História Cicatrices (Barbriela) - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Barbaralabres, Barbriela, Gabrielaversiani, Romance
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Palavras 2.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo 9


-Silvana – levanta surpresa dando dois beijos da face da mulher – Quanto tempo – diz sorrindo.

-Um ano praticamente – fala a mulher olhando de maneira carinhosa para Gabi.

-Deixe-me apresentar minha amiga – diz Gabi segurando a mão de Silvana – Barbara esta é Silvana, Silvana esta é Barbara.

Silvana cumprimenta Barbara com dois beijos nos rosto.

-E esta é Bertha – diz apontando para a senhora que está entretida com sua leitura, mas que cumprimenta Silvana com simpatia.

-Veio sozinha?

-Não, estou com a minha namorada e alguns amigos.

-Alguém conseguiu te amarrar? Não acredito.

-Depois que você me deu o pé na bunda tive que arrumar alguém para te esquecer.

-Palhaça – diz Gabi divertida – agente nunca se envolveu

- Por isso mesmo, me deu o pé na bunda antes de provar dos meus encantos – ri Silvana.

-Você é ridícula – dá um tapinha nas costas de Silvana - nunca pintou clima entre nós, e se pintasse não iria dar certo porque somos muito parecidas e muito amigas. Seria como beijar minha irmã – Gabi faz cara de nojo.

-Não ligo em praticar o incesto – pisca Silvana deixando Gabi sem graça - Você fica linda vermelha – aperta as bochechas de Gabi.

-Pára Silvana – diz Gabi tirando as mãos da amiga de sua face.

- Barbara – chama Carol da ciclovia.

Barbara pede licença e vai ao encontro de Carol.

-Pede dinheiro para minha tia, quero andar de carrinho.

-Eu pago para você.

-ok!

Carol tira o patins e coloca um par de havaianas roxa, entrega os patins para Gabi e sai de mãos dadas com Barbara.As duas alugam um carrinho para duas pessoas e andam em volta a lagoa por cerca de 40 minutos.

Gabi conversa animadamente com Silvana e os amigos sentados no píer. Bertha presta atenção na conversa, mas finge está concentrada no livro.

-Quando você vai tomar jeito e arrumar alguém Gabi?

-Acho que nunca – fiz uma careta.

-Você é linda, bem sucedida, deve ter vários pretendentes.

-Nenhum interessante. Não estou à procura de ninguém, prefiro seguir com meus casos sem compromisso – respira fundo - não quero me machucar nem machucar ninguém.

-Tem saído muito? Como está o louco do seu irmão?

-Não tenho saído muito, e meu irmão continua o mesmo cafajeste de sempre.

-Temos que combinar uma balada com a nossa turma, faz tempo que não falo com ninguém.

-Pode marcar que eu irei com todo prazer.

-Gabi, quem é a gata que estava com você e que saiu com a sua sobrinha?

-É a Barbara.

-E quem seria Barbara para você?

-Nós conhecemos esta semana, e aos poucos estamos nos tornando amigas. Ela é minha sócia, ou melhor, eu me tornei sócia dela.

-Amiga? Sei.

-Não rola nada entre a gente, e nem vai rolar.

-Ela é heterossexual?

-Não, ela é lésbica.

-E o que você está esperando?

-Como?

-O que você está esperando para pegar aquela gata?

-Ela é minha amiga, não rola.

-Você mesma acabou de me dizer que acabaram de se conhecer. Nada impede que você tenha um caso com ela.

-Acho que ela não é do tipo que tem casos, e eu não quero estragar uma possível amizade.

-É só não fazer falsas promessas, se não der certo entre vocês podem continuar sendo amigas.

-Já disse que ela não parece ser do tipo que tem casos. Mesmo que fosse nós somos amigas.

-Gabi, eu nunca te vi com medo de mulher.

-Eu não estou com medo, apenas acho que não daria certo nada entre mim e a Barbara – fala firme – Somos sócias, ela fará parte do meu dia-a-dia agora que estou prestes a assumir os meus bens. Não ficaria legal ter um caso com ela e depois ter que vê-la sempre.
Bertha se levanta alegando que precisa ir ao banheiro.

-A minha menina tem chances com a Gabi – ri contente – preciso falar isso com a Barbara – pega o celular e disca o número de Barbara – Filha?

-Oi bá!

-Preciso falar com você urgente.

-Aconteceu alguma coisa? – pergunta preocupada.

-Não, mas vai acontecer – ri divertida.

-Eu estou entregando o carrinho e já estou indo para o píer com a Carol.

-Ok – desliga o celular.

-Essas duas vão ficar hoje ou eu não me chamo Bertha Treviño.

Barbara e Carol passam em uma barraca e compram algumas bebidas. Em seguida seguem em direção ao píer onde se encontra uma turma em volta de Gabi. Elas caminham em direção ao píer quando Barbara é abordada por Bertha que a segura pelo braço.

- Carol, eu preciso falar com a Barbara em particular.

-Claro. Vou entregar a água de coco para minha tia – diz a menina sorrindo.

-O que aconteceu Bá? Você está me assustando.

-Você quer ficar com a Gabi?

-Por que está me perguntando isso?

-Você quer ou não?

-Depende do sentindo no qual você está falando.

-Beijar.

-Gostaria, mas é impossível.

-Por que diz isso?

-Acho que ela me vê como amiga.

-E se eu te disser que só depende de você para o beijo aconteça?

-Hã?

-Eu escutei a conversa da Gabi com uma amiga dela. Ela disse que vocês são amigas e se vêem como tal, por isso acreditava que não rolaria nada entre vocês, disse que você não é do tipo que tem casos - ri – Se ela soubesse que você já pegou quase todas as modelos da Victoria Secret – ri divertida – a questão é que ela sente vontade de ficar com você, mas tem medo de que com isso vocês não se falem, ou não permaneçam amigas.

-Como eu vou chegar nela? – pergunta  Barbara passando a mão nos cabelos.

-Pega pela cintura e rouba um beijo.

-Não quero tratá-la como qualquer uma Bertha.

-Convide-a para jantar e beije-a na despedida para vê o que acontece.

-Vou pensar – diz apreensiva.

Elas passam a tarde toda na lagoa se divertindo. Almoçam e lancham lá, por volta das sete da noite elas de despedem e cada uma segue seu rumo. Gabi leva Carol para casa porque no dia seguinte a menina tem aula, Barbara segue com Bertha para o hotel.





*casa de Calliope*







-Oi Gabi – diz Calliope abraçando Gabi.

-Oi mana! – diz Gabi dando dois beijos no rosto da irmã.

-Como foi o dia?Ela deu muito trabalho?

-O dia foi ótimo, e a Carol não deu trabalho.

Gabi e a irmã sempre foram as melhores amigas apesar de Calliope ser mais velha oito anos, quando Gabi tinha 15 anos Calliope se casou com a sua namorada de toda a vida e esposa há quase 12 anos. Calliope se mudara para a flórida morando lá até Carol completar 3 anos de idade.






*Hotel Copacabana palace*









Sinto-me perdida, nunca tive problemas para chegar a uma mulher, por diversas vezes fui cara de pau roubando beijo, nunca fui recusada, mas agora é diferente. Não sei o que acontece, a Gabi não é do tipo de mulher para se ter um caso, ou apenas uma noite quente de sexo. Existe algo nessa mulher que me deixar intrigada, pode parecer paranóia minha, mas sinto que ela esconde algo, que ela não demonstra quem ela é de verdade.

Hoje o dia foi bem proveitoso, me diverti como não me divertia há séculos. Carol é uma menina incrível, me diverti horrores com ela. Espero repetir esses passeios outras vezes.

Adeus solidão
Por anos vivi no abismo
Por anos vivi na solidão
Por anos deixei de viver
Por anos vivi uma vida vazia
Por anos a escuridão foi minha companheira
Por anos não sabia o que era sorri
Por anos não sabia o que era amar
Por anos tentei esquecer minha própria existência
Tentei mudar, tentei gritar
Mas parecia que ninguém era capaz de me escutar
Ninguém queria me ajudar
Ou será que era eu que não queria ajuda?
Olho para esse céu
Olho para esse mar
Pergunto-me onde ela estará
Onde estará minha cara metade?
Onde estará o amor da minha vida?
Onde estará à pessoa que me tirará dessa minha eterna agonia?
Quero ser feliz
Quero amar
Quero ser amada
Não sei o que fazer
Não sei para onde correr
Não sei ao menos por onde começar
Sinto-me perdida
Não, eu não vou me entregar
Eu quero viver
Eu preciso viver
Eu quero amar, mas primeiro tenho que me amar
Esquecerei o que passou
E viverei um grande amor
Eu vou te encontrar
Não importa quando tempo leve
Eu vou te encontrar
E quando esse dia chegar
Poderei dizer Adeus à solidão que hoje me domina.

Autor: M.L



***Dia seguinte***





Escritório de Barbara.....

-Bom dia Gabi!

-Bom dia Barbara!

-Vejo que invadiu minha sala novamente – diz divertida.

-Na verdade estava te esperando.

-Me esperando? – pergunta surpresa.

-Sim.

-E para que? – curiosa.

-Ontem você pediu o telefone da imobiliária.

-Ah!

-Tome o número. Creio que deve ter alguma cobertura perto daqui a venda.

-Obrigada! Pedirei a Bertha para cuidar disso, ela me conhece melhor do que eu mesma.

-Eu já vou – diz pegando a bolsa em cima da mesa de Barbara – Preciso terminar uma peça para o desfile – encara Barbara - Nos vemos depois – saindo.

- Gabi, espera – fala Barbara.

-Sim? – fala da porta.

-Quer almoçar comigo hoje?

-Eu tenho muito trabalho, não sei se dará tempo de sair para almoçar – faz uma careta – mas se você aceitar comer na minha sala posso pedir para minha secretária providenciar algo para almoçarmos.

-Eu aceito.

-Gosta de comida chinesa?

-Gosto.

-Então vou pedir para ela pedir algo no china in Box.

-Ok!

-Agora eu preciso mesmo ir – diz saindo.

Barbara corre para o telefone e liga para a Bertha contando que convidara Gabi para almoçar, a senhora fica feliz por sua menina. Barbara aproveita para passar o telefone da imobiliária para que Bertha comece a ver alguns imóveis.

Gabi solicitou que um pequeno atelier fosse montado em sua sala. Ela estava trabalhando em uma blusa em camadas que ela havia tingido e chegado ao tom que ela escolhera.

Faltavam alguns ajustes, mas os mesmo só poderiam ser feitos no corpo da modelo. Ela solicita a presença da modelo e a calça que fizera para ser usada com esta blusa.

Rapidamente sua secretária localiza a modelo que imediatamente vai para o escritório de Gabi. Lá Gabi juntamente com a ajuda de duas costureiras faz os últimos ajustes da roupa.

-Ficou perfeito – diz Gabi admirada.

Gabi dispensa a modelo e as costureiras.

-Nossa! – diz olhando para o relógio – já são quase meio-dia – pega o telefone – Marília ligue para a sala da senhorita Barbara?

-Sim senhorita – responde Marília ligando para sala de Barbara – a Senhorita Barbara na linha 2.

-Obrigada Marília - agradece apertando o botão da linha 2 – Está com fome? – pergunta Gabi.

-Morrendo – responde Barbara.

-Vou pedir para a Marília providenciar o nosso almoço. O que você quer que eu peça?

- Peça um Yakisoba Clássico, Chop Suey, Rolinho Primavera e de sobremesa uma Torta Holandesa.

-Ok!

Gabi pede para Marília providenciar tudo o que Barbara pediu.





15 minutos depois......


-Senhorita Gabi, a senhorita Barbara lhe aguarda na linha 3.

-Oi Barbara!

-O que você acha de comermos na sala de reuniões? Lá tem mesa e cadeira.

-Por mim tudo bem, pedirei as meninas da copa para preparar a sala para almoçarmos.

-Ok!

Quando o almoço chega Marília leva tudo imediatamente para a sala de reuniões, onde as meninas da copa acabavam de arrumar os pratos e os talheres.

-Obrigada meninas.

As meninas se retiram e Marília coloca tudo em ordem, para poder chamar as duas chefas.

-Senhorita Gabi, já está tudo pronto.

-Obrigada Marília – diz Gabi se levantando e saindo da sala.

Ela e Gabi se encontram no corredor.

-Vamos almoçar? Já está tudo pronto.

-Já vou, mas antes necessito ir ao banheiro – Barbara sai apressada.

Gabi vai para a sala de reuniões e confere os pedidos.

Barbara entra em seguida fechando a porta da sala de reuniões.

-Sua secretária é bem competente.

-Demais – ri Gabi.

-Tem comida para um batalhão.

-Tem mesmo.

As duas se servem e começam a comer.

-Adoro comida chinesa – comenta Gabi.
-Eu também.

O celular de Barbara toca

-Fala amor da minha vida.

-Como está o almoço? Estou que não me agüento.

-Estou almoçando neste momento – tentando disfarçar.

-Já teve beijo?

-Ainda não.

-Escova os dentes antes – recomenda Bertha.

-Há! Há! Pode deixar. Você ligou para a imobiliária?

-Liguei, amanhã verei duas coberturas na lagoa.

-Eu quero com piscina, e que um dos quartos tenha uma hidromassagem no banheiro.

-Ok! Agora vou desligar, já sabe se transar use camisinha – ri divertida.

-Você é ridícula Bá, não preciso disso não – ri desesperadamente.

-Vai saber como vocês transam – segue rindo.

-Se quiser um dia te mostro. HA! HÁ! – Barbara gargalha.

-Sua sem vergonha – diz Bertha brava – até a noite.

-Tchau minha linda! – desliga.

-Era a Bertha? – pergunta Gabi.

-Era. Queria saber se eu já tinha almoçado, e me avisou que já marcou duas visitas para amanhã.

-Vai mesmo morar aqui?

-Vou comprar uma cobertura aqui, odeio ficar em hotéis. Tenho uma cobertura no Morumbi onde eu resíduo fixamente. Aqui no RJ é mais para quando tiver alguma reunião, ou quando quiser fugir da badalação de São Paulo.

-Entendi.

Elas conversam sobre assuntos da empresa, sobre a semana de moda que já está chegando e sobre outras amenidades.

-Se eu comer mais alguma coisa, eu explodo – diz Barbara deixando metade da sobremesa de lado.

-Eu sempre tenho espaço para doce – ri Gabi.

-Você não comeu metade do que eu comi – diz Barbara relaxando na cadeira.

-Não como muita comida.

-Notei.

Elas conversam mais um pouco a fim de descansar o almoço. Gabi pega uma bolsa e levanta.

-Vou usar o banheiro, necessito escovar os dentes urgentemente – indo em direção ao banheiro da sala de reuniões.

-Eu vou pegar as minhas coisas, também preciso escovar os dentes – levanta Barbara.

Barbara vai até sua sala, pega sua bolsa e volta em seguida para a sala de reuniões trancando a mesma.

Gabi sai do banheiro e se joga na cadeira, enquanto Barbara vai fazer sua higiene bucal.

-Que sócia folgada eu tenho – diz Barbara saindo do banheiro vendo Annie sentada largada na cadeira com os pés na mesa.

-Não há nada melhor do que relaxar depois do almoço.

-Tem sim – insinua Barbara.

-O que, por exemplo? – pergunta Gabi se ajeitando na cadeira.

- Creio que não posso falar – provoca.

-E porque não? – a fita.

-Você não vai gostar – a encara.

-Se você não disser, nunca vai saber – a encara.

-Aí que está o problema – se aproxima de Gabi.

-Qual é o problema? – pergunta não deixando de encará-la.

-Eu não posso falar – se aproxima mais.

-E porque não? – pergunta não perdendo o foco.

-Porque isso não dá para falar tem que fazer – pega a mão de Gabi a fazendo levantar e ficar de frente para ela.

-Não estou entendendo nada – olha nos olhos de Barbara.

-Tem certeza? – pergunta se aproximando mais ainda.

-Tenho – responde quase em um sussurro.

-Então eu vou lhe mostrar – Acaricia o rosto de Gabi que fecha os olhos automaticamente.



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