História Cicatrices (Barbriela) - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Barbaralabres, Barbriela, Gabrielaversiani, Romance
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Palavras 4.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Barbara continua a acariciar face de Gabi que ainda se encontra com os olhos cerrados. Lentamente vai aproximando o seu rosto do dela. Primeiro deposita um beijo suave em sua bochecha, em seguida dá um beijo em seu pescoço fazendo-a soltar um gemido e ficar arrepiada. Barbara olha fixamente para a boca de Gabi querendo prová-la, lhe dá rápido selinho não aprofundando o beijo. Acaricia a nuca de Gabi a fazendo ficar molinha e abrir lentamente os olhos. Os olhares se encontram, um sorriso é trocado. Aos poucos Barbara volta a aproximar seus lábios dos de Gabi e agora um beijo é iniciado, ambas fecham os olhos para se concentrar naquele momento esperado por ambas secretamente. Gabi aprofunda o beijo introduzindo sua língua na boca de Barbara que a chupa delicadamente introduzindo em seguida sua língua na boca de Gabi, uma dança de línguas se inicia com movimentos circulares. Gabi envolve seus braços no pescoço de Barbara que segura sua cintura fazendo leves caricias. O beijo vai se tornando mais intenso, as bocas parecem não quererem se desgrudar, as línguas agora têm ritmos acelerados, as caricias são aprofundas. O beijo é interrompido, o alvo de Barbara agora é o pescoço de Gabi. Ela passa a língua no pescoço desta fazendo-a se arrepiar por inteiro, dá um beijo molhado perto de sua nuca o que a faz gemer. Distribui alguns beijos até chegar novamente na boca, o beijo é desesperado, quente, ambas pareciam querer se fundir em uma só. A urgência em tocar, a necessidade de sentir a outra mais perto de si, vai tornando o beijo a cada segundo mais sensual. Gabi encosta-se à mesa e Barbara a pega no colo não desgrudando um segundo seus lábios dos dela, acomoda Gabi em cima da mesa e se posiciona entre as pernas desta sem parar beija - lá. As mãos de Gabi descem para o quadril de Barbara e pousam em sua bunda, dando alguns apertões e aproveitando para puxar Barbara para mais perto de si.

Ambas estão excitadas, mas não querem avançar o contato, aproveitam cada instante, aproveitam o gosto do beijo e o cheiro uma da outra. O beijo se finaliza quando ambas já não têm ar o suficiente para prosseguir, as respirações estão ofegantes. Elas se encaram e Barbara acaricia o rosto de Gabi que a olha fixamente com um sorriso nos lábios.

-Eu estava louca para fazer isso – sussurra Barbara no ouvido de Gabi e abraça.

-Eu também – fala em um fio de voz aproveitando o abraço e acariciando a nuca de Barbara.

Elas ficam por cerca de 5 minutos abraçadas.

Alguém bate na porta da sala de reunião.

-Já vai – grita Barbara se desvencilhando do abraço de Gabi – acho que temos que voltar ao trabalho – fala fazendo uma careta engraçada.

-É mesmo – diz descendo da mesa e ajeitando a roupa.

As duas trocam um olhar cúmplice, pegam suas bolsas e vão para a porta.

-Espera – Barbara segura à mão de Gabi a impedindo de abrir a porta.

-O que foi? – pergunta assustada.

-Eu necessito de outro beijo – faz cara de pidona.

Gabi sorri e da um selinho nela.

-Eu disse um beijo – diz Barbara indignada.

-Depois, agora vamos trabalhar – Gabi pisca para ela e abre a porta sumindo no corredor a caminho de sua sala.

Ambas trabalham o resto do dia com um sorriso bobo nos lábios, lembrando do beijo e das caricias inocentes trocadas.

*sala de Gabi*

“- Eu não acredito que nos beijamos – passa a mão nos lábios – O que será que vai acontecer agora? Eu preciso ir com calma, tenho que ter cuidado para não machucar a Barbara”.

*sala de Barbara *

“- Que boca deliciosa ela tem – ri boba – Acho que nunca fui tão comportada com alguém, mas a malandrinha agarrou minha bunda e apertou com vontade. Preciso ir com calma, não quero ir com sede ao pote. Tentarei me segurar ao máximo, quero que a nossa primeira noite juntas seja especial, não quero que as coisas sejam feitas com pressa e por mero tesão. Céus! Já estou pensando em ir para cama com ela – balança a cabeça tentando afastar esses pensamentos.”.

*sala de Gabi*

O celular de Gabi interrompe seus pensamentos.

-Alô!

-Senhorita Versiani?

-Olá Sr Castro! Alguma novidade?

-Liguei para lhe informar que consegui todos os registros do hospital, de entrada e saída de pacientes, e estou com os registros de funcionários.

-Que ótimo! – diz animada.

-Quando podemos nos ver para que possa lhe entregar?

-Quando você tiver alguma pista do paradeiro dela, ou o possível. Quando estiver com isso em mãos nos encontramos, não quero alimentar falsas esperanças.

-Como queira Srta. Versiani.

Gabi se despede do detetive que contratara e corre para a sala de Samuel. Entrando apressadamente na mesma.

-Que correria é essa menina?

-O detetive conseguiu todos os registros dos pacientes daquele dia, e está com os registros de funcionários – diz rápido.

-E o que vai fazer?

-Pedi para ele analisar todos os pacientes e vê qual é a mais provável de ser ela. Eu não sei com que nome ela foi registrada lá.

- Já falaste com seus pais?

-Não.

-Eles poderiam te ajudar.

-Eu sei, mas já eu quero fazer isso sozinha, não quero que meus pais se metam. É algo que eu preciso fazer.

- Gabi o que você pretende fazer quando encontrá-la?

-Pedir perdão.

-E se ela não aceitar?

-Eu estou preparada para isso também. Dez anos é muito tempo, mas eu não vou perder ela outra vez, tentarei conquistá-la e merecerei o seu perdão.

-E se ela tiver com outra pessoa?

-Eu não sei, não quero pensar nisso.

-Mas tem que pensar Gabi, você não pode chegar na frente dela e esperar que ela lhe ame.

-Eu não espero nada dela paizão, não amor. Creio que nunca o terei, mas eu preciso que ela me perdoe pelo que eu fiz – diz com lágrimas nos olhos.

- Não chore minha querida – diz abraçando-a – Eu não quero que sofra com uma rejeição dela.

-Paizão, eu já sofro pelo que fiz, e por não saber onde ela está. Não sei o que passou nesses dez anos, não sei se sofreu privações, eu não sei absolutamente nada dela – fala aos prantos – eu preciso saber se ela está bem, só assim eu poderei viver novamente.

Samuel tenta animar Gabi a todo custo, mas parece que a cada minuto o seu pranto se torna mais intenso. Ele pede sua secretária para trazer um copo de água com açúcar.

Barbara passa pelo corredor e percebe o movimento agitado de Marília

-O que aconteceu?

-A Srta. Gabi está tendo uma de suas crises – diz pegando um copo de água e enchendo de açúcar.

-Crises?

-Sim. Ela às vezes tem crises de choro.

-Cadê ela? – pergunta preocupada.

-Na sala do Sr. Samuel.

Barbara vai como um foguete para a sala de Samuel e lá encontra Gabi aos prantos agarrada em Samuel que tenta a todo custo acalma - lá.

- O que aconteceu com você? – pergunta Barbara preocupada.

Gabi olha para ela, mas não consegue falar nada, apenas chora. Barbara a abraça forte e Gabi se agarra a ela chorando.

-Por que ela está assim? – pergunta Barbara.

-Quando ela melhorar pergunte a ela, creio que não posso falar.

-Vem Gabi, vou leva – lá para casa. Você não tem condições de continuar aqui – diz Barbara se desprendendo do abraço e segurando a mão dela levando-a para fora da sala.

Marília trás o copo com água e Gabi da uma golada e vai embora com Barbara. Elas passam em suas respectivas salas para pegar seus pertences.

*estacionamento*

- Meu carro – fala Gabi parando no meio do caminho.

-Você não tem condições de dirigir, vem – a puxa indo em direção ao seu carro – Amanhã você o busca, ou pede alguém para buscá-lo – olhando para ela com carinho – vou levá-la para casa.

Gabi para no meio do caminho e fala:

-Eu não quero ir para casa. Os meus pais não podem me ver nesse estado.

-Então vamos para o meu hotel, lá você descansa, toma um banho, e vai embora quando estiver melhor.

-Obrigada!

-De nada. Agora vamos.

Elas chegam ao hotel e encontram com Bertha que ao vê Gabi tenta perguntar o que havia acontecido, mas é censurada por Barbara apenas com um olhar. Barbara leva Gabi para sua suíte, mostra onde estão às toalhas e o roupão para ela se banhar. Gabi agradece mais uma vez e vai para o banho.

*Na sala Bertha espera aflita*

-O que aconteceu com ela? – pergunta preocupada.

-O motivo eu não sei, eu a encontrei aos prantos, tentei levá-la para casa, mas ela não quis.

-Ela está muito abatida.

-Não sei como ela não desidratou – senta no sofá – Eu nunca vi ninguém chorar tanto.

-Sem dúvidas essa menina tem algum problema grave.

-Seja o que for é algo que só diz respeito a ela bá.

-Como foi o almoço?

-Foi perfeito – suspira - nós nos beijamos – diz sorrindo.

-Sério?

-Ela beija incrivelmente bem, é tão meiga bá, mas agora quem está com medo de ir além sou, não quero ferir a Gabi.

-Você não vê?

-Vê o que?

-Que talvez você seja o que ela precisa?

-Como assim?

-Pelo pouco que pude perceber a Gabi é solitária – analisa - pode estar no meio de muitas pessoas, mas algo a impede de ser feliz. Você pode ajudá-la a melhorar.

-Como vou fazer isso?

-Dando seu apoio a ela.

-Isso ela já tem.

-Apoio como namorada, Barbara.

-Namorada? – pergunta assustada.

-Sim, como namorada.

-Bá, eu conheço a Gabi há uma semana, fiquei com ela hoje. Você não acha que é muito cedo para querer me amarrar não?

-Escuta o que estou te dizendo – diz baixo - pede ela em namoro, se ofereça para ajudá-la, dê o seu apoio a ela.

-Bá, eu não quero me precipitar. Quero ir com calma – diz calmamente - não nos conhecemos direito, eu não posso impor a minha presença na vida dela assim. Sei que você quer minha felicidade, mas as coisas não podem ser feitas de qualquer maneira, preciso conhecer a Gabi, preciso saber se o que eu sinto por ela é atração, tesão, ou sabe sei lá o que. E para que um relacionamento dê certo não depende apenas de mim, ela também tem que querer.

Gabi sai do banho vestindo apenas um dos roupões que estava no banheiro, deita-se na cama de Barbara e acaba adormecendo.

Barbara resolve procurá-la e a encontra dormindo serenamente em sua cama. Ela se aproxima com cuidado e passa a fazer um cafuné na cabeça de Gabi que se movimenta um pouquinho, mas não acorda. Barbara se levanta e vai para o banho, ao terminar veste uma de duas camisolas e deita-se ao lado de Gabi velando seu sono, mas acaba adormecendo ao lado da mesma.

Por volta das nove horas da noite o celular de Gabi toca e Bertha atende.

-Aló!

-Quem fala?

-Sou Bertha, uma amiga de Gabi.

-Oi Bertha! Sou Katia mãe de Gabi.

-Boa noite dona Kátia

-Boa noite! Você pode chamar minha filha?

-Lamento, mas a Gabi está dormindo desde tardinha, ela teve uma indisposição e a minha menina a trouxe para cá e ambas estão dormindo agora.

-Indisposição? – pergunta Katia preocupada.

- A menina parece que teve uma crise de choro no trabalho, mas não sei o motivo.

-Ai Meu Deus! – diz aflita.

-Calma senhora, já está tudo bem.

-Diga a Gabi que me ligue amanhã de manhã.

-Digo sim.

-Bertha?

-Sim?

-Cuide de minha filha, não tire o olho dela, vigie cada passo dela – pede em suplica.

-Sim senhora.

-Obrigada! Tenha uma boa noite.

-Igualmente – desligando o telefone.

Gabi acorda e se depara com Barbara dormindo ao seu lado, esparramada. Ela se levanta um pouco e observa Barbara dormindo, faz uma carícia no rosto dela o que faz com que Barbara desperte.

-Boa noite dorminhoca! – diz Gaabi com carinho.

-Boa noite! – responde Barbara se espreguiçando – Que horas são? – pergunta se sentando na cama.

-Quase dez horas da noite – diz olhando para o relógio.

-Isso tudo? – pergunta assustada.

-Aham!

-Acho que dormimos demais – fala sorrindo – Você está melhor?

-Estou. Obrigada por ter ficado comigo.

-Não precisa me agradecer, apesar do pouco tempo que nos conhecemos tenho por você e por Carol muito carinho – diz dando um selinho em Gabi.

-Preciso ir ao banheiro – diz Gabi se levantando.

-Ok!

Enquanto Gabi vai ao banheiro Barbara deita novamente se cobrindo com o edredom.

-Ei! Preguiçosa acorda – diz Gabi tirando a coberta.

-Estou com muito sono – resmunga.

-Você já dormiu muito – diz dando um beijo no rosto da Barbara.

-Vem dormi também – diz Barbara puxando Gabi para de baixo do edredom a abraçando.

-Eu não estou com sono, na verdade eu estou com sede – diz olhando para Barbara e tirando o cabelo que cobre seu rosto.

-Quer pedir alguma coisa? Está com fome?

-Não. Eu só estou com sede.

-Quer tomar o quê?

-Água.

Barbara se levanta e vai até o frigobar pegando uma garrafinha de água e entregando para Gabi.

-Obrigada.

-De nada. Eu vou procurar Bertha e avisar que acordamos.

-Ok!

Barbara vai para a sala de sua suíte e encontra Bertha lendo.

-Bá!

-Oi minha menina!

-É só para avisar que nós já acordamos – diz se sentando no colo de Bertha.

-Que carinha é essa? – diz acariciando o rosto de Barbara.

-Estou com sono, e a Gabi não me deixar dormi mais – fiz fazendo bico.

-Hum! – diz sorrindo.

-Não é nada disso que você está pensando não senhora pervertida. Não rolou nada entre nós duas, para falar a verdade nem teve mais beijo, só o do escritório mesmo.

-Como são lentas – diz virando os olhos.

-Você que é assanhada demais, e mesmo se tivesse que rolar algo mais intimo, não seria aqui, vai que ela geme alto – ri Barbara.

-Larga de ser sem vergonha Barbara.

-Vai saber – ri.

-Vocês querem comer alguma coisa?

-Eu quero comer, mas não posso.

-E por que não?

-Por que quem eu quero comer está deprimida – Barbara dá uma gargalhada gostosa.

-Você não presta – diz Bertha a expulsando do seu colo.

-Bá, pede serviço de quarto? Um cover, e frutas?

-E o que peço de bebida?

-Nada, no frigobar do meu quarto tem vários refrigerantes e sucos de caixinha.

-Ok!

-Leva lá na cama?

-Levo, mas não quero encontrar ninguém pelada não.

-Já disse que não vai rolar nada – diz saindo.

Quarto.....

-Ei! – diz Barbara puxando as cobertas de cima de Gabi que estava com os olhos fechado e deitada – Você não me deixou dormi, pois agora não a deixarei dormi também.

-Vai sim – cobrindo a cara.

-Vou não – descobrindo.

-Vai – berra.

-Não vou – berra.

Gabi levanta em um salto e puxa Barbara para cama.

-Agora você vai dormi porque nos vamos dormi juntas – fazendo Barbara se deitar ao lado dela, e em tom autoritário diz - Você me deixa dormi e eu te deixo dormi – cobrindo ela e Barbara.

-Chantagista – se ajeitando na cama.

-Sou nada, apenas estou com sono e essa é a melhor maneira de você me deixar dormir – a encara.

-Você disse que não estava com sono sua mentirosa – ri - E nós nem podemos dormi porque eu pedi para Bertha trazer um cover e frutas para comermos.

-Não estou com fome – faz bico.

-Mas vai comer.

-Vou nada – cobre a cara.

-Vai sim. Você não come desde o almoço – fala preocupada tirando a coberta da cara de Gabi.

-Você também – rebate.

-Mas eu vou comer agora.

-Ok! Tenho que ir para casa depois.

-Você vai dormi aqui, esqueceu?

-Vou? Quem decidiu isso?

-Eu.

-E agora você manda em mim?

-Sou a sua patroa esqueceu? Sou a sócia majoritária – da uma piscadela para Gabi.

-Eu mereço – virando os olhos – mas eu preciso avisar meus pais.

-Sua mãe já sabe, ela ligou para o seu celular e a Bertha disse onde você estava.

-Hum!

-Posso entrar? – pergunta Bertha empurra um carrinho.

-Pode.

-Não tem ninguém pelada aí não, né?

-Claro que não Bertha.

Gabi a essa altura está mais vermelha que um pimentão.

Bertha entra no quarto trazendo o lanche delas.

-Não vai comer com agente? – pergunta Barbara devorando um morango.

- Já jantei enquanto as dondocas dormiam agora quem vai dormi sou eu – dando um beijo na testa de cada uma – Boa noite e juízo tentem não fazer muito barulho – diz caindo na gargalhada e saindo em seguida.

-Ela sabe que nós nos beijamos? – sussurra.

-Sabe.

-Você conta tudo para ela? – pergunta assustada.

-Não tem como esconder nada dela, acredite, ela é uma espécie de bruxa.

- Assim você está me deixando com medo – faz cara de apavorada, rindo em seguida.

-Relaxa! – ri- Agora come tudo mocinha – diz olhando séria para Gabi.

-Sim chefa – ri.

Elas comem até se satisfazerem. Enquanto Gabi vai ao banheiro escovar os dentes, Barbara leva o carrinho para a sala da suíte.

“- Céus! Ela vai dormi aqui, vai dormi na minha cama. Meu Deus eu sei que não sou a melhor das pessoas, que erro muito, sou galinha, parti centenas de corações, mas eu também sofri muito por isso não seja mau comigo, por favor.Te peço que me ajude controlar o tesão que eu sinto por essa mulher, mas não é só tesão não.Ela parece ser uma boa pessoa e eu não quero ferir seu pobre coração que está protegido bem entre aqueles seios perfeitos.Opa! Desculpa aí Deus, mas sabe como é, né? Os malditos hormônios, e eu não sou de ferro, mesmo que não queira meu corpo reage a aquele monumento – suspira – Ta! Já entendi, mas só me ajude a controlar, ok? Faz com que ela durma e não encoste em mim ou eu não respondo por mim”.

Barbara segue para o quarto e encontra Gabi já debaixo das cobertas. Ela sorri para Gabi e segue para o banheiro para realizar sua higiene bucal.

-Posso apagar a luz? – pergunta Barbara.

-Pode.

Barbara apaga a luz em seguida deita-se na cama, cobrindo-se com o edredom.

-Boa noite Gabi! – diz dando um beijo na bochecha de Gabi.

-Boa noite Barbara!

Tanto Barbara quanto Gabi custa a pegar no sono, mas nenhuma das duas fala absolutamente nada com medo de que a outra já esteja dormindo.

Pela manhã Bertha entra no quarto e encontra as duas dormindo como anjos

“- Parece que não rolou nada, ou a cama estaria mais desarrumada e as duas peladas – ri Bertha seguindo para a sala”.

Bertha pede o café da manhã para as duas dorminhocas, este chega e nada das duas acordarem. Bertha se dirige para a suíte e desperta as dorminhocas.

-Vamos acordar suas preguiçosas – tirando o edredom de cima delas.

-Não tem aula hoje – resmunga Barbara virando para o lado e tampando a cara.

-Pelo que eu saiba você já não vai para a escola há muitos anos senhorita Barbara – diz Bertha rindo tirando o travesseiro da cara de Barnara – A outra está fingindo que está dormindo, não adianta não Gabi eu sei que você está acordada – ri Bertha fazendo cosquinha em Gabi – Vocês têm 10 minutos para se apresentarem na sala, já pedi o café da manhã.

-Bertha, que horas são? – pergunta fingindo estar irritada.

-08h20min – responde Bertha.

-E porque você está me acordando a esta hora da madrugada?  – pergunta tentando ficar séria - você sabe que eu posso lhe processar por perturbação da paz? – ri Barbara.

-E você sabia que eu posso lhe processar por maus tratos? – rebate Bertha.

-Eu te dou tanto amor, tanto carinho – ri Barbara – posso te dar muito mais, já disse que te acho sexy – caindo na risada – é só você aceitar a ser minha mulher – diz piscando.

-Me respeite sua sem vergonha – diz Bertha séria – Temos visita – diz olhando para Gabi.

-Até parece que a Gabi não ouviu falar em amor entre mulheres – diz Barbara  sínica.

-Eu ainda lhe darei umas boas palmadas menina – diz Bertha levantando a mão.

-Não faz isso que aí que eu gamo de verdade, adoro um tapinha no bumbum – diz Barbara soltando uma gargalhada.

-Agora chega – diz Bertha dando uma palmada na bunda de Barbara.

-Agora você vai agüentar, me ajuda Gabi? – vira-se para Gabi que olha tudo assustada.

-Em que? – pergunta sem entender.

-Me ajuda a encher essa velha emburrada de beijos – diz Barbara beijando toda a face de Bertha.

Gabi cai na risada com a cena de Barbara distribuindo beijos na face de Bertha, enquanto Bertha a afastava.

-Me largue sem vergonha.

-Já largarei – diz Barbara ainda dando beijos na face de Bertha - Agora você não vai poder mais falar que nunca ficou com uma mulher – diz Barbara tascando um selinho na boca de Bertha correndo em seguida para o banheiro.

- Barbara – grita Bertha.

-Gostou do meu beijo bá? Não vicia não porque eu não sou apta a praticar incesto – diz Barbara rindo do banheiro.

-Você vai ver quando sair daí.

Gabi ria de chorar em cima da cama.

-E você está rindo por quê? – diz Bertha séria.

-De vocês – ri mais ainda.

-Dê logo uns beijos nessa menina e vê se coloca juízo na cabeça dela.

-Não é a mim que ela quer Bertha – ri – Ela quer você.

-Você também quer levar umas palmadas?

-Não – tentando ficar séria.

-Acho bom mesmo – diz saindo do quarto, zangada.

- Barbara abre, eu estou apertada – diz Gabi batendo na porta do banheiro.

-Já ouviu falar em privacidade?

-Abre logo essa droga, ou eu vou fazer xixi aqui – diz cruzando as pernas se segurando.

Barbara abre a porta e Gabi corre para o sanitário.

Barbara tira a roupa e entra no Box.

-Para quem queria privacidade você está bem saidinha – diz Gabi olhando para ela entrar no Box.

-Até parece que nunca viu uma mulher pelada – diz abrindo o chuveiro.

-Já vi, mas você é minha chefa, isso é estranho – diz Gabi dando descarga.

-Estranho por quê? Sou feia?

-Você entendeu – diz colocando pasta na escova de dente.

-Você não respondeu minha pergunta.

-Que pergunta?

-Se você me acha feia.

-Você sabe que não é feia, não sei por que perde tempo perguntando isso para mim.

-Nossa quanta gentileza – voltando a tomar banho.

-Você entendeu – diz Gabi começando a escovar os dentes.

Gabi sai do banheiro e vai encontrar com Bertha.

-Onde está aquela sem vergonha?

-Tomando banho.

-Essa menina vai me escutar – diz zangada.

-Está falando isso pelo selinho?

-Sim.

-Bertha ela estava brincando.

-Eu não gosto dessas brincadeiras.

-Não brigue com ela. Ela gosta muito de você.

-Agora virou defensora dela?

-Não é isso, só que acho que não há necessidade para tanto, foi só um selinho. Eu dou selinho na minha mãe, e nem por isso ela me acha sem vergonha.

-Deixarei passar está vez, mas peço que você fale para ela não brincar mais assim comigo.

- Pode deixar.

-Achei bonito vê-las juntas.

-Como assim?

-Acho que fazem um bonito casal.

-Não somos um casal – faz uma careta.

-Mas podem ser.

-Acho que não.

-Por quê?

-Ainda não estou preparada para isso.

-Olhe Gabi– diz sentando-se ao lado de Gabi - Serei bem sincera com você – a olha nos olhos – Barbara e você são muito parecidas, minha menina não costuma se envolver sério com ninguém, já briguei com ela muitas vezes por causa disso. Mas entendo o medo dela, das vezes em que se apaixonou sofreu muito, ainda tem o trauma que ela sofreu com a família dela que não aceita sua homossexualidade, ela jurou uma vez que não amaria ninguém, pois sempre que amou foi terrivelmente machucada – respira fundo – eu sou a única pessoa que ela tem e confia, mas já estou com uma certa idade – segurando as lágrimas – tenho medo de parti e deixar minha menina sozinha.Sei que vocês acabaram de se conhecer, mas sinto que ambas podem se ajudar. Barbara pode te ajudar com o que tanto te aflige e você pode ajudá-la mostrando que ela pode amar e confiar nas pessoas.

-Bertha, eu sou muito complicada – suspira – não sei se posso ajudar a Barbara.

-Você pode – afirma.

-Como tem tanta certeza? – pergunta confusa.

-Gabi, eu sou velha, mas não sou boba. Sei que você está encantada por ela da mesma forma que ela está encantada por você.

-E se isso for passageiro? E se ao invés de ajudá-la eu a destrua com o meu passado?

-Seu passado é tão grave assim?

-Muito – suspira aflita.

-Então antes que se inicie alguma coisa entre vocês, você tem que contar a ela.

-Contar? Eu não posso fazer isso – diz deixando cair uma lágrima.

-Ei! Não chore. O segredo de uma relação é a confiança. A minha menina pode ser maluquinha, mas é muito compreensiva.

-Prometo pensar nisso.

-Ok!



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