História Cicatrices (Barbriela) - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Barbaralabres, Barbriela, Gabrielaversiani, Romance
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Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3


5 dias depois





Rio de janeiro





-Bem vinda senhorita Barbara!

-Obrigada!

-A senhorita deseja algo antes de iniciar a reunião?

-Não obrigada! - diz dirigindo-se para seu escritório.

Escritório

Assim que entra em seu escritório Barbara dá de cara com uma pessoa parada na janela observando a paisagem.

É uma mulher de estatura mediana, cabelos castanhos até a cintura, com um corpo magro, mas com curvas.

Barbara não pode ver seu rosto, pois a pessoa estava tão entretida em seus pensamentos que não notara a chegada dela ao escritório e seguia de costas. Tomada pela curiosidade de saber quem era a pessoa Babrara vai até sua mesa jogando sua bolsa em cima da mesma fazendo com que a morena voltasse de seu transe e se virasse de frente para ela.

-Perdão, estava tão distraída que não notei quando chegou - fala a morena aparentemente envergonhada.

-Notei que estavas com o pensamento longe - Barbara a analisa de cima a baixo.

-Perdoe minha ignorância, mas quem é você? - pergunta à morena.

-Eu sou sua patroa - diz Barbara ríspida.

-Você.. Quer dizer a senhora é Barbara Labres?

-Sim - responde com indiferença - e você é?

-Sou Gabi. Gabriela Versiani.

-Posso saber o que faz em minha sala? - pergunta erguendo uma sobrancelha..

-Apenas admirando a vista - voltando a olhar para a lagoa.

-Bom - sentando em sua cadeira - posso saber o que você faz em minha empresa?

-Sou estilista e sócia - não a encarando.

-Sócia? - perguntando incrédula.

-Sim. Possuo 35% das ações graças aos contatos que tenho na bolsa de valores. Aos poucos fui comprando algumas ações que estavam disponíveis na bolsa e agora sou a segunda maior acionista desta empresa.

-Então não é uma empregada?

-Não.

-E por que não disse antes?Não me lembro de ter lhe visto em alguma reunião de acionista - a fita de cima a baixo.

-Não sei. Geralmente que vai a essas reuniões é meu pai, ele que cuida dos meus negócios, e é meu representante legal - diz dando os ombros.

Barbara agora pode observá-la melhor. Gabriela possuía um rosto muito bonito, seus olhos eram Castanhos extremamente lindos, mas eram distantes para não dizer tristes, tinha lábios medianos bem rosados. Era sem dúvida uma linda mulher.

-Acredito que queira ficar só antes da reunião - diz Gabriela voltando-se para Barbara - Foi um prazer conhecê-la - sorri - até breve - sai da sala sem olhar para trás.

-Que mulher estranha, mas devo confessar que é linda. O que tanto ela olhava lá fora?

Barbara se levanta e observa a vista

-Havia me esquecido de como essa cidade é linda - esboça um sorriso de encantamento.

*Corredor*

-Senhorita Gabriela posso lhe falar um minuto?

-Claro.

-Estamos com um problema em uma das peças da coleção.

-Que espécie de problemas?

-Nós não estamos conseguindo chegar ao tom escolhido pela senhorita.

-Como não estão conseguindo? Eu deixei todas as dicas de como chegar ao tom daquela peça.

-Mas não estamos conseguindo alcançar o tom.

-Maldição! - diz com raiva.

-O que faremos?

-A peça já está pronta pelo menos?

-Sim, confeccionamos cerca de quinze peças idênticas para tentar chegar ao tom desejado pela senhorita.

-Separe três. Eu mesma vou cuidar disso. Agora saia porque preciso me preparar para uma reunião importante - diz ríspida.

-Sim senhorita.

-Droga! E essa agora? Diabos! Será que tenho que pensar e fazer tudo? - diz Gabriela indo para sua sala.

*recepção*

-O que aconteceu Pierre?

-Parece que a bruxa está mal humorada.

-Qual delas?

-A Senhorita Versiani.

-A Gabi?

-Que intimidade é essa? Agora está chamando uma das poderosas pelo apelido?

-Eu sou a secretária particular dela esqueceu? Tenho toda a liberdade para chamá-la de Gabi.

-Que seja - dá os ombros.

-Por que diz que ela está de mau humor?

-Porque me deu uma bronca sem eu ao menos merecer.

-O que aconteceu?

-Não conseguimos chegar ao tom escolhido por ela em uma das peças.

-Ih! E agora?

-Ela disse que vai cuidar disso pessoalmente.

-Essa é minha Gabi- diz sorrindo.

-Quanta intimidade.

-Não vou discutir com você. Ah! Você já sabe quem está aí?

-Não. Quem?

- Barbara Labres.

-Mentira? Amarrota-me amiga, pois eu estou passada.

-Todos ficaram passados porque ela sempre participa das reuniões através de algum advogado, ou de vídeo conferência.

-Ninguém merece!

-Pois é.E você reclamando da Gabi.

O Telefone da mesa de Marília toca.

-Deixe-me ver o que a Gabi deseja.

-Ok! Eu voltarei ao trabalho - saindo.

-Pois não Senhorita Gabi?

-Providencie chocolates e um urso de pelúcia para mim?

-Sim senhorita.

-Mande para a casa de minha irmã em meu nome direcionado para a minha sobrinha Carol.

-Mais alguma coisa?

-Não obrigada.

A reunião ocorre bem. São apresentados alguns balanços, são discutidos alguns assuntos importantes etc. Barbara metralha seus empregados com perguntas tentando intimidá-los, mas estes mesmo com todo o nervosismo não deixam de responder a todas as perguntas de forma magnífica. Gabi faz algumas observações, aponta alguns erros o que faz com que Barbara a note e a encare com certa curiosidade.

-Quero parabenizar toda equipe por estar realizando um excelente trabalho na empresa - Diz Barbara sorrindo pela primeira vez.

Todos saem da reunião contentes com o resultado. Gabi ainda fica por alguns minutos na sala de reunião conversando com um dos diretores da empresa.

- O que você tem Gabi?

-Porque está me perguntando isso?

-Eu te conheço lembra?

-Não consigo esconder nada de você mesmo. Ai meu amigo é o mesmo problema de sempre.

- Tem novidades do caso?

-Não - responde triste - nenhuma pista.

-O que pretende fazer?

- Ainda não sei. Ás vezes penso em desistir, mas algo me impede.

-Amor?

-Não sei se é amor.

- Você já falou sobre isso com os seus pais?

-Não - faz uma careta - Tenho um pouco de receio porque já brigamos muito por causa disso.

-Não acha que está na hora de sentar com eles e fazer perguntas?

-Você acha?

-Acho. Agora me responde uma coisa com toda sinceridade?

-Sim.

-Você está preparada?

-Para que?

- Gabi já se passou dez anos, você não acha que ela vai te cobrar explicações?

-Eu já pensei sobre isso, mas Samuel eu tinha 16 anos, foi horrível.

-Se foi horrível porque agora você quer remexer nesse passado?

-Porque eu preciso fazer isso. Eu preciso voltar a viver em paz.

-Você sabe que não é culpada de nada.

-Eu sou sim a culpada. Eu a abandonei, a rejeitei, virei às costas no momento em que ela mais precisava de mim e do meu amor.

-Céus! Você era uma criança machucada e amedrontada.

-Nada justifica o que eu fiz.

-Então você não é a única culpada. Seus pais que resolveram tudo por você naquela época, pois você era menor de idade.

-Meus pais me ajudaram muito, não posso culpá-los por um erro meu.

-Gabi pare de se sentir culpada.

-Não dá Samuel, eu sou a culpada. Eu provoquei aquilo - diz chorando.

-Não chore - a abraça.

Nesse momento Barbara entrara na sala para buscar uma pasta que havia esquecido em cima da mesa.

"- Ela está chorando?"



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