História Ciclone: A Origem dos Reverses - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Ficção Cientifica, Mistério, Romance, Suspense
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 10 - Plano em ação


Fanfic / Fanfiction Ciclone: A Origem dos Reverses - Capítulo 10 - Plano em ação

      Durante aquela semana, no planeta Terra...
      Uma semana depois do incidente...
      Maxim já havia combinado de dar uma volta pelo bairro ao lado de Amanda, a fim de mostrar a ela quem é o tal homem que está devendo ao Félix. Mas sempre que os dois estão à procura do sujeito, nunca que o encontram. Porém, hoje será diferente... 
      Amanda e Maxim estão caminhando rumo à escola. Eles passam pela rua onde Bianca mora. Local onde Maxim viu Eric conversar com Félix.
      De longe, Maxim avista Eric de pé, varrendo a calçada de sua casa, de frente para o portão. Maxim imediatamente chama por Amanda, sussurrando e apontado para Eric com a cabeça, fazendo um movimento bem discreto:

     — Olha para o lado — pede Maxim.

      Amanda segue o olhar de Maxim e observa Eric.

      — É o nosso cara — alega Maxim.
      — Eu conheço ele, e também conheço a filha dele!
      — Mas como vamos saber se é ela quem o Félix quer? 
      — Ela é filha única — responde Amanda, logo fazendo uma breve pausa. — Eu posso apresentá-la ao Mex amanhã, na festa do meu pai: a comemoração dos quinze anos dele de psicologia. Ela vai estar lá. Ela tem passado por uma fase difícil com o pai dela e precisava de uma distração. Então, eu a chamei.
      — Boa ideia.
      — O Mex poderá conhecê-la e fazer uma amizade com ela. Desse jeito, talvez seja mais fácil de protegê-la.
      — Minha prima é tão esperta — elogia Maxim, passando um braço por cima dos ombros de Amanda e bagunçando o cabelo dela com a mão livre.
      — Valeu — agradece Amanda, com um grande sorriso no rosto.


     Maxim e Amanda chegam ao portão do colégio. Os dois se viram um para o outro, e Amanda passa a dizer:

      — Depois da escola, vê se você conta ao Mex sobre os detalhes do caso: sobre o cara que está devendo ao Félix e sobre a filha dele, minha amiga. A gente se fala — diz Amanda, seguindo seu caminho rumo à sala de aula, e o mesmo faz Maxim.

                                *

      Na escola, no horário da saída... Maxim acaba de sair da sala de aula e caminha pelos corredores da escola. Foi um dia leve onde ele teve poucas aulas e agora, às quatro horas da tarde, está caminhando para sair da escola e ir para casa. Mas, ao dobrar o corredor e entrar no pátio da escola, Maxim acaba se deparando com Andressa caminhando em direção contrária a ele. Ela chega a levantar a cabeça e olhar para Maxim, mas parece não querer cumprimentá-lo, pois passa por ele e não fala nada. Maxim então a segura fraco pelo braço e passa a dizer, surpreso por vê-la ali:

      — Andressa?! Não sabia que você estudava aqui.
      — Me deixa em paz, Maxim. Você sabe o que aconteceu da última vez que nos encontramos.

      De repente, o sorriso de Maxim se murcha e ele fica sério. Ele pensa um pouco antes de falar algo, e então passa a dizer:

      — Me desculpe. Eu não queria que aquilo tivesse acontecido. Eu nunca fui tão estourado desse jeito. Foi mal mesmo. Respeito o teu irmão e entendo que tudo o que ele faz é para te proteger. Eu não tenho uma irmã, mas tenho uma prima. E se um malandro der em cima dela, eu com certeza vou chamar a atenção dele, como o Spike fez comigo, e se o cara for um canalha, vou dar uma boa surra nele.
      — Conheço a sua prima e acho que ela já me disse que não gosta nada de violência. Se fizer isso, tenho quase certeza de que ela não vai ficar muito contente.
      — Eu digo que foi legítima defesa e vai ficar tudo certo.

      Andressa tenta segurar o riso, mas passa a dar uma risada leve e divertida. A risada dela acaba contagiando Maxim e ele abre um leve sorriso — percebe-se que Andressa queria parecer séria, mas não conseguiu.

      — Isso não muda nada. Sabe disso, não é? — diz Andressa, ainda com ar de riso.
      — E eu pedi aquela falsa desculpa por nada?! — diz Maxim, com ar brincalhão.
      — Então, se eu pedisse para você andar por aí comigo, tu toparia? Você está me devendo isso por ter batido no meu irmão.
      — Já é. Bora, então.

      Andressa passa a caminhar pelo pátio e Maxim caminha logo atrás dela em direção à saída do colégio. 
      Os dois caminham pela rua e penetram o bosque que fica de frente para a escola. Ao chegarem lá, Maxim entrelaça sua mão com a dela, mas Andressa larga sua mão da mão dele, e ele olha para ela, um tanto surpreso. Andressa abre um sorriso para ele e balança a cabeça, começando a caminhar passos longos, adentrando ainda mais a floresta. Maxim logo se apressa e caminha atrás dela, e os dois começam a caminhar calmamente por entre as árvores. 
      Maxim e Andressa entram num belo e pequeno jardim de dentro do bosque e se sentam na grama baixa e seca. Após um curto silêncio, Andressa repentinamente se vira para Maxim e pergunta:

      — Você guarda segredos? Segredos tão importantes que jamais poderia revelar para qualquer um?
      — Como assim? — pergunta Maxim, surpreso pela pergunta dela.
      — Eu já menti uma vez. Sabe, eu escondo algo que não posso revelar. Um segredo profundo. Já estou cansada de escondê-lo e sei que pode ser perigoso revelar, mas eu preciso fazer isso. Eu estava pensando em contar, se você também estiver disposto a compartilhar comigo o seu segredo. 

      Maxim fica pensativo e um pouco hesitante. Ele fita Andressa enquanto se decide entre revelar o seu maior segredo ou não.   

      — Teu segredo tem a ver com o quê? — pergunta Maxim.
      — Com a minha origem e com a minha verdadeira terra natal.

      Maxim pensa bastante antes de responder:

      — Pode ser, então. Eu conto o meu segredo, mas depois de você.
      — Está bem. Eu não sou daqui, do planeta Terra. Sou uma humana especial. Eu vim do planeta Carrex: um mundo de humanos mutantes que nasceram com habilidades fora do comum.

      Maxim olha para ela, surpreso, e retruca:

      — Um planeta que antes se chamava Freedom, no tempo de Billy e Jason. Dois reverses. Primeiros governantes de Carrex.
      — Conhece a história?
      — Cara, esse também é o meu segredo. Eu também sou um reverse!

      Andressa olha para ele, surpreendida, e questiona:

      — É sério? 
      — Sério!
      — Nunca imaginei que pudesse encontrar mais outro reverse aqui na Terra. 

      Ocorre uma pausa. Andressa alega, dizendo:

      — O meu irmão Spike também é um reverse.
      — Qual é o poder do teu irmão?
      — Ele pode ler mentes ao tocar na cabeça das pessoas com as mãos. Mas ele precisa usar as duas, senão o poder dele não funciona.
      — Hum. O Gayber também é um reverse, só que ele não tem poderes. Acho que você deve conhecê-lo.
      — Se conheço ele?! Ele é o meu melhor amigo. E sim, eu já sabia que ele era um reverse.
      — Então, essa não é nenhuma novidade para você?! — diz Maxim, surpreso.
      — Devo conhecê-lo até mais do que você, Maxim. Conheço suas origens. Gayber era da polícia de Carrex, assim como a maioria da família dele. Ele já servia o exército antes do sumiço misterioso de Ceclasck, pai de Félix — conta Andressa. — Gayber foi formado em Carrex. Mas, depois que o Félix se tornou líder e quase todos se juntaram a ele, nós decidimos vir para o planeta Terra. Félix não sabe que o Gayber veio pra cá. Já faz um tempo que o Félix procura por ele, porque Gayber sabe muito sobre a história.
      — Que história? 
      — A história do Félix. Gayber a conhece por inteiro, praticamente. Ele sabe de todas as tretas que o Félix aprontou antes e depois da sua liderança. Ele tem escondido muitas coisas, e o Gayber é aparentemente o único que sabe de tudo. Dizem que o Félix só desistiu de tentar matar o Gayber porque ele é um bom soldado e, mais cedo ou mais tarde, vai tentar convencê-lo a se unir à facção. É por isso também que o Gayber se preocupa com a segurança dos pais: eles seriam ótimos reféns.
      — E o que o Félix esconde, exatamente?
      — Eu não sei ao certo. O Gayber nunca contou pra ninguém, nem mesmo pra mim — Andressa dá de ombros. — Só não sei por que tanto mistério. Ele poderia contar logo de uma vez.
      — O que você quis dizer antes, quando falou "...nós decidimos vir para o planeta Terra"? Você já esteve em Carrex depois da liderança do Félix?
      — Sim. Eu e o meu irmão chegamos a morar lá, igual ao Gayber. Eu saí de lá aos 12 anos de idade. Na época, o meu irmão tinha 22 anos e o Gayber tinha 23. Nós decidimos vir pra cá porque não queríamos nos unir ao mal.
      — Quantos anos você tem agora? Só por curiosidade.
      — Eu tenho 17 anos.
      — Temos a mesma idade, então.

      Andressa abre um sorrisinho para Maxim. Ocorre uma pausa.

      — Eu e o meu irmão fugimos de Carrex sem que meus pais soubessem. E, a essa altura, a família do Gayber já havia fugido para Giguex — continua Andressa. — Somente um da família dele sucumbiu ao mal: o irmão dele, com poderes de eletricidade, conhecido como Miliciano. Ele é chamado assim porque um dia já foi militar, mas se metia em coisa errada. O nome verdadeiro de Miliciano é Benjamin, mas é mais conhecido por seu codinome.
      — Que doideira. Eu não sabia dessas tretas.
      — Pois é. Gayber não é muito de comentar nada sobre a vida dele para ninguém, mas tem coisas que nós acabamos descobrindo graças ao convívio e aos anos que passamos juntos.
      — Agora, voltando a focar em você... O que te fez querer fugir de Carrex? 
      — Eu fugi porque não queria me tornar o que os meus pais se tornaram: criminosos.
      — Eles são criminosos?!
      — Eles eram. Ouvi boatos de que eles morreram em um confronto.
      — Ah, sinto muito. 
      — Não, está tudo bem. Lá no fundo, eu não ligo. Acho que eles mereceram esse fim pelo que se tornaram.

      Maxim olha para o lado. Ele não sabe o que dizer a respeito. O silêncio tenso começa a incomodar Maxim e ele então passa a perguntar, mudando de assunto:

      — Você tem poderes? 
      — Não, eu sou uma reverse puro. E você? 
      — Eu tenho a capacidade de voar, mas apenas quando me materializo em corpo maquinal.
      — E a sua família?
      — Meu irmão, minha prima e meu tio também são reverses. Mas o único deles que tem poderes mesmo é o Mex, meu irmão.
      — Qual é o poder dele?
      — Força. Ele é super forte! 
      — Maneiro.
      — Um dia te levo lá em casa para conhecer todos eles. Beleza? 
      — Beleza.
      — E podíamos chamar o Gayber para que possamos nos unir contra o Félix e, talvez um dia, enfrentá-lo.

      Andressa se sente insegura e desanimada. Ela vira a cabeça para o lado oposto de Maxim, respirando profundamente e dizendo:

      — Não sei se posso. Prometi a mim mesma que nunca mais colocaria os pés em Carrex depois de tudo o que aconteceu.
      — Sei que isso é difícil pra você, mas não podemos deixar o Félix continuar liderando Carrex desse jeito! 
      — É fácil falar, Maxim — diz Andressa, girando a cabeça e olhando para Maxim com um olhar acusador. — Não é você quem tem lembranças ruins daquele lugar! 

     Maxim abaixa a cabeça, pensativo. Ele então retruca:

      — Está enganada!

      Andressa olha atentamente para Maxim, surpresa e um tanto arrependida por ter acusado ele tão precipitadamente.

      — Eu tenho lembranças dolorosas daquele lugar, e bem que eu queria que você estivesse certa.
      — O que aconteceu? — pergunta Andressa. Ela hesita um pouco, pensando se não teria sido melhor deixar o assunto quieto.
      — Meu pai havia deixado eu e meu irmão aqui na Terra para sermos criados pelo nosso tio. Eu tinha um ano de idade na época e meu irmão tinha quatro, mais ou menos. Até hoje não sabemos por que fomos deixados aqui, nem conhecemos nossa verdadeira história. Eu não sei absolutamente nada sobre meus pais, e nem sei se ao menos o Mex sabe.
      — Poxa! Que triste. Me desculpe por ter falado aquilo. Eu não fazia ideia.
      — Não, está tudo bem.
      — Está ficando tarde. Vamos embora? — pergunta Andressa, se levantando e ainda olhando para Maxim.
      — Mas passamos tão pouco tempo aqui!
      — Foi mal, mas eu preciso voltar para casa agora. Já são umas sete horas da noite. Daqui a pouco meu irmão chega do trabalho. Se ele ver que eu não estou em casa, vai ficar irado comigo.
      — Tranquilo, então. Vamos! Eu vou te levar em casa.

      Maxim se levanta. Os dois caminham e saem do bosque.
      Ambos caminham pelas ruas, destino às suas casas.
      Eles param em frente ao portão, ao chegarem na casa de Andressa, e se viram um para o outro. Andressa abre um sorriso radiante e seus olhos brilham de alegria. Valeu pelo dia de hoje, ela diz. Maxim abre um sorriso fechado, acaricia o rosto dela com uma das mãos e se aproxima para beijá-la. Por um momento, Andressa faz parecer que quer ser beijada. Mas daí, ela estende uma das mãos e interrompe Maxim ao posicionar o indicador em cima de seus lábios, dizendo:

      — Ah, Maxim. Achou mesmo que seria tão fácil assim? — diz Andressa, fazendo uma pergunta retórica e abrindo um sorriso de paralisar, ainda amigável. — Meu irmão é sinônimo de perigo, e eu sou sinônimo de difícil.

      Andressa dá as costas e Maxim a segue com o olhar. Antes de entrar em casa, ela ainda volve-se um pouco para trás, olhando novamente para Maxim, direcionando-lhe um olhar de prender o fôlego e um sorriso de paralisar. Ela se volta para dentro de casa e desvanece de vista após bater o portão detrás de si.
      Maxim abre um sorriso meio de lado, farejando desafio à frente. Por algum motivo, ele está começando a gostar da ideia de ser desafiado desse jeito.


Notas Finais


E aí, pavê. O que achou desse capítulo? Por favor, não se esqueça de favoritar esse livro e deixar seu comentário. É muito importante pra mim e me incentiva bastante. 😊 Valeu. ❤


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