História Cicatrices (Barbriela) - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Barbaralabres, Barbriela, Gabrielaversiani, Romance
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Palavras 1.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Ela se aproxima deles e pega a pasta.

-Desculpe. Eu não queria incomodar vocês, mas acabei esquecendo esta pasta – diz segurando a pasta.

-Não se preocupe não atrapalhou nada – diz Gabriela limpando as lágrimas.

“-Ela está mesmo chorando. O que será que aconteceu?”

-Queiram me desculpar, mas preciso resolver algumas coisas – diz Barbara prestes a sair.

-Senhorita Barbara – chama Samuel.

- Sim?

-Gostaria de convidá-la para uma confraternização da empresa.

-O que seria isso?

- É uma reunião que fazemos com os diretores e com os funcionários da empresa quando as noticias são favoráveis. É uma maneira de presenteá-los pelo trabalho prestado.
Barbara faz uma cara de desdém pensando em como seria esse tipo de festa.

-São para todos os funcionários? – pergunta fazendo uma careta.

-Sim. Desde os diretores até os faxineiros.

Barbara arregala os olhos pensando em uma recusa.

-É divertido – fala Gabriela pela primeira vez.

-O que julga divertido senhorita Versani?

-As pessoas se conhecem melhor, e tiram a impressão que tem dos chefões da empresa.

-Hum!

-A senhora nos acompanhará?

-E quando seria essa “confraternização”?

-Neste final de semana.

-Mas acabamos de falar os resultados.

-Nós já temos os resultados há 1 semana, a reunião foi apenas para colocar os sócios a par da situação da empresa.

-Entendi. Qual o local escolhido?

-O Hotel Sheraton em São Conrado.

-Um hotel 5 estrelas?

-Sim – rindo- pensou que fosse um churrasco com música popular?

-Devo confessar que sim.

-Nós fazemos a reunião em hotéis 5 estrelas com número de convidados extras contados, existem regras. Não se preocupe, pois não haverá baderna.

-Então eu aceito o convite.

-Que bom. Deixarei o convite com a sua secretária.

-Ok! Agora precisa ir, até logo – saindo.

-Pensei que ela fosse mais brava – ri Samuel.

-Eu também – ri – mas ela é um pouco intimidadora.

-Por que diz isso?

-Estava na sala dela observando a vista e ela chegou me tratando como se fosse uma empregada dela.

-Sério? – pergunta em tom divertido.
-Sim. E você ainda tem a cara de pau de rir? – indignada.

-Perdão – segurando o riso – mas me conte. O que ela disse?

Gabiconta a Samuel todo o ocorrido.
-Não foi tão intimidadora.

-Porque você não viu a cara que ela me olhava. Parecia que ia me comer viva.

-Cuidado.

-Cuidado com o que?

-Ela pode não te comer nesse sentido de matar, mas pode te comer – ri.

-O que quer dizer com isso? – confusa.

-Ela é Lésbica Gabi.

-LÉSBICA? – pergunta assustada.

-Por que o susto? Que eu saiba você também deu suas voltinhas.

-Nada. Eu só não imaginei que a minha sócia fosse lésbica. Ela é assumida?

-Sim. Rola um comentário que ela foi deserdada pelo pai por causa disso.

-Nossa!

-Ela é bonita não?

-Que?

-Acorda! Estou perguntando se você não a achou bonita.

- Para falar a verdade nem reparei nela.

-Céus! Vou mandar lhe internar.

-Pare de ser chato Samuel.

-Acho que ela gostou de você – ri.

-Eu vou lhe bater – mostrando a mão.
-Bate nada – ri.

-Deixa a dona Sófia se inteirar desses assuntos.

-Você não seria capaz.

-Me amole e veras se eu não sou capaz.

-Credo!

-Agora vamos trabalhar paizão.

-Adoro quando você me chama de pai.

-Você é meu pai dois – o abraça.
-Se eu tivesse uma filha queria que ela fosse como você – faz um carinho na face de Gabi.

-Ei! Eu sou sua filha – fazendo bico.

-Oh meu Deus! Que filha bicuda eu tenho.

-Palhaço! – dando-lhe um tapa.



*Hotel Copacabana palace*




-Já chegou minha menina?

-Não ainda estou em paris – diz em tom divertido.

-Isso são modos de falar comigo Barbara?

-Eu estou na sua frente e você me pergunta se eu já cheguei? Oras, o que quer que eu responda? Que sou um fantasma?

- Não precisa ser grossa.

-Oh Bá! Eu estou brincando com você – a enchendo de beijos.

-Sei.

-Oras! Dúvidas de mim?

-Claro que não.

-Então?

-Por que está tão feliz?

-Eu não estou feliz.

-Eu te conheço, ande me conte.

-Digamos que a reunião foi satisfatória.

-E que mais?

-Que mais o quê?

-O que mais aconteceu?

-Não aconteceu mais nada.

-Sei.

-Credo bá! Você está muito desconfiada.

-Se eu não te conhecesse diria que está aprontando alguma.

-Eu? – arregala os olhos.

-Não adianta me olhar com esses arregalados não, eu lhe conheço desde a barriga de sua mãe.

-Mas eu não estou aprontando nada.

-Me diga. Tem mulher bonita no escritório?

-Como eu vou saber?

-Ora, você passou o dia todo lá.

-E daí?

-Deve ter olhado para alguma.

-Você acha que vou correr atrás de mulher aqui?

-E porque não?

-Eu moro em São Paulo e viajo sempre. Não tenho tempo para essas coisas.

-Nem para aliviar?

-Aliviar o que Bá? – arregala os olhos.

-Você sabe.

- Bá o que está acontecendo com você? Andou bebendo? – cheira a boca da babá.

-O que está fazendo menina?

-Cheirando sua boca para vê se não tomaste álcool.

-Eu não bebi nada não.

-Mas parece que sim, pois está falando coisas aí.

-O que tem de mal em falar para minha menina catar alguém?

-Catar? – a olha assustada – Bá, que modos são esses?

-Ih! Não mude o foco não.

-Deus! Alguém fez lavagem cerebral na minha bá – assustada.

-Para de besteira menina.

-Você que começou.

-Eu quero lhe ver feliz novamente. Isso é errado?

-Errado não é, mas eu não preciso ficar me aliviando por aí com qualquer uma para ser feliz.

-Não sente falta?

-Falta de que?

-De sexo oras.

-BÁAAAA – grita arregalando os olhos.

-Anda responda.

-Bá eu tenho vergonha.

-Vergonha de mim?Eu limpei sua bunda por anos.

-Mas isso é diferente.

-E por quê?

-É intimo – ficando vermelha.

-É só responder sim ou não.

-Ta eu sinto muita falta, mas não quero me envolver com alguém que eu não conheça.

-Hum!

-Ih! Por que esse hum? Não vai tentar dar uma de cupido não.

-Não disse nada.

-Que não te conhece que te compre Bertha.

-Vai jantar?

-Não estou com fome.

-Tem que comer.

-Mais tarde, sim?

-Agora me responda.

-O que é dessa vez?

-Tem mulher bonita na empresa?

-Eu já lhe disse que não olhei.

-Impossível!Acho que seu gaydar não está mais funcionando. Estou vendo que a situação está critica para o seu lado.

-Gaydar? Você lembra?

-Pensas que esqueço as coisas? Estou velha, mas minha memória é boa.

-Você não é velha – ri - Hum! – faz uma cara safada- Eu bem que te dava uns pegas – agarrando-a.

-Sai para lá menina sem vergonha – empurrando Barbara.

-Ai bá – fazendo voz sexy - vem me fazer sua vem – agarrando-a e rindo muito.

-Me respeite menina – a empurrando.

-Bá eu estou brincando, mas quando você quiser é só chamar – pisca.

-Sua sem vergonha – segurando o riso.

-Você não sabe o que está perdendo, minha língua lhe levaria ao céu – rindo.

-Me respeite Barbara – dando um tapa na bunda de Barbara.

-Você pode brincar comigo e eu não posso brincar com você? – fazendo bico.

-Não dessa maneira.

-Quem estava me perguntando se eu não sinto falta de fazer sexo? Quem?

-Culpada – ri.

-Lembrei.

-Lembrou de que?

-Eu reparei sim em uma mulher lá na empresa.

-Sério?Quem é?

-É uma das acionistas.

-E como ela é?

-Bem bonita, mas não é para o meu bico.

-Por quê?

-Meu gaydar não detectou nada, e acho que ela tem caso com um dos diretores. Eu os encontrei abraçados, e ela estava chorando.

-Um abraço não que dizer nada, às vezes ele estava apenas consolando-a.

-Por falar neles, tenho algo a lhe propor.

-Ih!

-Já pensou besteira não é? Mas não é nada disso não.

-O que é então?

-Nos convidaram para uma social da empresa com os funcionários e eu quero que você me acompanhe.

-Eu?

-Aham! Por favor, não quero ir sozinha.

-E quando será isso?

-Final de semana.

-Nesse?

-Sim. Você já tem compromisso?

-Estava pensando em passear.

-Depois passeamos – faz cara de pidona.

-Você venceu.

-Você vai comigo?

-Sim.

-Por isso que eu te amo – a cobre de beijos.

-Sai para lá sua sem vergonha.

-Credo!  Eu só estava comemorando – se afasta.

-Sei.



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