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História Cidade Lunar - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é a minha primeira fanfic
Espero que gostem
Boa leitura 🥰
Capítulo não revisado

Capítulo 1 - Primeiro Capítulo


Um, dois, três. Um, dois, três - Lucy contava inúmeras vezes para tentar se acalmar, mesmo que fosse inútil ela tentava. Sabia que nada naquele momento a acalmaria, mais não custa tentar né? Lucy tentava fugir das tentações que seus pais imporram nela, eles lhe oferecem um abrigo quentinho, dinheiro e comida, tudo isso em troca de um casamento. Podia soar meio clichê mais era isso que os pais dela fazia, aliás que pessoas em pleno século 21 fazia este tipo de coisa? Aí que está, eles não eram pessoas, eram demônios fantasiados de pessoas.

"Mais isto também não justifica este absurdo" Pensava Lucy.

Ela estava num banco de uma praça perto de seu serviço, estáva indo trabalhar quando uns homens que trabalhavam para seus pais lhe pararam na rua para conversar, fizeram aquela proposta absurda, seus pais jogaram baixo, sabiam das dificuldades que ela passava, por isso tudo aquilo de casa, comida e dinheiro.

- Golpe baixo - Dizia inconformada com aquilo. Elaa havia fugido deles quando mais nova, eles eram tão abusivos e controladores, e ela não consigiu fazer o que eles queriam, simplesmente não conseguia fazer nada que eles a pedia, e eles não a entendia, de acordo com eles ela havia sido criada do mal para fazer o mal, mais ela não fazia isso, ela fugia disto, não conseguia ver pessoas sofrendo, preferia se ver sofrendo.

- Atrasada - Suspirou alto, denovo estáva atrasada, um dia a paciência de seu chef com ela iria acabar se continuasse assim. Ela levantou se, deu uma leve arrumada na roupa, checou denovo as horas e começou a andar com pressa.

~//~

Por algum motivo o seu chefe não a xingou, mais em contrapartida teve que ficar algumas horas a mais, trabalhava em um bar, ficava no balcão preparando as bebidas, gostava de seu serviço, sempre tinha uns caras que faziam piadinhas sem graça mas também tinham aqueles que realmente sabiam conversar.

Era um dia movimentado, um dia de jogo que parecia ser um jogo importante já que o bar estáva lotado de pessoas que gritavam e vibravam a cada lance do jogo. Ela se sentia aflita e incomodada, sentia que alguém a estava encarando, como se alguém estivesse lhe olhando com os olhos cheios de fogo.

- ... Minha mulher ... Eu quero mais que ela morra ... Tadinha dela né? - Falava um cliente já bêbado tagarela sobre esposas e sogras que ele já tivera, e ela não escultou nada.

- Hum, sim sim, tadinha dela coitada - Não sabia do que ele estava falando, não havia prestado atenção em quase nada. Olhou para o lado de relance, alguém a chamava - Desculpe estão me chamando, com licença.

- Ah si siim - Já estava bêbado "coitada da mulher dele pensava ela."

Caminhou até o outro lado do balcão desviando dos outros funcionários até chegar nele.

- Boa noite, o que deseja? - Dizia já pegando um bloquinho de pedidos.

- Boa noite, whisky por favor - Grossa, a voz dele era muito grossa e ele era muito bonito tinha que admitir, trajava um uma camisa social preta dobrada até o cotovelo os dois botões da camisa estava aberta, tinha tatuagens espalhadas pelo pescoço e pelo braço, dava para ver pelas meias aberturas da camisa. Subiu mais os olhos o seu rosto era bonito e seus cabelos impecáveis. Os olhos eram bonitos também, mais tinha algo de diferente eles não tinham vida alguma, nenhum brilho sequer nem um olhar de rancor ou de tristeza, nada. Se assustou com aquele fato, nunca em sua vida havia visto olhos assim, ficou perplexa paralisada, mais voltou logo em si, não ficaria encarando os clientes assim do nada, era grosseria.

- Sim, claro - Merda sua voz havia saindo trêmula, ele sorriu para ela, ele havia percebido, merda denovo. Virou de costas e começou a preparar a bebida que ele havia pedido.

- Sem gelo por favor - Se arrepiou, passou uns calafrios pela sua coluna, quando ia colocar o gelo no copo ele falou isso. Literalmente ela tremeu na base com a voz dele.

- Deus... - Sussurrou baixinho, ironia não? Logo ela que um demônio pedindo por Deus. Acabou de encher o copo, virou-se e lhe entregou o copo. Suas mãos se tocaram, ela denovo se arrepiou

"Mais que merda e está" Pensou ela inconformada com as reações de seu corpo. Ele pegou o copo lhe encarando. Não aguentando mais a situação ela fez a coisa que lhe achou mais conveniente

- Ei moça - Um homem baixinho e barrigudo balançava a mão frenéticamente a sua direção a chamado para ser atendido,

Salvação, ela achou que nunca ia se sentir grata por um homem aparentemente bêbado chamando por ela

- Com licença senhor - Disse Lucy, nem esperou um segundo a mais, se virou e praticamente saiu correndo em direção ao homem bêbado. Foi por pouco pensou ela.

~//~

A noite tinha sido realmente agitada, estava cansada, exausta na verdade, não havia mais visto o homem "estranho" mais na noite, o que agradeceu aos deuses por isso, ela não ficava com clientes assim na cabeça, mais ele era diferente, não pelo fato de ser bonito mas sim pelo fato dele ser um pouco familiar, sim ela achava ele familiar só não sabia de onde mais achava. Por um momento cogitou na ideia de ser uns dos "capangas" de seu pai, ficou um apreensiva com está ideia, se fosse verdade tinha que se mudar de emprego rapidamente, não só de emprego mais de cidade também, se bem que aqueles homens sabiam onde ela estava na hora da proposta absurda. "Eu realmente tenhoque mudar de bairro, pelo menos" era sensato pensar assim, mais era difícil achar um ap/casa que de para ela pagar, custou achar um lugar para ficar com o preço super baixo, realmente não sabia o que fazer, estava perdida.

Perdida era a palavra certa para ela naquele instante, estava tão distraída que acabou batendo com a lombar na "esquina" da messa. Doeu, bateu o osso nela, ficaria roxo no dia seguinte certeza. Tinha ficado sozinha no bar, tinha que limpar e fechar ele, já era muito tarde cerca de uma 2:50 da manhã, realmente o dia tinha sido longo e exaustivo, presisava de uma cama e um banho urgente, acabou o trabalho o mais rápido o possível para poder ir embora. Fechou a tranca do bar e colocou a chave debaixo de uma planta que ficava ali. Infelizmente naquele horário não tinha ônibus, nem metrô. Um Uber/táxi aquela hora ficaria muito caro. Resolveu ir andando, não morava muito longe dali, umas meia hora andando

As ruas sempre lotadas de dia agora vazias, isso pode soar um pouco assustador para outras pessoas mais para Lucy era até mesmo um pouco calmante. De dia quando as ruas estão cheias a Lucy tinha impressão de que era observada e julgada a cada passo, a noite naquele horário especificamente quando não tinha ninguém mais na rua ela podia sair até mesmo um pouco menos preocupada por aí, tranquila escutando suas músicas pelo fones de ouvido.

Quando ela virou uma rua percebeu que tinha alguém seguindo ela, o que era estranha por que aquela parte da cidade era deveras segura, então achou que era apenas impressão mais só para garantir aumentou o ritmo dos passos não queria ter outra surpresa aquela hora da noite.

Estava perto de casa quando sentiu um mão em seu ombro esquerdo, Lucy gelou na hora teve a sensação de que a alma dela saiu do corpo e voltou em milésimos de segundos. Estava pronta pra correr quando a pessoa tirou o fone dela do ouvido e começou a falar baixo

- Achou mesmo que eu não viria, meu bebê - Uma mulher disse com a voz baixa

Lucy olhou para a sua mão que ainda estava repousada em seu ombro, logo reconheu aquele anel que brilhava no anelar da mulher, era a sua mãe

- Que susto! Tá maluca aparecer assim do nada?- O coração de Lucy ainda martelava contra o seu peito, agora de frete para a sua mãe ela conseguia enxergar quase nada em seu rosto.

- Own meu bebê te assustei foi? Desculpa mais você não me atende quando te ligo - Lucy tinha motivos para isso - é nem ao seu pai - Para isso também - estávamos preocupados com você meu bebê

- Mais precisava aparece assim do nada? A senhora e meu pai sabe que eu tô bem, vocês me vigiam toda a hora, e eu não tenho tempo para atender as ligações de vocês.

- Não seja tão cruel com sua mãe minha querida, eu só quero o seu bem meu amor - E Marie _ Mãe de Lucy _ realmente queria, do jeito dela mais queria e Lucy sabia disso.

- Mãe..- Disse já desanimada, ela sabia que quendo a mãe aparecia nada de bom podia sair daqueles lábios pintados com batom cor de vinhos, pelo menos não para ela.

- Meu amor porque você não me convida para sua casa, já esta começando a esfriar hum - Merda.

- Claro, já estamos chegando mesmo - Disse um pouco preocupada, a conversa séria longa teria certeza disso

- Ótimo, então vamos no meu carro - Só agora a Lucy tinha reparado que tinha um SUV preto parado atrás de sua mãe - Aliás porque você não tem nenhum carro ainda meu bebê - "Demonia"

- Não tenho condições a senhora sabe disso - Disse Lucy se sentando no banco de trás do carro, reparou que tinha uma homen na frente dirigindo o carro.

- Você teria condições se morasse comigo e com o seu pai, sabe disso meu amor - Não iria começar a discutir sobre isso com a sua mãe, não quando ela tinha aquela expressão no olhar, expressão de uma mistura de dor, arrependimento e saudade. Marie amava Lucy e virse versa, mais o amor de Merie era quase tóxico de mais para Lucy aguenta sozinha.

Como Lucy já estava quase chegando em casa o caminho de carro ficou mais curto ainda, logo chegaram em sua casa.

A casa - que na verdade era uma kitnet- era de faixada simples, tinha um cercadinho tipo um murinho de cor azul claro na frente, depois vinha um jardim com flores bem cuidadas e bonitas aí depois a casa em si mesmo, na frente tinha uma porta branca e janelas da mesma cor já a parede era de um ton de amarelo meio claro, a casa era bonita até, quando Lucy a comprou ela estava deteriorada em estado de abandono, mais com tempo ela foi ajeitando até que ela ficasse assim.

- Vamos entra mãe, já tá tarde e eu quero dormir - Lucy já estava abrindo a porta da frente quando algo pulou nela freneticamente - Hey Chubbie, meu garoto você não devia estar dormindo em safadinho - Lucy tinha um cachorro salsicha, ele já tinha uns três anos, Lucy o adotou quando ela se mudou para a casa dela.

- Não sabia que você tinha uma cachorro - Disse Merie observando o cachorro e depois a casa de Lucy, a casa era confortável era toda decorada em tons pastéis e continha muitas plantinhas bonitinhas, quem olhava a casa de Lucy assim nem imagina que ela passa necessidade.

- Pois é ele e uma graça né - E realmente o Chubbie era uma graça isso a Marie tinha de concorda - Mais enfim não pra conhecer o meu cachorro que a senhora veio aqui né, então vamos logo ao assunto - Lucy estava impaciente já, "maldita ansiedade".

- Já que eu sei que você não vai oferecer nem um chá eu vou direto ao assunto, seu pai te quer de volta em casa, ele não aguenta mais ficar longe da única filha dele, está morrendo de saudades de você meu bebê e eu também estou volta para gente meu amor

"Eu também quero mamãe" era tudo que Lucy queria falar, mais não podia não depois de tudo que aconteceu com eles.

- Mãe.. A senhora ainda insi-

- Não meu amor me escuta primeiro- Disse Marie interrompendo Lucy - Eu conversei com o seu pai, foi uma conversa longa e difícil até mas consegui convencer o seu pai de desistir do seu casamento, do seu cargo e tudo mais, mas como uma condição você tem que volta a ter contato com ele meu bebê.. - Lucy nunca tinha visto aquela expressão no rosto de sua mãe, uma mistura de clemência, dor e esperança.

Lucy nunca viu sua mãe com uma expressão de clemência no rosto, normalmente as pessoas ficavam com está expressão quando conversavam com sua mãe. Okay talvez ela devesse dar uma chance para ela.

- Mãe não sei direito, não sei o que pensar ainda entende?

- Te entendo filha, eu vou te dar um tempo, mais olha sexta vai ter um jantar lá em casa estamos tentando reunir a família denovo então por favor vai okay?

- Vou tentar mãe - Lucy estava cansada, ela só queria dormi um pouco

- Já estou indo meu amor fica bem okay? - Marie deu um beijo na testa de Lucy, pegou a bolsa que estava no sofá e foi em direção a porta - Ah se você for me mande uma mensagem tá bom? Tchau meu bebê boa noite.

Antes mesmo de Lucy raciocina a mãe já tinha ido embora de sua casa.

- E Chubbie o que nos resta agora e dormir né- O cachorro respondeu com um latido.

                                ~//~


Notas Finais


Espero que tenham gostado 🙂
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Até a próxima 🥰


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