História Cicatrizes de Sombras - Capítulo 3


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers), Sebastian Stan, Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Nick Fury, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Ação, Aventura, Bucky Barnes, Capitão América, Marvel, Soldado Invernal
Visualizações 31
Palavras 2.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Cicatrizes de Sombras - Capítulo 3 - Capítulo II

A sensação ao colocar os pés dentro daquele museu é sempre a mesma, ela é pesada e ao mesmo tempo leve, movida pela nostalgia e pesar. Aquela parte da exposição é uma máquina do tempo feita por fotos, relatos, figurinos e filmes em preto e branco de uma época obscura do passado, que nos ensina até onde o ego e o ódio do ser humano pode chegar e o quão destrutivo eles são. Apesar disso, é uma época que também tem suas lembranças doces e inesquecíveis, tão raras e valiosas quanto um pedaço do mais puro diamante. É uma fogueira em meio ao inverno rigoroso que esquenta nossos corações ao recordar desse tempo.

Sempre que eu visitava o museu com a exposição do Capitão América, nunca deixava de ficar um bom tempo olhando o enorme painel com a foto de James e uma descrição sobre sua história na guerra. Repassava cada momento ao seu lado em minha mente, de forma lenta e tortuosa, com a saudade e o desejo de ter mais um tempo ao seu lado assistindo como habituais espectadores dessa pequena tortura interna. Mesmo depois de setenta anos, uma mísera foto dele mexia com meus sentidos de uma maneira surreal...

- Mas elas são tão parecidas! – uma vozinha infantil estridente me tira dos meus pensamentos e eu busco de onde vinha.

Duas garotas, uma por volta dos seis anos e a outra dos treze, estavam em frente ao painel do lado, exposto com uma foto minha antiga e com parte dos momentos em que participei da guerra. A menina mais nova me encarava com os olhos castanhos brilhando, totalmente fascinada com o que via e a mais velha estava lançando olhares de reprovação para ela. Sorrio com a cena e me aproximo delas.

 - Você é a moça da foto não é? Uma das Vingadoras e a feiticeira que participou das missões com o Capitão América na guerra e que namorava ele – a garotinha pergunta em uma velocidade incrível enquanto apontava para a foto de James e eu rio com sua euforia.

- Parece que você descobriu meu segredo – respondo divertida – Menos a parte da feiticeira e do namorado, disso eu não sabia também.

- Ela não é feiticeira, Kate – a menina mais velha indaga revirando os olhos – Pela centésima vez, ela é uma Dama das Sombras.

- Correto – digo me agachando e ficando do tamanho da garotinha. Invoco uma pequena flor do Reinado Imparcial Sombrio e entrego a ela, que parece ficar mais fascinada do que já estava – Como vocês se chamam?

- Esta é minha irmã Katerine e eu sou Clare – a mais velha responde sorrindo timidamente.

- Me chame de Kate, Arelya – a pequena fala e passa seu olhar entre mim e a foto de James – Poxa, pensei que vocês namoravam... As histórias sempre contavam isso.

- Conheci James em meio à guerra e nosso tempo juntos foi muito curto – respondo me levantando – Não chegamos nessa parte do relacionamento, mas tivemos sim um envolvimento amoroso.

- E mesmo assim é tão romântico o que vocês tiveram – ela suspira sonhadora.

- Kate adora a história que alguns contam sobre vocês – Clare exclama – Mesmo ela não tendo um final feliz.

  Eu sorrio tristemente a elas e dou uma olhada na foto de James, com a cena do trem de volta a meus pensamentos.

- O que você fez em seu pescoço, Arelya?! – Kate pergunta de repente e engulo em seco, levando uma das mãos à cicatriz.

- Um machucado feito em missão – respondo forçando um sorriso para a menina.

- E Clare querendo se tornar uma agente igual a você... – a pequena bufa e eu olho surpresa para a sua irmã, que cora violentamente.

- Kate!

- Bom, quem sabe futuramente eu tenha a oportunidade de treiná-la se um dia você se juntar a S.H.I.E.L.D – digo sorrindo e piscando para Clare.

Clare sorri envergonhada e eu sinto uma mão tocando em meu ombro. Viro-me um pouco surpresa e dou de cara com Steve disfarçado com um boné e moletom. Seu semblante estava um pouco mais suave do que de manhã, mas ainda havia um brilho de fúria espalhado por seus olhos azuis.

- Ah, oi – digo abrindo um pequeno sorriso.

- Quem é ele? – Kate pergunta tímida se agarrando à perna de Clare, enquanto mantinha seus olhos em Steve, que sorria minimamente para ela.

- Meu parceiro de trabalho – digo uma meia verdade –Ele se chama...

- Robert – Steve responde para mim e eu sorrio tensa para elas, não seria uma ideia prudente revelar sua identidade no meio de um museu lotado.

- Clare, Katerine! – uma mulher acompanhada de um homem chama as meninas de longe, suas feições se mostravam duras como pedra.

- Ah... Nós temos que ir – Clare indaga um tanto angustiada, passando a segurar uma mão de Kate.

- Está tudo bem? – Steve pergunta ao notar a mudança de comportamento brusca que as duas tiveram, com os olhos desconfiados  se voltando para o casal.    

- E-Está sim – ela gagueja sem nos encarar – Foi bom conhecer vocês.

Clare segura na mão de sua irmã e anda apressadamente até o casal, que lançavam olhares reprovadores para cima das duas e logo eles somem pelo corredor da saída do museu. Franzo a testa confusa com o que acabou de acontecer, o comportamento delas ficou estranho assim que o homem e a mulher apareceram e isso me causa um péssimo pressentimento.

- Tem algo de errado com aquele casal – sussurro para Steve, que faz um aceno positivo com a cabeça.

- Concordo Arel, mas infelizmente não podemos fazer muita coisa – ele suspira pesadamente – Eles parecem ser mesmo os responsáveis das meninas.

Fico com Kate e Clare na cabeça até me sentar numa mesa do aconchegante café que ficava apenas uma rua do museu, onde eu e Steve temos o costume de desfrutar de um bom café da manhã em dias de folga. Ao receber nossos pedidos, bombardeio Rogers com várias perguntas sobre a missão e o que eu recebo é um suspiro cansado, seguido de um desabafo que me deixou surpresa.

O Capitão estava se irritando de limpar a bagunça de Fury e ficou desapontado ao saber que Natasha tinha uma missão diferente da dele e tanto ela quanto o diretor mentiram a respeito. Além disso, ele me contou sobre um projeto um tanto peculiar que a S.H.I.E.L.D está trabalhando, que eu sequer sabia da sua existência. O projeto Inside consiste em três enormes aeroporta aviões, com incontáveis armas de longo alcance enfeitando sua carcaça e que funcionavam via rastreamento de satélite, que tem o objetivo de neutralizar ameaças em potencial. Uma ideia um tanto perigosa e extrema, que certamente traria problemas se for colocada em ação.

- Tentarei achar mais informações a respeito do Inside ainda hoje – digo quando Steve terminou de me contar sobre o que Fury lhe relatou do tal projeto – Certamente essas aeronaves não podem decolar, mesmo que sejam projetadas e controladas por uma organização como a S.H.I.E.L.D.   

-Sem dúvidas – Steve murmura e verifica algo em seu celular – Eu tenho que ir, vou visitar Peggy. Te encontro no meu apartamento a noite para analisarmos o que você encontrou sobre o Inside.

Assinto e Rogers sai do café em passos largos. Encaro a rua movimentada pensativa, com dúvidas sobre onde começar as investigações. Embora eu tenha muitos anos de contribuição na S.H.I.E.L.D,  não tenho acesso a alguns setores e arquivos sigilosos da organização, eles são estritamente permitidos para altos cargos, como o de Fury e do secretário Pierce, mas isso não quer dizer que eu não posso tentar encontrar algo perdido pelo sistema, ou até mesmo nos registros onde fica todas as papeladas importantes de acordos, projetos, contratos, fichas de agentes e criminosos, produtos e armamentos.

Me encaminho apressada para o quartel da S.H.I.E.L.D e ao chegar lá tento agir com o máximo de naturalidade que eu consigo, desacelerando os passos em direção ao elevador. Ao entrar aperto o botão para o andar de Registros, é melhor começar minha procura no lugar onde não irei criar tantas suspeitas. Apoio minhas mãos na barra fixa na parede de vidro do compartimento e admiro a vista que o prédio proporciona da majestosa Washington, que desfruta de uma tarde bela e fresca.

O elevador para em um andar e escuto algumas pessoas entrando, mas não me viro para ver quem eram até escutar uma risada anasalada.

- Rower – a voz irônica de Rumlow ecoa e eu reprimo um gemido de frustração.

O destino só pode estar tirando uma com minha cara, não é possível!    

- Boa tarde, agente Rower – Sitwell, o oficial da S.H.I.E.L.D que estava no navio da missão de ontem, cumprimenta formalmente.

- Sitwell, Rumlow – murmuro seus nomes em uma saudação a contragosto e mantenho meus olhos fixos na paisagem lá fora.

- Registros – Rumlow indaga para o software do elevador e eu quase bato com a cabeça no vidro. Que ótimo!

- Pensei que estava de folga hoje, Rower – Sitwell comenta puxando assunto e eu franzo a testa. Como ele sabe disso? Que eu saiba, suas funções são muito mais complexas do que controlar a carga horária de agentes.

- Pois é, preciso analisar alguns arquivos de uma nova missão – digo a primeira mentira que aparece em minha mente – O trabalho nunca acaba aqui.

Sitwell murmura em concordância e o elevador abre as portas no nosso destino. Eu espero os dois saírem e me apresso em procurar no meio dos corredores, com inúmeras prateleiras que guardavam milhões de papeis importantes da S.H.I.E.L.D, a ala onde ficam os arquivos de projetos. A sala continha apenas alguns funcionários focados demais nas pastas e folhas para prestar atenção aos redores, o que me possibilitou perambular pelas alas sem muita preocupação.

Não foi difícil encontrar as pastas que continham informações sobre o projeto Inside, elas estavam no meio de alguns outros arquivos de pouca importância, um pequeno truque para tentar mantê-lo despercebido. Pego o amontoado de folhas e me preparo para voltar ao elevador, mas rapidamente duas mãos fortes empurram meus ombros e me prensam na parede.

- Arquivos para missão, não é? – Rumlow sussurra em meu ouvido enquanto tirava as pastas de minhas mãos – Não sabia que você tinha acesso a projetos de extremo sigilo, Rower.  

Droga...

- E eu não sabia que você é um bisbilhoteiro de primeira – indago tentando fazê-lo tirar a atenção do conteúdo das pastas – Será que dá para me soltar, ou eu vou ter que te derrubar para sair?

- Você não vai sair daqui até me contar o motivo por estar com essas pastas em mãos - ele diz me prensando ainda mais na parede e eu abro um sorriso desafiador.

Dissipo-me em sombras e ressurjo quase que instantaneamente atrás de Rumlow. Sem dar tempo para ele reagir, prenso seu corpo com toda a minha força na parede e aponto uma adaga em seu pescoço.

- Não conte com isso, agente – digo com um sorriso vitorioso brincando nos lábios – Sabe que eu posso acabar com você em um piscar de olhos, não sabe?

- Ah eu sei sim – Rumlow responde um pouco ofegante – Mas também sei que estará ainda mais encrencada se fizer isso.

- De fato – digo estalando a língua, abaixando minha adaga em seguida – Então é melhor esquecermos o que aconteceu aqui e cada um seguir seu caminho.

- Isso não vai me fazer parar de questionar o fato de você estar à procura de arquivos sobre o Inside – ele diz abrindo um sorrisinho de lado.

Sua fala me deixa sem ação por um momento, procurando uma saída para este pequeno empecilho. Uma solução passa por minha cabeça, mas é enjoativa e uma completa loucura, mesmo sendo bem eficiente.

Céus, eu não acredito que vou fazer isso...

- Tenho meus questionamentos também – forço minha voz sair baixa e sensual, enquanto me aproximava de seu corpo e percorria minhas mãos vagarosamente sobre seu peito, em direção aos ombros. Eu olhava intensamente para o rosto de Rumlow durante meus movimentos, o que o deixou ainda mais embriagado pelo momento.

- E quais seriam? – sua voz sai carregada de desejo e eu abro um sorriso vitorioso ao ver que meu pequeno plano maluco está surtindo efeito.

A mão de Rumlow que não segurava os arquivos sobe para minha cintura e eu aproximo mais e mais nossos rostos, até que os lábios quase possam se colar. Deslizo minhas mãos pela extensão de seus braços fortes, arranhando levemente a pele e paro assim que estava quase tocando as pastas do Projeto Inside.

- É simples, querido – sopro suavemente – Você também não é um funcionário com alto cargo e tem conhecimento sobre este projeto, peculiar não?

Seus olhos faíscam em uma mistura de desejo e surpresa. Aproveito o momento e arranco as pastas de sua mão e seguro o colarinho de sua blusa, mantendo nossos rostos próximos.

- O que me diz, Rumlow – sussurro muito próxima de sua boca, isso faz com que nossos lábios se encostem de leve enquanto solto as palavras -  Eu guardo seu segredinho e você guarda o meu.

- Nada mais justo – ele responde meio tonto e eu sorrio satisfeita, me afastando dele – Isso não acabou aqui, Rower.

- Oh, decerto que não... – respondo com um sorriso malicioso para Rumlow e começo a andar em direção ao elevador.

“Ainda falta eu te surrar, meu caro” – termino a frase nos meus pensamentos, que fervilhavam em um misto de vergonha e vitória.

Me permito respirar tranquilamente somente quando a porta do elevador se fecha, deixando longe Rumlow e toda a cena quente que eu tive que criar para pegar as benditas pastas de sua mão. Folheio algumas páginas enquanto não chegava ao térreo, ainda em dúvidas sobre o que aconteceu mais cedo. Primeiro Sitwell soprando uma informação que ele não deveria saber, sobre minha folga, depois Rumlow surgindo no meio dos corredores e me abordando com sua conversa sobre o Inside e sua vontade inquietamente de tirar os arquivos de minha mão. Seja lá o que for não deixo de atribuir tudo isso à minhas dúvidas e desconfianças criadas há um ano. Algo me diz que todos esses acontecimentos se conectam e levam ao dono de todas essas ações.  


Notas Finais


Oii gareraaaaa, como vocês estão?
Novos personagens chegando com força total, as fofas Clare e Kate e seus "pais" estranhos.
E OMG, que cena foi essa da Arelya com o Rumlow??? Estou no chãoooo!
Bom, espero que tenham gostado flores de maracujá.
Abraços! <3


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