História Cidade Estrelada - Capítulo 4


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Categorias Girls' Generation, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Lucas, Mark, Seulgi, Sunny, Tiffany, Wendy, Yeri
Tags Ansiedade, Arte, Depressão, Drama, Fotografia, Irene, Joohyun, Musica, Rede Velvet, Seulgi, Seulrene, Superação, Toc, Wendy
Visualizações 253
Palavras 3.012
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


socorrooo eu tô com vergonha dessa minha demora. eu sempre disse pra mim mesmo: você não vai atrasar cap, você ira postar nos dias certos. e aka estou eu. mas o que importa é que eu voltei, e logo logo tem mais cap quentinhos.

Capítulo 4 - IV - Iogurte e nicotina


Fanfic / Fanfiction Cidade Estrelada - Capítulo 4 - IV - Iogurte e nicotina

Joohyun. 

   Sempre era calmo ali, nunca tinha mais de cinco pessoas vivas, o resto era tudo matéria e melancolia. Tinha algumas flores colorindo ainda mais aquele campo esverdeado e vazio. Vez ou outra aparecia um gatinho esbranquiçado, que foi nomeado carinhosamente por Cat, um nome meio que óbvio para o bichano, mas foi dado com muito carinho pela Joohyun, que sempre depois da aula, passava ali. Já tinha até feito certa amizade com o gatinho, ao ponto de se tornar rotina levar alguma coisa enlatada para o animalzinho saciar sua fome.

     Naquele dia não foi diferente, tinha levado uma lata de atum e de quebra um pacotinho de ração vitaminada especializada para gatos, fez questão de comprar a melhor ração da lojinha de rações perto da sua casa, deu uma grana, mas não tinha preço ver a felicidade do pequeno ser. O felino sentiu o cheiro de longe e enroscou-se em suas pernas, uma forma de chamar a atenção da humana, essa que apenas sorriu e caminhou até o tumulo conhecido, sendo acompanhada pelo bichinho de cor alva. Sentou-se ali, na grama verde, tirou sua velha e companheira mochila das costas e abriu, tirando a comida que tinha comprado para o gatinho pondo ao seu lado, vendo Cat saborear o sabor do peixe enlatado.

     - Está gostoso, não é?  - perguntou, mesmo sabendo que não teria respostas por parte do bichano, mas era legal conversar com o antigo amigo. – A minha mãe gostava também, sempre dava um jeitinho de colocar Atum no carrinho do mercado, assim como eu fazia com o meu cereal favorito.

      O gatinho soltou um miado manhoso, fazendo a Bae soltar uma risadinha e alisar os pelos - que apesar de ser um gato de rua, rua entre aspas, já que vivia apenas dentro do grande cemitério – macios. Quando terminou de comer, com toda a ousadia, o gato aninhou-se em seu colo, ronronando com o carinho em sua barriga e esquentando-se com o tecido do vestido da menina.

     - Cat – chamou, recebendo um miado – obrigada por cuidar da mãe por mim. Sei que com você aqui ela não se sente completamente só. Sei que isso não é politicamente possível, mas é basicamente isso.

     Sorriu com seus pensamentos, afinal, sempre passava por ali, sempre cuidando do pobre gatinho, porque não o levar para casa? Só assim teria uma companhia quando estivesse longe da Seulgi, já que seu pai nunca estava em casa e sempre que seu irmão tinha algum tempinho, caia no sono devido ao cansaço.  As duas tinham feito uma amizade legal, dificilmente se viam na escola, já que eram de salas diferentes e consequentemente de horários diferentes, porém do mesmo ano, já que Seulgi era um ano adiantada. Uma sempre dava um jeito de se encontrar com a outra, passar um tempo juntas, dividindo balinhas e pacotes de salgadinhos.

     - Mamãe, eu conheci alguém parecida com você – disse, tocando na lápide de mármore com a foto de uma mulher de cabelos negros e sorriso bonito – eu pude a salvar, desculpa não ter corrido quando você estava prestes a ir. Eu quero a ajudar, sabe? Não sei, eu apenas quero ficar ao lado dela e poder protegê-la e abraça-la, cuidar dela. Ela tem um sorriso tão lindo quanto o seu. Sorrisos bonitos jamais deveriam perder o brilho.

     Deu uma pausa alisando os pelos macios alheios, seu peito doía e aquele bolo na garganta já se mostrava presente novamente.  Joohyun não era de ferro, sempre prometia a si mesmo que seria forte daquela vez, mas sempre deixava escapar uma lágrima, mostrando que ainda era humana.

     - Eu ia me esquecendo – disse, virando-se novamente para sua mochila, tirando de dentro algo que trouxe com cuidado – eu trouxe girassóis, eu li no seu diário, desculpa por isso de novo, mãe. Mas como você gostava, eu trouxe-lhe. Elas não são tão grandes, mas te garanto que são lindas.

     Ela colocou com cuidado os dois girassóis sob o gramado no chão, e aquilo pesava em seu peito, lembrava perfeitamente quando foi ali pela primeira vez. Tinha se agarrado na calça social preta do irmão e tinha chorado por ter as lembranças de dois dias atrás invadindo sua cabecinha, o medo tinha começado a ser sua maior inimiga e ironicamente sendo mais companheira que sua melhor amiga. Por onde andava, o medo e a insegurança lhe acompanhava e no começo ela não arriscava a dar um basta naquilo, mas com o tempo, seu limite foi chegando ao máximo, foi quando começou a expulsar o medo e a insegurança. Ela fez isso enfrentando o passado. Fez isso por amor a si mesmo.

     O sol ainda estava presente no céu, pegou os girassóis e os paralisou na sua frente, vendo a flor vira-se na direção do sol, foi ai que se lembrou de que a flor precisava de água, foi quando se levantou e foi atrás de um pouco de água e conseguiu com o porteiro um potinho seco de ramén, onde encheu e colocou os girassóis. Foi um ato simples, mas pouparia a vida das flores.

      - Sabe mãe, mesmo que eu já tenha lido todos os seus diários e tudo sobre você, eu ainda não entendo – suspirou – eu não entendo porque você decidiu partir. Eu não estou julgando sua dor, mas você ainda tinha algo pelo que lutar! Eu sei que com o tempo tudo foi perdendo sua cor, sua importância e sabor. Eu sei que tudo foi se tornando vazio. Eu sei que nem era tristeza, nem felicidade, nem medo, nem nada. Eu sei que você ainda respirava, mas que não era a mesma coisa por dentro. Mas sabe, mãe, você ainda tinha a gente. – Joohyun respirou um pouco e baixou os olhos para seus dedos alvos vendo suas unhas vermelhas bem feitas com resquícios de tinta amarela, se perguntava se tudo o que tinha falado tinha sido um julgamento e naquele momento, sentiu-se culpada – desculpa mãe. Desculpe-me pelas palavras.

     Joohyun ainda lutava para compreender o motivo da partida da sua mãe, ela corria atrás, era a única que ainda falava da mulher, era a única que a visitava todos os dias, mesmo sabendo que sua mãe estaria ao seu lado em todos os momentos e em todos os lugares.

     Seu irmão odiava quando o assunto era sua mãe, o mais velho até que tentava compreender o que tinha acontecido e se culpava por nunca ter visto o sofrimento da mulher. Para o senhor Bae, a mulher nunca existiu. Amava a esposa, mas era melhor pensar que a companheira nunca tinha entrado na sua vida, mesmo que ainda visse o rosto da mulher ao olhar para os filhos, mas especificamente para a Joohyun, que tinhas as feições mais parecidas com a da mãe. Seu pai era um homem espetacular, mas desperdiçava a vida com remédios antidepressivos ao ingeri-lo com álcool. Era um alcoólatra, mas odiava admitir isso, por isso chegava em casa de madrugada, na ponta dos pés, tropeçando. O mais velho não imaginava, mas Joohyun só dormia ao saber que o pai estava em casa e seguro.

     O despertador do seu celular anunciava que teria que ir embora caso quisesse chegar cedo para o jantar, olhou para o gato, que agora dormia em seus braços e decidiu que já estava na hora do felino ter uma família, ter um teto quentinho nas noites, principalmente de inverno, e comida a vontade. O céu mesclava em azul e róseo, nem tinha percebido que tinha passado tanto tempo ali, pensando e falando como tinha sido sua manhã e o final do seu dia anterior. Sabia que estava conversando com uma matéria, que em todos esses anos, já tinha feito a decomposição e agora seriam apenas ossos. Mas sentia sua mãe ao seu lado e se sentia segura para conversar sobre alguém. Conversou, silenciosamente, com o nada sobre como tinha sido seu último mês ao lado da ruiva, sentindo tudo. Tinha falado que elas não trocavam muitas palavras, apenas sentavam em um lugar ao ar livre e observavam o ambiente. Contudo, aquilo era legal. Elas se entendiam apenas com pequenos gestos.

     - Estou indo mãe – abaixou-se, passando a mão alva sob o gramado e depois na lápide, especificamente na foto da mulher sorridente – eu sinto sua falta, amo você.

     Colocou a velha mochila nos ombros e pegou o gatinho nos braços, enquanto caminhava até a saída do cemitério, deixava carinho na face do felino, que não reclamava com o contato. Sempre caminhando do lado esquerdo até o portão principal, não sabia explicar muito bem o porquê daquele ritual, mas sentia a necessidade de sempre repetir, sentia-se extremamente agoniada se não fizesse, vai entender. Ao sair, foi surpreendida pelo porteiro, que a parou e olhou para os seus braços.

     - Você vai leva-lo? – perguntou, referindo-se ao bichano. Com receio, Joohyun confirmou com a cabeça e o porteiro sorriu, passando a mão nos pelos brancos – fico feliz que tenha arrumado uma família, amigão. Obrigado, Irene.

     Joohyun assentiu, permitindo deixar um sorrisinho no ar. Seria legal ter algum animalzinho de estimação, talvez, quem sabe, seu irmão também gostaria da ideia. Ao chegar a sua casa, viu o irmão colocando a mesa, pôs o novo membro da família no chão e lavou as mãos logo em seguida indo ajudar o mais velho, que aceitou a ajuda com um sorriso gentil. Seu pai não estaria em casa àquela hora, iria demorar a chegar, por isso logo sentaram e comeram calados.

     Foi feliz nos últimos anos, e ainda era, o problema é que ás vezes o silêncio lhe incomodava. Ao lembra-se, de uma das poucas lembranças que tinha da família reunida á mesa, sorriu de canto. Sentia saudades daquilo.

     Uma coisa que sempre fazia era ficar o maior tempo possível longe de casa, quando seu irmão ia trabalhar e o seu pai ainda estava no escritório, normalmente passava a maior parte do tempo ou na biblioteca da escola ou no campus dois, onde poderia desenhar. Ainda estava esperando a resposta da secretaria da escola, já que no mês anterior se disponibilizou a trabalhar na biblioteca, se fosse aceita, poderia se sentir um pouco mais realizada.

     Por um momento, a cozinha acolheu o silêncio de ambas as partes, tudo o que se podia ouvir eram os hashis de metal batendo contra a porcelana bem detalhada do prato. Joohyun sempre foi uma admiradora do silêncio, era gostoso ouvir o que o ambiente queria transmitir, mas naquela noite o silêncio era algo que não queria. Olhou para o irmão, que comia como um verdadeiro cavalheiro, e pôde admirar seus traços bonitos, porém cansados. Joohyun sempre foi conhecida pela garota de piadas de velho, embora fossem piadas horríveis, ela sempre conseguia arrancar uma risadinha.

     - Oppa.

     - Sim?

     - Para que serve os óculos vermelhos? – perguntou, como se não quisesse nada, sem olhar para o homem a sua frente, mantendo os olhos no prato, era uma forma bacana de não entregar na cara dura que aquela pergunta aleatória era mais uma piada sem graça.

     Joohyuk até parou de comer por um breve instante. Pensativo, o homem pôs os hashis ao lado do prato e apoiou os cotovelos na mesa, observando a mais nova comer sem dizer um piu. Depois de muito pensar, o Bae decidiu que era hora de se entregar.

     - Eu não sei, pra quê serve?

     Joohyun deu uma pausa na comida e olhou para o irmão, que ainda mantinha os olhos sobre si. Com um semblante serio e cínico, Joohyun passou os dedos sobre os logos cabelos roxos e deu um leve sorriso antes de responder:

     – Para vermelhor…

     - Ai meu Deus, Joohyun sai da mesa.

     Não demorou muito para que o mais velho começasse a rir e Joohyun o acompanhar em seguida. Era bom ter irmãos, mesmo com todas as contradições e gosto diferente era bom rir de alguma piada sem graça. Ao sentir o felino enrosca-se em suas pernas abaixo da mesa Joohyun acabou se assustando um pouco, não de uma forma exagerada, mas o suficiente para o irmão lhe olhar desconfiado, percebeu que não tinha conversado com o mais velho sobre aquilo, e como o mesmo já tinha um olhar atento, decidiu que aquela era a hora perfeita.  

     - Joohyuk oppa – chamou baixinho, vendo o homem a olhar com um sorriso gentil nos lábios – você se importaria de ter um gato?

     O advogado riu.

      - Um gato, Irene? – perguntou risonho, depois balançou a cabeça em confirmação – um gato não seria problema. Amanhã, assim que você sair da escola e eu sair do escritório nós podemos passar em um abrigo, o que acha?

     A mais nova riu, Joohyuk faria qualquer coisa para ver o sorriso no rosto da irmã, sentia que era sua obrigação por ser o mais velho dentre os dois.

     - Oppa – chamou novamente – bom, eu acho que não precisa passar no abrigo.

     O homem parecia confuso.

    - Hoje eu estava andando e vi um gatinho, então eu resolvi trazer pra casa. Algum problema?

     - Não, querida, sem problemas.

     Não queria falar que tinha o pego no cemitério e que já tinha feito uma grande amizade com o animalzinho, pois sabia que Joohyuk iria se sentir incomodado, assim como ela, ele também se sentia culpada pela morte da mãe, mesmo que nenhum dos dois tivesse culpa pelo ocorrido. Depois do jantar, Joohyun decidiu que lavaria a louça enquanto Joohyuk mimava o bichano.  Assim que terminou de lavar toda a louça suja, correu até a sala com intensão de assistir alguma coisa ao lado do mais velho, mas foi surpreendida com o som da campainha. A mais nova se levantou pra atender, mas o rapaz foi mais rápido. A Bae ficou ali, tateando um canal bom quando seu irmão apareceu com um sorriso bobo no rosto ao seu lado.

     - Tem uma moça bonita na porta – falou, sorrindo mais ainda – e ela está procurando por você. 

     - Quem?

     - Eu não sei, mas eu perguntei se ela queria entrar e ela falou que preferia ficar lá fora – falou com uma tonalidade triste, provavelmente magoado, sempre gostou de ver a casa cheia e animada, coisa que a residência dos Bae não era com muita frequência. – ela tem os cabelos laranja meio ferrugem e as bochechas dela são rosadas. Ela é muito bonita!

     Joohyun riu involuntariamente ao pensar na possibilidade de ser Seulgi na sua porta, tirou o gatinho de cima de suas pernas e se levantou, batendo na roupa para afastar os pelos esbranquiçados. Antes de seguir até a porta, seu pulso foi segurado, a fazendo parar.

     - Você gosta dela, não é? – perguntou o mais velho num sussurro, vendo a irmã arregalar os olhos e corar fortemente – eu sei que gosta. Agora vai. Meu Deus, minha criança tá crescendo, eu sou o irmão mais orgulhoso desse mundo!

     Joohyun ainda sentia suas bochechas queimar, seu irmão sabia da sua sexualidade e não se importava, afinal, a felicidade da irmã em primeiro lugar. Seu pai também sabia, e assim como o irmão, não se importava, na verdade de começo não tinha aceitado muito bem a ideia, mas nunca foi capaz de expulsar a própria filha de casa, o mais velho achava desumana tal atitude. Demorou um pouco, mas percebeu que ver a filha feliz era o melhor a ter.

     Assim que chegou a porta de casa e viu uma silhueta um pouco menor que a sua e sorriu, não sabia ao certo o que sentia pela mais nova, mas sabia que gostava da companhia da ruiva, gostava de se preocupar com a mesma e de vê-la sorrir, gostava da ideia de querer protege-la e de tê-la ao seu lado, em qualquer que fosse o momento. Tinha gostado do último mês, tinha sido um mês diferente, sentia-se diferente. Era apenas diferente, e até onde via, era um diferente bom.

     - Oi fada.

     Seulgi sorriu, virando o seu corpo na direção da voz doce, Joohyun estava extremamente fofa em sua opinião, os fios roxos caídos nos ombros, á blusa fina de mangas cumpridas escondendo as mãos, queria a abraçar e a proteger, mas conteve seus desejos apenas para si mesmo. Joohyun notou que as feições da Seulgi estavam bem melhor agora, não tinha nenhuma cicatriz no rosto.  As garotas mais velhas ainda apareciam, mas não a espancavam ao ponto de lhe ferir gravemente, apesar das preocupações, Joohyun sorriu por não ver nenhum arranhão. Sem os machucados, era possível admirar ainda mais a beleza da Kang, tanto por fora quanto por dentro, era realmente uma moça bonita, com uma pele leitosa, um sorriso infantil e com um brilho no fundo desconhecido daqueles olhos breu.  Sabia que mesmo com os problemas, Seulgi ainda era uma menina doce, gentil e amorosa. As amarguras da vida não tinham forças suficientes para prejudicar sua doçura.

     - Joo, você quer ir á praia comigo? – perguntou baixinho, meio envergonhada fazendo Joohyun sorrir, era fofa de se apreciar – é que eu queria ver as estrelas, e queria que você estivesse ao meu lado. Mas se você não quiser ou não poder ir tudo be-

     - Eu vou avisar ao meu irmão.

     Seulgi sorriu largo e concordou, falando que iria a esperar ali mesmo. Estava tão nervosa, estava tão feliz e estava se sentindo tão bem que mal conseguia acreditar que finalmente estava voltando a ser quem realmente era. Não demorou muito para que Joohyun voltasse, dessa vez com dois moletons, jogando um para a mais nova, que á olhou um pouco confusa.

     - A praia é fria, o tempo vai esfriar e essa regata não vai ajudar em nada. – disse por fim, puxando o pulso da menina que tinha parado no meio do caminho ao observar a peça de roupa.

     Quando finalmente chegaram á praia, sentaram-se em uma pedra grande. Joohyun era viciada em balinhas de iogurte, adorava o sabor cremoso que se desfazia em sua boca, lembrava-lhe muito a felicidade e tinha gostinho de amarelo. Seulgi tinha vício em cigarros e era incrível como a nicotina lhe acalmava, gostava quando tragava e sentia o gosto da própria decepção e fracasso. Sentia-se, de alguma forma, acolhida.

 

     Mas isso era antes de se conhecerem. 


Notas Finais


oi nenes, voltei hehehe eu tava super curiosa pra saber de onde vocês são, serio! bom, eu sou de Pernambuco, de onde vocês são?

221117


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