História Cidra e Morangos - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jeongguk, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 14
Palavras 2.370
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - X. taças de cidra e potes com morangos


Fanfic / Fanfiction Cidra e Morangos - Capítulo 1 - X. taças de cidra e potes com morangos

Férias. As tão aguardadas férias, que Jeongguk tanto quis, finalmente haviam chegado, e com elas, o tédio insuportável. O Jeon não esperava que sua salvação fosse tão calorosa e entediante, tão solitária, e tão, tão, tão longa. Talvez, as férias não fossem tão legais como ele esperava que fosse. Aquelas imagens de muitas festas e bebidas, viagens sem rumo e tardes inteiras fodendo alguma garota gostosa, tudo parecia distante e chato demais na cabeça do moreno, que temia sair de sua casa, todos os dias. Afinal, onde estava aquele espírito de estudante viril e agitado? Aquele que curte sem se importar com o TCC — que estava cada vez mais próximo — e dá PT a noite toda? Onde está esse espírito fuck boy, Jeongguk?

Girou no colchão, gritando contra o travesseiro, desesperado. A testa molhada de suor fez com que seus cabelos se juntassem num desenho engraçado, como pequenas ondas de mar ou círculos nada alinhados. As bochechas vermelhas lhe deram um ar fofamente embriagado, mas no fundo isso tudo era calor, do mais puro e horripilante. O sol lá fora brilhava como nunca brilhou antes, e mesmo que já fossem quase 18h, ele não dava sinais de que estava perto de sumir. Maldita hora em que foi focar seus estudos no México. Gostava da comida, gostava das pessoas, do seu humor divertido e o dia de los muertos era com certeza o melhor, sem contar o jeito simples de viver e a boa qualidade que sua faculdade proporcionava. Porém, o clima era quase que infernal. Jeongguk amava o país, exceto seu clima.

“Eu queria tanto que o hyung estivesse aqui…” suspirou, movendo os dedos pela camisa de cetim que usava no corpo, as mãos longas desabotoaram cada botão com delicadeza. Assim que o tecido escorregou pelo seu peito, o garoto ergueu os braços para tirar as mangas. Por pura preguiça, não tirou o tecido debaixo das costas. Seus músculos estavam tensos, o pescoço dolorido e o dorso em chamas. O calor era insuportável, e às vezes Jeongguk se detestava muito por não ter comprado um ar condicionado o mais rápido possível.

O celular vibrou, fazendo o moreno levantar num pulo. Tinha esperanças de que Yoongi estivesse retornando suas chamadas e mensagens, visto que o loiro havia sumido dias desde que viajou para o Canadá para visitar a irmã, e isso deixava Jeon realmente invejado, pois adoraria mergulhar numa montanha de neve agora. Encaixou o aparelho entre os dedos suados, bufando ao ver que não passava de uma mensagem de seu colega de classe e antigo colega de classe. Park Jimin.

O loiro bonitão, com músculos protuberantes e estilo duvidoso, que desde que colocou os pés na faculdade, havia chamado atenção. Apesar dos piercings exagerados e das tatuagens no antebraço, Jimin era sem sombra de dúvidas uma das pessoas mais gentis e generosas que Jeongguk conhecia. O sorriso gigante que fazia seus olhos encolherem e a altura mediana tornavam a aparência do garoto controversa. O Park era alguém legal, porém Jeongguk media esforços para trocar umas palavras com o garoto. O problema era claro: Jimin gostava de Jeongguk, e Jeongguk não. Porém Jimin era insistente o suficiente para invadir o espaço do moreno.

E, bem, não importava quantos foras Jeon desse em Jimin, ele nunca desistia e insistia em convidar o mais novo para um encontro. Jeongguk detestava clichês, e detestava ainda mais o Park, que aparentava sair de um filme adolescente onde o protagonista se demonstra um principezinho omitido debaixo de roupas grossas e escuras. Jeongguk não gostava de Jimin, e não gostaria tão cedo, principalmente se o loiro insistisse naquela ideia de piquenique.

Ora, mas quem diabos faz um piquenique como encontro romântico em pleno século XXI? Exato, Jimin, ele era clichê a esse ponto. A ideia de subir um morro alto e sentar na grama suja debaixo de um sol quente de lascar lhe dava nos nervos, e ele gostaria de morrer somente para poder sumir da face da terra e também da vista embaçada do Park.


jeongguk

até quando vai insistir nesse encontro, man?

não vai rolar, desapega.

jimin

insistirei até que aceite. cá entre nós você não tem muito o que fazer esse final de semana.

 por favor, eu juro que não vai se arrepender, huh? 


O moreno pensou, Jimin não estava errado em relação ao tédio iminente do Jeon. Brincou com os botões de sua camisa, olhando pela janela e avistando o sol prestes a sumir de vez entre os prédios e casas. Agradeceu aos deuses pela tarde estar se encerrando, o calor já estava quase o matando e ele não aguentava mais dormir, acordava depois de vinte minutos suado e agoniado com os cobertores. Talvez não fosse uma má ideia aceitar o convite inconveniente de Jimin, seria? Afinal, que mal teria fazer um passeio pela cidade bonita que México se tornava durante a noite? Tudo bem, ele iria aceitar.


jeongguk

ok, me busca em 1 hora.

jimin

:)))))) 


Jeongguk suspirou, dando impulso em si próprio para se levantar da cama. Sentiu os lençóis puxarem sua pele lentamente conforme ele se levantava, e por alguns segundos pensou estar se fundindo com a cama. Haviam marcas do lençol em seu corpo, amassados, talvez de tanto tempo que passara deitado, ora batendo punheta e ora assistindo a algum filme chato na sessão das dez. Jeongguk perdeu a conta de quantas — poucas — vezes ele levantou da cama naquela semana, talvez cinco ou sete, apenas para ir buscar a comida que havia pedido pelo Ifood. Se Jimin não tivesse lhe feito esse convite agora, os dedos suados de Jeongguk já estariam correndo pela tela do celular, buscando algum combo gostoso de hambúrguer ou um restaurante com uma comida chinesa legal.

Caminhou em passos preguiçosos pelo quarto, procurando as camisas que costumava usar para sair naquele calor, normalmente largas e lisas, com estampas de frutas ou frases típicas mexicanas. Os moletons já moravam no canto do guarda roupa e boa parte de suas bermudas já estavam rasgadas de tanto que o garoto usava. Optou por uma calça, a blusa escura de tecido leve com algumas mangas e limões desenhados, ambos lhe caíram bem. O corpo musculoso do garoto agora tinha um cheiro bom, e o suor que pouco lhe irritava sumiu. Faltavam vinte minutos para Jimin chegar e Jeongguk apenas ansiava.

Jimin fazia estágio com ele meses atrás, mas por conta da indecisão do mais novo, ele resolveu mudar de curso depois que percebeu que música não era lá sua praia. Arte sempre lhe caiu melhor e ele não se arrepende de ter mudado de curso, mesmo que em cima da hora. Já Jimin continuou por lá, eram poucas as vezes que se esbarravam nos corredores, às vezes o Jeon o via com novas tatuagens, ou um penteado de cabelo diferente, os dedos como sempre gorduchos e as bochechas avermelhadas naturalmente — bem, Jeongguk não sabia, às vezes era o calor, às vezes não. Jimin era fechado demais para tirar quaisquer conclusões.

O Jeon suspirou, sentia certa falta da cabeleira avermelhada do loiro se destacando no meio de tantas cabecinhas escuras. Jimin tinha um jeito diferente de ser e não eram só as tatuagens e os hidratantes labiais que indicavam isso. O moreno riu, Jimin era uma pessoa legal pelo que ele se lembrava, apenas muito apaixonado por si e muito teimoso quando queria. Insistente.

Ouviu a buzina alta de um carro que ele conhecia bem. O Jeep tintilava debaixo das luzes cheias de mosquitinhos em frente à moradia do Jeon, que apenas sorriu pela janela ao ver o — atual — loiro descer do carro. As tatuagens de corvos e mandalas se destacavam nos músculos protuberantes do mais velho, que sorriu tão grande ao ver o Jeon surgir pela porta principal, que seus olhos sumiram em dois risquinhos adoráveis.

Jeon trancou a porta e jogou a chave no meio dos arbustos, Lavínia voltaria tarde como sempre e provavelmente lá seria o primeiro lugar que buscaria pelas chaves. Caminhou até o Jeep amarelo, recebendo o Park com um aperto de mão civilizado, mas, como esperado, ele quis o braço quando Jeon ofereceu só a mão, e então seu corpo foi enlaçado num abraço apertado e calorosamente bom. Jimin tinha esse dom, de encantar qualquer um com um abraço, e mesmo que o calor fosse insuportável, Jeongguk não negaria aquela gentileza macia que só o Park sabia proporcionar. 

“Ah, Jeonggukie…. Você fez tanta falta na minha sala! Como está indo o curso de artes?” Bombardeou animado, fazendo o Jeon suspirar. Jimin e sua mania afobada de iniciar uma conversa. Sabia que faria falta para o loiro, mas não imaginava que fosse tanta a esse ponto. “Estou bem também, Jimin-ah. O curso vai bem.” Jimin ruborizou após perceber que se esqueceu dos cumprimentos tradicionais, e abaixou a cabeça, abrindo a porta do carro para o Jeon. Quando certificou-se de que o moreno já estava aconchegado no banco, ele deu a volta, entrando e dando um tranco para que o carro ligasse. 

O trajeto seguia silencioso, conforme Jimin parava em frente a semáforos e lugares com muita luz, Jeongguk percebia o quanto o loiro havia mudado desde que se despediram pela última vez dois anos. Os músculos eram mais evidentes, a boca parecia mais e mais carnuda a cada minuto, e Jeon questionava uma possível cirurgia plástica. Mas, bleh, Jimin sempre teve medo disso. Ele gostava da sua boca daquele jeito, e jamais faria preenchimento ou algo do tipo. Então, provavelmente Jeongguk nunca reparou tão perfeitamente assim no garoto. O maxilar marcado tremia leve às vezes por conta das lombadas e seus olhinhos, como sempre, pequenos, pareciam concentrados. Era fofo, catastroficamente fofo.

“Hm… Chegamos. Espero que não tenha medo de altura.” Jimin disse, descendo do carro para buscar a cesta com comida. Já era noite, umas 18h e era engraçado ver a cidade daquele ponto de vista. Fazia tempo que não se divertia daquele jeito, e estava surpreso que concordou em sair com alguém além de seus hyungs, como Yoongi e Seokjin, que sumiram numa viagem juntos ao Canadá, algo como passeio de casais.

Sentou em cima da toalha que Jimin forrou o chão, surpreso pelo tecido ser grosso e as plantas quase não pinicarem. O loiro distribuiu tigelas e potes, junto com copos e algumas colheres para a possível sobremesa. Havia bastante coisa, porém, o que mais chamou atenção foi a quantidade de sobremesas com morango, e uma grande garrafa de cidra de maçã. Bolos, tortas e alguns brigadeiros bonitinhos que envolviam um grande morango. Jimin amava morangos. Isso era explícito. “Você definitivamente ama morangos.” Sussurrou, observando as árvores ao redor do local onde estavam. “São doces e gostosos, além de serem fofos enquanto florescem.” 

O papo se encerrou. Em menos de minutos, a comida ia diminuindo, e então, o som da rolha da garrafa de cidra estalou pelo bosque. O cheiro cítrico de algo com maçã tomou conta do ar, e o Jeon não pode conter um suspiro satisfeito. Só JiMin sabia do seu amor incomum por cidra, e isso era um ponto em comum entre eles. Segredos os quais eles compartilhavam, mas não se lembravam dos detalhes. O loiro encheu duas taças, roubando um brigadeiro com morango para deliciar junto à bebida. “Jeon, você aceitou vir aqui por dó, ou por espontânea vontade?” Jimin perguntou, sentando-se mais perto do moreno.

As luzes da cidade brilhavam como estrelas terrestres, enquanto eles ouviam apenas o barulho dos pássaros. Jeongguk pensou, não sentiu dó do loiro durante todo o passeio, sequer se lembrava da paixão que ele possuía. “Não, vim por espontânea vontade. Por que a pergunta, Jimin-shi?” Deu de ombros, sem saber o que responder para o Jeon.

“Eu ficaria triste se fosse por dó. Quero que goste de mim e da minha companhia porque sou alguém legal, não alguém merecedor de dó.” Ele sorriu, soltou um soluço pela bebida. Apesar do álcool não ser em grande quantidade, ainda sim era preciso tomar cuidado, visto que ele dirigia de volta ainda naquela noite. 

O Jeon suspirou, a luz da lua iluminava levemente o rosto do Park, que bebia suavemente, o morango preso entre os lábios gorduchos dava um contraste miseravelmente sexy. Por alguns segundos, Jeongguk pôde jurar sentir as pernas bambearem e a boca salivar perante as coxas grossas do mais velho, que se deitou cansado depois de alguns segundos. A garrafa de cidra pareceu deixá-lo sonolento, e parecia estar repetindo o ato com o Jeon, que se amoleceu sobre o braço musculoso do colega. 

Sentiu um curto arrepio subir por sua espinha, parando na nuca e se espalhando pelos braços. Girou o corpo para o lado, ajeitando-se sobre o braço-travesseiro que havia arrumado, passando a observar minuciosamente os detalhes pequeninos do rosto do Park. Puxou um morango de dentro do pote, o enfiando na boca de uma só vez, e quase engasgando quando, de repente, Jimin ficou de frente para si. Os rostos numa distância perigosa, os joelhos se roçando levemente, assim como os ombros caídos e os narizes. Mais um pouco e Jeon estaria fundido com o hálito quente e cheiroso do Park que, sonolento, caía mais e mais para frente. 

Se estivesse são, ele fugiria daqueles lábios bonitos e redondos, melados de morango e com sabor de cidra. Mas Jeon estava bêbado, e, quando menos esperou, já não se preocupava mais com os lábios colados e aquela troca de salivas esquisitas. O Park separou suas bocas por um soluço, os olhos lacrimejando de sono e então virou para o outro lado da toalha, voltando a dormir. Por outro lado, Jeongguk estava assustadoramente quente. As bochechas pegaram fogo assim como seus lábios estavam dormentes. Ele gritaria e bateria no loiro se não tivesse gostado do beijo, mas, a situação era contrária. Jeongguk havia gostado do sabor adocicado e da maciez surreal da boca do cara que até pouco tempo atrás mais lhe dava nos nervos. Quem diria que, em menos de duas horas juntos, Jimin conseguiria despertar o lado gay de Jeongguk?

Bem, talvez ele responderia isso quando estiver mais acordado, e mesmo que Jeongguk gostasse e quisesse um replay, ele jamais admitiria para o loiro, que, até então, não lhe era mais um incômodo.


Notas Finais


CARAAAAALJOOOOOOO eu nem acredito que essa fic realmente veio ao ar, de verdade, eu tô tão feliz e animada que nem me cabe no peito AAAAAAAA

é com muitíssimo orgulho, do fundo do meu coraçãozinho, que eu venho mostrar para vocês minha primeira jikook, minha tão amada filha. eu nunca fui muito apegada ao shipp, e nunca me dei bem de cara com ele, porém, depois de ler 'ele é como rheya' tudo mudou e eu passei a ter um carinho com o shipp, tanto que comecei a escrever fics com ele, e até participei do @babygullpjct por um tempo, sim essa fic seria postada nele :(( porém, por alguns devaneios, minha saída veio e agora Cidra e Morangos é uma história independente.

espero que tratem minha filha com carinho, e dêem total apoio as minha próximas crias — hotteoks, joy division e jimin, e intrusos — assim como apoiaram ou vão apoiar essa. eu agradeço também a @hybo pela betagem impecável e pelo trabalho invejável dela, eu sou realmente muito grata pela paciência que teve com minha história — já que eu escrevo muito rápido e alguma palavras saem destorcidas hihi — e também agradeço imensamente a @jikookioppa pela capa espetacular e lindíssima que ela fez, sério, eu amei ela demais mesmo 💗💗💗💗💗💗

obrigada desde já a todos que tornaram tudo isso mais colaborativo e fizeram de Cidra e Morangos o que é agora, amo vocês, e até a próxima 💗💗💗💗💗


p.s: inscrevam-se no @babygullpjct 😚👌🏻👌🏻 sucesso total


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