1. Spirit Fanfics >
  2. Cicio dos querubins >
  3. 0000; prólogo; dias felizes, casamentos infelizes

História Cicio dos querubins - Capítulo 1


Escrita por: e ERROR420


Notas do Autor


Oiê, espero que gostem da história. Boa leitura anjos❤️🙃

Capítulo 1 - 0000; prólogo; dias felizes, casamentos infelizes


Todos naquela tão pequena cidade que era Daegu conheciam a história de Im Nayeon, a jovem noiva que foi brutalmente assassinada no dia que deveria ser considerado o mais feliz de sua vida: seu casamento. A menina nunca foi esquecida, assim como seu caso sem solução, mas sua história sim, sofrendo graves alterações ao longo do tempo que era contada e se tornando cada vez mais fantasiosa, a cada geração que passava. Jovens noivas pedem para a garota abençoar seu dia, para não serem infelizes em seu casamento, porém a história verdadeira ninguém sabe e é isso, meu caro leitor, que iremos lhe contar a seguir. 

Podemos dizer que tudo aquilo começou naquela noite de vinte e quatro de setembro, o dia do casamento da garota. O local marcado para cerimônia e festa era na mansão da família Im, localizada na área rural de Daegu. Todos os grandes magnatas estavam em êxtase, afinal a filha mais velha do poderoso Im Hansol iria finalmente casar-se com o filho mais novo do magnata Kim Jisang, SeokJin. Os convidados chegavam, os empregados trabalhavam, a família de Nayeon parecia estupidamente perfeita naquela noite, tudo na mais perfeita harmonia. 

Já no corredor do quarto onde a garota estava hospedada, o som dos sapatos feitos sob medidas por uma grife italiana que Taehyung usava naquela noite batendo no assoalho conforme o mesmo caminhava era o único som que podia ser ouvido pelo extenso corredor. Tirando aquele barulho insignificante, tudo parecia estar no mais absoluto silêncio, nem mesmo os empregados que limpavam os quadros da família ousavam fazer barulho. 

O garoto de cabelos agora loiros, não se dava ao trabalho de cumprimentar os empregados que conhecia já há algum tempo, por ser um amigo extremamente próximo da noiva, sua feição carregava o mesmo olhar indiferente de sempre porém, para quem o conhecia bem, era extremamente fácil notar o olhar em um misto de angústia e mágoa em seu rosto. Mas bem, aquilo de fato não importava, o que lhe preocupava era saber se a amiga já estava pronta para o dia denominado por todos  "o mais feliz de sua vida".

Taehyung então, vendo a única porta em tom rosé daquele corredor, soltou um longo suspiro chamando a atenção dos empregados que provavelmente imaginavam o motivo do garoto estar assim, porém não comentavam nada. Após esse breve momento, Taehyung se recompôs completamente, batendo de leve na porta da garota que parecia estar destrancada, afinal ainda tinha modos e era extremamente grosseiro entrar no quarto alheio sem a devida permissão. 

— Yeon. — chamou Taehyung, sem ser respondido pela garota, o que era estranho. — Seu pai pediu para eu ver se você já está pronta. Suas amigas falaram que você já estava pronta, apenas pediu um momento sozinha… — fala sem ser novamente respondido. — Está tudo bem? — perguntou, sendo pela terceira vez ignorado. 

Bufou irritado vendo aquilo, porém se conteve apenas ao bater na porta do quarto alheio mais uma vez, afinal todos estavam contando com que ele conseguisse tirar a amiga do quarto para fazerem a cerimônia. Talvez Taehyung sabia que tivesse algo errado, por isso bateu na porta um pouco mais forte do que as outras vezes, dando um impulso para a mesma abrir. 

As seguintes cenas pareciam estar em câmera lenta na visão de Taehyung. A porta do quarto se abriu lentamente, em um rangido, chamando a atenção dos empregados que viram o corpo de Taehyung completamente paralisado, também não tinha como ser diferente, já que a única coisa que vira fora sua amiga, completamente pronta e ensanguentada, mas ainda sim bela, jogado no assoalho frio do quarto. Aquele era para ser o dia mais feliz da vida de Nayeon, porém de repente se transformou em uma grande tragédia. 

— Nayeon! — Taehyung gritou, completamente horrorizado. 

Uma empregada então, foi correndo até o garoto para o auxiliar, se chocando com o que vira. Sua patroinha, que conhecia desde que era pequena, já sem vida. 

— Changsoo! Chame o senhor Im! — gritou a mulher, desesperada, abraçando o garoto que chorava de maneira intensa enquanto tentava segurar as lágrimas.

— Yeon! — gritou ainda mais alto, sentindo sua garganta dilatar. 

[...]

Fazia algumas horas que a família e os amigos mais próximos de Nayeon estavam no escritório da casa, esperando os policiais acabarem o interrogatório em um dos cômodos com Taehyung, por ele ter sido a pessoa que a encontrou. Assim que Changsoo invadiu o salão onde estava acontecendo a recepção do casamento e falou de maneira ofegante o que acontecia, SeokJin e os pais de Nayeon correram até o local onde a garota estava, vendo Taehyung chorando de maneira alta na frente do quarto da melhor amiga, mas sem lhe encarar. Assim que o magnata viu a garota caída ele gritou mandando chamar a ambulância e a polícia. 

A polícia e a ambulância não demoraram muito para chegar, mas já era tarde, Im Nayeon estava morta em seu quarto. Então, os interrogatórios começaram, todos naquela casa eram suspeitos, desde os mais próximo até o mais distante dos homens. Mas é óbvio, que desde o princípio a polícia já tinha algumas suspeitas e essas se revezavam dentre pessoas mais próximas de Nayeon, pessoas que ela nunca desconfiaria. 

Os interrogatórios estava sendo feito em um dos escritórios, o escritório da mãe de Nayeon para ser mais específico, enquanto os suspeitos estavam no escritório do pai da vítima. Todos eles pareciam nervosos, assustados, com medo do que viria a seguir e abalados pela morte de Nayeon, quer dizer, todos menos SeokJin que apenas olhava do canto do escritório, como se tentasse desvendar cada um deles. 

— Urgh! Até quando nós vamos ter que ficar aqui? — Jeongguk, o primo de Nayeon, que estava jogado em cima da mesa do escritório, perguntou em um grunhido, deixando seus tios e seus pais pasmos.

— Jeongguk? Tenha respeito! — sua mãe ralhou, irritada, ouvindo a risada abafada de SeokJin. 

— Respeito de cú é rola! — falou o Jeon. — Nem querer vir eu queria, vocês me obrigaram! Eu mesmo disse que só viria para comer e agora to sendo acusado de homicídio, grande noite, grande noite. — com uma certa irônia ele comunicou sentindo uma ardência em sua perna. Sana, sua melhor amiga, havia lhe batido, o que causou mais uma risada em SeokJin. 

Talvez aquele foi o alívio cômico da noite, pois, pouco tempo depois a porta do escritório abriu e um policial acompanhado de Kim Taehyung entrou na sala. Aquela foi a primeira vez que SeokJin saiu do canto da sala demonstrando alguma emoção diferente da serenidade habitual. Ele parecia preocupado. 

— Tae… — o garoto falou, sentindo o loiro lhe abraçar. 

— Ela morreu, Jin… — ele falou baixo, sentindo o abraço ficar mais forte. — Ela morreu… 

— Vai ficar tudo bem. — foi a única coisa que SeokJin pode dizer. 

Todos os amigos e familiares de Nayeon prestavam atenção naquela cena, fingindo não saber o motivo das duas pessoas que Nayeon mais amava nessa vida estarem tão próximos, mas era apenas mais uma mentira deslavada que a polícia facilmente percebeu. Kim SeokJin e Kim Taehyung tinham um caso, isso era perceptível, e isso os tornava os principais suspeitos da morte de Im Nayeon. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem caso se sentirem confortáveis e até uma próxima❤️❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...