História Cicatrices (Barbriela) - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Barbaralabres, Barbriela, Gabrielaversiani, Romance
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Palavras 1.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6


***Praia ***





Assim que chega á praia o quarteto se acomoda em um quiosque e Bertha pede uma rodada de água de coco para todas. Ambas tomam a água de coco conversando animadamente sobre vários assuntos e admirando a bela paisagem.

-Minha menina nós temos que nos mudar para o Rio, olhe que paisagem – diz encantada.

-Estava pensando em comprar uma cobertura, mas não tenho idéia do lugar.

-Por que você não compra uma cobertura perto da minha tia?
-Como?

-Ela mora em frente à lagoa, lá é lindo – diz a menina.

-Você mora perto do escritório?

-Sim. Eu comprei uma cobertura recentemente na Av. Epitácio pessoa. Estou reformando para então me mudar.

-O bairro é tranqüilo?

-O que é tranqüilo para você?

-Não gosto de vizinhos inoportunos, nem de algazarra.

-O bairro é digamos que tranqüilo, existem muitos idosos. Algazarra pode ter nos finais de semana, mas morando em cobertura você não tem muito com o que se preocupar, pois o barulho não incomoda tanto. Eu particularmente odeio barulho, por isso mandei trocar todas as janelas por janelas à prova de som.

-Você tem que ir à casa da minha tia está ficando linda. Eu tenho um quarto lá, você pode dormi comigo, não me incomodo de dividir minha cama com você não – diz animada.

-Vejo que alguém vai morar com você Gabriela.

-Essa menina não sai do meu pé – dando um beijinho na cabeça da menina.

-Vocês se parecem muito.

-Todo mundo fala que eu sou filha da tia Gabriela.

Gabriela muda o semblante no mesmo instante, e isso não passa despercebido.

-Seus olhos são lindos – diz Barbara encantada.

-São iguais o da tia Gabriela e da Vovó. Minha mae tem olhos Azuis, minha mãe tem olhos Castanhos Verdes tipo os seus, são lindos, mas são estranhos – diz a menina olhando Barbara.
-Como assim estranhos?

-Eles são Azuis iguais aos da minha mãe, mas um brilho diferente.

-São iguais os da minha mãe – diz Barbara sorrindo.

-Todo mundo puxou a mãe, menos eu – diz triste.

-Por que diz isso?

-Eu não sou parecida com a minha mãe, nem com o meu pai, sou a cara da minha vó e da tia Gabriela. Minha mãe puxou ao meu avô, é morena de olhos castanhos. O meu pai é loiro de olhos verdes. Eu sou loira de olhos morena.

-Você é loira igual a sua mae – diz Barbara rindo.

-Carol, nem sempre os filhos parecem com os pais. Olhe sua tia e sua mãe, elas são totalmente diferentes, mas são filhas dos mesmos pais.

-Eu sei, mas é que todas minhas amigas são parecidas com as mães e eu não – triste.

-Deve ter muitos traços que você é semelhante com a sua mamãe. Não tem que ser necessariamente a cor dos olhos ou cor dos cabelos – diz Barbara tentando quebrar o clima de melancolia da pequena.

-Meu avô diz que eu tenho o sorriso da minha mãe e as sobrancelhas dela – diz rindo.

-Então você é parecida com a sua mãe – diz Bertha rindo.

-Acho que sim – diz animada.

Gabriela fica um tanto quanto pensativa.

- Gabriela?

-Oi?

-O que aconteceu?

-Como?

-Você estava distante.

-A minha tia vive assim – diz Gabriela.

-Estava pensando em algumas coisas – dá um suspiro.

-Pelo que vejo são tristes, quer ajuda? – se oferece Bertha.

-Sim são tristes, mas deixa para lá. Obrigada!

-Vamos para areia? Eu quero ir para o mar – sugere Carol.

-Vamos! – todas respondem.

O quarteto vai para areia e lá elas alugam guarda-sol e cadeiras de praia. Gabriela espera elas se acomodarem e sai alegando que voltaria logo.

Rapidamente Carol tira o vestido que estava usando ficando apenas de biquíni. Esta já estava puxando Barbara pelos braços quando Bertha intervêm:

-Vamos passar protetor, mocinha? O sol está muito forte.

-Sim – se aproximando de Bertha que gentilmente passa protetor no corpo de Carol.

Barbara se levanta da cadeira tirando a Saída de praia que estava usando ficando apenas de biquíni. Ela olha para Bertha e Carol e sorri.

-O que foi menina?

-Hã?

-Está com cara de boba. Aconteceu algo?

-Não. Eu estava olhando você com a Carol e lembrei-me de minha infância.

-Momentos felizes.

-Sim.

-Tiaaaaaaa – diz a menina arregalando os olhos.

-O que foi menina? Que cara é essa? – Bertha se assusta e olha para a direção que Carol estava olhando.

-Nossa!

-O que foi? Parece que viram um fantasma – diz Gabriela sorrindo.

-Vo… Você está de biquíni – diz a menina assustada, pois sempre vira a tia de maiô.

-Resolvi voltar a usar biquíni – diz sorrindo.

-Você não usava? – pergunta Bertha curiosa.

-Não – dando um sorriso sem graça - Eu tinha vergonha.

-Cadê a Barbara?

-Estou aqui – Responde Barbara chegando com uma garrafa de água.

Os olhares de Gabriela e de Barbara se encontram, ambas ficam de boca aberta ao olharem uma para a outra. Barbara come Gabriela com os olhos, fitando todo o seu corpo com um olhar de desejo. Bertha ao olhar a cara de Barbara ri divertida e chega perto da mesma e diz:

-Acho melhor comprar um babador – sussurra no ouvido de Barbara.

-Er… Alguém quer água? – diz uma Barbara um pouco encabulada.

-Eu quero – diz Gabriela pegando a água da mão de Barbara.

Barbara fica olhando para morena tomar água totalmente encantada.

“-Droga Barbara ! Pare de olhar para ela com cara de boba. Céus! Como é linda. Ai que tesão! Droga! Maldição! Eu preciso arranjar uma mulher urgente para me aliviar”.

-Toma.

-Não quer mais?

-Não – diz Gabriela sorrindo tirando o shortinho jeans ficando apenas de biquíni.

“- Essa mulher vai me matar, que corpo lindo. Droga! preciso ir para a água, ainda bem que nasci mulher porque se fosse homem já estaria com o membro ereto de tamanha é minha excitação”.

-Carol, vem vamos para a água – puxa a menina.

-Você tem um corpo lindo – elogia Bertha.

-Obrigada.

-Você malha?

-Comecei a malhar tem alguns meses. Eu me acho muito magra, estou na dieta do engorda como diz a Carol.

-Você tem porte de modelo.

-Todo mundo diz isso, quando eu era mais nova viviam me fazendo propostas, mas sou tímida.

- Barbara foi modelo infantil, mas abandonou as passarelas quando entrou no colegial.

-Ela é bem bonita.

-Acha minha menina bonita?

-Sim. Ela é muito bonita.

Gabriela senta-se ao lado de Bertha, mas fora do guarda-sol. Passa bronzeador em seus braços e ao passar em sua barriga algo chama a atenção de Bertha. A mesma ia perguntar algo, mas é interrompida pela chegar de Carol e Barbara.

-A água está perfeita – diz Carol ofegante.

-Bá, essa daí - apontando para Carol – Quase morrendo afogada – diz rindo.

-Mentira Bá, ela que levou caixote e me carregou junto – mostrando a língua.

-Vocês duas – diz Bertha rindo.

-Tia?

(silêncio)

-Tiaaa – grita Carol – Ah! Já sei – tirando os fones de Gabriela– Tia?

-Ai que susto!  O que foi?

-Posso comprar sorvete?

-Pode – diz se Ajeitando na cadeira – Pegue minha bolsa – apontando para a bolsa.

Carol pega a bolsa e dá para Gabriela.

-Quanto você quer?

-Não sei quanto custa o que eu quero.

-Toma – dando uma nota de 20 reais para a menina.

-Obrigada! – se vira para Barbara– Quer ir comigo?

-Agora não. Estou cansada pede Bertha para lhe acompanhar.

-Vamos Bertha?

-Sim.

-Carol?

-Oi?

-Leve mais dinheiro – abrindo a bolsa – compre sorvete para todo mundo – dando uma nota de 50 reais para a menina.

-Desse jeito vou comprar é a sorveteria toda – diz sorrindo – Você quer de que?

-Limão.

- E você Barbara?

-Menta e chocolate.

-Vocês têm cada gosto – diz a menina revirando os olhos – Vamos Bertha – Puxa a Mão da senhora.

Gabriela ri sozinha e volta a escutar música, ignorando por completo a existência de Barbara.

Barbara fita aquela beldade ao seu lado com o corpo brilhando devido ao bronzeador.

“-Como é linda. Que corpo! Que seios fartos e que barriga lisinha.”

Os pensamentos de Barbara são interrompidos por uma bela voz cantando

Forse bastava respirare
Solo respirare un pò
Fino a riprendersi a ogni battito
E non cercare l’attimo
Per andar via
Non andare via

Perchè non può essere abitudine
Diciembre senza te
Chi resta qui
Spera l’impossibile

Invece no
Non c’è più tempo per spiegare
Per chiedere se ti avevo datto amore
Io sono qui
E avrei da dire ancora
Ancora

Gabriela de repente sente um olhar em cima dela e se vira para Barbara que a olha intensamente. Sente seu rosto arde com aquele olhar em cima dela e para de cantar.

-Estava cantando muito alto? – pergunta sem graça.

-Oi? – voltando a si.

-Eu perguntei se estava cantando muito alto – ri.

-Não – rindo – Eu estava tentando traduzir a música – Rindo.

-Você entende Italiano? – pergunta curiosa.

-Claro. Vivi um ano em Milan.

-Eu vivi 3 anos fazendo faculdade.

-Você fez onde?

-IED e você?

-Também, mas fiz na da Espanha.

-Que legal! Sinto saudades de lá.

-Eu não sinto saudades de Madrid, mas sinto de Milan, conheci muita gente legal lá.

-Eu também.

-De quem é essa música que você estava cantando?

-É da Laura Pausini. Você conhece?

-Quem não conhece a Laura? Qual é o nome da música? Não lembro ter escutado-a.

-Invece no. É a música do novo cd dela, tem uma versão em português linda titulada como: Agora Não.

-Talvez bastasse respirar, somente respirar um pouco.
Até recuperar cada batida,
E não buscar um momento para ir embora.
Não vá embora.
Porque não se pode ser hábito
Dezembro sem você.

Quem fica aqui, espera o impossível
Invés disso, não há mais tempo para explicar
e perguntar se eu te dei amor.
Estou aqui, e haverei de te dizer, ainda.
Ainda.

-Que?

-Essa é a tradução da música que você estava cantando.

-Nossa!

-O que foi?

-Não pensei que você tinha reparado na letra – ri.

-Eu disse que estava tentando traduzi-la, além do que eu tenho uma boa memória.

-Estou vendo – ri – Quer escutar a música toda? – diz oferecendo um fone.

-Claro – chegando perto de Gabriela pegando um fone.

-Acho melhor agente deitar.

-Que? – pergunta arregalando os olhos.

-Deitar - ri- Pegue minha canga Ali, por favor.

Barbara pega a canga e passa para Gabriela que a estende na areia imediatamente.

-Odeio essas cadeiras de praia, minha bunda dói - diz se ajoelhando na canga.

-Gostosa – grita um cara – Se você ficar de quatro eu perderei a cabeça e te como aqui mesmo.



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