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História Chuva de Prata - Em revisão - Capítulo 8


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Notas do Autor


Perdão por sumir por um longo tempo, mas a partir de agora a história começa a se interligar e eu gostaria muito que pudessem me dar feedback como a história está até aqui!

Lembrando que essa versão ainda passa por revisões, caso algum erro tenha passado pedimos perdão!

Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo VIII


Jeon

Depois daquela conversa com a Cath acabamos adormecendo no sofá. De madrugada e a levei para o meu quarto e voltei a dormir no sofá.

Mesmo em péssimo estado o sofá me proporciona uma agradável noite. Mas ao acordar meu corpo inteiro doía e um barulho de fritura me levou lentamente a cozinha onde Cath fazia algo no fogão.

Me escorei no portal da cozinha vendo a menina resmungar por queimar o dedo, que desastrada. Ela se vira e quase grita de susto ao me ver parado a encarando.

-Que susto seu mané! – com a mão no peito exclamou – Está aí a muito tempo?

-Não, acabei de acordar. O que está inventado aí? – perguntei indo até o fogão vendo ovos com bacon numa panela.

-Nosso café da manhã, até onde eu sei você precisa de proteínas para manter esse corpo escultural em pé. – rimos da sua clareza, só passeia por ela indo para meu quarto para fazer minhas higienes matinais.

Foram poucas as vezes que Cath dormiu aqui em casa, mas com certeza são as melhores lembranças que temos nesses três anos de amizade. Mesmo que eu tenha ficado um pouco ausente esse ano devido aos treinos, ela sempre vinha para me dar um olá e as vezes tinhamos momentos como esse onde pareciamos viver como irmãos.

Quando termino o que tinha de fazer, saí com a roupa da academia do quarto e me dirigi a cozinha onde a mesa já estava pronta, minha mãe estava sentada em sua cadeira de costume e Cath colocando uma xícara ao seu lado onde imagino ser o meu lugar.

Antes de sentar contornei a pequena mesa de 4 lugares e deixei um beijo nos fios brancos de minha mãe. Sentado na mesa vi o belo trabalho que Cath teve colocando a garrafa de café, de chá, biscoitos, as famosas torradas e nossos ovos com bacon.

-Sabe, eu devia vir mais vezes aqui! – Cath disse tirando uma afirmação sorridente da minha mãe.

-Mas dessa vez você dorme no sofá! – digo bebendo um pouco do café recebendo um belisco no braço direito.

Naquele dia levei Cath até seu Uber e segui para minha corrida matinal de domingo, ainda refletindo tudo que havia contado na noite anterior e a quantidade de coisas que tenho guardado, e que vão permanecer durante muito tempo, pois agora minha prioridade são outras coisas e acho que esses problemas não interferem na minha rotina.

[...]

Acordei com as costas doendo da má posição que passei toda a noite. Estava no típico dia sem merda nenhuma para fazer de interessante. Olhei no relógio que ainda marcava sete da manhã de uma plena sexta feira de inverno. Hoje seria um dia que passaria a manha toda treinando na academia da escola junto com o time e depois fosse para uma corrida de campo, mesmo nas férias nunca deixam os jogadores pararem as atividades até na semana do natal, mas depois do último jogo fico sentado no banco do reversa todos os treinos e por isso decidi parar de chegar cedo e só participar da musculação com todos os meninos.

Desço do quarto encontrando minha mãe com seu típico vestido floral e um enorme casaco em mãos prontas para sair.

-Bom dia meu menino – ela diz sorridente

-Bom dia mamãe, já está indo para o hospital?

-Já sim, hoje tem uma palestra antes do atendimento e vou a nossa vizinha Maria de carro, então se preocupe. Na volta eu pago um taxi.

-Não precisa gastar com dinheiro em taxi mamãe, use o dinheiro para fazer um lanche bem reforçado quando sair e me espere que vou te buscar depois do treino.

-Tem certeza que não vou te atrapalhar? - vou até ela dando o mais caloroso abraço

-Faço qualquer coisa pela senhora, sabe disso! - saímos do abraço e ela beija minha testa

-Bom treino e juízo.

Vou direto para a cozinha depois de deixa-la em segurança dentro do carro da vizinha fofoqueira, fiz os dois últimos ovos da geladeira e isso me lembrou que já devíamos ter feito as compras do mês, quem sabe se receber hoje.

Sai de casa depois das oito da manhã e só entrei na escola já por volta das nove horas, os meninos ainda estavam em campo então fiquei me alongando e arrumando minhas coisas junto com os outros meninos da reserva. Não são jogadores ruins, são muito bons alias, mas ainda sem o potencial para estar no time titular. Foi uma surpresa para todo o time quando o diretor anunciou minha saída do time titular, alguns até tentaram intervir, mas a decisão já estava tomada e eu não bati de frente com ninguém para não criar mais confusão.

Quando estava pronto para começar, os titulares entraram fazendo furdunço na academia.

-Aquele passe foi todo errado Jin – Edgar dava tapas na nuca do menino – Jeon por favor dê aulas de reforço para os jogadores desse time? Ninguém acertou um passe hoje galera.

-Relaxa Edgar, foi só um treino ruim – Conan intervém como sempre – Como vai?

-Bem, e vocês pelo jeito estão tendo problemas – digo indo pegar pesos

-Estou servindo de saco de pancadas para esses idiotas – Jin senta no aparelho ao meu lado revoltado – Isso é preconceito com intercambista sabia? - todos no local começam e rir

Pode parecer loucura, mas são esses momentos dentro da academia ou em campo que mais me divirto e esqueço de todos os problemas. Fico tão concentrado que nem noto Conan ao meu lado.

-Tu viajas mano – ele disse assim que olhei para ele parado ao meu lado rindo

-Me empresta o carro hoje? Vou ir buscar minha mãe no hospital depois do treino.

-É todo seu, mas vai ter que me deixar num lugar antes.

-Quem é a garota da vez?

-O que você acha que eu sou? Um galanteador barato? - assenti e ele riu – Ainda é a mesma garota desde a temporada dos jogos, ela é bem paciente e talvez eu peça ela em namoro antes da virada do ano.

-Conan foi fisgado – Nem percebi quando Edgar e Jin se aproximaram – Quem será o próximo? Jin? - ele nega repetidas vezes – Jeon? - Edgar me olhou com humor

-Sai dessa cara. - disse colocando os pesos no lugar e me sentei no chão assim como o restante dos meninos

-Vai me dizer que não rola nada com a Cath? - dessa vez quem fala é o Jin já entrando na brincadeira – Ou com a líder de torcida... qual o nome dela mesmo?

-Essa é mais rodada que o carro do meu avô -Edgar não deixa de ter razão, a fama da Megan entre os jogadores não é muito respeitosa - Mas para uma diversão nunca pode se desperdiçar a chance.

-Chega de papo na creche crianças - o treinador aparece atrás de nós – Vamos, não quero mais ver a cara de ninguém aqui hoje depois desse treino. - Todos saíram rápido me deixando sozinho com o homem – Jeon podemos conversar?

-Claro, algum problema? - ele tirou os óculos e se sentou no equipamento a minha frente

-Como vai a terapia?

-Ah... bem eu acho, só tive um encontro até agora.

-Fico feliz que esteja seguindo todo cronograma. Eu sei que ficar fora do time titular lhe deixou distante dos treinos, mas peço que venha sempre treinar com os meninos e ver eles em campo. Você ainda não deixou de ser nosso melhor jogador. - ele se levanta e sai com sua inseparável prancheta.

Depois da conversa encontrei os meninos no estacionamento e levei Conan até a casa da tal ficante dele. Fiquei um tempo parado em frente a saída do hospital esperando minha ser trazida numa cadeira de rodas, a coloquei dentro do carro.

-Como que foi tudo lá? - perguntei entrando no lado do motorista – a senhora parece estar com uma cara melhor que das últimas vezes.

-Estou bem, Doutor Ulisses disse que estou respondendo bem aos remédios. – disse com certa animação na voz o que me deixa mais aliviado.

Continuamos o caminho ouvindo músicas que ela gosta. Estar ao lado da minha mãe sempre me deixa mais tranquilo e mais leve.

Chegando em casa a ajudei a se sentar na cozinha enquanto esquentava o almoço que a vizinha mandou para nós. Depois de colocar meu prato ajudei a mais velha com o dela e comemos em silêncio.

Depois de louça lavada deitei no sofá para descansar um pouco.

-Filho você não deveria ir treinar? – ela pergunta sentando-se no sofá

-Não, só treina a tarde quem é do time titular... Não tenho muito o que fazer lá.

-Ah... Perdão por falar nisso, não sabia...

-Tudo bem mãe, acho que vou dormir um pouco antes de ir para o trabalho. – disse fechando os olhos

-Eu te acordo querido, pode descansar!

Fechei os olhos e fui embalado para o mundo dos sonhos por um programa sobre costura que minha mãe vê quase 24hrs por dia.

Não costumo ter sonhos, mas as vezes acontece de me ver em campo ou fazendo qualquer coisa aleatória e, hoje foi um cochilo desses bem longos que deu para sonhar. Quando acordei estava sozinho e o único som da casa era da minha mãe cantarolando algo na cozinha.

Estiquei-me preguiçosamente e fui até a cozinha vendo a jovem senhora fazendo um remendo em uma das minhas camisas.

-Olha você poderia ter cuidado durante os treinos, é a terceira camisa filho. – ela me olha por cima dos óculos e eu dou um sorriso – Você não aprende menino. Me lembro quantas vezes tive que costurar suas calças porque ficava correndo com o Hyum pelo quintal – ela sorriu negando com a cabeça. Por causa do comentário resolvi sair do local e subi em direção ao meu quarto.

Ela sempre gostava de falar do meu irmão, mesmo ele já não morar com a gente a anos.

Troquei de roupa rápido e sai de casa em direção ao trabalho. Estava bem adiantado então consegui evitar a correria e até me dei ao luxo de perder um ônibus.

A academia estava um pouco movimentada e assim que terminei de vestir meu uniforme um dos personais me pediu para ajudar uma nova aluna, eu tecnicamente não poderia dar aulas, mas sempre que estavam na correria eu ajudava como podia.

Caminhei até o fim da sala onde a menina resmungava uns palavrões e sorri desacreditado no que estava vendo.

-Cath em uma academia, eu vivi para esse momento. – disse ela riu sem humor jogando-se na cadeira de um equipamento.

-Não enche Jeon, sabe isso aqui é uma droga, quem gosta disso? – ela apontava para os pesos no chão

-Vai, eu vou te ajudar. Seu professor foi resolver algumas coisas. – ela disputou e se levantou – Primeiro tem que se alongar. – mostrei o movimento e ela tentou repetir, fui até ela endireitando a postura. – O que você fez para estar aqui?

-Não fiz nada e segundo meu pai isso é um problema. Ele é daqueles médicos que tratam a sua família como pacientes. – ri anasalado voltando a mostra-lhe outros movimentos para se alongar.

O treino dela foi bem leve, mas como sempre Cath tirou de letra cada sequência. Ela é assim, quando tem um desafio em mãos não larga até conseguir concluir com perfeição, e posso dizer que isso é o tipo de coisa que me encanta muito nela.

Depois de horas de aulas, voltei para casa já na hora do jantar. Como sempre minha mãe me esperava com o prato feito encima da mesa de marmore com seus pés começando a enferrrujar e coberta com uma toalha de plástico.

No prato tinha um caldo de frango com um pouco de farinha, segundo minha mãe para decompor todas as minhas energias.

Começamos a conversar sobre o primeiro dia de Cath na academia e depois o assunto mudou para o dia dela no hospital, onde ela disse sentir saudades de uma estudante que ajudava as enfermeiras na ala de fisioterapia.

Elas parecem ser bem próximas já que os olhos de minha mãe brilha ao dizer sobre a menina. Ainda falamos sobre estarmos muito atrasados com os preparativos do natal, que será em dois dias, mas que será resolvido amanha que irei tirar o resto do dia para ajudar a por todos os enfeites que minha mãe adora. Não é uma data muito feliz com só nos dois, mas a felicidade da minha mãe ao ver tudo montado faz valer a pena.

Depois disso fomos nos deitar, dessa vez conferi bem minha cama para que pudesse ter uma boa noite de sono, mas com aquele colchão mais que velho a única coisa que me espera são as dores amanhã!

Que inclusive já será a segunda Sessão de terapia em grupo, confesso que não coloquei muita fé nessa coisa de terapia, mas talvez possa me ajudar a seguir o caminho que preciso daqui para frente até finalmente tudo começar a dar certo.



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