História Chuva de Novembro - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Fluffy, Yuri
Visualizações 48
Palavras 2.098
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Resolvi fazer essa shot. Porquê? Bom, nem eu sei...
Boa Leitura...
Me desculpem pelos erros...

Capítulo 1 - Capítulo Único


Já se passavam das três e cinquenta e dois da tarde, eu me localizava deitada em minha cama, lendo mais um capítulo do livro que havia ganhado a alguns dias. Não era um livro desses poéticos, pra ser sincera, odeio poesia, não era um livro de romance exagerado com drama exagerado, também odeio livros assim, era, nada mais nada menos que um romance simples com aventura, aqueles livros de aventura com um romance no fundo só pra não dizer que era uma história fria.

Do outro lado da janela que se localizava ao lado de minha cama era possível ver a chuva, não era uma chuva forte, nem fraca, era a chuva perfeita, para aquele clima perfeito, como estávamos em novembro era comum chover, mas não estou reclamando, longe disso, amo chuva, além de me trazer calma, me lembra uma pessoa muito especial, uma pessoa  que me trouxe muitas coisas, mesmo a uma certa distância ela me fez descobrir um mundo novo, com coisas novas, um mundo no qual se não fosse ela, eu nunca iria descobri-lo. Mas infelizmente nem tudo é como gostaríamos que fosse...

Layla, o nome dela era esse, simples porém bonito, assim como ela... Bom, sim, é uma menina essa pessoa, ela é minha melhor amiga, nós estudamos juntas, porém, por conta de seus pais ela teve que se mudar. Nada agradável eu sei, mas acho que isso só nos fez ficar mais próximas. Dizem que só damos valor as coisas quando perdemos, e sim, isso é verdade, eu só percebi todo o valor de Layla quando ela se foi, claro que não foi de imediato, demorou uns 3 meses. Mas não sei se ela deu esse mesmo valor a mim, até o dia em que brigamos intensamente, ficamos alguns meses sem nos falar, até que um período voltamos a nos falar, aleatoriamente, claro, não havíamos esquecido aquela briga, porém não deixamos ela simplesmente passar, nós nos desculpamos uma a outra e agora permanecemos como estamos, boas amigas que ainda mantem contato, mesmo que por simples mensagens e as vezes ligações.

[***]

Acabei passando bastante tempo lendo, e só me dei conta disso quando escutei meu celular vibrando sobre a mesinha branca, a mesma que se encontrava do outro lado do quarto. Resmunguei algumas coisas sem nexo e me permiti levantar da cama indo a encontro do aparelho, e assim que alcancei o mesmo pude ver que o motivo de suas vibrações era que acabara de chegar algumas mensagens de Layla:

Sinônimo-de-preguiça:

-Emma

-Ou

-Me responde

-É caso de vida ou morte

-EMMMAAAAAA

-EMMA ME RESPONDE AGORA É URGENTE

Emma:

-Meu deus, calma mulher, eu estava lendo, e acabei não vendo o tempo passar

-Enfim, qual é o caso de vida ou morte?

Sinônimo-de-preguiça:

-ALELUIA

-Achei que tinha batido a cabeça nessa parteira lotada de livros que tem no seu quarto fazendo que todos caíssem em cima de você levando a sua morte

Emma:

-Nem um pouco dramática né

-E me deixa com meus livros, antes eles do que aqueles hentais que seu ex tinha...

Sinônimo-de-preguiça:

-Affe, isso já faz 5 meses e você ainda insiste em lembrar...

-Mas enfim, não é isso que eu queria falar

Emma:

-Imagino, mas diga logo, o que deseja de minha ilustre pessoa?

Sinônimo-de-preguiça:

-Ilustre? Ah tá! Enfim, sabe aquela praça que tem lá perto de onde você estuda?

Emma:

-Sim, o que tem ela?

-Sinônimo-de-preguiça:

-Preciso que você vá pra lá

Emma:

-O que? Como assim? Por quê?

Sinônimo-de-preguiça:

-Só vai lá, é realmente necessário, preciso que você vá para lá

Emma:

-Mas por quê? O que diabos eu vou fazer lá a essa hora? Já são cinco e meia da tarde e além do mais está chovendo

Sinônimo-de-preguiça:

-E você é de açúcar por acaso? É sério Emma, eu preciso que você vá pra lá agora, é urgente, sem perguntas, apenas vá

Emma:

-Aish, ok, espero que valha a pena ir lá, devo demoras umas meia hora mais ou menos

Sinônimo-de-preguiça:

-Ok, meia hora, obrigada!

Emma:

-Só você pra fazer isso comigo mesmo

Desliguei o celular o deixando sobre a mesa, afinal por qual motivo eu tenho que ir parar naquela praça agora? Melhor deixar as perguntas pra depois.

Troquei de roupa e coloquei uma calça jeans qualquer, uma blusa de mangas compridas listrada de branco e preto e meu converse vermelho.

Fui no quarto de minha mãe e a avisei onde ia, ela apenas concordou pedindo para não voltar tarde. Peguei um guarda-chuva no armário e sai de casa seguindo caminho para a praça. Me perguntei o caminho todo por qual motivo, razão ou circunstancia Layla pediu para eu ir pra lá? Ela é meio doidinha mas as vezes passa de todos os limites possíveis...

[***]

Assim que cheguei a praça vi como ela estava bonita, as árvores molhadas por conta da chuva, todos os bancos extremamente encharcados, exceto um, que era o que ficava em baixo da maior árvore da praça, por mais que fosse a maior ela fica em um canto mais isolado das outras, e no banco que se encontrava abaixo dela havia uma pessoa, não consegui ver bem quem era pois o guarda-chuva que ela utilizava tampava seu rosto. Ignorei esse fato e olhei ao redor da praça, não havia ninguém lá além de eu e aquela pessoa, estava tudo completamente isolado, mas também, afinal que sairia em pleno sábado chuvoso para ir a um praça? Resolvi então perguntas a pessoa que estava no banco se ela havia visto mais alguém ali, mas quando me virei para ir em direção onde ela estava, percebi que o banco agora se encontrava vazio, olhei ao meu redor e não vi ninguém, suspirei profundamente a caminhei em direção ao banco seco, me sentei nele e fiquei observando um pouco meu redor, a chuva estava começando a se acalmar, mas ainda era possível se molhar caso não usasse um guarda-chuva...

Resolvi por fim mandar uma mensagem para Layla, já estava chegando o fim da tarde e eu não podia chegar antes do jantar, caso contrario levaria um baita sermão. Peguei o celular no bolso traseiro de minha calça, e quando fui desbloqueia-lo ouvi uma voz próxima de meu ouvido

-Não me reconhece mais Emma? – Aquilo saiu mais como um sussurro que me arrepiou até a espinha, não podia ser, eu devia estar louca, aquela voz era muito familiar, me mantive intacta por uns segundos antes de virar para ver quem era. Eu não conseguia acreditar, era ela, Layla estava ali, ao vivo e em cores, na minha frente, me encarando com sua cara debochada de sempre, enquanto dava um sorriso de lado

-Layla! – Não consegui dizer mais nada depois disso, simplesmente larguei meu guarda-chuva e a abracei, um abraço único, cheio de saudades, a abracei como se não houvesse amanhã, eu não sabia por qual motivo fiz aquilo, foi extremo impulso, eu sentia tanto falta dela e só queria matar aquela saudade

-Argh, se continuar assim vai quebrar todos os meus ossos frágeis...

-Você é especialista em acabar com momentos fofos – disse agora a soltando e me distanciando enquanto cruzava os braços

-Olha quem fala, o iceberg em pessoa!

-Já cansei de falar que não sou tão fria – bati forte o pé no chão enfurecida na expectativa de faze-la mudar de ideia, mas a única coisa que consegui arrancar dela foram risadas

-Você parece uma criança mimada!

-Eu não sou mimada! – caminhei em direção do guarda-chuva e me agachei para pega-lo – Então para isso você me implorou para vir aqui?

-Sim, pode falar, sei que valeu a pena!

-Convencida você...

-Eu? Só digo verdades – disse e a vi caminhar em direção ao banco se sentando e batendo ao lado para mim sentar, e assim fiz, deixei meu guarda-chuva de lado, e peguei da mão da mesma o que ela utilizava para dividir entre nós duas

-Verdades sei, o que você diz são... – parei de falar assim que senti a cabeça da mesma em meu ombro, aquilo me fez paralisar por um instante, um nervosismo me percorreu e eu não consegui dizer mais nada

-São? – ela disse se aproximando mais para ficar mais confortável com a cabeça em meu ombro

-É... s-são lorotas – podia jurar ter ouvido ela dar uma risada nasal por conta de eu ter gaguejado, senti uma leve quentura em minhas bochechas e me calei no mesmo instante enquanto apertava meus dedos uns contras os outros, minha mão suava e eu não sabia o motivo, aquele nervosismo repentino me atingiu muito de repente e eu não estava sabendo lidar com aquilo.

-Você está bem? Não para de ficar esfregando as mãos... – ela disse tirando a cabeça de meu ombro e me olhando

-Tudo sim, eu... só estou com um pouco de frio – inventei uma desculpa qualquer para disfarçar meu nervosismo, e pelo menos dessa vez não gaguejei

-A que não seja por isso, venha cá – ela se aproximou mais envolvendo os braços ao redor de meus ombros deitando minha cabeça em seu ombro enquanto esfregava a mão em meu braço para esquenta-lo

-Obrigada...

-Imagina, agora me diga, como está?

-Bem e você? – respondi direta, embora já estava ficando mais calma, um pouco de nervosismo ainda me percorria

-Melhor impossível – tentei entender o que ela quis dizer com aquilo, mas foi em vão.

Foi então que o silencio pairou sobre nós, eu fiquei aproveitando seu carinho, eu me encontrava com a mão direita em seu peito, não literalmente nele, seria vergonhoso, estava um pouco abaixo, e como estava no tedio comecei a fazer desenhos invisíveis que rodeavam sua barriga

-Pare com isso, faz cócegas – disse se remexendo e eu me levantei de seu ombro, devia estar desconfortável para ela

-O que foi? – ela perguntou encarando fixamente algum ponto de meu rosto, no qual não consegui identificar, estava olhando para minhas mão em meu colo, devia estar vermelha e eu não queria que ela visse

-Nada... – permaneci olhando para minhas mãos então a vi se aproximando novamente

Senti a mão direita da mesma em meu queixo, afinal ela estava segurando o guarda-chuva com a esquerda, ele lentamente levantou minha cabeça em sua direção, não consegui a encarar, eu estava muito nervosa por algum motivo, algum sentimento estranho estava presente ali entre eu e ela e eu não sabia qual era

-Olhe para mim – Ela praticamente sussurrou, mas fui capaz de ouvir por conta de nossa aproximação, desviei meu olhar para seu rosto e percebi como os olhos da mesma brilhavam, com a luz do sol do fim da tarde principalmente – Seus olhos são lindos...

-Layla eu... – Não consegui falar mais nada, ela se aproximou mais o que me assustou mais, eu estava nervosa, porém não queria encerrar o que estava acontecendo ali, era bom...

Foi então que sem aviso prévio ela se aproximou o suficiente para seus lábios tocarem os meus, aquilo foi um susto, arregalei meus olhos, eu estava sentindo algo estranho, mas era bom, devia ser as famosas borboletas no estomago, logo me acalmei e fechei meus olhos, arrisquei levando a mão até a nuca de Layla, ela colocou a mão esquerda em minha cintura largando o guarda-chuva do nosso lado. Logo ela começou a tentar abrir minha boca, meio sem jeito eu deixei, fomos nos envolvendo com aquele beijo que transparecia algum sentimento, o qual eu ainda não sabia qual era. Nos separamos com as testas encostadas, não estávamos ofegantes, pelo contrário, estávamos tranquilas, mas por que ela me beijou?

-Layla...

-Eu já sei o que vai perguntar, e bom, eu estava querendo isso a muito tempo, por isso, as escondidas de você, combinei tudo com minha mãe para conseguir vir para cá, eu necessitava disso, eu realmente gosto de você e quero investir nesse sentimento Emma...

Eu não sabia o que falar, eu acho que também queria aquilo de alguma forma mas não tive coragem de falar, apenas a puxei para outro beijo e assim ficamos, nem havíamos percebido que já era noite e o que nos iluminava era a luz do poste que estava um pouco longe.

Depois de um tempo ela alcançou o guarda-chuva atrás de nós e me colocou em seu ombro novamente, embora já estivéssemos molhadas, não queríamos ficar resfriadas, ficamos de tal maneira até ver que a lua surgiu entre as nuvens de chuva

-Está vendo ela? – Layla perguntou apontando para a lua e eu confirmei com a cabeça – Ela está sorrindo para nós nos mostrando que essa é a nossa noite – Sorri novamente afundando o rosto em seu peito, e descobri que sem sombras de duvidas eu estava disposta a viver uma história com ela.


Notas Finais


Bom gente, eu acabei tendo que postar correndo, então me perdoe qualquer erro, prometo que revisarei depois!
Obrigada pela atenção, beijos até a próxima


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