho que começamos com o pé errado e então vim lhe pedir desculpas." Hashirama sorriu. "Trouxe um dos meus vinhos favoritos para você." 

 

"Eu não bebo." Madara facilmente recuperou seu choque, encarando o moreno com mal humor. "O que você quer? Conversar?"

 

O Senju não espera por esperava por aquilo e demorou um pouco para reagir. "Nesse caso, eu posso lhe trazer um suco depois. Você mora sozinho? "

 

"Moro." O Uchiha começou a fechar a porta. 

 

"Espere um momento. Eu moro sozinho também, se precisar de alguma coisa pode me chamar. Apesar de que, eu passo a maior parte do dia no Campus então provavelmente você só vai me encontrar em casa depois do anoitecer -" 

 

"Madara Uchiha " O outro suspirou e escancarou a porta, estendendo sua mão para o maior. 

 

"Hashirama Senju." O professor apertou firme os dedos do outro. 

 

"Entra logo." O Uchiha chamou. "Só peço que tire os sapatos." 

 

O moreno seguiu o menor para dentro do apartamento e fechou a porta atrás de si. Na sala não havia móvel algum, apenas várias caixas de papelão estavam amontoadas pelos cantos, a maioria ainda fechada.

 

"Está gostando da casa nova?" 

 

"Ainda não tenho como dizer." Madara deu de ombros e pegou a garrafa de vinho, apoiando ela no balcão que dividia a sala da cozinha. "Ao menos é perto do meu trabalho. " Ele pegou dois copos de requeijão e uma saca-rolha, abrindo a garrafa com maestria e servindo a bebida rubra para ambos. 

 

"Achei que não bebesse." Hashirama comentou com certo divertimento. 

 

"Estou tentando parar, mas o universo não colabora comigo." Ele estendeu o copo para o moreno.

 

Era um crime beber um vinho tão bom de tal maneira. Mas Hashirama deixou passar sem comentários, afinal o outro ainda estava desembalando seus pertences. "Você trabalha com o que? " 

 

"Sou barista, montei recentemente um cafeteria no final da rua Otsutsuki. " 

 

"Ao lado da tabacaria?" 

 

Madara deu um pequeno sorriso e assentiu. "A tabacaria eu herdei dos meus pais, mas os negócios não andam muito bem por lá. Você fuma?" 

 

"As vezes, mas não peguei o vício. " Hashirama assistiu o menor andar descalço e se sentar no chão da sala com as costas encostadas na parede. Ele tinha levado consigo o copo recém vazio e a garrafa de vinho, deixando ambos ao seu lado, perto do cinzeiro que agora estava limpo. 

 

Madara sacou um cigarro. "Se importa?" 

 

"Vá em frente." O Senju foi até ele e deixou seu corpo deslizar pela parede até que estivesse sentado ao seu lado. 

 

Hashirama serviu ambos os copos e observou o Uchiha acendendo o fumo aromatizado. Ele deu longo trago e fechou os olhos, encostando a cabeça na parede. Ficou assim por um momento e só então virou-se para o moreno, soprando o vapor na direção dele. 

 

"Se gosta tanto plantas, faz o que morando na cidade?" 

 

"Eu sou coordenador da área de botânica na faculdade de Konoha." O Senju estendeu a mão, em um pedido mudo para dar um trago. 

 

"Interessante." O tom de voz do Uchiha não dizia o mesmo. Ele alcançou seu copo e tratou de beber o vinho enquanto Hashirama consumia seu cigarro. 

 

O professor não era tolo e podia notar a forma como o outro estava lhe fitando. Ele retribuiu o olhar intenso, percebendo como Madara mudou levemente o foco para seus lábios. 

 

O Uchiha carregava consigo uma aura envolvente. A pele pálida constratava com os cabelos escuros e seus olhos amendoados eram emoldurados pelas sobrancelhas negras e bem definidas. Ele era extremamente atraente e o Senju não quis resistir ao seu desejo.

 

Apagou o cigarro no cinzeiro entre eles e subiu com a mão, tocando suavemente a coxa firme do menor. Aquilo foi o sinal verde para o Uchiha, que se inclinou na direção do moreno e tomou sua boca em beijo um tanto quanto tímido. 

 

Hashirama correspondeu sem pestanejar, subindo sua mão pela parte interna das pernas dele até chegar em sua virilha. O menor gemeu em contra seus lábios e aproximou do Senju, deixando suas mãos explorarem o corpo dele. 

 

O moreno o puxou para seu colo, apertando os glúteos fartos e pressionando a ereção que estava presa  na cueca vermelha. 

 

Madara ondulava seu corpo em cima do maior, estimulando o pênis do Senju, e trabalhava para desabotoar a camisa social dele. Hashirama o ajudou, despindo seu torso. O jeito que outro encarou seu abdômen marcado elevou o ego do Senju de forma absurda. Ele sorriu confiante. 

 

"Apesar de você ser um vizinho muito chato, você é muito gostoso, senhor Senju." O Uchiha sussurrou em seu ouvido enquanto beliscava seus mamilos. "Eu acho que nós vamos nos dar muito bem." 

 

Hashirama apertou o corpo do menor com força, puxando-o para outro beijo e roçando seus corpos um contra o outro. Movia seus quadris embaixo do corpo firme e apertava-o contra si até que o gemido dele soasse levemente incomodado. O Senju fez isso até sua ereção estivesse dura e dolorida, implorando por liberdade. Ele tirou o Uchiha de seu colo, recebendo um olhar um tanto curioso, e ficou de pé. 

 

O professor desfez o cinto e abriu o jeans. Madara lhe deu um sorriso devasso ao ver que o outro estava sem roupa íntima e rapidamente se livrou da cueca e da blusa de malha que vestia, ficando de joelhos na chão da sala. 

 

"Pois eu acho que você quer sentir algo mais grosso nessa sua boquinha. " Hashirama provocou e em seguida a calça do Senju foi embolada e arremessada em cima das caixas. Ele encarou Madara de cima enquanto tocava seu sexo. "Acende um para mim." 

 

O Uchiha arqueou uma sobrancelha, mas pegou o maço e fez o que Hashirama lhe pediu. A maneira que ele agia prendia atenção do Senju, os movimentos de Madara eram fluidos e davam a impressão de que ele saíra dentro filme. O menor inalou o fumo antes de passar para o moreno, seu olhar carregando um brilho burlesco.

 

Hashirama levou o cigarro à boca e passou sua mão livre pela face de Madara indo até a nuca dele. O Uchiha era realmente belo. 

 

O barista fechou seus dedos magros e elegantes na ereção do moreno. Sua mão era pequena e isso realçava ainda mais a espessura do Senju. Ele segurou-o pela base, levando seu rosto até junção com as bolas e dando leve sugada ali. Madara percorreu o membro com sua língua e contornou a glande para então abraçá-la com seus lábios e começar a brincadeira. 

 

Hashirama ia tragando o fumo lentamente. Ele estava sendo torturado pelo menor, que variava a pressão e velocidade com a qual o engolia, mantendo, na maior parte do tempo, um ritmo vagaroso em torno de sua ereção. Ele também sequer abocanhava metade de seu membro. 

 

Ainda sim, o Uchiha sabia o que estava fazendo. Ele estimulava o Senju perfeitamente e somente quanto o moreno começava a palpitar ele parava. Era uma afronta. 

 

"Me chupa direito." Hashirama exigiu.

 

Madara olhou dentro de seus olhos e deu sugada tão forte na glande que o Senju pensou que fosse perder a alma pelo pau. 

 

De imediato, o professor puxou as mechas negras do Uchiha, libertando seu sexo, e encontrou um sorriso sádico nos lábios rosados e brilhantes de saliva. 

 

Se era esse jogo. Hashirama entraria pra ganhar. 

 

O estalo do tapa foi escutado até na portaria, os vergões vermelhos na bochecha branca eram grossos assim como os dedos do Senju. Madara gemeu de dor e lançou um olhar raivoso para o moreno que lhe prendia pelos cabelos. Mas isso não impediu Hashirama de bater com seu pênis duro como aço na face marcada. 

 

Aquilo era como um desafio e Madara abriu os lábios, colocando a língua para fora e deixando o Senju forçar a glande contra ela enquanto batia com seu sexo em seu rosto.  

 

Hashirama o surrou e invadiu a cavidade aveludada, tomando-a para si. Ele colocou seu ritmo e se afundou com força na boca quente, batendo repetidamente na garganta de Madara até o Uchiha empurrar seu quadril e tentar se afastar.

 

Naquele momento o Senju soltou-o e deixou que respirasse ofegante. Hashirama lembrou do cigarro ainda preso em seus lábios, ele o pegou entre seus dedos e encarou Madara de forma predadora.

 

"Abre a boca." 

 

Madara lançou um olhar um tanto quanto hesitante, mas que rapidamente tomou um brilho ousado e desafiador. Ele abriu lentamente boca enquanto mirava a face máscula do Senju e admirava os olhos cor de âmbar. 

 

Hashirama não impediu um sorriso safado de surgir em seu rosto. Ele sabia que agora era ele quem estava no controle e iria fazer questão de mostrar isso para o Uchiha. 

 

O Senju ergueu a mão, dando mais um longo trago. Ele agarrou o menor pela nuca novamente e então bateu as brasas dentro daquela boca rebelde, que a minutos antes o havia xingado. 

 

Madara cedeu aos caprichos do outro, e ainda deixou ele repetir o feito, para só então cuspir as cinzas, as quais escorreram pelo seu queixo delicado, misturadas com saliva, e caíram pelo chão.

 

"Isso é tudo?" 

 

O menor era cínico, despertando o que havia de pior no moreno. Os olhos de Hashirama o encaram através de duas fendas e então ele se abaixou na frente do Uchiha, tomando sua boca em um beijo profundo e ardente. 

 

Assim que percebeu que Madara estava entretido com suas carícias, o Senju apagou o cigarro nas costas dele, bem no meio de suas omoplatas. 

 

Madara gemeu, um misto de dor, surpresa e algo mais. Prazer. Ainda sim, o menor tentou se afastar, rompendo o beijo. 

 

"Cuidado." Ele reclamou apreensivo. 

 

Hashirama jogou a bituca longe antes de subir suas mão para o pescoço longilíneo do Uchiha e enlaça-lo com seus dedos grossos.

 

"O que você quer?" 

 

"Me fode." 

 

Hashirama o empurrou contra chão, apertando suas mãos e sufocando-o, até ver o olhar do outro se tornar assustado. E então, ele o largou e se ergueu, indo até a sua calça, que estava abandonada em cima de umas caixas de mudança.  

 

"Acende outro." O moreno exigiu enquanto buscava a proteção dentro de sua carteira.

 

Madara se moveu, sentando no chão com as pernas entreabertas e pegando um novo fumo de dentro do maço. Ele prendeu o cigarro em seus lábios, riscando o isqueiro, enquanto mirava o Senju. 

 

"Isso, traga olhando pra mim." Hashirama pediu e deleitou-se com a visão que o Uchiha lhe proporcionava. Ele estava jogado no piso, os cabelos negros e revoltados emoldurando o seu rosto e descendo em cascata por seus ombros. Madara era belo e ali estava, aguardando-o, com uma audácia inexplicável em seu olhar.

 

"Fica de quatro e vira esse rabo pra mim." 

 

O barista ergueu uma sobrancelha, mas obedeceu ao Senju. "Exigente você, não é mesmo?" 

 

Hashirama desenrolou a camisinha em seu membro avantajado e andou de volta para onde o Uchiha lhe esperava com o traseiro arrebitado no ar. 

 

"Quero ver você fumando enquanto eu meto em você, entendeu?" O moreno instruiu ao se posicionar na entrada rosada do menor.

 

Madara olhou para trás desafiadoramente, dando um longo trago no cigarro mentolado.

 

"Bem assim." Hashirama desceu mão com força na nádega branca, recebendo em resposta um gemido alto, que deixou os lábios do outro como uma cortina de fumaça. "Você é uma puta mesmo. " 

 

Hashirama forçou a cabeça larga e pulsante de seu pau contra a pequena entrada de Madara, penetrando-o lentamente, porém sem qualquer preparo. 

 

O Uchiha gemia baixinho, com sua voz profunda e sensual, e mantinha seu quadril elevado, sem pudor algum. Sua mão tremeu levemente ao levar o cigarro a boca. Ele era um pecado.  Cada ato dele, Hashirama lia como uma provocação. 

 

O Senju apertou-lhe a cintura e então fechou suas mãos no quadril estreito, puxando bruscamente Madara contra si e se afundando por completo no corpo quente. 

 

O Uchiha gritou abalado, contraindo-se todo. O cigarro caiu de seus lábios e ele levou uma mão para trás, tentando empurrar o moreno para que ele não lhe invadisse de tal maneira. Uma tentativa fútil, pois o Senju agarrou seu punho e empurrou sua cabeça contra chão. Por pouco seu rosto não foi pressionado contra as brasas. Madara grunhiu, puxando o braço de volta, mas o Senju o manteve preso.

 

"Hashirama…" Ele gemeu como se pedisse por piedade. 

 

"Shhhhhh." O moreno o calou, fazendo um carinho na nuca do outro com seu dedão enquanto forçava sua face contra o chão. "Olha como você é guloso, engoliu o meu pau todo de uma só vez." 

 

O menor se arrepiou, excitado debaixo do Senju, as vibrações de seu corpo passando direto para o sexo do moreno e levando-o à beira da loucura. 

 

O Uchiha o abraçava deliciosamente, recebendo-o dentro de si como se fosse feito sob medida apenas para agradá-lo.

 

"Você é tão apertado, Madara…" Hashirama soltou o punho do menor e acariciou seu ombro, apreciando como ele se manteve comportado na mesma posição. E assim ele também permaneceu, dando um tempo para que o outro pudesse se acostumar ao tamanho do membro que o preenchia. 

 

Hashirama esperou até Madara começar a rebolar vagarosamente contra si e então esperou um pouco mais enquanto assistia a bunda do menor ondular ao redor de seu pau. 

 

Não se conteve, dando um tapa ainda mais forte que o anterior, antes de impor um ritmo lento na penetração. 

 

Os gemidos do Uchiha eram encantadores e seduziam sua mente, tirando sua razão. Ele o tentava de todas as formas. Até a maneira como seus dedos ficavam impressos na carne do outro servia apenas para lhe atiçar ainda mais. Ele queria tê-lo pra si e marcá-lo para sempre.

 

O Uchiha ergueu seu rosto, voltando a dividir o peso nos joelhos e nas mãos, para então pegar o cigarro que havia caído e voltar a tragá-lo. Ele movia seu quadril em encontro ao de Hashirama e gemia o nome dele ao liberar a fumaça de seus pulmões. 

 

"Hashirama." Sua voz era um suspiro envolto em névoa de prazer. 

 

Fechando a mão no pênis rijo do menor, o Senju passou a estimulá-lo duplamente enquanto aumentava de forma progressiva a velocidade e a força das estocadas. Hashirama podia sentir o orgasmo do Uchiha se aproximando e se preparou para tal, tomando o cigarro de seus dedos e abandonando a ereção rosa latejante. 

 

Ele queria ouvir o outro implorar pelo seu toque enquanto rebolava, suado e descabelado, deliciando-se com pau que o alargava.

 

Porém Madara não tinha o mesmo plano e  rapidamente fechou sua mão em seu sexo, que latejava quente e brilhante, liberando pré-gozo. 

 

O Senju gemeu em um lamento e deu um trago curto, soltando o ar pelo nariz sem apreciar a sensação. Seus sentidos agora eram tomados por outro tipo de prazer. Ele deixou o cigarro em sua boca e meteu fundo no menor, sentindo cada tremor e cada espasmo que ele dava conforme chegava perto de esquecer o próprio nome.

 

"Eu vou gozar." O Uchiha avisou assim que seu orgasmo iniciou. "Mete! Mete com vonta-" Sua voz desapareceu para ressurgir em um gemido carregado e gutural.

 

O Senju fez exatamente o que ele lhe pediu e a intensidade com a qual o Uchiha recebeu seu ápice foi tal que Hashirama parou de respirar. Ao sentir Madara apertar seu membro com tanto fervor e violência, seu mundo se desfez. Ele se inclinou para frente tentando segurar seu próprio clímax e apagou o segundo cigarro na pele branca do Uchiha, logo abaixo de onde estava a primeira marca. 

 

Madara agoniou e conseguiu contrair-se ainda mais ao redor da ereção de Hashirama. O moreno largou a bituca e agarrou o membro do rosado, massageando-o e drenando-o completamente até que o menor parasse de tremer e se rendesse destruído aos braços fortes que o embalavam. 

 

Hashirama deixou seu corpo deitar sobre o dele, movendo os quadris calmamente conforme beijava e lambia as pequenas queimaduras vermelhas. Ficou assim enquanto o menor se acalmava e só então se retirou de dentro do orifício macio e acolhedor, livrando-se com habilidade da camisinha ao seu redor. Ele apertou seu próprio membro, que ainda pedia por alívio, e se reposicionou em frente ao rosto do Uchiha. 

 

Marada lhe lançou um olhar acabado e incrédulo, o que provocou uma risada abafada em Hashirama. Ainda sim, ele se ajeitou em frente ao sexo rijo e gotejante do moreno, enlaçando esse com seus dedos e oferecendo uma punheta ao maior. 

 

"Bota essa boquinha em mim." O Senju pediu, fazendo um carinho na nuca do outro com sua mão. 

 

Os lábios do Uchiha fecharam-se na glande enquanto ele brincava com a língua na estreita fenda e estimulava-o com sua mão. 

 

"Estou quase." O Senju suspirou, revirando os olhos e acariciou o próprio peito. 

 

Madara recuou bem na hora e o sêmem jorrou abundante em seu rosto, sujando sua face e fazendo dele uma pintura obscena.

 

"Abre a boca." Hashirama pediu, pincelando o pau no gozo e escorregando-o para dentro da cavidade quente. 

 

O moreno brincou assim, fudendo a boca do Uchiha até sua ereção desaparecer. E interrompeu o ato, antes que pudesse voltar a ficar rijo. 

 

Hashirama se ajoelhou frente ao menor e  beijou-o com carinho, finalizando o frenesi de forma lânguida. Somente então, largou os cabelos negros, assistindo Madara deitar novamente no piso gelado. Ele tinha um olhar turvo e cansado, mas um pequeno sorriso adornava sua boca. 

 

Hashirama sorriu, ele não poderia simplesmente abandoná-lo naquele piso frio. 

 

"Venha, vou te levar pro quarto." O Senju puxou o Uchiha até a suíte e deitou com ele no colchão que estava no chão, deixando o menor se aninhar em seu peito. 

 

Um porta retrato em cima de caixa chamou sua atenção. Era uma foto de Madara com o jovem da notícia trágica. 

 

O Uchiha captou o olhar do moreno e revelou em um sussurro. "Meu irmão."

 

Hashirama o abraçou com firmeza e jurou para si que não o abandonaria jamais.

 


Notas Finais


Talvez tenha uma segunda parte com os Hashimada indo visitar os vinhedos da fazenda dos Senju e falando um pouco sobre o que aconteceu de fato com o Izuna.


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