História Ciclone: A Origem dos Reverses - Capítulo 40


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Ficção Cientifica, Mistério, Romance, Suspense
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Palavras 1.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


NÃO PERCA NENHUMA POSTAGEM!!!!! Adicione este livro à sua lista de leitura e fique por dentro 😘😍😊

Capítulo 40 - Novo paradeiro


       Os Aliados estão todos dentro de uma nave, indo direto para Giguex. O dia está clareando, e um sol reluzente surge em meio à escuridão.

      Mex está pensativo dentro da nave. Ele está baleado na perna, mas não parece se importar. Na verdade, Mex parece estar muito mais preocupado com o seu tio Moe, com Bianca e com o restante dos Aliados. Ele pouco está se importando consigo mesmo agora.

      Mex sente uma mão quente pousar sobre seu ombro. Ele se vira para ver Moe olhando-o com um sorriso fraco no rosto. Mex retribui com um sorriso sem ânimo, parecendo estar um pouco entristecido, e Moe passa a perguntar-lhe:

 

      — Por que está triste, meu rapaz?

      — Eu estou tranquilo, tio. Só estou preocupado contigo.

      — Eu vou ficar bem. Pelo menos, é o que eu espero. Mas você devia olhar mais para si mesmo. Está ferido e ainda assim parece não se preocupar.

      — Eu sinto ainda mais ódio do Félix pelo o que ele fez contigo — alega Mex, mudando de assunto. — Um dia eu vou fazer ele pagar.

      — Ele não foi 100% culpado pelo que aconteceu, Mex. Eu sinto que também tive culpa.

      — O que está dizendo? — pergunta Mex, confuso.

 

      Ocorre uma pausa, e Moe permanece em silêncio. Aparentemente, ele não está apto a responder.

 

      — Por que o Félix disse tudo aquilo? — pergunta Mex, desviando-se de sua pergunta inicial. — E por que você falou: "Depois de tudo o que você fez, agora está atrás de respeito?! Você não merece nem isso"? O que foi que ele fez, afinal?

      — Mex, há muita coisa que você precisa saber, mas eu não posso te contar agora. A resposta vai vir no momento que tem que vir. Os enigmas também existem para o enigmático. Nós vivemos cercados de mistérios, mas alguns deles só podem ser revelados no momento certo.

 

      Mex desvia o olhar, pensativo. Ele fica intrigado com as palavras de Moe.

      A nave pousa nas terras de Giguex. Todos saltam sobre o chão. Kall e Maxim carregam Moe, e Amanda e Spike ajudam Mex e Veloce a caminhar até algum centro de saúde mais próximo. Ambos são carregados pelos braços.

      Moe, Veloce e Mex são levados até a emergência do hospital. Os três recebem cuidados adequados com seus ferimentos em particular. Veloce leva pontos no braço, Mex leva pontos na perna e Moe recebe uma injeção anti veneno. Ele precisa ficar internado, e os médicos mandam Mex e Veloce permanecerem de repouso por alguns dias. Porém, Mex quebra essa regra e decide ver como está seu tio Moe. Ele entra no hospital enquanto todos os Aliados dormem na nave, que está bem próxima dali.

      Mex está em um corredor dentro do hospital, de frente para o quarto individual onde Moe está internado. Mex o observa fixamente, com um olhar preocupado. Ele sente uma mão leve tocar seu braço. Logo, Mex vira a cabeça para o lado para ver Bianca por cima do ombro. Bianca abre um sorriso de consolo e o abraça.

 

      — Eu imaginei que você fosse quebrar a regra dos médicos só para vir aqui — diz Bianca.

      — Eu sempre quebro quando há necessidade. Não é?

      — Você é um infringente — retruca Bianca, chegando um pouco para trás para olhar Mex.

      — Por favor, me diz que ele vai sair dessa, boneca — pede Mex.

      — Eu espero que sim — retruca Bianca, com um olhar triste.

 

      Os dois deixam de se abraçar. Mex vira a cabeça lentamente e, novamente, observa Moe deitado na cama dentro do quarto de hospital. 

 

      — Vai lá falar com ele — sugere Bianca. — Eu te espero aqui, do lado de fora.

 

      Mex apenas olha para ela sem responder. Logo após uma pequena pausa, Bianca dá as costas e entra na sala de espera que fica logo ao lado, e Mex caminha passos curtos até o quarto de internação. Ao entrar, Mex se aproxima de Moe e o observa, pensativo.

 

      — Olá, M — começa dizendo Moe, com os olhos fechados, chamando Mex pelo apelido que havia lhe dado.

      — Como sabia que era eu quem estava aqui?

      — Conheço você muito bem. Eu sabia que não ia conseguir ficar de repouso por muito tempo. Às vezes parece até que você gosta de quebrar regras.

      — Só quebro quando a vida de um inocente está em risco, quando preciso proteger esse alguém ou, ainda, quando tenho plena certeza de que uma regra é injusta. Mas apenas esse caso é diferente: eu precisava ver você, e me sacrificar parecia o melhor modo.

      — Você é intrigante, meu rapaz.

      — Estou preocupado contigo. Você já está se sentindo melhor?

 

      Moe abre os olhos e suspira. Mex olha para ele, preocupado. Moe reconhece o que seu sobrinho quer que ele diga. Porém, Moe também sabe que não se pode tampar os olhos para a realidade. Então, ele passa a retrucar:

 

      — Mex, nem tudo na vida é como a gente quer. Às vezes o inesperado acontece e nos faz enfraquecer. Então nós caímos no chão, inconsolados com a nossa tristeza. Nem sempre o futuro é do jeito que a gente quer que seja.

      — Você vai sair dessa.

      — Eu espero — retruca Moe, pousando uma de suas mãos sobre a mão de Mex e sorrindo para ele, um sorriso fraco. — Quero que me prometa uma coisa, meu rapaz.

      — O quê?

      — Proteja sua prima, a Amanda. Não deixe que ninguém a magoe ou a cause mal. Por favor.

      — Pode deixar. Vou mantê-la sempre segura comigo!

      — Muito bom! Era isso o que eu esperava ouvir! Mas tem mais outra coisa... 

      — Pode falar.

      — Quero que lute até o fim pela sua liberdade. Quero que lute e nunca desista. O forte sentimento que existe entre você e Bianca é único e só acontece uma vez na vida. Esteja sempre do lado dela, de todos que você ama e daqueles mais que um dia virão a cruzar o teu caminho, que precisarão de você, e os proteja!

      — Pode deixar, tio. Eu prometo que vou fazer exatamente como me pediu — retruca Mex. — Mas por que está me dizendo essas coisas? 

 

      Moe olha para Mex em silêncio. Um silêncio profundo e perturbador. Moe, por fim, retruca:

 

      — Eu sinto que resta pouco tempo para mim.

      — Não fala besteira, tio. Você vai sair bem dessa. Tenho certeza!

      — Você fala com convicção, igualzinho ao seu pai. Era desse jeito mesmo que ele dizia que ia conseguir conquistar o coração da sua mãe.

 

      Moe abre um sorriso fraco. Ocorre uma longa pausa. Ele parece se lembrar de algo que repentinamente o diverte. De uma hora para outra, Moe começa a dar risada, uma risada fraca e baixa. Mex olha para Moe, sem entender direito do que ele está rindo, e passa a perguntar:

 

      — O que foi?

      — Nada. Só estou lembrando de uma vez, quando eu e o seu pai éramos mais jovens.   

 

      Mex olha para Moe atentamente, completamente curioso. Moe vê o interesse no assunto nos olhos de Mex, e continua dizendo:

 

      — Eu e o seu pai estávamos em uma festa. A gente estava dançando na pista quando ele de repente parou e ficou olhando petrificado numa direção. Eu segui o olhar dele e percebi que ele olhava fixamente para uma moça mais adiante. Podia ter sido qualquer outra, mas ele havia ficado gamado por uma moça simples: uma garçonete. Seu pai estava apaixonado por aquela simples moça reverse, sem dinheiro, sem posses, nem poderes.

      — E essa moça era...?

      — A sua mãe.

 

      Moe leva o olhar para o teto e fica pensativo. Logo após, ele prossegue:

 

      — Quando os dois casaram, seu pai deu um colar de pura prata pra sua mãe. Era presente de casamento, mas ela se recusava a aceitar, pois o presente era muito caro. Porém, naquele dia, seu pai disse à sua mãe: ''Esse colar se tornará o símbolo do nosso amor. Um amor que nunca poderá ser destruído. Ele significa nossa união''. Eu me lembro de cada detalhe, como se ele estivesse de frente para mim falando novamente essas palavras, me explicando como disse a ela.

 

      Mex se deixa cair os olhos, pensativo. Moe retira algo do bolso da calça. É um colar de prata. Mex o olha, surpreendido.

 

      — Onde você arranjou esse colar? — pergunta Mex.

      — Esse foi o colar que seu pai deu à sua mãe. O colar que lhe falei. E você deve estar se perguntando o que estou fazendo com ele.

      — Pois é.

      — Bem, há algum tempo, seu pai me pediu para que eu entregasse o colar a você quando encontrasse sua outra metade. Ele pediu para você o entregar a ela, a sua amada. E aqui está — diz Moe, entregando o colar nas mãos de Mex.

 

      Mex o toma em suas mãos e o observa, pensativo. Ocorre um momento curto de silêncio. Mex volta o olhar para Moe. Este, por sua vez, começa a dizer:

 

      — Cuide bem desse colar, meu rapaz. Ele agora está em suas mãos.


Notas Finais


Oiiiieeee. Sem querer pedir nada não, mas hoje é meu niver. 🙈 Se alguma alma caridosa puder me dar votos e comentários de presente, eu ficarei suuuuuuuper mega hiper feliz. kkkk (mandando indireta pro coleguinha). Enfim, amo cada um de vocês 😍 e estou esperando meu presente. 😂 Espero que curta o restante da história. Beijos. ❤️


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