História Cicatrizes - Capítulo 1


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Categorias Yakusoku no Neverland (The Promised Neverland)
Personagens Emma, Norman, Personagens Originais, Ray
Tags Norman×emma Ray×emma
Visualizações 26
Palavras 2.089
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu devia estar atualizando minhas fanfics, mas estou aqui fazendo uma OneShot.

Capítulo 1 - Mente e consciência.


Fanfic / Fanfiction Cicatrizes - Capítulo 1 - Mente e consciência.


Norman estava com dor de cabeça. E essa dor de cabeça se chama Emma, além de estar com a consciência pesada, e isso se chamava Ray. O tempo fez muito bem a eles, principalmente a Emma, que no qual nunca deixou de ama-la bem por um instante.

passar do tempo criou uma mente mais brilhante do que aquela que pensou perfeitamente nos passos de Emma para a fuga de Graça Field. Um orgulho de ferro, que não se quebrava por nada. Mas aí apareceu alguém mais forte que o ferro, esta era Emma e ela mostrou que tinha mudado de bom para melhor, mais corajosa, mais determinada e mais ousada, se antes ela era tudo isso agora ela é mais. As qualidades de Emma era contagiosa e Ray se mostrou mais doente que ela em apoia-la em um futuro impossível.

Aqueles dois eram a personificação de impossível. 

Em uma discussão onde...céus!...Ela quer a paz entre os demônios e os humanos, impossível,  insano, inalcançável, mas ela lhe compartilhou seu plano tão impossível e o motivo que não querer mata-los. Emma tinha um bom coração que a deixava cega, em sua opinião, mas Ray pareceu apoiar ela, logo ele o mais racional,  ou Ray ficou louco ou ele estava insano. Perdeu a sua paciência e os chamou se infantil, pode parecer nada, mas depois de tudo, onde tiveram que substituir os brinquedos por armas, isso era um insulto.

Ray entortou a cara.

Emma se manteve firme, deu a última palavra junto com um abraço, que céus, quase o fez ajoelhar e pedir desculpas a ela, e depois ela saiu. Fogo nos olhos, ela não desistiu e continuaria com seu plano.

Isso o deixou com um turbilhão de sentimentos, preocupação por eles, raiva por ela não entende-lo, tristeza por não poder para com seu plano, etc. 

E ele estava muito enganado quando achou que a discussão tinha acabado, lá estava Ray o julgando com seus olhos frios, sentiu vontade de dizer que ele não tinha direito de julga-lo. Logo ele, o garotinho assustado que estava disposto a passar por cima de qualquer um para poder viver tempo o suficiente para morrer de um jeito covarde.

Ray o julgou com o olhar mais um pouco, depois suspirou.

- Não banque o Deus com a gente, crescemos e vivemos juntos, para nós você sempre vai ser cabeção idiota. Não banque o coitado, você fez a sua escolha em nós deixar, assim...como fizemos a escolha de seguir por esse caminho, temos certeza que estamos fazendo a coisa certa, depois de tudo, sabemos o que é o certo e errado, mas parece que você não aprendeu a distinguir as coisas. Brincar de Papai não vai fazer seus erros sumirem.

Ousado, manipulador, até lembrava daquele pequeno traidor no passado, mas depois de anos, Ray ainda sabia aonde atingir com as palavras e essas atingiram em cheio a sua consciência que estava pesada agora.

Norman não queria perde-Los, logo agora que os reencontrou, não!, mesmo que eles se afastem, não iria desistir, se fosse preciso os prenderia em uma cela. Não iria passar o pouco de vida que lhe restava longe deles, não permitiria. 

- chefe... - Vincent abriu a porta com mais papeladas. 

- estou saindo, cuide das coisas.

....................................................

Norman suava, derrepente as suas roupas começaram a ficar mais e mais quente e sufocante, afrouxou a gravata e respirou fundo, esse era o seu Orgulho o impedido de bater na porta e pronunciar um pedido de desculpas.

- ainda está doendo?.

A pergunta dentro do cômodo fez Norman parar a mão na maçaneta, ele sabia que ali só estava os dois, foi o que Bárbara o informou. Um deles estava machucado?. Se permitiu abrir uma fenda e olhar com um olho, o medo de violar a privacidade deles foi embora, dando lugar a curiosidade.

Emma estava sentada na cama de costas para porta, onde Norman espiava. Ray estava sentado na mesma cama ao lado dela.

- você está tremendo - ele passou a mão nas costas dela.

Norman franziu o cenho, não lembrava deles serem tão íntimos, Ray evitava ao máximo contato humano, nunca era ele que começava um afeto físico. Emma era a que sempre pulava mas costas dos dois e os abraçava com força pelo pescoço.

- eu estou bem - a voz dela estava baixa  e dolorida -  dias úmidos faz arder um pouco.

- estresse também - Ray se levantou - será que consigo, com a Gilda, pegar uns remédios para dor?.

- não precisa, dá pra suportar, não é como se eu fosse morrer por causa disso - Emma deitou na cama e colocou uma mão na barriga.

- é mais foi por causa disso, que você ficou quase morta, de qualquer forma eu vou lá pegar os remédios - Ray deu um passo em direção a porta e imediatamente viu as inconfundíveis pérolas azuis de Norman.

Norman estava mais paralisado que Ray, ele estava tão focado na conversa que quando se deu conta, Ray estava o olhando furiosamente.

- Ray? - Emma tirou o ante-braço do rosto e levantou a cabeça.

Norman se afastou da porta, mas não teve coragem de fugir como um covarde que não assume os erros.

- não foi nada, deita e fique quieta, se não vou te amarrar aí - Ray cogitou a idéia de contar que Norman estava se rebaixado de um Deus a um Stalkear. Mas ela não precisava de mais estresse.

Logo Ray começou a se aproximar da porta com as mãos enviadas nos bolsos e um olhar raivoso, abriu e fechou rapidamente a porta atrás de si.

- além de um Deus, está querendo ser um Stalkear? - Ray provocou.

- o que aconteceu com ela? - Norman disse sem se importar com o comentário. 

- se quiser saber vai ter que perguntar pra ela, aliás você tem remédio pra dor? - Ray perguntou mudando já de assunto.

Norman suspirou percebendo a mudança de assunto, mesmo curiso deixou a conversa fluir.

- temos analgésicos, mas não posso dar - Norman viu Ray apertar os olhos.

- e porque não?.

- estamos guardando para ferimentos serios e expostos, se o caso de Emma fosse crítico eu daria - Norman achou que levaria um soco de Ray pelo olhar dele que dizia: seu idiota arrogante.

- entendo - Ray deu as costas pronto para entrar novamente no quarto.

- espere!, se você me contar o que ela tem eu posso ajudar  - o peso na consciência martelo nesse momento. 

É certo dizer que Norman achou que sefalasse isso Ray perderia a cabeça e contatos o que Emma tem, mas não funcionou.

- Emma é forte, é só uma dor passageira que acontece de vez enquanto, ela vai aguentar...

- então porque pediu remédio?! - Norman insistiu, não queria que o orgulho de Ray deixansse Emma sofrer.

Ray pensou e depois abaixou a cabeça. 

- eu não gosto de ver ela sentir dor - Ray abriu a porta e entrou, mas ele deixou ela totalmente aberta como se pedisse para ele entrar.

E entrou. Se sentiu envergonado por olhar nos olhos de Emma depois de uma discussão. 

- há, Norman! - Emma se sentou ,mas foi deitada novamente por Ray.

- não duvide quando digo que vou te amarrar - Ray disse.

Emma não falou nada apenas fechou os olhos cansada.

- está sentido dor? - Norman perguntou preocupado, Emma não estava energética como sempre.

- vai passar...

- aonde está sentido dor? - Norman aprofundou a pergunta - se eu puder ver eu posso ajudar.

- tá bom - Emma voltou a se sentar, mas dessa vez Ray não a ameaçou, apenas seu espaço para Norman passar.

Emma tirou o laço do pescoço e começou a desabotoar a camisa branca, uma por uma. Norman começo a ficar nervoso quando o torso da garota começou a aparecer. Emma por dois anos não parou quieta, lutou, treinou, caçou e assim como Ray e os demais,  todos ganharam massa muscular. A barriga de Emma trincada e chapada, ao que parece os meninos tinham mais músculos por serem...meninos!, e Emma notou a mudança física em Ray que estava avançada assim como Dom e os demais.

Norman sentiu vontade de desviar o olhar, até a pele desfigurada começa a aparecer. Norman perdeu a timidez e se aproximou para ver melhor, Ray ficou do outro lado da cama. 

O abdomen de Emma tinha duas grandes cicatrizes, eram desfiguradas e eram um pouco mais escuro que a pele natural de Emma. Norman passou a mão para sentir, não era nenhum médico, mas já estavam cicatrizadas, o que foi um alívio. Foi aí que se deu conta. Pelo tamanho grande, não foi uma bala, não era uma faca ou uma lança, era uma perfuração.

Norman começou a tirar os braços de Emma de  dentro da camisa, agora ela o torso dela estava totalmente exposto. 

- agora está se rebaixando a um pevertido - Ray perguntou se saber o que fazer e para onde olhar.

Norman olhou as costas de Emma e se assustou com mais duas outras cicatrizes. Uma perfuração. Não de uma faca, Lança, ou espada. Como uma garra.

- como? - A voz de Norman saiu assustadora.

Emma abaixou a cabeça, se contasse, Norman poderia ter mais raiva dos demônios.

- um demônio atacou a Emma - Ray falou.

- quem é ele? - a voz saia grossa. Emma sempre achou que esse tipo de voz nunca sairia de Ray.

- ele já morreu, nos matamos - Ray garantiu de deixar claro.

- que pena, eu faria ele sofrer...

- NORMAN PARA! - Emma gritou se encolhendo, dobrou as pernas e colocou a cabeça nos joelhos.

- Norman vamos conversar lá fora - Ray jogou a camisa Branca de Emma por cima dos ombros dela e saiu.

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Estavam encostados na parede.

- desculpe, provavelmente piorei a situação dela. Mas me deu medo pensar que eu não veria ela agora e me deu raiva saber que foi umas daquelas aberrações que a machucou - Norman começou a se explicar. 

- eu sei, eu me senti um inútil quando vi ela caida no chão, semi-morta, fiquei apavorado pensar que perderia mais outra pessoa importante para mim - Ray disse compreensivo.

- queria estar lá e poder ter impedido - Norman disse cabisbaixo. 

- sabe, ela é uma cabeça oca, impulsiva, se for para ajudar alguém, ela protege essa pessoa com sua vida, mas agora estamos juntos novamente, vanos conseguir evitar que ela consiga outro buraco no estômago - Ray sorriu dando tapinhas nas costas de Norman. 

- sim, vamos protege-la...

- sinceramente, ela não precisa ser protegida, ela não é nenhuma princesa indefesa, ela é mais uma Guerreira suicida - Ray brincou.

- quanto tempo ela demorou para se recuperar? - Norman perguntou ainda mal.

- quatro semanas em coma e mais duas andando de muletas.

Norman se recompôs e se virou de frente para Ray.

- que foi...?! - Ray se assustou quando Norman encostou a testa com ele.

- juntos vamos proteger a pessoa mais importante para nós - Norman sorriu envergonhado.

- sim! - Ray colocou a mão na nuca de Norman, não sabia se onde vinha aquele gesto, mas tanto faz - vamos proteger a nossa Antena idiota.

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Emma Sentiu dois corpos invadir seu espaço pessoal, e ficou confusa ao ver Norman de um lado e Ray de outro.

- o que!? - ela não sabia o que dizer. 

- pense direito toda vez que decidir ter um buraco no estômago - Norman disse a abraçando. 

- Kyaa...minha camisa eu ainda tou sem! - Emma por algum motivo sentia que era errado. Mas estava gostando de ser Norman descansando a cabeça no seu peito.

- fique quieta - Ray lançou os braços na cintura de Emma e descansou a  cabeça na cursa do seu pescoço, fazendo uma casquinha com o ar do nariz.

- eu vou ficar com frio! - Emma estava imobilizada e com dois corpos em sua volta.

- Emma não morra antes de ver o nosso futuro - Norman sussurrou.

- o futuro sem você não existe para nós - Ray sussurrou.

Pela primeira vez na vida Emma corou e sentiu seu peito quente e o coração palmitar.

- não vou morrer, enquanto tiver vocês comigo.

...................................................

Gilda encarava a cena dos três dormindo abraçados e uma sem camisa. Ela olhava com o rosto sombrio.

- Anna vai pegar a corda, esses dois estão se rebaixando a pevertidos.

- sim.



Notas Finais


Juro que tentei me segurar, mas sou uma pevertida nata.

Gostaram da Gilda?.


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