História Ciclone: A Origem dos Reverses - Capítulo 41


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Ficção Cientifica, Mistério, Romance, Suspense
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


NÃO PERCA NENHUMA POSTAGEM!!!!! Adicione este livro à sua lista de leitura e fique por dentro 😘😍😊

Capítulo 41 - Novo aliado


      De dia, às seis horas da manhã...

      Tornado, comandante geral e líder militar no planeta Giguex, está caminhando pela floresta Divisa, a maior floresta de Carrex — ela recebeu esse nome por ser a grande floresta que separava a terra dos honestos da terra dos criminosos, na época de Billy e Jason.

      Tornado é um alienígena que mora no planeta Giguex — planeta com habitantes muito parecidos com os marcianos. — Tornado é um grande herói e líder de tropas militares em seu planeta. Além disso, ele é filho da mais famosa juíza, que pratica sua profissão em vários planetas, chamada Terrena, superiora de Giguex. 

      Tornado tem a cor de pele esverdeada, um verde escuro, olhos com o formato de losango e totalmente amarelos. Sua cabeça também tem formato de losango, arredondada nas pontas e fina. Tornado possui esse nome justamente por ter uma incrível habilidade: a capacidade de ter todo o poder da tempestade e dos grandes e alarmantes desastres naturais — como o próprio tornado, — na palma da mão.

      Tornado sai da floresta e caminha em direção à Casa dos Heróis, onde é o seu destino. Ao chegar lá, Tornado bate na porta. Enquanto isso, dentro do esconderijo da Casa dos Heróis, Maxim, Mex e Gayber estão na sala e são os únicos despertos. Ao escutarem o barulho de batidas, ficam todos em alerta, preocupados com quem pode estar por detrás da porta.

 

      — O que foi isso?! — diz Mex, surpreso por alguém ter batido na porta, apresentando preocupação. 

      — Quem será? — sussurra Maxim. 

      — Deixem comigo. Eu vejo quem é — retruca Gayber levantando-se e caminhando passos curtos e cautelosos em direção à porta. Ele leva a mão à calça e retira uma arma de fogo da cintura. 

 

      Gayber se aproxima da porta com a arma em punhos. Ao chegar perto, ele olha para Mex, dando sinal para ele se aproximar também. Mex então, após o sinal, se levanta, leva a mão à calça e dali retira uma arma de fogo.

      Caminhando em direção à porta com a arma em punhos, Mex se encosta na parede, com a arma posicionada ao lado da cabeça, apontada para cima, e logo dá sinal para Gayber abrir a porta. 

      Gayber abre a porta e os dois se aproximam, apontando a arma para Tornado. Tornado leva as mãos ao alto, dizendo, surpreso após levar um susto:

 

      — Calma! Isso é jeito de tratar a visita? — diz Tornado, fazendo uma pergunta retórica. Tornado desvia os olhos para Gayber.

      — Tornado — Gayber pronuncia o nome do sujeito enquanto abaixa a arma. — Relaxa, Mex. Tá limpo.

 

      Mex abaixa a arma, perguntando, desconfiado:

 

      — Quem é ele?

      — É um parceiro. Está aqui para nos ajudar. Mas, especificamente falando, ele é líder de tropas militares em Giguex. É um dos mais conhecidos comandantes de lá.

      — Nunca ouvi falar de você — alega Mex, observando o indivíduo de cima a baixo, desconfiado.

      — Prazer, campeão. Eu sou filho da Terrena, superiora do planeta Giguex e uma das juízas mais conhecidas de toda galáxia — explica Tornado, sorridente.

      — Também nunca ouvi falar dela — alega Mex, sério, ainda mais desconfiado.

      — Relaxa, cara. Ele é um de nós — tranquiliza Gayber.

 

      Maxim surge ao lado dos três, surpreso com a aparência nada familiar de Tornado. Ele cumprimenta o sujeito:

 

      — E aí. Beleza?

      — De boas — retruca Tornado, abrindo um sorriso simpático.

      — Você não é nem um pouquinho humano — comenta Maxim. — Isso é maneiro.

      — Como nos encontrou? — indaga Mex, dirigindo-se a Tornado.

      — Eu chamei ele — retruca Gayber.

      — Cara, quando recebi a notícia de que vocês haviam conseguido fugir e vir para Carrex, fiquei muito animado — comenta Tornado. — Eu soube que Félix quer derrubar vocês usando uma lei injusta, sendo que ele mesmo quebra várias regras. Por isso, estou aqui. Não quero que matem gente inocente.

      — Ele quebra muitas regras — Mex enfatiza.

      — Vim aqui para oferecer minha ajuda a vocês. Estou hoje fazendo uma parceria com a equipe — argumenta Tornado.

      — Foi mal, cara, mas nem te conhecemos direito — retruca Mex, pensando se deve ou não confiar nele.

      — Mano, fica tranquilo — responde Gayber, pondo uma das mãos sobre o ombro de Mex. — Eu conheço ele. É um dos nossos. Se você confia em mim, então pode confiar nele também.

 

      Mex reflete e pensa bastante no assunto, indeciso. Ele direciona o olhar para Gayber e depois volta o olhar para Tornado. Segundos depois, Mex finalmente decide confiar no amigo que garantiu que tal sujeito estranho é confiável.

 

      — Seja bem-vindo então, meu amigo. Hoje você é um dos nossos! — diz Mex, estendendo a mão.

 

      Tornado estende a mão também e os dois apertam as mãos.

 

      — Agora somos parceiros, campeão! — Tornado se dirige a Mex.

 

      Ocorre uma pausa. Tornado começa a argumentar:

 

      — Se vocês quiserem, podem se esconder em Giguex. 

      — Valeu, parceiro, mas não é necessário — retruca Mex.

      — Félix tem muita gente do lado dele, Mex. Os comparsas dele são fortes. A maioria dos reverses em Carrex são criminosos e trabalham pra ele. Vocês não vão estar seguros aqui, vai por mim. Estão cercados e em menor número. Em Giguex, estarão correndo menos perigo — alega Tornado. 

      — Eu não sei — Mex olha para Gayber e para Maxim, perguntando: — O que vocês acham?

      — Eu estou contigo no que decidir — retruca Maxim.

      — Tornado pode ter razão, mas acho que precisamos de tempo para pensar. Acabamos de chegar em Carrex — comenta Gayber.

      — Tranquilo — compreende Tornado. — Eu posso passar o dia com vocês? Fiquei sabendo que os comparsas do Félix estão fazendo ronda por aí.

      — Tranquilo. Tu pode ficar conosco, então — retruca Mex.  

 

                      *

 

      De madrugada, todos os da Casa dos Heróis já estão dormindo. Todos em seus devidos lugares. Tornado passou o dia inteiro com os Aliados. Agora ele está dormindo na sala, em cima do sofá.

      Os Aliados estão dormindo profundamente quando, de repente, escuta-se um forte barulho de explosão.

      São duas horas da manhã.

      Parece ter ocorrido bem próximo à Casa dos Heróis. Mex acorda com um pulo, tomando um grande susto e falando alto:

 

      — O que foi isso?!

 

      Maxim surge repentinamente abrindo a porta do quarto de Mex e argumentando com impaciência, ainda desperto há algum tempo, se dirigindo a ele:

 

      — Levanta, Mex! Acho que jogaram uma bomba próximo ao nosso esconderijo.

      — Vamos até a sala para ver o que está acontecendo.

 

      Mex se levanta. Quando Maxim se apressa para retirar-se do aposento, Mex parece ter esquecido algo. Portanto, ele segura Maxim pelo braço e diz:

 

       — Espera!

 

      Maxim se vira e olha para Mex. Mex gira para trás devagar e apanha uma arma de fogo que se encontra em cima de um criado mudo, ao lado da cama — o revólver dele, — e a põe dentro da calça, dizendo:

 

      — Vamos!

 

      Os dois caminham vagarosamente até a sala, com muito cuidado para não fazer muito barulho. Ao chegarem lá, Mex avista, pela janela e ao longe, Félix do lado de fora da casa, acompanhado de Black e de Tigre Cauda-de-Titânio — eles haviam jogado uma bomba próximo à Casa dos Heróis.

 

      — Como nos encontraram? — pergunta Mex em voz alta, para si mesmo. 

 

      Não se escuta nenhuma resposta, até que de repente todos os Aliados, inclusive Tornado, que estava dormindo no sofá, surgem correndo e se agrupando junto a Mex e Maxim. 

 

      — Como foi que encontraram nosso esconderijo? — pergunta Kall.

 

      Tornado surge caminhando e entrando no meio de Kall e de Mex, dizendo:

 

      — Eles devem ter nos rastreado de algum jeito, ou algum reverse aliado dele deve ter nos visto entrar aqui.

 

      Mex passa a ficar extremamente aborrecido. Ele se vira para Tornado, passando repentinamente a encará-lo com um olhar de fúria, enquanto diz grosseiramente, acusando-o:

 

      — Foi você quem nos entregou! É por isso que veio até aqui: para que eles descobrissem onde estamos.

      — O quê?! — diz Tornado, confuso e surpreso. — Claro que não, cara. Eu não tenho nada a ver com isso! 

      — Não queira me fazer de otário, seu filho da mãe! Como eles poderiam nos encontrar assim, de uma hora para outra? Logo que você chegou, eles nos encontraram. Que coincidência. Não acha?

      — Por que eu faria isso? Não há nada que eu poderia ganhar em troca! Não valeria a pena! — diz Tornado, muito paciente.

      — Eu não confio em você!

      — Tenho certeza que não foi ele quem nos entregou, Mex! — diz Gayber pacientemente, se dirigindo a Mex. — Ele não ganharia nada com isso. Muito pelo contrário, ele perderia muito com o povo do planeta dele. Sua moral também seria desmoronada. Afinal, ele é o comandante geral, líder de tropas militares. Ele precisa dar o exemplo. O pessoal leva isso muito a sério em Giguex.

      — Vejam o que eu encontrei, pessoal — anuncia Amanda enquanto caminha ao encontro dos outros Aliados, segurando algo. — Eu encontrei isso preso na orelha do Eric. O que será?

     — Deixa eu ver, Amanda — pede Gayber, observando o pequeno aparelho que Amanda está segurando em suas mãos. Amanda o entrega e ele o apanha em mãos. 

 

     Após observar o objeto, Gayber consegue identificar imediatamente, por conta de sua experiência.

 

     — Isto é um mini rastreador — diz Gayber jogando o objeto no chão e o quebrando, pisando com força em cima dele. — Félix deve ter usado para nos localizar.

     — Ele é mais esperto do que eu imaginei — diz Kall. 

     — Desgraçado! — diz Mex, aborrecido.

     — Não esquenta. Vocês ainda podem fugir para Giguex — diz Tornado, com tanta paciência e calma que surpreenderia qualquer um.

 

     Mex caminha em direção à porta, dizendo raivoso:

 

     — Eu vou encará-lo cara a cara, só de sacanagem.

     — Não, Mex. É isso mesmo o que ele quer — diz Tornado, segurando-o pelo braço. — Fica aqui. Minha nave está atrás do esconderijo, perto da floresta. Quando encontrarmos um melhor momento, fugiremos pela porta dos fundos e vamos embora daqui. 

     — Quero mostrar pra ele que eu não tenho medo, que eu posso enfrentá-lo sem temer.

     — Não há necessidade disso, parceiro. Se for, vai dar a eles o que querem.

 

     Mex permanece em silêncio, olhando para Tornado, pensativo. 

 

                             *

 

      Félix ainda está do lado de fora da Casa dos Heróis, à espera de Mex. Até que a porta da frente se abre, e Mex surge. Félix abre um sorriso perverso, e logo passa a dizer:

 

      — Até que enfim, você apareceu. Não aguentava mais esperar — diz Félix, abrindo um sorriso sarcástico.

      — Estava com saudades? — pergunta Mex retoricamente.

      — Pois é — retruca Félix, com sarcasmo.

 

      Kall e Tornado surgem de repente, saindo da casa pela porta da frente. Kall começa a dizer a Félix: 

 

      — Nós somos mais fortes do que você imagina, chapa. Se acha que vai nos derrubar assim, está muito enganado!

 

      Félix estende a cabeça. Ocorre um silêncio longo e profundo. 

 

      — Vocês estão abusando muito da sorte — diz Félix, com um olhar maligno.

 

      Após dizer isso, Félix repentinamente se transforma em dragão e emite um alto e forte grunhido que deixam Kall, Tornado e Mex em alerta. Félix inspira e, dentro da boca dele, fogo começa a se formar. Mex, Tornado e Kall observam a cena agitados e preocupados. Félix expele o fogo de sua boca em direção aos três, mas Kall evita que este chegue perto deles: antes de Félix expelir fogo em cima deles, Kall usa suas habilidades telecinéticas e controla uma porta antiga de ferro que se encontra no chão, não muito longe deles — uma porta grande e resistente, — e a traz para perto, a posicionando na frente deles, impedindo que o fogo chegue neles.

 

      — Bom trabalho, mano — elogia Mex.

      — Valeu — agradece Kall.

 

      Félix para de expelir fogo pela boca e começa a encará-los com um olhar de fúria. Sua mandíbula enrijece e seus olhos começam a ficar vermelhos de raiva.

      Kall larga a grande porta de ferro — a qual ele está controlando com a mente, através das mãos, — e ela cai pesado no chão. Tornado se vira e corre para dentro da Casa dos Heróis, gritando para Mex e para Kall:

 

      — Vamos vazar logo daqui enquanto ainda temos chance!

 

      Mex e Kall viram-se também e correm para dentro da Casa dos Heróis. Após fazerem isso, Félix expele fogo pela boca novamente, incendiando inteiramente a Casa dos Heróis. Lá dentro da casa, todos observam o incêndio, assustados e agitados, sem saber o que fazer. 

 

      — Corram e fujam pela porta dos fundos! — grita Tornado. 

 

       Todos começam a correr. Bianca está tentando correr o mais rápido que pode, mas não consegue e quase cai no chão de tanta dor e fraqueza que está sentindo. Mex passa por perto dela e a carrega no colo, levando-a consigo para junto de seus companheiros.

      Todos eles já estão do lado de fora. Todos observam a nave de Tornado, que está a uns doze metros de distância deles. Mex olha para trás e, por cima do ombro, vê Félix, Black e Tigre Cauda-de-Titânio correndo atrás deles. Para distanciarem-se de Félix e dos comparsas dele, Veloce desidrata seu corpo humano e materializa-se em forma de carro, e todos os Aliados entram no carro mutante, menos Mex e Bianca. Porém, em meio à adrenalina, ninguém percebe a falta dos dois, e Veloce acelera.

      Enquanto Mex corre e tenta alcançar o restante da equipe, Félix retira uma pistola de dentro da calça, aponta para Mex e atira em sua perna. Mex acaba caindo no chão e deixando Bianca cair também.

      Ainda convertido para modo carro, Veloce passa por perto de Mex, e Gayber avista-o. Logo que o vê, Gayber abre a porta detrás do carro mutante e puxa Mex para dentro, sem perceber que Bianca estava ao lado e havia ficado para trás.

      Bianca tenta se levantar e correr. Porém, Tigre Cauda-de-Titânio consegue alcançá-la e segurá-la pelo braço. Logo, ela grita, chamando o nome de Mex.

      Quando percebe que Veloce está dirigindo diretamente em direção à nave mais à frente — e vai acabar deixando Bianca para trás, — Mex começa a gritar para ele em desespero:

 

      — A Bianca! Veloce, freia! A Bianca ficou para trás.

 

      Entretanto, em vez de frear, Veloce faz uma curva com precisão e rapidez e passa a se dirigir em direção a Félix, Black e Tigre Cauda-de-Titânio, velozmente. Porém, quando Veloce está perto do alcance deles, Black faz substituir sua mão robótica por uma arma de fogo, aponta para Veloce e atira. O tiro é certeiro e atinge uma das rodas dianteiras de Veloce. Após receber o tiro, Veloce volta imediatamente à sua forma humana e cai rolando no chão, com um buraco em um dos braços — membro equivalente à roda dianteira, — onde levou o tiro. Todos também caem no chão. Gayber caminha até Veloce, que ainda está caído no chão, e o levanta perguntando:

 

      — Você está bem, amigão?

      — De boa — retruca Veloce. Por causa da adrenalina, ele ainda não sente a forte dor e a queimação intensa do disparo, mas sabe que foi atingido.

 

      Mex se levanta com dificuldade por causa do ferimento na perna, tentando manter-se ereto, e passa a encarar Félix furiosamente.

 

      — Mande seu bichinho de estimação soltar ela agora, Félix! — diz Mex, firme e grosso, referindo-se a Tigre Cauda-de-Titânio.

      — Quem é você para falar assim comigo, moleque? — Félix retruca entre os dentes, fazendo uma pergunta retórica. — Isso já deu! Não está vendo quantos já se feriram por sua causa? Deixa como está e ninguém mais vai se machucar.

      — Nunca! — retruca Mex.

      — Por mim, eu te pegaria pelo pescoço e te massacraria, em vez de machucar a garota. Seria mais gratificante — diz Félix com ar de ameaça, se aproximando de Mex enquanto o encara com a cabeça estendida.

      — Por que não experimenta? — retruca Mex, encarando Félix com ousadia e estendendo a cabeça.

 

      Félix começa a perder a paciência. Seus olhos voltam a ficar vermelhos, e ele continua encarando Mex penetrantemente.

      Moe observa a cena, aborrecido e preocupado com o que Félix pode fazer com Mex. Logo, ele se levanta do chão com rapidez e corre até os dois, gritando:

 

      — Fica longe dele, Félix!

 

      Moe desidrata seu corpo humano, materializa-se em forma de carro e se dirige rapidamente de encontro a Félix, a fim de atropelá-lo. Quando está perto de ser atropelado por Moe, Félix pula em cima do carro mutante, sobe no topo e dá um salto mortal para frente, pousando com os joelhos curvados e a mão no chão. Moe freia, curva e volta à sua forma humana, ofegante, virando-se e olhando para Félix.

      Félix se levanta sem pressa, virando-se e olhando para Moe com ódio em seu olhar maligno. Em meio a um silêncio profundo, escuta-se alguém dizer:

 

      — Wow! Ele manja os lances radicais — diz Veloce boquiaberto, se referindo a Félix, deixando-se escapar tais palavras.

      — Você sabe que ele está errado, então por que o defende? — pergunta Félix, alterado e furioso, se referindo a Mex e se dirigindo a Moe, dizendo com ar intimidador.

     — Isso não é pessoal — retruca Moe.

     — Você sabe o que a lei diz sobre um reverse ter esse tipo de sentimento por um humano, Moe! Sabe muito bem! 

     — Sei, sim. Mas você não tem moral para querer dizer o que é certo e o que é errado. Não é mesmo?

      — Cala a boca! Você está me desrespeitando. Eu não vou tolerar essa rebeldia!

     — Depois de tudo o que você fez, agora está atrás de respeito?! Você não merece nem isso! Você sempre foi uma decepção para todos, desde o dia em que nasceu. Não vai ser agora que tudo irá mudar.

     — Eu não me importo mais — retruca Félix, estendendo a cabeça.

     — Você nunca fez parte de uma família. Só havia uma pessoa que te amava de verdade, e você a destruiu. Seu pai passou a odiá-lo depois de saber que você havia matado a própria mãe. Mas, também, isso não era novidade. Ele sempre soube que você era uma decepção.

     — Tiraram ela de mim! Eu nunca faria nada para machucá-la! Todos me julgam, mas a verdade é que eu sou inocente nesse caso!

    — Que mentira! Mas eu não estou aqui para ficar discutindo com você, Félix. Não preciso gastar minhas palavras contigo. A família, o afeto, o amor maternal e paternal... Nada disso tem a ver com você. Aliás, nunca teve — diz Moe, seca e grosseiramente. — Seu pai tinha razão em te odiar e te desprezar desde o dia em que você nasceu. Você é podre e não merece o amor de ninguém. Você nunca foi amado e não merece que alguém um dia te ame. Você é um monstro. Sempre foi e sempre será. Um verme, um parasita e um verdadeiro monstro sem coração!

      — Chega! — grita Félix, extremamente aborrecido.

 

      Félix se vê extremamente furioso. É esse o momento em que ele não consegue controlar o seu humor.

      Félix tenta controlar seus nervos, mas não consegue. A fúria esquenta seu corpo e seus olhos passam a ficar vermelhos. Ele se joga no chão e então... Repentinamente, num momento de fúria, Félix se transforma em dragão e voa em cima de Moe.

      Tudo ocorre tão rápido. Ninguém teve a chance de impedir Félix. De uma hora para outra, Félix chega perto de Moe, o agarra pelo pescoço com os dentes cravados em sua garganta e o arremessa longe. Moe voa e se choca numa árvore, caindo pesado no chão logo em seguida.

      Mex observa a cena, raivoso e preocupado. Ele caminha o mais rápido que pode ao encontro de seu tio, mancando. Nesse meio tempo, Mex pensa em cada detalhe do que aconteceu, desesperado, torcendo para que seu tio esteja bem.

      Mex finalmente chega perto de Moe. Gemendo um pouco por conta da dor na perna, Mex se agacha ao lado de seu tio e levanta a cabeça dele, passando uma das mãos por baixo de sua nuca. 

 

      — Tio?

 

      Mex se deixa cair os olhos, pensativo. Ele levanta a cabeça e lança um olhar de fúria para com Félix. 

      Silêncio profundo. Félix dá as costas e passa a ir embora ao lado de Black e de Tigre Cauda-de-Titânio.

      Félix nem se quer olhou nos olhos de Moe. Ele não conseguiu controlar o seu lado dragão, que estava furioso e cheio de mágoa.

      Seu lado dragão, considerado uma maldição.


Notas Finais


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