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História Cidade Clareana - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oi galera! Tuudo bom?
Faz uma meia hora que eu to tentando postar alguma coisa e nada sai argh!
Enfim, aqui estamos nós e ah, LEIAM AS NOTAS FINAIS e outra, ESTA TEMPORADA VAI TER ENTRE 50 E 60 CAPÍTULOS, FIQUEM LIGADOS!

Capítulo 8 - S05: Diversão na Liberty


Elizabeth on

As ruas estavam chuvosas, e eu? Exausta. Gally insistiu que eu deixasse meu carro na garagem da sede, desta forma, íamos para casa juntos, na preciosidade dele. Nunca pensei que meu irmão seria do tipo que daria valor para carros como o dele, mas de qualquer forma, ainda era o idiota do meu irmão.

Aproveitava a oportunidade de estar assim em silêncio, descansando, escorada na janela do carro, olhando para a chuva lá fora que se estendia, ficando cada vez mais forte. Só o que eu queria era poder ir embora e descansar. Porém, fui obrigada a franzir o cenho, estranhar o caminho, olhar a hora no relógio e desencostar da janela do carro, curiosa.

—Gally, essa não é o caminho de casa.—falo, voltando meu olhar para ele, quem concentrado estava na estrada.—Onde vamos?

—Você vai ver, já estamos chegando.

—A ideia não era descansar?—digo, um tanto quanto séria.—Pensei que ia pra casa dormir.

—Tem várias formas de descansar do trabalho, uma das formas é o lazer.—diz ele, convencido.—Vamos nos divertir.

—Lazer?!—retruco, ainda contra qualquer que fosse a ideia dele de diversão.—Meu lazer é ir até o clube de tiro e sacar minha arma!

Gally gargalhou, me encarou e viu que eu não achei graça nenhuma, nem se quer havia usado sarcasmo pra isso, estava zangada e com mal pressentimento, queria ir dormir. Em silêncio, meu irmão se concentrou na estrada.

—Qual é, não são nem sete e meia, relaxa.—fez uma pausa. Mas eu o encarava nada contente, e essa energia negativa que ficou sobre ele, o fez me encarar novamente, entendendo que eu não concordaria.—Certo só até meia noite, tudo bem? Se passar da meia noite e você não quiser ficar, pode pegar o carro e ir embora você mesma, combinado?

Não, eu não queria concordar, e se fosse pela minha vontade eu não teria concordado. Mas não gostava da ideia de deixar meu irmão ir onde quer que fosse sozinho. Então, tendo em vista que não havia muitas opções para mim, se não concordar e ficar até meia noite pelo menos.

—Certo, Gally, você venceu.

Gally virou algumas esquinas até se aproximar de um lugar que eu bem conhecia, e costumava vir todo fim de semana até dois meses atrás, quando as coisas começaram a ficar estranhas com o Zac. Depois daquilo, nunca mais voltei ao Liberty—uma balada, danceteria— e nunca mais me lembrei o gosto de estar em lugares assim, a verdade é que me arrependo de vir.

Gally me paga!

Não demorou muito e meu irmão estacionou bem em frente ao lugar. Ansioso, tirou o cinto, olhando para mim.

—E aí?—disse ele.—Que tal?

Perante sua pergunta, solto um riso abafado, tão falso quanto minha vontade de ter saído da sede para "descansar", segundo a percepção deles. E após aquele riso, rapidamente seguro a nuca de meu irmão, empurrando sua face para frente e fazendo-o bater a cara—o nariz, especialmente— no volante do carro. Estava doida para fazer isso.

—Mas que merda!—resmungou ele, massageando o local.—Mas o que...

—Isso é pra você aprender a não armar mais nada pra cima de mim.—digo, séria, pegando minha blusa, antes de retirar o cinto.—Agora, vamos, antes que eu pegue o carro. 

Gally não protestou mais, apenas fechou a cara, dramático, permaneceu com a mão no nariz, pelo menos até pagarmos a entrada do Liberty, e não foi preciso abrir as portas para que eu ouvisse o som de música e adolescentes, ou melhor, pessoas de idades variadas, cantando ou gemendo conforme a letra ou a batida. Só de ouvir aquilo, eu já sentia um nojo interno.

Homens abriram as cortinas, revelando o lugar frio e escuro como a noite, cheio de luzes que funcionavam como pisca-piscas, eram a única iluminação presente na entrada desse lugar.

—Gally, você não acha que...—olhei em volta, não o encontrando.—Gally!?

É claro que não demorou muito para que eu me perdesse de Gally, então, tentando ir para algum lugar mais calmo, ou talvez, até onde eu pudesse beber alguma coisa depois de um dia cheio desses, com tudo o que aconteceu.

—Certo...—digo suspirando, ainda tentando passar por entre toda aquela gente.—Com licença...

Enquanto caminhava, encarava tudo à minha volta, e em como eles conseguiam desligar-se da realidade exterior e de todos os problemas que tinham em suas vidas, com um simples bater de notas ou com simples danças, pois nada disso fazia meu mundo parar. Deveras, nada.

Prosseguindo, ainda me surpreendi quando encontrei Minho no meio de toda aquela dança e muvuca, dançando com uma garota. Minho? Minho dançando com uma garota? Sorri, tentando ver quem era, mas não demorou para perdê-lo de vista novamente. Fiquei tão aliviada quando vi as luzes do bar, o lugar mais silencioso, pelo menos. Porém, ao dar mais alguns passos, minhas pernas travaram. Minha respiração travou, e só me sentia ali, estática entre todos aqueles que dançavam em volta.

O que eu vi, aquilo sim fez o dia ficar ainda pior.

Era Newt, ou melhor não Newt, mas seu sósia, ou melhor, Beth. Era ele no meio de uma dança entre duas garotas. Ambas loiras, enquanto aquilo não poderia ficar pior com as esfregadas ou com o fato de aquilo ser completamente nojento, apenas em um ato de dançar, ou os beijos e toques que faziam meu coração quebrar e se partir em diversos pedacinhos.

Aquela cena, aquela droga de cena foi o suficiente para minha cabeça virar um turbilhão, enquanto todas aquelas vozes em minha mente se afloravam de uma só vez, tomando forma enquanto pensava. "Aquele não é o Newt", sim, Brenda estava certa, não foi, nunca será, nunca chegará perto, pois o meu Newt, jamais, faria uma coisa dessas.

Quanto à minha respiração? Falha? Ofegante? Inexistente? Tantos sentimentos em apenas alguns segundos que poderiam parecer poucos para quem visse, mas o suficiente para mim. Farta daquilo, pasma, com a garganta entalada, voltei meu caminho para o bar.

Sabe a música alta, o ar escuro e a gritaria? Já nada mais importava. Só o que me importou naquele momento foi tomar assento no balcão, respirar até ser atendida.

—Um copo de vodka.—digo, sem encarar o homem que abriu a garrafa.—E outro de uísque.

Apesar de sentir aquele olhar questionador sobre mim, aquele homem apenas obedeceu, logo, haviam duas bebidas na minha frente, e eu as fitei sentindo que choraria se não bebesse logo. Então, respirando fundo, pego a vodka e viro-a no copo com a outra bebida, uma vez que estavam misturadas, viro tudo de uma só vez na garganta.

A tosse foi algo constante durante alguns segundos.

—Se você quiser ficar bêbada de uma vez, ta fazendo direito.—disse uma voz, mas fiquei tonta o suficiente para não identificar o dono, que pareceu vir até mim, e sentar-se ao meu lado. Não ousei encará-lo.—Mas acho que eu prefiro você sóbria.

—Ta fazendo o que aqui, Zac?—questiono, impaciente.—Não me diga que ta me seguindo? Melhor, o meu irmão te chamou, como te chamou pra ver aquela briga?

—Não fui ver aquilo pelo Gally, fui ver como você se sairia lutando assim, eu nunca te vi daquele jeito, numa luta corpo a corpo.—esclareceu ele, tentando soar gentileza.—E aliás, parabéns, foi incrível.

—Ouço isso constantemente.—digo, nada sutil, fazendo menção para o homem que me serviu a bebida.—Outra, e um copo de água.

Enquanto o homem assentiu, pude sentir Zac inquieto ao meu lado, então virei minha face para vê-lo, vê-lo perto assim não era nada bom, principalmente no estado deplorável em que eu me encontrava.

—O que você quer aqui, Zac?—questiono.

—É aqui que eu venho, toda as noites desde que você me deu um pé.—respondeu, exibindo a sinceridade que nunca faltou, bom, comigo pelo menos.—Pode perguntar, sou o cliente favorito deles.

—Ta brincando comigo, voltou a beber?

—Igualzinho a você.—retrucou, mostrando-me certo sorriso, enquanto eu recebia minhas bebidas e misturava-as. Mas a água não chegou, de certa forma, não me importei. Estava pronta para colocar o líquido com álcool na boca, quando Zac segurou meu braço.—Parece que não fui o único a vir pra esse caminho, não é Beth?

—Não me chama assim.—digo, séria, sentindo algo se misturar e queimar em meu estômago.—E me solta por favor.

—E te deixar acabar com você mesma, assim?

—Essa é a ideia de diversão do Gally.—retruquei, usando a mão livre para retirar sua mão forte que segurava meu pulso.—Então, eba, me deixa me divertir e ficar acabada remoendo o passado do seu lado, que tal?

—Não desse jeito, só se for em um jantar na minha casa, não aqui.—disse ele, negando com a cabeça.—Não faz isso com você, linda.

Já era tarde, quando ele disse aquilo, toda aquela bebida já estava virada em minha boca, e eu lutava contra uma horrível tosse que corroía minhas entranhas. Ainda podia senti-lo fitar meu rosto, mas minha consciência já estava se afundando, já me sentia sonolenta e não conseguia mais pensar claramente, era como estar com sono e não poder dormir.

—Outra!—exclamo, ao terminar de tossir.—E sabe de uma coisa, Zac?—digo, soltando aquele sorriso tosco logo em seguida.—Sabe quem eu vi?

—Quem você viu?—perguntou, paciente, mesmo que sentisse pena.

—Eu vi o Newt, e adivinha?—outros risos, mas não eram tão altos e desnorteados, eu ainda não estava bêbada.—Ele tava pegando duas loiras, do tipo lindas, e bem sexy.

Conforme falava aquilo, sentia meu peito doer e minha voz ficar mais baixa e tristonha, cansada e pesada. Só o que me restou depois de estar com aquilo na cabeça, foi o silêncio consumidor, que permaneceu até os próximos dois copos de bebida chegar.

Uma vez que a vodka e o uísque estavam na minha frente, como anteriormente, desta vez sem pressa, eu os misturei, derramando um pouco pra do copo e me apressei em bebê-los, lentamente, sem pressa, queria simplesmente poder esquecer do que havia visto.

—Certo, é isso e chega.—falou Zac, colocando uma nota de dinheiro no balcão a nossa frente.—Agora você vem comigo, vou te levar pra casa.

Assim que ele disse aquilo, senti meus pelos se arrepiarem, e uma raiva imensa estar presente em meu peito. Não queria ir embora, mas já não sentia mais poder ou controle sobre o que dizia.

—Não, eu não quero!—respondo, feito criança birrenta.—Vou beber mais um pouco...

—Nada disso, chega pra você.—retrucou ele, me puxando, e fazendo-me ficar em pé ao seu lado.—Anda, vem, vamos embora.

—Não Zac, não, vamos dançar...

Falava aquilo, inconsciente, ao ouvir o som de música perto. Não sabia exatamente o que estava fazendo, e duvido que me lembraria depois, mas naquele momento, me pareceu... certo, estar ali com ele, ou até mesmo dançar ao seu lado.

Em que mundo eu estava? Talvez, nas nuvens.

—Vem, dança comigo.—digo, em seguida soltando um leve riso antes de colocar seus braços em minha cintura, por conseguinte, meus próprios braços, em volta de seu pescoço, encarando os olhos claros assustados.—Tá tudo bem...

—Não, não está.—retrucou, sentindo-me mais próxima.—A gente terminou e você está bêbada, Liza, não ta nada bem.

O que havia dito meio que me deixou, por alguns segundos, mais atenta, uma sensação que passou rápido, pois novamente, só o que fiz foi soltar uma gargalhada, sentindo-me quente, mais o queria mais perto.

—Nada dá certo mesmo.—falo, dando de ombros, sentindo aquela agonia no peito, enquanto a vontade de rir passava, mas em compensação, só o que ficou foi minha velha companheira, a dor.—Minha vida sempre foi um fracasso, todos que chegam perto de mim sempre morrem.

—Liza...

—Não, eu não quero que você também morra...—afasto-me dele, iniciando outra sessão de risos começou, já me sentia vermelha.—Sabe por quê eu não quero isso?

Zac sorriu, revirando os olhos. Desta vez, foi ele quem me puxou pela cintura, como se me puxasse para voltar a dançar com ele novamente, como o fiz.

—Por quê?—pergunta, abaixando seu rosto para perto do meu.—Por que, hã?

Sorrindo, numa amostra de dentes, segui seu ritmo lento, porém, não só voltei a dançar  com Zac, mas nas pontas dos pés, aproximei meus lábios de seu ouvido direito, e sussurrando, pude sentir seus pelos se arrepiarem.

—Porque eu gosto de você.—digo, depois me afasto, gargalhando.—Sabia disso? Sabia que eu amo o Newt, e aquele cara que tava ali...—viro-me, tentando apontar para qualquer local atrás de mim, mas Zac me puxa para trás, abraçando-me pelas costas.—É igualzinho ele? Sabia disso?

—É mesmo?—fala, esvaindo sua paciência.

—É, mas ele não ta nem aí pra mim...—prossigo, sentindo um bocejo a seguir.—Ele tava com aquelas loiras...—faço uma pausa, semicerrando os olhos.—Eu já disse isso, né?

—Já, já disse.

—Então, ele não me ama mais, e eu gosto de você, por que a gente terminou mesmo?

Nem prestava atenção no que dizia, só o que me lembro daquele momento é de vê-lo me virar, ficando de frente para ele, onde voltamos a dançar aquela música lenta, desta vez, mais perto.

Me lembro de acalmar as vozes, e de não falar mais nada, além de deitar a cabeça em seu ombro, sentindo e respirando fundo o perfume que eu amava, fechei os olhos, apreciando seus braços fortes em volta de minhas costas, me abraçando.

—Zac...—falo, com a voz sensível, ainda de olhos fechados.—Zac?

—O que foi, amor?

—Me leva pra casa.—digo, erguendo a cabeça para olhar aqueles olhos.—Por favor?

Tive certeza, no momento em que vi sua reação, que naquela hora, era o que ele mais queria ouvir. 


Notas Finais


Joguei a bomba e saí correndo KKKKKKKKK

Gente, AVISO!
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https://www.spiritfanfiction.com/jornais/capas-para-a-sua-fanfic-18740670


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