História Ciclone: A Origem dos Reverses - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Ficção Cientifica, Mistério, Romance, Suspense
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Palavras 890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


NÃO PERCA NENHUMA POSTAGEM!!!!! Adicione este livro à sua lista de leitura e fique por dentro 😘😍😊

Capítulo 10 - A farda e os lados da injustiça


      Quando Maxim sai do quarto de Mex, Mex se levanta da cama e se prepara para retirar as coisas de sua mala de viagem — mala esta que ele havia levado para o quartel, — e guardar tudo em seu devido lugar. Ele está arrumando as coisas, retirando suas vestimentas e seus utensílios de dentro da mala e pondo tudo de volta em seus devidos lugares. São muitas coisas. Roupas, meias, sapatos, casacos. Até a sua farda.
      Ao pegá-la em suas mãos, Mex para o que está fazendo e a observa... Será que é isso mesmo o que eu quero para minha vida? Ser apenas mais um soldado dentre outros mais?, pensa Mex. Ele se lembra dos confrontos; dos gritos que ouvia com frequência durante as guerras; das explosões provocadas; das crianças que choravam ao ver seus pais morrerem na frente delas; das pessoas inocentes que corriam para se salvar mas eram alcançadas por soldados que as espancavam e as matavam, além de muitos soldados, também inocentes, morrerem injustamente por acreditar que estavam fazendo o que é certo; e das vezes que ele mesmo teve de presenciar todas essas coisas sem poder dizer ou fazer algo para ajudar os ingênuos.
      Nos tempos modernos e no país em que Mex vive, uma pessoa já pode tornar-se militar a partir dos 16 anos, e é desde essa mesma idade que Mex é um fuzileiro. Porém, agora ele vê o quanto a guerra é injusta e sem nexo ou fundamento.
      Ao retirar sua camisa, Mex pode observar as muitas cicatrizes que marcam seu corpo, cicatrizes estas que ousam acusá-lo e lembrá-lo de todas as mortes que ele acabou provocando junto de outros soldados.
      Mex sempre quis participar de algo que pudesse fazer alguma diferença, algo que realmente faria sentido e mudaria o mundo (ou os mundos). Ele sempre quis participar de algo mais concreto, só não tem coragem ainda de ser sincero o suficiente com seu tio Moe para dizer-lhe o quanto odeia participar das guerras.
       Amanda surge de repente na porta do quarto de Mex, o afastando de seus pensamentos enquanto diz:

      — Dizem que a farda carrega a honra de quem a veste...

      Mex se vira e olha para Amanda, ainda com sua farda em mãos.

      — Eu já não sei se a guerra da qual participo carrega alguma honra. Afinal, muitos inocentes morreram por causa dela — retruca Mex.
      — A guerra dos humanos é repleta de grandes sobreviventes, não heróis. Pois os heróis não matam inocentes. A guerra de hoje é injusta e egoísta.

      Mex olha para Amanda, surpreso com as palavras dela.

      — A verdade é que eu não queria que você entrasse para a corporação, Mex — revela Amanda, sendo sincera. — Eu sei que você não quer isso. Está atordoado com tanta injustiça.

      Ocorre uma pausa.

      — Você pode escolher ser apenas um mísero soldado entre um milhão de outros soldados, ou um grande guerreiro cercado de um milhão de aliados — continua Amanda. — Acho que você deveria dar um tempo disso. Nós precisaremos voltar para nossa terra natal, mais cedo ou mais tarde. Carrex precisa de nós. E se você continuar nessa guerra de humanos contra humanos, jamais fará o que é certo.

      Amanda faz uma pausa e espera Mex responder algo. Porém, como ele permanece em silêncio, ela logo continua:

      — Eles lutam muitas vezes por vingança, egoísmo ou até mesmo sede de poder. Mas nós lutamos por respeito, igualdade e sede de justiça, e não precisamos travar guerras para conseguir essas coisas. Um dia você irá perceber que não é necessário derramar sangue para resolver os problemas. A guerra só traz ódio, e não carrega amor e nem transmite paz. Dê um tempo da corporação, e lembre-se também que você agora tem uma garota para proteger. Ela pode não saber, mas precisa demais de você.
      — Acho que você pode estar certa. Preciso deixar a corporação.

      Um silêncio entre os dois toma conta do ambiente. Mex está envolvido em seus pensamentos, refletindo no que foi dito por Amanda.

      — Antes que eu me esqueça, o que conseguiram descobrir sobre a vítima do acordo do Félix? — pergunta Mex.
      — Ah, Maxim me mostrou o sujeito que está devendo ao Félix. Ele é o pai de uma amiga minha, que é filha única. O nome dela é Bianca Burke e mora no mesmo bairro que a gente, dobrando a esquina depois da escola e passando da nossa rua. Aqui está o endereço dela e o número do telefone fixo e celular — Amanda entrega-o um papel com algo escrito. Mex apanha o papel e o observa. — Bom, eu comentei com o Maxim que você poderia conhecer a Bianca na festa do meu pai, amanhã. Eu posso apresentá-la a você. O que acha? 

      Mex hesita. Ele não está seguro em ter que ver Bianca novamente. Da última vez, ele sentiu coisas por ela das quais ele nunca poderia sentir por nenhum humano comum. Mas, para não soar mal e não despertar a desconfiança da parte de Amanda, ele apenas confirma o que foi proposto. E então, após Amanda dar as costas e se retirar do quarto de Mex, ele se joga de costas na cama e permanece ali por um tempo, encarando o teto e deixando rolar o filme do momento do encontro entre ele e Bianca. Mex não tenta impedir sua mente de pensar nela. Ao invés disso, apenas deixa rolar.


Notas Finais


E aí, pavê. 😍 Se você gostou desse capítulo, peço para que não se esqueça de favoritar este livro e deixar seus comentários. 🙈 Isso me ajuda a saber se você está mesmo gostando da história. 😁 Beijocas. ❤


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