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História Cicatrizes que contam histórias - Capítulo 1


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Notas do Autor


ゞNão, eu não sei a que ponto eu cheguei, não me perguntaK
ゞEstou definitivamente alucinada com esse rpg, de verdade, e precisava trazer um pouco de representatividade, certo? Se não não seria eu~
ゞVai ser uma twoshot bem curtinha, o próximo cap sai amanhã inclusive, porque já tenho ele pronto. Esse primeiro se passa na visão do César, dias depois da luta na casa no meio da floresta (Episódio 6).
ゞBoa leitura!

Capítulo 1 - César Oliveira Cohen sentia as lágrimas negras


Pânico.

Pai, Joui. Eles estavam mortos. Rostos sem vida, um corpo mutilado, destruído, uma bochecha afundada em sangue. Mortos. Mortos. Eles estavam mortos. 

Com a arma na mão, eu estava banhado em sangue, mas não era meu. Desespero. Me senti sujo, impuro, esfreguei até machucar em busca de sumir com aquele líquido escarlate que me amaldiçoava. Tentei correr até eles, me aproximar dos corpos caídos. Um abismo nos separava. Será essa a barreira que me separa das almas boas? Eu… um pecador assassino.

Subitamente o frio me invadiu. O nervoso tomou minhas veias, não, não, não. Me encolhi, aproximando meus membros, sentindo a visão falhar. Por quê? Por quê?

Lágrimas desceram por meu rosto, borrando minha visão. Estava frio, muito frio. Não era externo, eu sentia meu interior congelar em solidão. Eu os perdi, não fui forte o bastante para protegê-los.

Lágrimas negras tingiam meus membros e a única coisa que eu podia ver era eu mesmo. 

O único culpado.

Eu matei Joui.

Eu matei Chris.

Eu não fui o bastante.

Um filho ruim, rancoroso, que não aproveitou enquanto ainda tinha o pai, aqueles últimos momentos. Um homem que fez o patriarca se colocar a prova para proteger, por amor. Uma bomba-relógio de desgraças era um bom adjetivo para me dar.

Enquanto Joui. Uma das pessoas que mais me tratou bem, sempre com um ótimo humor e tentando deixar todos para cima, unir a equipe. Eu fui fraco, me rendi ao símbolo. Ao labirinto infinito. Era tudo que fazia sentido ali, naquele momento de insanidade, fora de mim. Em pranto negro redirecionei a mira até ele e não hesitei nem um pouco em puxar o gatilho

Ver ele cair em um grito foi agonizante.

E machucava. Eu ouvia, todas as noites, como uma maldição.

Afinal, a culpa era minha.

— César-kun? — uma voz distante chamou. Senti os olhos abrindo com dificuldade e a cabeça latejar em pura dor.

Com uma visão mais clara, senti lágrimas secas em minhas bochechas e distingui Joui ao meu lado ostentando uma feição preocupada. Só então as coisas começaram a fazer sentido. O peso da culpa voltou com mais força e a exaustão me fez fechar os olhos.

Eu era uma fracassado assassino.

 


Notas Finais


ゞEspero que tenha ficado bonzinho >:D
ゞAmanhã sai outro com, dessa vez, a visão do Joui :D
ゞCríticas e comentários são sempre bem-vindos~


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