História Ciclone: Fogo e Pólvora - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Batalha, Combate, Espaconaves, Fantasia, Ficçaocientifica, Fugir, Infringente, Intrigas, Lutar, Mutantes, Oficialreverses, Planetasdesconhecidos, Romance
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Palavras 1.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Omitindo o sacrifício


Na Casa dos Heróis, Mex está dentro de seu quarto, sentado na cama, pensando no acordo que aceitou fazer com Félix. Ele está completamente distraído quando Bianca repentinamente lhe surge entrando em seu quarto e olhando para ele. Mex olha para ela, mas não consegue dizer nada.

Bianca percebe a distração e o ar de preocupação que toma conta dele. Ela fica receosa em perguntar se há algo errado.

 

— Estamos vendo um filme maneiro lá na sala. Tem pipoca, mas eu decidi fazer bolinhos pra dividir com você — comenta Bianca, dirigindo-se a Mex, querendo ver se isso o animará.

— Valeu, Bianca. Mas não estou com fome.

— O que houve? — pergunta ela, preocupada. — Você está estranho. Eu acho que essa é a primeira vez que você recusa meus bolinhos. O que está acontecendo?

— Nada demais. Não esquenta — retruca Mex, sem firmeza nessa resposta.

— Você está preocupado com algo? — ela insiste.

— Tem razão. Estou preocupado com o Gayber. Estou pensando em reunir o pessoal pra ir atrás do cara que está procurando por ele — omite Mex.

— É melhor vocês ficarem longe dessas coisas. O Gayber está seguro aqui com a gente. Pra que se arriscar indo atrás desses caras? Isso é perigoso.

— O perigo está em todo lugar. Não há como evitá-lo.

— Está bem. Já que é assim, acho que não tem problema nenhum se eu voltar pra Terra — retruca Bianca, ousadamente, dando as costas e ameaçando ir embora, com a intenção de persuadi-lo.

— Bianca! — exclama Mex, sendo rápido ao puxá-la levemente pelo braço para impedi-la. — Não foi isso que eu quis dizer...

— Você é muito contraditório, Mex. Se acha que o perigo não pode ser evitado, então não faz sentido querer me proteger — Bianca fala com firmeza, e suas palavras o surpreendem. — Você está sempre precisando que eu coloque juízo na sua cabeça. Se você não fosse tão teimoso, eu não precisaria me preocupar tanto.

— Acontece que eu não tenho escolha.

— Por que está fazendo isso, Mex? Não faz sentido querer arriscar a vida desse jeito. Nós estamos nos expondo demais, ou será que você se esqueceu do que aconteceu com o Moe? — diz Bianca, perguntando retoricamente, causando tensão no ambiente e fazendo Mex entrar em reflexão, desviando o olhar em silêncio. — Eu corro perigo porque sou vítima da lei de Carrex; você corre perigo por não deixar a lei ser cumprida; e os Aliados correm perigo por estar enfrentando o Félix ao nosso lado. Será que tudo isso já não basta? Precisamos de mais?

— Não esquenta a cabeça com isso. Eu e o Tornado conversamos com o Félix hoje. Nós conseguimos convencê-lo a fazer um acordo com a gente.

— Que tipo de acordo? — pergunta Bianca, um tanto preocupada.

— Ele mandou dois desafios pra nós: precisamos participar de duas batalhas para resolver os assuntos da liberdade dos Aliados, da dívida do seu pai e da lei de Carrex.

— Mex — ela faz uma pausa, desviando um olhar preocupado e passando as mãos pelos cabelos. — Vocês estão se arriscando demais. Não quero ver o Félix ferir um de vocês. Não quero ver o Félix ferir você.

— Vai ficar tudo bem — retruca Mex, aproximando-a com cuidado para acolhê-la em seus braços e apertá-la levemente, como se quisesse protegê-la de todo mal. — Pelo menos sei que você vai ficar bem.

 

Mex suspira e fecha os olhos enquanto começa a rezar para que tudo dê certo.

Ele se culpa por toda essa confusão que está acontecendo. Mex diz para si mesmo que, se não fosse por causa dele, Bianca não estaria correndo perigo todos os dias. Porém, ele se lembra de que finalmente há uma solução para tudo isso. Pelo menos ela poderá continuar viva. E se Mex tiver que morrer no lugar dela, Bianca ainda assim poderá viver feliz ao lado de outro homem. No entanto, apesar de usar tal argumento interno como uma maneira de consolar a si próprio, Mex não consegue imaginar Bianca ao lado de outro alguém. Essa ideia cria uma ferida em seu peito, abre uma cratera sob seus pés e o faz cair no abismo mais profundo, escuro e solitário de sofrimento eterno.

Mex percebe que estava distraído quando sente Bianca o apertar com força, ainda em um abraço reconfortante. Nesse momento, Mex usa uma das mãos para gentilmente levantar o queixo de Bianca, a fim de olhar no fundo dos olhos dela, hipnotizantes e expressivos. Involuntariamente, ele lhe abre um leve sorriso, e ela retribui. Nesse momento, Mex aproxima o seu rosto do de Bianca, encostando seus lábios quentes nos dela e insinuando seu ímpeto de beijá-la.

Repentinamente, escuta-se leves batidas na porta. Os dois param e escutam a voz de Tornado dizer "Mex?".

 

— Entra aí, parceiro — ele dá permissão, e Tornado gira a maçaneta e para na soleira da porta.

— Foi mal, mas eu preciso falar contigo — Tornado prossegue: — Quando o seu tio morreu, você disse que a casa dele ficaria pra Amanda, mas ela quer vendê-la por trazer muitas lembranças.

— Entendo — Mex compreende, assentindo em seguida.

— Vamos ter que dar uma passada na Terra pra trazer alguns pertences e colocar a casa à venda — completa Tornado. — A Amanda disse que quer ir com a gente pra se despedir do lugar onde ela foi criada, mas não sei se é uma boa ideia.

— Não é. Pede pra ela ficar. Além de ser perigoso, a morte do pai ainda mexe muito com ela. A Amanda já quase entrou numa depressão uma vez. Não quero que isso aconteça de novo.

 

Tornado assente e se retira para preparar algumas coisas para a viagem. Ele empresta sua espaçonave mais cara para Mex — a que tem modo camuflagem, — e Kall, Veloce e Maxim se oferecem para ir junto à Terra, a fim de ajudar o amigo a encaixotar todos os objetos e demais pertences da casa e levar pra nave.

 

*

 

Eles esperam o cair da noite para decolar rumo à Terra — quando se trata desse planeta, o melhor a se fazer é viajar à noite, se a intenção for evitar que os humanos comuns vejam a espaçonave, algo que poderia atrair uma indesejável aproximação.

Mex diz para Bianca permanecer em Giguex, porque pode ser perigoso viajar ao lado deles. Porém, ela não o escuta e se esconde dentro da aeronave.

Depois que Kall, Maxim, Veloce e Mex entram na espaçonave e se dirigem para seus devidos lugares — Kall se senta onde deve ficar o co-piloto e Mex onde deve ficar o próprio piloto, — a nave decola. E quando ela já está no ar, Bianca surge saindo de onde estava escondida e se sentando em uma das poltronas do transporte aéreo. Mex se surpreende ao vê-la, e chega a se enfurecer por achar uma péssima ideia levá-la com eles.

 

— Bianca? O que foi que eu te falei sobre vir junto comigo? — ele a adverte com rigidez, bastante aborrecido por ela não tê-lo escutado.

— O Moe era o pai da minha melhor amiga, e se eu não pude fazer nada por ela antes, eu faço agora.


Notas Finais


Eitaaaa! 😲❤️ Não se esqueçam dos votos e dos comentários, pleeeease 🙈


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