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História Cidade Clareana - Capítulo 1


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Notas do Autor


*[tá lendo e não favoritou pq? Ajuda aí, fantasminha pf]*

Oie pessoal, bom, eu já falei nos agradecimentos da temporada anterior, link lá embaixo!
Então, eu resolvi começar com o piloto contanto tudo de uma vez em vez de enrolar com um prólogo, já que o final da temporada 3 já é praticamente um prólogo [atentos aos detalhes galera]. Espero que vocês goxtem de verdade, e se vc achou esse lugar do além, está é a 5 temporada da séria "Clareana" escrita por mim, Parkeson, sejam bem vindos e como eu já disse, o link das temporadas anteriores vai estar lá embaixo pra que vc possa se atualizar aqui com a gente!

É isso bbs, obrigado por todo o apoio, eé nóis, vlw, flw♥ Boa leitura!

Capítulo 1 - S05: Piloto



Elizabeth on
| 2 anos depois |

A nova cidade fez tanto sucesso quanto eu pensei que faria.

Nós chamamos o continente de Capital, pois aqui é o centro do mundo todo, onde todos podem estar.

Já faz dois anos desde que nos mudamos para cá, e o sistema que impusemos para com os imunes e não-imunes funcionou com sucesso. Todos aqui dentro vivem como se fosse nos bons tempos, esse sim, é o paraíso seguro que qualquer um desejaria ter.

As doações de sangue devem ser feitas a cada dois meses—por parte dos imunes—, todos os cidadãos acima de dezesseis anos devem doar, se opor à doação resultaria em cadeia, e nas piores situações, banimento da Capital. A legislação é clara e a cúpula de vidro que fica sob os muros, circulando a cidade toda, protege dos raios do Sol, além de manter parte do vírus fora. Por enquanto, não tivemos problemas com doações.

As pessoas recém chegadas ficam nas cidades formadas nas ilhas ao redor do continente, em tratamento por dois meses até termos certeza de que a saúde da pessoa está boa, e que não infectará outros. Para isso, temos uma equipe médica impecável.

Temos vários prédios aqui, e o prédio principal, ao qual eu me encontro agora, é a área da sede, onde organizamos todos os projetos para a cidade.

Agora, aprecio a vista à minha frente, a melhor vista do prédio principal, a sede da cidade. O dia está lindo lá fora, e é bom saber que as coisas andam bem.

—Liza!—ouço Brenda gritar meu nome, do outro lado do corredor, viro-me para ela.—Estamos esperando você.

Assentindo com um sorriso que senti falta, caminhei até ela, acompanhando-a lado a lado, até o elevador, que por sua vez, nos levaria até o andar onde a reunião aconteceria, com o conselho. A maioria deles estão velhos, e assim como Logan, logo estariam prontos para passarem seus cargos adiante e se aposentarem. E para quem serão passados esse cargos? Obviamente para os meus amigos. Nós é quem estamos cuidando de toda a organização da cidade. A reunião de agora? É entre nós, como o conclave que costumávamos fazer na clareira. A Capital inteira é como uma grande Clareira. 

—Bom, resumindo, aumentamos em quanto Thomas?—perguntei, olhando seus slides holográficos no centro da mesa.—Seja específico.

—Trinta por cento nos últimos seis meses.—disse ele.—Acho que o sistema de educação e segurança estão ótimos Liza, nós só estamos com um pequeno problema.

—Se fosse pequeno você não estaria enrolando.—retruco.—Diz logo.

Thomas trocou olhares com meu irmão, que estava sentado à sua frente, eu pude prever que depois de tanto tempo na paz, vamos ter algum tipo de confusão.

—A população tá crescendo muito, Liza.—disse ele, mostrando-me os dados de pessoas que estavam aqui seis meses atrás, e agora.—Tá aumentando de um jeito inexplicável.

—Temos projetos de mais prédios pra esse ano...

—Lotados.—retrucou Minho.—Todos lotados.

Respirei fundo, entendo o ponto aqui. O espaço estava começando a ser um problema, eu temia que isso fosse acontecer, mas não tão rápido.

—Nós fizemos a contagem que você pediu.—prosseguiu Minho.—O grupo na América do Norte, aquele que se formou na base do CRUEL...

—A cidade que nós destruímos? Denver?—questionou Brenda, seu cenho franzido.—Formaram um grupo lá?

—Reergueram.—explicou Gally.—É como uma cidade grande, cheia de cranks.

É verdade. Nossos satélites localizaram uma grande quantidade de população lá perto. Todos infectados, sem exceção. Era como um enorme palácio de cranks, e o meu objetivo era trazê-los para cá. Por isso fizemos projetos com mais prédios, para este grupo vir e se livrar do fulgor, mas se eles vieram, ficaremos lotados, porque são muitos.

—Têm muitos deles lá maninha, se trouxermos eles, vamos ficar opacos e em desvantagem.—falou Gally.—Minha sugestão é deixar eles por lá, são todos cranks mesmo não tem nada que possamos fa...

—Chega!—gritei ficando em pé e com a raiva que brotou em meu peito, soquei a mesa. A dor não me incomodou naquele instante, e o colar que uso desde sempre pendurou-se em meu peito.—Gally, cranks ou não, são pessoas, pessoas com histórias que precisam de ajuda, e eu não sei se estou sendo clara mas não damos as costas pra ninguém!

Todos ficaram quietos. Eles sabem que eu odeio quando falam assim, não é preciso dizer porque, e ninguém melhor para entender isso do que Tom, nós já sentimos na pele o que é perder alguém pra essa droga de vírus.

—Desculpa.—falou Gally, enquanto eu voltava a me sentar, tentando acalmar os nervos.—Você sabe que não foi o que eu quis dizer.

—Façamos assim...—diz Jorge, tomando entonação em meio ao silêncio constrangedor.—Vamos expandir.

—Expandir, Jorge?—questiona Thomas.—Pra onde?

Jorge abriu o mapa-mundi na mesa, o que mostrava nossa localização, e todos os outros territórios. Isso me deu uma ideia do que ele pretendia.

—Podemos tentar expandir aqui pra cima.—referiu-se aos lugares antigamente conhecidos como Vietnã, Malásia e Tailândia.—A nossa base aqui, na ilha maior, está indo bem com as Valkírias, não é Brenda?

Valkírias são o grupo de mulheres guerreiras que provavelmente você deve conhecer da mitologia Nórdica. No nosso caso aqui na cidade, são as mulheres que se arriscam no mundo à fora, trazendo recém chegados para cá. Brenda é a líder delas, está na liderança das Valkírias recrutas. Ela acabou por se tornar uma das melhores no mano a mano, e por isso, ela treina as novatas.

—Bom, não tivemos problemas.—disse Brenda, dando de ombros.—Não me parece que tem gente consciente lá além de cranks em estado terminal.

A ilha maior é a antiga Indonésia, lá é o foco, é o centro de todo o armamento das Valkírias, já que lá é a fronteira da cidade com o resto de um vasto território que pode vir a ser atacado.

—Muito bem, começamos uma expansão pra lá, o que acha?—propõe Jorge.—Se nós expandirmos o território desde já, não vamos ter problemas com a chegada de pessoas por um bom tempo.

A ideia era boa, muito boa. Eu não planejava começar uma expansão agora, não depois do que aconteceu dois meses atrás, mas a vida segue e agora, é o melhor que eu tenho a fazer.

—Muito bem.—digo.—Thomas e Minho, liderem uma escolta no território que o Jorge especificou, tudo bem?—faço uma pausa enquanto eles assentem.—Brenda, quero algumas Valkírias com eles, Gally cuide daqui enquanto eu não estiver, ok?

—Espera aí...—contrapôs meu irmão.—Você vai pra onde?

—Alguém sensato tem que ir pra Denver pra ter um papo com o líder deles, não acha?—falo, explicando o que para mim era o mais óbvio.—E nenhum de vocês vai conseguir chegar em um acordo, porque eu conheço vocês.

—Você vai deixar a cidade numa época dessas?—Gally deixou essa frase no ar, e eu pude reparar em como ele e Minho trocaram olhares.—Negativo.

—Gally, você não vai me impedir, eu vou fazer um trato com eles e ponto.

—Então alguém que saiba reconhecer gente pilantra vai com você.—prosseguiu meu irmão, direcionando seu olhar para Jorge.—Me faz esse favor?

—Com prazer, hermano

Não é como se o Gally mandasse em mim ou nas decisões que eu fosse tomar, mas se fosse pra ele ficar menos preocupado com o Jorge vindo ao meu lado, então tudo bem.

—Partimos ao anoitecer.

[...]

Depois que a reunião terminou, cada um seguiu para o seu setor, aliás, Thomas e Minho não perderam tempo e já se dispuseram a ir trabalhar e preparar sua equipe, enquanto isso, Brenda acompanhava Gally e eu até a entrada do prédio, onde ela pegaria sua moto e já iria tratar de ir até o local de treinamento das Valkírias e do exército, ou da guarda civil, que não era tão longe daqui, ficava ao Sul. 

—Eu só espero que a Harriet decida de uma vez se vai querer vir pra cá ou não.—comentou Brenda, pegando a chave de sua moto.—Sério, ela é durona, cuidaria da liderança melhor que eu.

À este ponto, já estávamos passando pela porta da frente, direto para a cidade.

—Ah, eu acho que não...—discordou Gally.

Brenda sorriu e como de costume eles se despediram com aquele tipo de selinho. Se eu me sentia de vela? Às vezes, pelo menos essa sensação começou dois meses atrás. Quando as despedidas acabaram, ela acenou pra mim, obviamente recebendo um sorriso da minha parte, e então, caminhou até seu veículo. Gally por sua vez, começou a caminhar ao meu lado com aquele velho sorriso bobo que mantinha na face.

—Gally olha, desculpa por ter surtado antes...—falo, atravessando a rua.

—Relaxa, eu entendo.—falou, dando de ombros.—É aquele mês, sabe, e ainda por cima você e o Zac...

—Argh...—resmungo, revirando os olhos.

As pessoas começaram a gostar tanto de ver Zac e eu juntos, até Gally se acostumou e agora que acabou, é como se não conseguissem aceitar. Ao revirar os olhos, abro a porta da padaria, ouvindo o sininho tocar, e como de costume, Maria, uma senhora morena de cinquenta e cinco anos, nos aguardava.

—Ah, Elizabeth!—exclama ela, exibindo seu sorriso juvenil.—Como sempre, você veio.

—Olá, Maria.—devolvo o cumprimento.—O Caçarola tá?

—Hoje não querida, é sexta.—disse ela.

Franzo o cenho, assentindo, tinha me esquecido disso. Caçarola decidiu como o previsto, continuar cozinhando. O restaurante dele é o de mais sucesso nessa parte da cidade, à noite, ele vai para o restaurante, mas durante as manhãs e tardes, geralmente ele está aqui na padaria em frente à sede. Como hoje é sexta o restaurante lota, e ele deve ir pra lá mais cedo.

—Verdade, me esqueci.—digo, me dando conta de como tudo passou rápido essa semana.—Bom então, quero o de sempre.

—E para o seu irmão?

—Quero um café expresso de avelã.—disse Gally e sorriu.

Enquanto Maria preparava nossas bebidas, Gally e eu nos assentamos no balcão para aguardar. Nunca me senti tão relaxada em toda minha vida. O lugar aqui era confortável, Caçarola escolheu um verde que não deixava o ar tão sombrio, mas lembrava a clareira com toda a madeira e as cores em branco misturados.

—Liza, eu sei da história, mas me confirma uma coisa.—falou Gally, iniciando um papo que, pelo seu tom, eu não ia gostar.—As coisas com o Zac, acabaram mesmo?

—Eu terminei pra valer.—respondi, séria.—Eu terminei e não me arrependo.

—Mas sente falta.

Suspirei, nervosa. Gally às vezes gosta de me deixar tão louca quanto eu estava começando a ficar. O único assunto que eu tenho tentado evitar era o Zac, e mesmo assim, Gally insistia, e eu não entendo o porquê disso.

—Você ficou sabendo o que ele anda fazendo?

—Gally eu terminei com ele, não vou ficar procurando saber o que ele faz ou não!—exclamei, mas sem chamar tanta atenção para nós.—Eu não te entendo, sabe? Por que você anda insistindo tanto?  

Meu irmão se calou, e não respondeu de imediato, apenas desviou seu olhar para o chão.

—Porque enquanto você estava com ele, eu te via sorrir mais.—respondeu, logo, Maria nos trouxe o pedido, nós sorrimos mas não nos levantamos ainda.—É que você parecia mais feliz quando estava perto dele.

—Gally eu não preciso de homem nenhum pra ser feliz.—deixei gorjeta para Maria e só então me levantei.—Além do mais, eu tenho a família mais incrível e o irmão mais chato de todos, como eu poderia ser infeliz?

Ele me abraçou de lado e sorrindo, saímos da padaria, voltando para a rua. Era hora de voltar a trabalhar agora. Ah, como eu estava cansada, a minha sorte era poder escolher pra qual setor eu iria agora.

—Vai voltar pra sede comigo?—perguntou Gally, enquanto o sinal estava fechado.

—Logan quer me encontrar.—digo, olhando a hora no relógio.—Ele disse que quer me mostrar algumas coisas antes que fique muito ocupado com as preparações.

Em três meses, eu me torno a nova Chanceller, estava falando dessas preparações.

Gally assentiu, depositou um beijo em minha testa e dirigiu-se à sede. Já eu atravessei a rua, indo até o estacionamento, onde peguei meu carro, coloquei o cinto e logo, estava na rua, e pronta para ir até Logan antes de então, viajar com Jorge para a América, quem sabe eu não dou um oi para o Vince e os outros.

As ruas por aqui estavam lentas, como se tivesse havido algum acidente por perto.

Inquieta, remexo-me no banco, tentando enxergar o que acontecia do outro lado da esquina. Estava quase curvando-a quando vejo alguns dos guardas civis, contornando os carros para o outro lado da rua, porque como eu previ, houve um acidente. Uma moto estava caída no chão, e um carro estava com o capô amassado. Não haviam ambulâncias no meio do caminho, então não deve ter sido nada grave.

Eu estava prestes a dar a volta como todos os outros carros, quando cruzei meu olhar com o dele. Era Zac, ele estava contornando o trânsito. Mesmo sabendo que era de se esperar que ele cuidasse de coisas assim, ainda senti meu estômago tremer de leve quando encontrei os olhos azuis, afinal, faz tempo que não o vejo. Curiosa, abaixo o vidro parando de dirigir e então, ele se aproxima, apoiando-se no meu carro.

—O que aconteceu?—questiono, franzindo o cenho.

—Um cara louco que não sabe que andar de moto.—respondeu ele.—É só um garoto.

—Mas ele desacelerou na curva?—volto a perguntar.

—Te dou detalhes num jantar hoje à noite, que tal?—provocou, com o sorriso que eu mais gostava.

Fechei a cara pronta para erguer o vidro novamente, mas precisava dar uma resposta àquilo antes de de ir embora.

—Zac eu disse que era pra valer.—digo, firme.—Não insiste.

—Eu só queria entender o porquê. 

—Você sabe o porquê.

E então, dito isso, ergui o vidro, obrigando-o a se afastar, enquanto ouvia as businas, voltei a dirigir, saindo de lá. Enquanto estava na estrada, pronta para ir até o laboratório onde Diana trabalhava, onde Logan disse que me esperaria—o que eu achei estranho, afinal por que ele iria querer me encontrar em um laboratório médico?

Curiosa, e talvez desconfiada, apenas permaneci mais cerca de quarenta minutos dirigindo, até finalmente chegar ao meu destino. Estacionei na rua mesmo, e ali deixei o carro. Fui até o portão, que pediu minha digital e facilmente, consegui entrar, passando pela recepção, percebi que Logan conversava com Diana.

—Logan?—chamei-o, me aproximando. Assim que ambos repararam minha presença, Diana sorriu, assim como ele.—Queria me ver?

—Olá, Elizabeth.—disse ele.—Bom Diana, eu vou indo, por favor apague os dados de entrada das câmeras do elevador.

—Pode deixar, e olá Liza.—falou ela, passando por mim, e indo para outro lugar.

Assentindo na direção dela, senti Logan tocar meu ombro, indicando que eu deveria segui-lo, como fiz. Alguns corredores adiante, passando por algumas pessoas que iam e vinham de lá pra trabalhando, estávamos dentro do elevador, finalmente em silêncio.

—Logan, eu to ficando preocupada.—digo, após um longo suspiro.—O que tem pra me mostrar de tão importante aqui?

Ele não me disse nada além de lançar um olhar profundo, um olhar preocupado que aí sim, quis me dizer que a partir de agora, o assunto é sério demais para ser deixado de lado.

—Ser Chanceller exige muita responsabilidade, Liza.—disse ele, após um bom tempo.—Exige usar a razão além da emoção, exige aplicar as regras...—fez uma pausa, à este ponto, já estávamos passando do térreo, e indo para o subsolo.—Mas também é sobre saber quando não aplicá-las.

—Ta querendo me dizer o quê?

—Que quando você for Chanceller vai ter que fazer escolhas difíceis, vai ter que saber quando punir, quando não punir.—engoliu em seco.—Ou quando esconder um segredo de todos.

Achei que estava entendendo o que ele queria me ensinar, mas quando disse aquilo, percebi que não queria somente me ensinar alguma coisa, queria também me mostrar algo, algo que provavelmente seria um segredo muito profundo.

Não perguntei mais nada dali em diante, apenas permaneci tentando entendê-lo. Nunca vi Logan daquele jeito, como se estivesse com a consciência pesada, mas mesmo assim, ainda sabia que estava fazendo o que era certo. Isso é ser Chanceller? É assim que se sente?

O elevador parou, indicando o andar subterrâneo 13-B.

—Chegamos.—disse ele, notando as prontas se abrirem, mas ele ainda não saiu.—Quero que me prometa que vai se conter com o que eu vou te mostrar.

—Me conter?—falo, intrigada.—Depende.

Logan suspirou, fechando os olhos.

—Quero que me prometa que vai guardar segredo.—pede, mais como uma imploração.—Prometa como futura Chanceller.

Não sabia se eu faria certo fazendo uma promessa daquelas, mas eu confiava no Logan, e se ele dizia que era melhor que ninguém mais soubesse, e confiaria aquilo à mim, devia ter uma boa razão.

—Tudo bem, eu prometo.

Com um olhar aliviado, ele sorriu, e só aí, caminhou para fora do elevador. Ele andou por um corredor estreito que nos levou à uma porta, com sua digital, abriu-a, direcionando-se para uma sala envolta com vidros que provavelmente estavam ali para limpar o ar, ou purificá-lo. Logan parou, fazendo-me parar como ele.

—Olha só, tenta se controlar, ta bem?

Foi tudo o que ele disse antes de abrir uma outra porta de vidro, revelando o que havia naquela sala. Pessoas, pessoas com queimaduras, em tratamento e alguns médicos ali, cuidando deles. Não eram tantas, mas ainda sim era tratados muito bem, como se fosse tratamento especial.

—O que é tudo isso?—perguntei, reparando o lugar.

—Essas pessoas foram encontradas em Denver, Liza.—disse, parado assim como eu, olhando em volta.—Estão aqui porque tem problemas sérios, fraturas na coluna vertebral, em ossos vitais, ou hemorragia interna, e coisas complicadas.

—Mas por que estão escondidas?—questionei.

—Porque trabalhavam pro CRUEL.—disse, iniciando passos curtos por entre as macas em que eles se encontravam.—Todos eles, estão em risco de vida ou morte e devem ser escondidos até que melhorem e possam sair e viver.

Ainda não entendia muito bem o lado dele, o porque de querer manter tudo isso segredo. O CRUEL já era, não vai mais nos incomodar, então pra quê? Por que será que tem tudo isso aqui?

Conforme ele caminhava, eu apenas acompanhava em silêncio.

—Você deve estar confusa, mas quando ver quem eu quero que veja, não vai mais estar.

E dito isso, ele abriu caminho para uma outra sala, e passando por aquela porta, eu entendi seu ponto no momento em que coloquei meus olhos na pessoa que estava ali, sendo tratada.

—Meu Deus.—digo.—C-como?

—Está em tratamento desde que encontramos Denver.—respondeu.—Há outros que começaram o tratamento na mesma época e já estão lá fora, a situação é crítica à quatro anos, mas agora, começou a melhorar, já não está mais em coma e às vezes consegue acordar, falar... não se lembra de nada antes daqui, mas temos progresso.—fez uma pausa, virando-se para mim.—É disso que você tem que cuidar, eu gostaria que você se concentrasse daqui pra frente, pelo menos duas vezes por semana nesse lugar, em segredo.

Havia feito uma promessa que eu teria que cumprir, agora mais ainda, porque eu preciso ajudar essas pessoas, e ver quem eu vi ali, em tratamento, foi o que mais deixou minha cabeça pirada nesse fim de semana.

—Merda.


Notas Finais


•Quem será que está nessa ala secreta??
•Referência a THE 100 neste capítulo, adivinhem qual??

Link das temporadas anteriores:
[1 à 3: https://www.spiritfanfiction.com/historia/only-10-12291979]
[4: https://www.spiritfanfiction.com/historia/para-sempre-clareana-16798901]

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